Sem decolar nas pesquisas de intenção de voto, o pré-candidato à presidência da República Sergio Moro (Podemos) voltou sua metralhadora verbal contra o Grupo Prerrogativas, em entrevista à revista Veja publicada nesta sexta-feira (14/1).

Antonio Cruz/ Agência Brasil
"Há um grupo de advogados, como esse Prerrogativas, trabalhando pela impunidade de corruptos. Esses mesmos advogados se arvoram de alguma espécie de ética, de alguma espécie de superioridade moral em relação ao Ministério Público e em relação aos juízes que participaram desses casos. No fundo a vergonha está neles", disse o ex-juiz da finada "lava jato".
Moro foi declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal para julgar o ex-presidente Lula no caso do tríplex do Guarujá (SP). Com isso, as acusações contra o ex-presidente foram anuladas. A decisão do STF ocorreu após o escândalo da "vaza jato" que demonstrou o conluio entre juiz e procuradores na condução de processos na 13ª Vara Federal de Curitiba.
Após os ataques, os profissionais que compõem o Grupo Prerrogativas convidaram Moro para um debate público sobre as ilicitudes da operação. "Estamos convidando o ex-juiz Moro para um debate público sobre o sistema de Justiça. Queremos saber se ele tem coragem e espírito público para aceitar", disse o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo.
O convite, contudo, foi declinado e a negativa, seguida de novo ataque. "Vejo que o clube dos advogados pela impunidade quer debater. Desculpem, mas este é um clube do qual não quero participar. Mas debato com o chefe de vocês, o Lula, a qualquer hora, sobre o mensalão e o petrolão", escreveu em seu perfil no Twitter.
O jurista e colunista da ConJur Lenio Streck, comentou as declarações. "Moro é uma figura bizarra. Conseguiu fazer o máximo: ser declarado parcial. É a desgraça para um juiz. Fosse padre e seria herege. A diferença é que a igreja expulsa hereges. O CNJ deveria ter punido Moro. É um péssimo exemplo de juiz", afirmou.
O também jurista Pedro Serrano colocou em xeque a capacidade cognitiva do presidenciável após as declarações. "Moro demonstra profunda deficiência cognitiva em relação ao que seja advocacia, o direito e os direitos. Ao atacar advogados, esquece que cabe a esses a defesa dos direitos, não dos crimes, e revela sua postura profundamente autoritária e extremista de direita", disse.
Para o criminalista Conrado Gontijo, doutor em direito penal econômico pela USP, os ataques do ex-juiz Sergio Moro ao Grupo Prerrogativas comprovam o seu "absoluto desapreço pela democracia e pelo direito de defesa". "A atuação — enviesada, suspeita, ilegal — dele na condução da (…) lava jato deixava isso muito claro: ele jamais foi juiz. Era um tirano com a toga, que agiu unicamente para a satisfação dos seus inescrupulosos interesses políticos, em desrespeito flagrante à lei e à Constituição. Suas falas recentes sobre o Grupo e sobre a advocacia apenas confirmam que Sergio Moro não é — e nunca foi — digno da menor credibilidade e respeito".
Esse grupo não é daquele advogado que foi ao STF de bermuda?
Usou o processo para perseguir um nordestino, ex-presidente do Brasil e futuro líder máximo, depois de passar esse "furacão da COVID".
Se para o ex-juiz the Moron, sem quaisquer provas, acusa que advogados que avocam direito alheio, são criminosos, não há outra interpretação, em busca de cumplicidade e impunidade de criminosos e que o Ministério Público, portanto tem sempre razão, logo, nunca foi juiz ou teve inteligência para tanto, ao que nos parece só Obediência aos colegas do DOJ.
Insisto, talvez, nesse sistema em que juiz é mero chancelador, deve-se concluir que se trata de uma profissão inútil, portanto, todo o judiciário deveria ser demitido por ser mero derivativo do MP e talvez o MP extinto quando mero derivativo dos policiais.
Logo, o sistema ficaria mais barato, mais sincero, mais transparente e igualmente perverso.
Não sou fã do Sérgio Moro, mas penso que ele, como pré-candidato à Presidência, não é mesmo obrigado a dar palco para profissionais do Direito que abertamente apoiam adversário dele (Lula). Ele fugiu do debate foi, isto sim, com o Ciro Gomes, igualmente pré-candidato.
Quando digo "não é obrigado", quero dizer que não deve, no sentido de não ser producente e de certamente não produzir bons frutos em termos eleitorais. A questão do processo do Lula certamente será debatida pelos dois no momento oportuno. Caberá ao eleitor definir quem está com a razão.
Esse grupo de prerrogativas representa o atraso e é uma vergonha.
Vale-se da defesa de algo nobre, mas, no fundo, defende o escárnio e o imoral.
SM fez bem em declinar o convite dessa patota irrelevante.
Sim, é a turma do "se o crime já ocorreu, de que adianta punir", é o grupo da impunidade dos poderosos!
Não há dúvidas de que a corrupção rolava solta (e ainda rola), notadamente no governo PT. O então juiz e Cia. poderia ter feito tudo dentro da lei, porém combinava subrepticiamente com procuradores, vazava conversas criminosamente, atraía para si processos nós quais não tinha competência e, por fim, revelou seus objetivos políticos pessoais... aí enlameou todo um trabalho que poderia ser exemplar e impecável. Enfim, jogou tudo no lixo e foi junto para a lata do lixo da história.
O grupo autointitulado de Prerrogativas é um partido político clandestino.
Deveria requerer matrícula no TSE.
O grupo autointitulado de Prerrogativas é um partido político clandestino.
Deveria requerer matrícula no TSE.
A manifestação do ex-juiz atribuindo um "chefe" para o Grupo Prerrogativas, à falta de melhores argumentos para sua pouca disposição de defender suas ideias, é emblemático de suas limitações intelectuais.
Não surpreende.
Na verdade, o Moro poupou essas advogados do grupo Prerrogativas de passarem vergonha. Afinal, um deles até já admitiu que os 15 bilhões devolvidos pelos clientes deles era fruto de corrupção mesmo.
Moro está morrendo de medo da panelinha da Conjur... hahahahahahaha...
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