Alexandre cobra informações sobre extradição de Allan dos Santos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de cinco dias para que o secretário Nacional de Justiça, José Vicente Santini, dê informações sobre as medidas adotadas no âmbito do Ministério da Justiça para a efetivação da extradição do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos com o governo dos Estados Unidos.

Reprodução / Twitter

Com prisão preventiva decretada, Allan dos Santos está foragido nos Estados Unidos
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O ativista teve a prisão decretada pelo ministro em outubro de 2021, e Alexandre também determinou que o Ministério da Justiça iniciasse imediatamente o processo de extradição.

Allan é investigado no Supremo em dois inquéritos: o que apura a divulgação de fake news e ataques a integrantes da corte e o que investiga a atuação de uma milícia digital que trabalha contra a democracia e as instituições do país.

Quando decretou a prisão preventiva do blogueiro, Alexandre também ordenou que a Polícia Federal incluísse o mandado de prisão na lista da Interpol, para garantir que Allan seja capturado e retorne ao Brasil. Também foi acionada a Embaixada dos Estados Unidos. Apesar disso, o blogueiro ainda não foi extraditado.

Segundo as conclusões da PF, Allan "produz e difunde conteúdos para atacar integrantes de instituições públicas, desacreditar o processo eleitoral brasileiro, reforçar o discurso de polarização, gerar animosidade dentro da própria sociedade brasileira, promovendo o descrédito dos poderes da República, além de outros crimes".

No mês passado, o blogueiro teve três canais bloqueados no Telegram, também por determinação de Alexandre de Moraes. Na ocasião, o ministro determinou a suspensão das contas por 24 horas, sob pena de bloquear todo o Telegram por 48 horas, além de multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento.

Clique aqui para ler o despacho de Alexandre de Moraes
Inq
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Rafa Santos

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Gerton Adilvo Ribeiro disse:
15 de março de 2022 às 12:05

Está bem clara a condição de "preso político" do Alan. Além dele, outros jornalistas, e assemelhados, congressistas, políticos me geral, vem sendo vítimas de dura, e inconstitucional, perseguição política, e censura prévia, por parte desse tribunal. Penso que parte da imprensa nacional, e alguns sites especializados, se deleitam com a opressao sobre "outros". Na Ditadura só os "submissos" aplaudem a barbarie.

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