De modesto ele tem apenas o nome. Encara a plateia do Teatro Eva Herz lotado e dá diagnóstico e tratamento para os males do Brasil. A sociedade civil precisa assumir o controle das coisas. Para isso, é necessária uma nova Constituição. E ele já a está esboçando.

O professor Modesto Carvalhosa nunca foi tão popular. O lançamento de seu livro na noite de segunda-feira (11/6) na cidade de São Paulo reuniu uma multidão.
Garçons passam servindo sucos e água em meio a uma fila para comprar o livro e outra para retirar senhas e assistir às palestras. A média de idade era avançada. Uma boa parte dos presentes não pôde assistir ao debate entre Carvalhosa e os jornalistas Madeleine Lacsko e José Nêumane Pinto e o professor de filosofia Clóvis de Barros Filho. Ingressos esgotados.
A noite é estrelada no número 2.073 da Avenida Paulista. Dois presidenciáveis (quem sabe um terceiro) estão separados por dois lances de escadas.
João Amoêdo, pré-candidato do Novo, prestigia o lançamento de Carvalhosa no último andar.
Marina Silva, pretendente pelo Rede, está no térreo. Sua presença é para o lançamento do livro de seu guru econômico, Eduardo Gianetti, intitulado O Elogio do Vira-Lata e Outros Ensaios. Neste cenário também está Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e um dos possíveis nomes do Partido dos Trabalhadores.
Corrupção constitucional
Da Cleptocracia para a Democracia em 2019 é o nome da obra de Carvalhosa. Nela, recomenda o fim da reeleição e a proibição de que uma pessoa se candidate para mais de um cargo (se foi senador, não pode ser deputado, por exemplo).
“Estamos no século 19 e a nobreza é a classe política, que tem direito a tudo. Do outro lado está o povo, que não tem nada”, filosofa o professor e advogado. Seu objetivo é dar fim à profissionalização da política.
Carvalhosa explica um novo conceito: a corrupção constitucionalizada. Seu exemplo é o fato de a lei afirmar que o teto do funcionalismo público é de R$ 33 mil, mas muitos servidores receberem duas ou três vezes mais do que isso.
Destravando o Judiciário
O professor entende que o Estado é engessado e tem chaves para destravar alguns pontos. Para resolver o Judiciário, afirma que já existem softwares capazes da analisar a massa de processo e identificar as demandas que são iguais e assim gerar decisões também iguais.
A simplicidade da solução espanta, mas não mais do que o resultado prometido: segundo ele, seriam 60 milhões de processos resolvidos de forma quase instantânea.
Para a falta de representatividade da população no Congresso, sugere que a tecnologia seja utilizada para um tipo de votação direta da população em leis e recalls que pudessem abortar os mandados dos legisladores.
Manual de Redação
Uma das indignações do autor é com a imprensa. Ali, de bate e pronto, faz seu Manual de Redação. “Fico impressionado que a imprensa noticia com uma naturalidade enorme que o presidente do PP quer compor pareceria com outro partido. Como se não fossem criminosos! Toda vez que cita ele deveria escrever que é criminoso!”.
Cunha sem crédito
No final do evento, Modesto Carvalhosa não demonstra generosidade com o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. O palestrante afirma que quem conseguiu o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff foi o povo.
“Estávamos pertinho de virar uma Venezuela. Aquela mulher tem transtornos psíquicos e deveria ser internada”, diz.
O público vai à loucura. Bate palmas, grita e assovia.

O professor só esqueceu de comentar sobre a maior tragédia nossa e de todo terceiro mundo.... a máquina pública (do gari ao presidente do STF) inchada, ineficiente, com muitos direitos e muito pouca responsabilidade.
Diz o comentário: “Estamos no século 19 e a nobreza é a classe política, que tem direito a tudo. Do outro lado está o povo, que não tem nada”, Isto muito pouco, adiante do tamanho dum carma profético chefiado por um príncipe, ( bem entendido) ninguém a não ser DEUS pode pelo menos diminuir o tamanho do mal. O preço desse mal daria para matar a fome de muitos humanos caídos. São empresários por herança de uma mordomia finita que faz da mais valia, a fome dos desesperados e o escândalo de uma comparação com o trabalho árduo e descompensado do necessitado. Come-se na sombra o trabalho no sol do famélico. e, o pior, é o tamanho do estrago que fazem. SANTO DEUS!
Diz o comentário: “Estamos no século 19 e a nobreza é a classe política, que tem direito a tudo. Do outro lado está o povo, que não tem nada”, Isto muito pouco, adiante do tamanho dum carma profético chefiado por um príncipe, ( bem entendido) ninguém a não ser DEUS pode pelo menos diminuir o tamanho do mal. O preço desse mal daria para matar a fome de muitos humanos caídos. São empresários por herança de uma mordomia finita que faz da mais valia, a fome dos desesperados e o escândalo de uma comparação com o trabalho árduo e descompensado do necessitado. Come-se na sombra o trabalho no sol do famélico. e, o pior, é o tamanho do estrago que fazem. SANTO DEUS!
Vê-se, de pronto, a estultice de tal proposição.
Uma coisa é evitar a reeleição, evitando-se a política como carreira.
Outra, bem diversa, é o galgar cargos políticos adquirindo experiências até chegar no cargo mais alto.
Dilma nunca foi política, e fez um péssimo mandato em razão disso, pois era arrogante, prepotente e pouca afeita ao diálogo.
É muito fácil ser estilingue, difícil mesmo é ser vidraça!!!
Já houve um presidente que disse para esquecerem o que
ele escrevera.
Afastando a modéstia ou a imodéstia do Dr. Carvalhosa, o que ele diz é verdade, com um adendo: a nova Constituição Federal não pode ser escrita por "eles", os políticos, sejam senadores ou deputados. Tem que ser uma Constituinte exclusiva, integrada por pessoas da sociedade, eleitas para um mandato único de alguns meses que sejam suficientes para escrever a nova Carta. E com a proibição de que nos 10 anos seguintes possam vir a se candidatar a qualquer cargo eletivo. Se não for assim "elles" redigirão novamente uma CF que atenda primeiramente aos interesses "delles".
Modesto Souza Barros Carvalhosa (São Paulo, 15 de março de 1932) é um jurista brasileiro. É advogado , parecerista, consultor, árbitro, assim como professor aposentado de Direito Comercial da Faculdade de Direito da USP. Além da atuação no Direito Empresarial, Modesto Carvalhosa tem se voltado à questão da anticorrupção, participando de debates e contribuindo com projetos de lei relacionados com a reforma das regras sobre contratação pública. No âmbito acadêmico, é autor de diversos livros na área de direito empresarial, em direito societário, direito econômico, anticorrupção e arbitragem comercial (Fonte Wikipédia).
Modesto Souza Barros Carvalhosa (São Paulo, 15 de março de 1932) é um jurista brasileiro. É advogado , parecerista, consultor, árbitro, assim como professor aposentado de Direito Comercial da Faculdade de Direito da USP. Além da atuação no Direito Empresarial, Modesto Carvalhosa tem se voltado à questão da anticorrupção, participando de debates e contribuindo com projetos de lei relacionados com a reforma das regras sobre contratação pública. No âmbito acadêmico, é autor de diversos livros na área de direito empresarial, em direito societário, direito econômico, anticorrupção e arbitragem comercial (Fonte Wikipédia).
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