Representantes do WhatsApp prometeram nesta terça-feira (16/10) disponibilizar ao Tribunal Superior Eleitoral ferramentas de checagem de conteúdos falsos. A empresa não detalhou quais sistemas poderão ser aplicados e qual a serventia deles, mas disse que eles já são utilizados por agências de checagem.

A decisão foi tomada em reunião com integrantes do Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições do TSE. O objetivo era discutir formas de garantir o alcance de respostas diante da divulgação de notícias falsas dentro da rede social.
Integrantes do conselho manifestaram receio em relação à disseminação de notícias falsas na plataforma, especialmente mensagens e vídeos colocando em dúvida a lisura do processo eleitoral e apontando supostas fraudes nas urnas.
Uma das preocupações manifestadas foi como encontrar meios para garantir que desmentidos e direitos de resposta alcançassem no WhatsApp usuários atingidos pelas mensagens iniciais, prática mais comum em redes como Facebook e Twitter.
Segundo o vice-procurador eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, o WhatsApp se propôs a disponibilizar ferramentas ao TSE já adotadas por agências de checagem de conteúdos enganosos e fabricados.
De acordo com Medeiros, os representantes da plataforma relataram encontrar “dificuldades” para aplicar a metodologia de outras redes sociais, como mecanismos de checagem de fatos (como no Facebook e no Google) e possibilidades de veiculação de direito de resposta aos mesmos usuários alcançado pelas mensagens originais consideradas falsas. O WhatsApp estaria “aquém disso”, nas palavras do procurador.
Propostas
A ONG Safernet, uma das participantes do conselho consultivo do TSE, apresentou um documento à parte com propostas ao WhatsApp. Entre elas estão a redução da possibilidade de encaminhamento de mensagens para até cinco destinatários (como adotado na Índia) e a limitação da possibilidade de criação de grupos e de participação neles por um mesmo usuário, o que abre espaço para abusos de sistemas automatizados.
A organização também defendeu que o WhatsApp adote sistemas de verificação de conteúdos e de indicação daquelas mensagens atestadas como falsas por agências de checagem, estabelecendo limitadores para seu compartilhamento em massa. Por fim, o documento de recomendações chama a empresa a atuar em conjunto com o TSE para evitar que seja um instrumento de massificação de notícias falsas e interferência eleitoral.
Encontro com coligações
Nesta quarta-feira (17/10), a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, deve se reunir com representantes das duas candidaturas à Presidência da República, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), para discutir o problema das notícias falsas no pleito eleitoral. Com informações da Agência Brasil.

Não sei como o whatsApp pode fazer qualquer tipo de ingerência em um grupo, me parece que vai inclusive contra os próprios termos de uso deles, ao afirmarem que não possuem nenhuma msg nos servidores (Acredite quem quiser) depois entendo que a haverá violação do artigo 5 inciso, IX e X da CF (são involaveis a intimidade e a livre expressao), se houver qualquer interferência direita em um grupo ou em conversas privadas, estará violando a C.F. Sou a favor de combater as Fakenews mas, não a custos de direitos fundamentais.
É incrível como sempre quiseram calar a voz do povo !
A "sugestão" desta ONG é nada mais, nada menos que expressão de autoritarismo e arbitrariedade ! Agora uma ONG que me dizer com quantas pessoas eu posso manter contato ?! E limitar de quantos grupos eu posso participar ?! Faça me o favor, vai passar estas ideias para a Coreia do Norte !
Concordo totalmente com os dois comentaristas anteriores. A limitação de mensagens no WhatsApp tem o nítido propósito de impedir a livre divulgação de ideias sob o falso pretexto de combater "fake news". Sabidamente, informação é poder. Em consequência, a classe dominante não quer de modo algum que a população tenha acesso liberado a quaisquer informações, mas somente àquelas por ela emitidas e controladas. Como está, a população adquiriu um nível de conhecimento que a classe dominante não aceita de forma alguma por ser uma ameaça ao poder que atualmente detém. Não por acaso, as últimas eleições mostraram resultados inesperados à classe política. Assim, como retaliação, pretende-se criar um órgão ou comissão similar à Inquisição medieval que definirá a "verdade", de modo que quem se opor será taxado de divulgador de "fake news". A propósito, sobre a tal ONG SaferNet que é favor da censura, paradoxalmente o lema no site dela é "Navegar com segurança é navegar com liberdades"! Prega a liberdade, mas defende o contrário.
Achava que a mentira se combatia trazendo a verdade à tona, e não tentando impedir o mentiroso de falar.
Perfeito o comentário do colega AC-RJ. Deixou mais claro ainda o quanto é absurda as propostas veiculadas pela ONG SaferNet para "combater" as "fake news" !
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