O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, decidiu suspender os inquéritos eleitorais contra o empresário Benjamin Steinbruch que tramitavam na Justiça Eleitoral de São Paulo e são fundamentados na delação do ex-ministro Antonio Palocci.

Nelson Jr./STF
No despacho, Lewandowski sustenta que parte das denúncias contra o controlador da Companhia Siderúrgica Nacional é baseada na "fragilíssima" delação do ex-ministro da Fazenda.
O empresário é investigado de participar de um suposto esquema de caixa 2 e pedir ao empreiteiro Marcelo Odebrecht que doasse R$ 2,5 milhões à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo em 2010, e de R$ 14 milhões para o PT no mesmo ano. Steinbruch, segundo Palocci, teria pedido a edição de uma medida provisória que beneficiaria seus negócios em troca da doação.
Na decisão, Lewandowski lembra que Marcelo Odebrecht declarou ao MPF que Steinbruch nunca pediu a ele que os recursos a Skaf e ao PT fossem doados. O magistrado também fez duras críticas a controversa delação de Palocci.
"O quadro de inconsistências expostas na delação de Antônio Palocci Filho explicam o porquê da rejeição de seus termos pelo Ministério Público Federal de Curitiba, São Paulo e Procuradoria-Geral da República, bem como as dificuldades com as investigações no caso concreto, que perduram por mais de quatro anos, tempo indeterminado e demasiadamente largo, conforme orientação jurisprudencial desta Suprema Corte, em precedentes da lavra dos eminentes ministros Dias Toffoli, Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Edson Fachin, entre outros", pontuou o ministro, que estipulou prazo para manifestação do MPF.
A delação de Palocci é das mais problemáticas da finada operação "lava jato". Mesmo os procuradores envolvidos no consórcio criticaram o testemunho do ex-ministro e viram no levantamento de seu sigilo, às vésperas das eleições de 2018, uma tentativa do ex-juiz Sergio Moro de influenciar o processo eleitoral.
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RCL 46.353




A intenção da vaza jato era lançar Moro para presidente da República. A vaza jato tentou desmoralizar as instituições no Brasil e incriminar pessoas através de delação fajuto. Se tivesse justiça nesse país, esse Moro já estava preso.
Como pode esse PALOFI ficar passeando sua impunidade nos Jardins (mora em uma mansão suspensa de 12 milhões) depois de inventar mentiras (já desmascaradas) e vendê-las por uma imensa fortuna (mais 30 milhões para a caçapa) aos incautos Delegados da trepidante e cosmopolita metrópole de Curitiba?
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