STJ anula provas em inquérito sobre complexo portuário em Santos

O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça, acatou agravo impetrado pelo advogado José Luiz Macedo e reconheceu a ilegalidade das provas produzidas pela Polícia Federal na apuração de suposto esquema de corrupção na aprovação do complexo portuário na Ilha de Bagres, em Santos (SP).

Divulgação Codesp

Área em que o novo terminal seria construído fica ao lado do Porto de Santos
Divulgação Codesp

O ministro apontou que a interceptação telefônica “carece de fundamentação válida” e decorreu de “genérico decreto”. A interceptação telefônica e as provas dela derivadas na ação penal foram todas anuladas.

O processo tramita na 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo. O pedido de anulação das provas foi apresentado primeiro no Tribunal Regional Federal da 3ª Região que negou Habeas Corpus justificando que a interceptação foi legal e teve fundamentação idônea.
 

O advogado então recorreu ao STJ. Inicialmente, o ministro Nefi Cordeiro negou o recurso em Habeas Corpus, mas na reanálise do caso acabou reconhecendo o mérito do pedido da defesa. Apesar do STJ ter decidido com base no pedido do advogado de um dos réus, a decisão também se aplica aos outros réus da ação penal.
 

Em 2012, o Ministério Público Federal denunciou 24 pessoas pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, falsidade ideológica e falsificação de documento particular.

Entre os réus da ação penal estão estão Paulo Rodrigues Vieira, na época diretor de Hidrologia da Agência Nacional das Águas (ANA); o ex-advogado-geral-adjunto da União, José Weber Holanda; Rosemary Nóvoa de Noronha, que chefiava o Gabinete Regional da Presidência da República em São Paulo, e o ex-senador Gilberto Miranda Batista (MDB-AM).

Segundo o MPF, os acusados recebiam propina para viabilizar a construção de um terminal de 1,2 milhão de m² na Ilha dos Bagres — área de preservação ambiental permanente ao lado do Porto de Santos.

daniel disse:
15 de março de 2020 às 12:21

Usam formalidade para se negar julgar o conteúdo. O tempo mostrará

M. Pessoa disse:
15 de março de 2020 às 18:05

Será que a redação poderia indicar o número do HC?

Sergio Battilani disse:
16 de março de 2020 às 00:30

Só pra lembrar a quem faz essas matérias: Rosemary Nóvoa de Noronha é aquela ligada ao Lula

envi disse:
16 de março de 2020 às 08:11

Cansa esse negócio de tudo PT, se fosse com Bolsonaro vc estaria falando que finalmente à justiça reconheceu ele é perseguido... Vcs com esse negócio de direita vá esquerda estão acabando com o país.

Sergio Battilani disse:
16 de março de 2020 às 15:49

https://www.oantagonista.com/brasil/stj-anula-provas-em-operacao-de-rosemary/

Sergio Battilani disse:
16 de março de 2020 às 15:50

QUE VERGONHA CONJUR: OMITINDO A LIGAÇÃO COM LULA DE SUA SECRETÁRIA?!

https://www.oantagonista.com/brasil/stj-anula-provas-em-operacao-de-rosemary/

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