Levantamento mensal feito pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP) com dados do Tribunal de Justiça estadual aponta uma alta de 16,4% das ações locatícias no último mês de março.

Enquanto em fevereiro foram ajuizadas 1.124 ações do tipo, 1.308 protocolos foram registrados em março. Com relação a março de 2021, o aumento é de 4,6% — já que naquela época o total de processos foi de 1.250.
Das ações de março de 2022, 85,6% (1.120) foram motivadas pela falta de pagamento do aluguel. Já 7,7% do total (101 processos) correspondem às ações ordinárias, relativas à retomada de imóvel, enquanto 5,9% (77) dizem respeito a ações renovatórias e 0,8% (10) representam as ações consignátorias — movidas quando há discordância de valores de aluguéis ou encargos.
No primeiro trimestre de 2022, foram protocoladas 3.166 ações — 2,4% a mais do que no mesmo período de 2021, quando foram registradas 3.093. No acumulado de 12 meses entre abril de 2021 e março de 2022, foram protocolados 12.192 casos, o que representa uma queda de 5,1% com relação aos 12.848 processos registrados no mesmo período do ano anterior.
O total de março deste ano é também o maior número desde agosto de 2020, quando foram ajuizadas 1.375 ações. Naquele ano, o fluxo de ações locatícias teve grandes picos, especialmente entre junho e setembro. Em julho de 2020, foi registrado o maior patamar dos últimos dois anos: 1.600 processos. Já em 2021, a média de ações por mês foi de 926,5, com o maior pico justamente em março. Com informações da Assessoria de Imprensa do Secovi-SP.
Confira os dados completos de evolução mensal das ações locatícias:

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