Assinado na quinta-feira (11/4) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), o Decreto 9.759 extingue colegiados da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, que incluem grupos como comitês e comissões, instituídos via decreto, ato normativo inferior ao decreto e ato de outro colegiado.

Marcos Corrêa/PR
Esses grupos extintos por Bolsonaro atuam com representados do governo e da sociedade civil para criar, executar e monitorar as ações de órgãos públicos e estatais. Ficam de fora da norma os conselhos previstos "no regimento interno ou no estatuto de instituição federal de ensino" e aqueles que tenham sido criados ou alterados depois da posse do presidente, a partir de 1º de janeiro de 2019.
Segundo o decreto, os colegiados ficam extintos a partir do dia 28 junho de 2019. "Até 1º de agosto de 2019, serão publicados os atos, ou, conforme o caso, encaminhadas à Casa Civil da Presidência da República as propostas de revogação expressa das normas referentes aos colegiados extintos em decorrência do disposto neste Decreto", completa o artigo 9º da determinação.
Em entrevista coletiva para jornalistas sobre os 100 primeiros dias do governo, o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni disse que existem hoje cerca de 700 órgãos de deliberação e que esse número deve cair para 50. Para ele, os conselhos foram criados com uma "visão completamente distorcida do que é representação e participação da população".
"Tinham como gênese uma visão ideológica dos governos que nos antecederam de fragilizar a representação da sociedade", comentou. "Foram criados no governo do PT e traziam o pagamento de diárias, passagens aéreas e alimentação."
As propostas de recriação dos colegiados extintos sem interferência na continuidade dos seus trabalhos, deverão ser encaminhadas à Casa Civil até 28 de maio de 2019. Entre os grupos que podem deixar de existir com o decreto está o o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI), o Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp), o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade) e o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT (CNCD/LGBT).
A determinação foi assinada com o chamado "revogaço", com o qual o presidente da Repúblico revogou 250 decretos considerados implicitamente revogados ou com a eficácia ou validade prejudicada.
Clique aqui para ler a íntegra do decreto.
Que tenham conselhos, mas sem diárias e despesas, e se reúnam sem politicagem e sem intromissão na família tradicional
Um bom purgante. Isto eliminará muitos parasitas, mas não todos.
Foi mais uma medida notável do atual governo. Recursos públicos devem ser utilizados com responsabilidade, eficiência e, principalmente, respeito pela população. Está dado o recado para os governos estaduais e municipais seguirem o exemplo.
Até que enfim vamos comemorar o início do fim dos ASPONES....(Assessores de porra nenhuma)
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