O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou na tarde desta terça-feira (16/6) a quebra do sigilo fiscal de 11 parlamentares que integram a base bolsonarista no Congresso Nacional. A medida faz parte do inquérito que investiga o financiamento de atos antidemocráticos que pedem o fechamento do Congresso e do STF e a intervenção militar. A informação foi publicada pelo site do jornal O Estado de S. Paulo.

A lista de parlamentares alcançados pela decisão de Alexandre de Moraes tem um senador — Arolde de Oliveira (PSL-RJ) — e dez deputados. Entre eles, alguns dos mais fiéis defensores do presidente Jair Bolsonaro, como Carla Zambelli (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF) e Daniel Silveira (PSL-RJ).
Algumas horas mais cedo, Silveira fora um dos alvos da operação de busca e apreensão realizada em cinco Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão e Santa Catarina) e no Distrito Federal pela Polícia Federal, também por ordem de Alexandre de Moraes. Além dele, outros personagens notórios do bolsonarismo foram alvo da operação, casos do blogueiro Allan dos Santos, do empresário e advogado Luís Felipe Belmonte e do publicitário Sérgio Lima.
Na segunda-feira (15/6), as ações práticas do inquérito, aberto a pedido da Procuradoria-Geral da República, tiveram início com o cumprimento de seis mandados de prisão contra integrantes do grupo bolsonarista "300 do Brasil", entre eles sua principal líder, Sara Giromini.
Veja a lista dos parlamentares que tiveram o sigilo fiscal quebrado nesta terça:
Arolde de Oliveira, senador (PSC-RJ)
Daniel Silveira, deputado federal (PSL-RJ)
Junio do Amaral, deputado federal (PSL-MG)
Otoni de Paula, deputado federal (PSC-RJ)
Caroline de Toni, deputada federal (PSL-SC)
Carla Zambelli, deputada federal (PSL-SP)
Alessandra da Silva Ribeiro, deputada federal (PSL-MG)
Beatriz Kicis, deputada federal (PSL-DF)
General Girão, deputado federal (PSL-RN)
José Guilherme Negrão Peixoto, deputado federal (PSL-SP)
Aline Sleutjes, deputada federal (PSL-PR)


O caminho para enquadrar nos rigores da lei a milícia digital da seita bolsonarista é o clássico "siga o dinheiro".
O resto é papo furado de quem tem bandido de estimação.
Corretíssima decisão. Só creio que o Ministro "afinou" ao não incluir os três filhos arruaceiros do presidente autoritário. É inconcebível tratar de "fake" e logo não imaginar os seus envolvimentos. No mais, pulso firme contra aqueles que confundem liberdade de opinião com "libertinagem" de opinião! Parabéns ao Ministro!!!
A direita não tem votos. Para ganhar eleições, eles usam expedientes variados. Negociam, subornam, oferecem e têm muito dinheiro para financiar as eleições, além da precariedade do sistema eleitoral, agravado pelo uso de urnas eletrônicas, que propiciam resultados inesperados.
Bolsonaro foi um candidato fraco, destituído de ideias e sem projeto, já que não tinha chance de vencer o pleito, no qual afloraram circunstâncias especiais, entre elas a oportuna facada, desferida no meio de multidão por agressor com problemas mentais. Naquele dia, ouvido por emissora de rádio, seu filho, o vereador Carlos, disse que não era nada de grave e que seu pai seria liberado após alguns exames. Mas, de repente, tudo virou e anunciaram que o candidato estava entre a vida e a morte. A vítima não sangrou e, célere, recuperou-se. O episódio serviu de mote para não participar dos debates, onde ficaria evidenciada a sua falta de condições para ocupar a curul presidencial.
No cargo, tem sido um desastre total desde a posse. De forma constante, vem criando casos e acutilando pessoas e instituições. No momento, sua chapa corre perigo, pois será julgada por disparos massivos feitos durante o pleito, atacando seus adversários e espalhando notícias falsas. O eleito está indócil e, cercado de militares, ameaça a tudo e a todos, pois não admite ser submetido a um julgamento judicial, como se isso dependesse de sua escolha.
A presença da CIA, especializada em desestabilizar países para impor governos impopulares, é inegável. É olhar e ver. Seu método consiste em desmoralizar pessoas e instituições. Em 1964, o dinheiro veio do IBADE, ora atuando sob nova direção. O golpe foi aplicado no Brasil com apoio dos militares.
Contra a baderna, nosso dever é defender a democracia.
A população brasileira, em minha visão, é majoritariamente conservadora. O fato de o conservadorismo não ter apresentado candidatos nos últimos anos, fora o inepto Jair Bolsonaro, não muda isso.
Bolsonaro foi eleito por conta da insuportável situação do PT frente à população por conta dos incontáveis escândalos de corrupção (do mensalão ao petrolão). Além disso, a campanha dele gastou muito (muito mesmo) menos que os demais que com ele concorreram. Ainda que tenha usufruído de caixa 2 e afins, gastou muito menos que os demais.
O fato é que ele é tão despreparado que irá enterrar a direita para o ostracismo por mais 20 anos, o que vem parecendo inevitável.
O sigilo fiscal de juízes corruptos, vide manifestações de Eliana Calmon, não faz parte da pauta de Alexandre Moraes.
Seria interessante que todos os detentores de cargos públicos, sem exceção, tivessem suas informações fiscais abertas à população, pois, me parece estranho que só os bolsonaristas utilizem recursos ilícitos, quando a história antiga e recente desse país mostra uma ilimitada corrupção patrocinada por ocupantes de cargos públicos.
Mas, agora é só a direita investigada, a esquerda virou santa.
Precisamos se despir da capa ideológica e analisar os fatos à luz do direito. O que o STF está fazendo é um absurdo, não podemos aceitar passivamente que a Suprema Corte do país escolha lado e use de mecanismos que violam flagrantemente a CF. Começo a duvidar que estejamos em um estado democrático de direito, lembrei da Alemanha nazista e da Venezuela. Não devemos esquecer que até as investigações a membros do STF não progrediram. Todos não são iguais perante a lei? É papel da sociedade se insurgir a todo tipo de abuso, principalmente da Justiça e sobretudo do STF. O que me incomoda é o silêncio da OAB, em um momento tão turubulento da vida brasileira.
Lembro que em março p.p. iniciou um movimento para fechar o STF, houveram algumas manifestações, que estava tomando volume considerável, quando oficializou a preocupação com o covid-19.
Lembro que parte dos Ministros estavam preocupados, já que o Presidente incentivada as manifestação, falaram que isto não era conduta de um chefe de estado.
Se não fosse a covid-19 será que os Ministros estariam lá ainda??
Este contágio vai diminuir eu volto para rua!!!
O poder emana do povo!!!
Devemos lembrar que os regimes autoritários sempre começam com congresso corrupto e alta corte dando proteção.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login