Solução consensual para auxílio-moradia exige emenda, diz AGU

Para a Advocacia-Geral da União, a solução consensual para a controvérsia jurídica em torno do pagamento de auxílio-moradia a juízes e membros do Ministério Público dependerá de alteração legislativa.

O órgão deu sua opinião em manifestação encaminhada nesta terça-feira (19/6) ao ministro Luiz Fux, relator das ações que discutem o pagamento do benefício no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

O texto dá duas sugestões para a solução da divergência: a recomposição salarial por meio do aumento do teto remuneratório do serviço público ou o Congresso Nacional aprovar uma proposta de emenda constitucional (PEC), já em tramitação, criando um benefício relacionado ao tempo de serviço de juízes e membros do MP. Ambas resultariam, para as entidades, na extinção pacífica do benefício.

Se a proposta acolhida fosse a primeira, segundo foi apresentado nas negociações, o impacto para os cofres públicos seria reduzido, uma vez que passariam a ser cobrados impostos sobre os valores dos subsídios — o que não ocorre hoje com as verbas relacionadas ao auxílio-moradia.

Nesse caso, seria necessária proposta de lei de iniciativa da presidente do STF para reajuste do subsídio dos ministros. A partir daí, a depender de cada estado, também seria preciso encaminhar as respectivas propostas de lei de iniciativa dos presidentes dos tribunais de Justiça para reajuste dos subsídios de desembargadores e juízes estaduais.

Da mesma forma, seria necessária a apresentação de proposta de lei da Procuradora-Geral da República para reajuste do subsídio dos membros do Ministério Público da União — assim como projetos de lei de iniciativa dos procuradores-gerais de Justiça para reajuste do subsídio dos respectivos membros do Ministério Público estadual. Com informações da Assessoria de Imprensa da AGU.

Rolando Caio Brasil disse:
20 de junho de 2018 às 20:46

“Ei, você aí, me dá um auxílio aí, me dá um auxílio aí. Não vai dar? Não dar não? Vou lhe prender só por convicção”.

Monteiro_ disse:
21 de junho de 2018 às 09:35

Não é possível que o judiciário e o MP não estejam enxergando o chão onde estão pisando.

João Bremm disse:
22 de junho de 2018 às 02:14

do Judiciário que ama auxílio-moradia.
Para estes, R$ 33 mil é muito pouco. Logo, R$ 40 será pouco. E assim sucessivamente.
Parem de andar na companhia de figurões, tenham um modo de vida compatível com os rendimentos de um servidor público. Ou tornem-se advogados da iniciativa privada. Escolham. Tomem vergonha na cara, e escolham.

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