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Em visita à Espanha, o primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcos Pereira (Republicanos-SP), sinalizou a investidores que a o Congresso deve seguir implacável na implantação da agenda reformista.
“Na semana passada foi aprovada a Reforma da Previdência. Agora debatemos no Congresso uma Reforma Administrativa para reduzir o número de funcionários públicos e uma Reforma Tributária para tornar nosso sistema mais simples”, disse ao jornal espanhol ABC.
Pereira defendeu as reformas e esbanjou otimismo com a retomada do crescimento econômico. “Graças a essas reformas, o Banco Central Brasil e o Fundo Monetário Internacional fizeram uma previsão de crescimento de 2% em 2020 e de 3,5% em 2021”, afirmou.
O parlamentar apontou a economia como o ponto mais forte do governo Bolsonaro e pregou que é importante que os investidores entendam que, para implementar qualquer medida, o presidente precisa da aprovação do Congresso.
Ele também disse não acreditar que o Brasil viva uma onda de protestos parecidos com a que ocorre no Chile. "Tivemos isso 2013 quando subiram a tarifa do ônibus em São Paulo. Começou como um problema pequeno e logo se alastrou. Já passamos por essa crise", disse.
Ele também se disse confiante no diálogo do governo com a Câmara dos Deputados. “A relação de Bolsonaro com Rodrigo Maia não é de amigos, mas de convivência institucional. O próprio presidente deu um passo para trás em algumas questões”, disse.
A turnê europeia de Pereira segue movimento similar ao do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que recentemente viajou para Europa para dialogar com investidores e convencê-los de que as medidas adotadas pelo governo irão aquecer a economia brasileira.
Ao encabeçar uma agenda reformista, Maia tem dialogado com investidores e com o setor produtivo brasileiro. Em evento em São Paulo na semana passada, o parlamentar exaltou o papel do Poder Legislativo em garantir segurança jurídica a investimentos.
Maia e Pereira devem embarcar para Suíça em dezembro para estabelecer diálogo com representantes da Organização Mundial de Comércio, Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) e da ONU.
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