Juiz manda advogado ir para o inferno em audiência trabalhista

O juiz José Roberto Ferreira de Almada, da 12ª Vara do Trabalho de Vitória, no Espírito Santo, perdeu a calma durante uma audiência e bateu boca com um advogado. "Vai para o inferno", disse em dado momento da discussão. As informações são do portal Migalhas.

A contenda aconteceu quando um acordo trabalhista estava sendo discutido. Diante da ausência da requerente, o julgador determinou o arquivamento do processo.

Segundo o advogado, o juiz já havia insinuado que o valor do acordo era muito alto. "Eu não estou entendendo de onde vocês estão tirando R$ 5 mil de acordo. O que está acontecendo nesse processo? Eu estou estranhando, hein."

O magistrado então questionou se a reclamante estava presente e quando foi informado que ela ainda iria entrar na audiência decidiu arquivar o processo. O advogado então afirmou, ironicamente, que o caminho seria anular o processo. Então o julgador respondeu: "Ah, vai anular onde o doutor quiser, vai pro inferno."

O caso foi levado à Corregedoria do Tribunal do Trabalho da 17ª Região.

0000345-96.2021.5.17.0012

O ESCUDEIRO JURÍDICO disse:
20 de agosto de 2021 às 10:58

"Estamos condenados a ser livres. Essa é a sentença de Sartre para a humanidade. O filósofo e escritor francês, ao lado do argelino Albert Camus, foi um dos maiores representantes do existencialismo, corrente filosófica que nasceu com Kierkegaard e reflete sobre o sentido que o homem dá à própria vida. Para Sartre, a existência do ser humano vem antes da sua essência. Ou seja, não nascemos com uma função pré-definida, como uma tesoura, que foi feita para cortar, por exemplo.
Segundo o filósofo, antes de tomar qualquer decisão, não somos nada. Vamos nos moldando a partir das nossas escolhas. Toda essa liberdade resulta em muita angústia. Essa angústia é ainda maior quando percebemos que nossas ações são um espelho para a sociedade. Estamos constantemente pintando um quadro de como deveria ser a sociedade a partir das nossas ações — o curioso é que o próprio Sartre era era viciado em anfetaminas, ou seja, não foi exatamente um exemplo de conduta. Defendia que temos inteira liberdade para decidir o que queremos nos tornar ou fazer com nossa vida.
A má-fé seria mentir para si mesmo, tentando nos convencer de que não somos livres. O problema é que nossos projetos pessoais entram em conflito com o projeto de vida dos outros.
Eles, os outros, tiram parte de nossa autonomia. Por isso, temos de refletir sobre nossas escolhas para não sair por aí agindo sem rumo, deixando de realizar as coisas que vão definir a existência de cada um. Ao mesmo tempo, é pelo olhar do outro que reconhecemos a nós mesmos, com erros e acertos. Já que a convivência expõe nossas fraquezas, os outros são o “inferno” —
daí a origem da célebre frase do pensador francês. Leia mais em: https://super.abril.com.br/ideias/o-inferno-sao-os-outros-sartre/
É, o inferno do advogado foi...

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