PGR quer arquivamento de pedido de investigação de Bolsonaro

Em manifestação enviada à ministra Cármen Lúcia nesta segunda-feira (16/8), o procurador-geral da República, Augusto Aras, manifestou-se pela negativa de seguimento a uma petição protolocada no STF por um grupo de parlamentares. Eles pedem a investigação de Jair Bolsonaro pelo suposto cometimento de ilícitos durante a live do presidente transmitida em 29 de julho — por exemplo, por ter utilizado a TV Brasil, emissora estatal, para apresentar supostas provas de fraudes no processo eleitoral, o que não aconteceu.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Aras informou ao STF que pediu apuração preliminar sobre a conduta do presidente na onda de ataques ao sistema eleitoral
Marcelo Camargo/Agência Brasil

No mesmo documento, Aras informa que foi aberta em 12 de agosto uma apuração preliminar para avaliar se a conduta de Bolsonaro na recente onda de ataques à integridade do sistema eleitoral brasileiro configura crime. Assim, por se tratar de apuração referente aos mesmos fatos noticiados na petição protocolada pelos parlamentares, Aras entende que o seguimento do pedido deve ser negado. 

Mais cedo, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, intimou o PGR a apresentar em um prazo de 24 horas manifestação sobre a petição contra o presidente Jair Bolsonaro.

"Em 3/8/2021, determinei vista à Procuradoria-Geral da República e, até a presente data, não houve manifestação. Os fatos narrados nestes autos são graves, de interesse exponencial da República. O manifesto interesse público e superior da nação impõe a observância de prioridade no andamento processual do caso", diz a ministra em seu despacho.

Em sua manifestação, Aras informa que, ao determinar o encaminhamento da notícia-crime à PGR, não foi estipulado prazo judicial.

Na apuração preliminar, o PGR irá avaliar se existem elementos na série de ilações contra o TSE feitas pelo presidente que justifiquem o pedido de abertura de inquérito.

Em sua resposta, Aras afirma que a "depender da robustez dos elementos obtidos por meio dessas diligências, cabe ao órgão ministerial, então, discernir em torno de oferecimento de denúncia, de dedução de pedido de instauração de inquérito ou ainda de arquivamento, comunicando-se, oportunamente, ao respectivo relator".

A postura bélica do presidente e a disseminação de informações falsas por parte dele e de seus apoiadores sobre o sistema eleitoral brasileiro fizeram com que ele fosse incluído no inquérito das fake news, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Clique aqui para ler o ofício do PGR
PET 9.833/DF

carlos.msj disse:
17 de agosto de 2021 às 08:33

Apuração preliminar serve apenas para dar tempo de ser reconduzido pelo Senado, depois disso engaveta.

Artur lei é p todos disse:
17 de agosto de 2021 às 11:03

O PGR passa 15 dias para responder pedido do STF, e em poucas horas, pede o arquivamento do processo. O Brasil todo viu o ataque e acusações do presidente da República ao TSE, só o PGR não viu. Agora temos o enrolador Geral da República.
Que fase!!!!!

jpo disse:
17 de agosto de 2021 às 11:16

Esses inquéritos que Alexandre de Morais abriu são totais ilegais.

Jacy de S. Freire disse:
17 de agosto de 2021 às 14:34

Ao que parece a Ministra Carmem Lucia não faz a leitura do CPP e não sabe que o dono da ação penal publica é o MP. Ao depois, o MP não é hierarquicamente vinculado ao STF. É órgão autônomo e independente não podendo sofrer interferencias do Poder Judiciário. Ou seja, a Ministra pode pedir, não determinar alguma coisa ao MP.

neimyr G guaycurus disse:
17 de agosto de 2021 às 17:44

Ilegal é o comportamento do seu mito. Um fascista.

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