A OAB, Comissão Arns, Academia Brasileira de Ciências, Associação Brasileira de Imprensa e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência assinam um manifesto batizado de "Pacto pela Vida e pelo Brasil" em favor da vacinação infantil.

Tania Rêgo/Agência Brasil
No texto divulgado, as entidades afirmam que o negacionismo em torno da vacinação das crianças representa um verdadeiro "circo da insensatez" e menciona as gerações de brasileiros que foram vacinados contra as mais diversas enfermidades, como sarampo e poliomielite.
"Estarrece constatar que tal situação esteja acontecendo no país que, tristemente, tornou-se um dos recordistas de mortes por Covid no planeta – cerca de 622 mil óbitos até o momento, boa parte deles evitável. Declarações enganosas de autoridades do governo, na contramão do que tem sido feito pela autoridade sanitária, a Anvisa, poderiam sugerir que o Brasil pouco ou nada aprendeu nesses mais de dois anos de luta contra o vírus. Que falhamos como Nação", diz trecho do documento.
As entidades pedem que governadores e prefeitos não poupem esforços para que a imunização pediátrica avance rapidamente pelo país.
Leia abaixoo texto na íntegra:
"Nós, entidades signatárias do Pacto pela Vida e Pelo Brasil, lançado em 7 de abril de 2020 face ao agravamento da pandemia, voltamos a unir nossas vozes no clamor por aqueles que assistem, silentes e sem poder de ação, a situações que colocam em risco a sua própria vida. Falamos de milhões de crianças e adolescentes brasileiros, sobre os quais é urgente pensar com lucidez, responsabilidade e profundo sentido ético.
O enfrentamento da Covid-19, no curso de uma crise sanitária que abalou o mundo, prenunciou a necessidade de imunização da população infantojuvenil, como já vem ocorrendo em vários países. Sabia-se que a vacinação teria que chegar às crianças, protegendo-as de um vírus contagioso e mutante, com impactos diversos sobre o organismo. No entanto, chegada a hora, mais uma vez armou-se o circo da insensatez no Brasil, buscando semear o tumulto e afastar o país do seu destino.
Manobras para desacreditar as vacinas, com o bombardeio incessante de declarações infundadas, têm tão somente por finalidade minar a confiança dos pais diante do que é correto e inadiável fazer: vacinar as crianças, garantindo-lhes proteção diante de um agente infeccioso grave.
O Brasil, e não é de hoje, conquistou reconhecimento internacional pelo seu programa de imunização. Gerações cresceram atendendo às convocações para vacinações diversas, e assim foi possível controlar doenças que assombraram a população infantil e tantas famílias, entre elas, o sarampo e a poliomielite. Imunizou-se muito e bem, num país de dimensão continental e grande desigualdade.
Hoje, não se pode aceitar a campanha de sabotagem em torno da vacinação pediátrica, no curso de uma pandemia ainda longe de ser controlada, desprezando o direito à vida e à saúde de uma faixa etária com cerca de 69 milhões de brasileiros — porque é disso que se trata, em flagrante desrespeito à Constituição e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Estarrece constatar que tal situação esteja acontecendo no país que, tristemente, se tornou um dos recordistas de mortes por Covid no planeta — cerca de 622 mil óbitos até o momento, boa parte deles evitável.
Declarações enganosas de autoridades do governo, na contramão do que tem sido feito pela autoridade sanitária, a Anvisa, poderiam sugerir que o Brasil pouco ou nada aprendeu nesses mais de dois anos de luta contra o vírus. Que falhamos como nação. Que abrimos mão de compromissos éticos. Que retrocedemos no tempo. Mas, não nos enganemos: a sociedade brasileira não vive dentro da bolha do negacionismo. Ela conhece muito bem a dura realidade, sente na pele os desafios, escuta o que diz a ciência e assim defenderá o direito à vacina infantil, contra o SarS-CoV-2.
Certos disso, conclamamos governadores e prefeitos a não pouparen esforços para que a imunização pediátrica avance rapidamente pelo país, em grandes mutirões, alcançando todas as crianças, e sem esquecer jamais as que vivem em condição de vulnerabilidade. Conclamamos mães, pais, familiares e professores a exigir do Estado brasileiro o que é preciso neste momento, para garantir não só a saúde, mas o futuro dos mais jovens. E, por fim, mas não por último, conclamamos cidadãos e cidadãs a formar conosco um cinturão de lucidez no enfrentamento da pandemia, que esperamos ver superada. Como uma sociedade livre e democrática, construída sobre os pilares da ética, do bom senso e do bem comum, sairemos disso mais fortes.
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns
Presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC)
Presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
Presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)"
O espantalho do "negacionismo" tem sido usado para satanizar os que não querem se arriscar com as novíssimas terapias imunizantes. Cidadãos que se interessam em colher impressões particulares por seus próprios meios, ao invés de aderir imediatamente ao discurso dominante e oficial, estão hesitando demais e atrapalhando os planos de uma vacinação acelerada de toda a população. Estes hesitantes cidadãos fazem perguntas incômodas que os entusiastas das novíssimas terapias simplesmente não conseguem ou não querem responder. Se a opinião dos signatários desse manifesto fosse realmente representativa de um consenso científico, estaria eu batento palmas. Mas não é. E o pior: as vozes da comunidade científica que desafiam o consenso estão sendo desconsideradas nos grandes meios de comunicação e são, por vezes, ridicularizadas (vide Luc Montagnier, um premiado Nobel, e Robert Malone, um dos inventores da tecnologia de RNA mensageiro usada em algumas das atuais terapias imunizantes). Em verdade, não fosse a Jovem Pan e mais tantos meios de comunicação alternativos, o debate público estaria definitivamente interditado e só conseguiríamos ler e ouvir, num "looping" eterno, as palavras de ordem: vacinas salvam vidas! Ora, se estas entidades pugnam pela implementação da imunização de toda a população o mais rapidamente possível, deveriam oferecer uma solução que tivesse passado pela prova do tempo, segura e com garantias; não terapias experimentais, preparadas às pressas e admitidas apenas em caráter emergencial, cujos resultados ainda serão avaliados e apresentados somente daqui a alguns anos. E o mais incrível: nesse período os fabricantes se eximem da responsabilidade por reações adversas. Desculpem-me, mas meus filhos não participarão dessa insanidade.
Em retórica desprovida de fundamentação, como costumeiramente evidenciada, juntam-se dirigentes de entidades reconhecidas para, em coro desafinado, mesclar posições politicas disfarçadas de clamor ético sanitário em proteção às crianças, jovem e adolescentes.
Quais são as evidencias científicas de efetividade? os fatos narrados mundo a fora nos dão conta de posição oposta, no mínimo duvidosa.
Como se pode usar toda uma população em "teste"?
Quais são os interesses?
Retórica desprovida de mínimos fundamentos, uma vez que tal carta não os mostra (os fundamentos e evidencias de sua necessidade).
Politização sim, está bem evidente.
Que Deus nos proteja de tamanha sanha pelo poder.
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