Lulista morre após troca de tiros com bolsonarista no Paraná

Um filiado ao PT morreu após uma troca de tiros com um militante bolsonarista neste sábado (9/7). Segundo informações do boletim de ocorrência, citadas pelo UOL, o bolsonarista teria invadido a festa, e o petista teria ido buscar sua arma. O militante bolsonarista teria atirado primeiro, e o petista reagiu.

Reprodução/Twitter

Marcelo Arruda em sua festa de aniversário com temática de Lula e PTReprodução/Twitter

O guarda municipal Marcelo Arruda comemorava seus 50 anos na Associação Esportiva Saúde Física Itaipu (Aresfi), em Foz do Iguaçu (PR). A celebração tinha como temática a candidatura do ex-presidente Lula às eleições deste ano, segundo fotos que circularam nas redes sociais.

Segundo o boletim de ocorrência do caso, publicado pelo jornal O Tempo, o agente penitenciário federal José da Rocha Guaranho teria passado de carro em frente à festa, acompanhado de mulher e filha. Segundo os relatos registrados, ele teria saído do carro, armado, e gritado "aqui é Bolsonaro!". Ele teria deixado o local, mas afirmado que voltaria.

Um amigo de Arruda afirmou ao portal UOL que o aniversariante jogou chope no invasor para que ele deixasse a festa. Segundo a delegada civil Iane Cardoso, no entanto, Marcelo Arruda teria atirado pedregulhos no carro do invasor. Cerca de 20 minutos depois, o bolsonarista teria voltado à festa, sozinho e armado.

Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, a mulher de Arruda é policial civil e teria se identificado com o distintivo, mas mesmo assim o bolsonarista teria dado dois tiros contra o guarda municipal.

Um vídeo de câmera de segurança transmitido pela Globonews mostra o momento em que Guaranho entra na festa, instantes depois de Arruda entrar no salão, caindo, e se esconder embaixo de uma mesa. Uma mulher, que depois foi identificada pela delegada como sendo a esposa de Arruda, entra correndo atrás de Guaranho e derruba o invasor bolsonarista. Nesse momento, ele dispara contra o homem escondido embaixo da mesa. Arruda então estica o braço para fora da mesa e dispara cinco vezes, enquanto o bolsonarista se afasta. Guaranho é atingido e fica estendido no chão, e Marcelo Arruda também cai. Uma pessoa dá chutes na cabeça do bolsonarista.

Segundo testemunhas, o agente penitenciário federal já tinha disparado o primeiro tiro em Marcelo Arruda do lado de fora do salão, e o vídeo mostra os momentos posteriores do tiroteio.

A Polícia Civil inicialmente tinha informado que o bolsonarista também tinha morrido. No entanto, o hospital que o atendeu não confirmou a informação. Em entrevista coletiva, a delegada Iane Cardoso, da Polícia Civil, informou que ele está vivo, em estado estável, e foi autuado em flagrante.

Guarda há 28 anos, Arruda também era diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de Foz do Iguaçu (Sismufi) e tesoureiro do PT na cidade. Em 2020, ele foi candidato a vice-prefeito pelo partido.

O episódio dá o tom da escalada de violência motivada pela disputa eleitoral no país este ano. Há três semanas, em Uberlândia (MG), um drone de pulverização agrícola borrifou urina e fezes em cima dos participantes de um evento político que teria a presença de Lula e do ex-presidente de Belo Horizonte Alexandre Kalil. Os suspeitos de coordenar o ataque posteriormente afirmaram que não se tratava de excrementos, mas veneno.

*Notícia atualizada às 17h36 de 10/7 para inclusão de novas informações

Felipe Costa - Advogado Ceará disse:
10 de julho de 2022 às 16:27

A chamada para a notícia não está adequada.

A notícia deveria ser esta:

Agente penitenciário federal, bolsonarista, invade aniversário e mata o aniversariante, que, antes de morrer, conseguiu reagir, em legítima defesa.

Há, na manchete, uma falsa equivalência. Como se ambos tivesses deliberadamente se agredido mutuamente, algo que não ocorreu.

Houve uma agressão. Um ato de um agente de segurança, em ato de intolerância, com a arma do Estado, mata alguém que, em uma democracia, expressa livremente sua opção política.

Um, no exercício de sua cidadania. O outro, em um ato de violência e intolerância.

Não há equivalência.

Advogado militante disse:
10 de julho de 2022 às 19:02

Teve um candidato ao cargo de presidente que em 2018, simulando segurar um rifle, disse que ia atirar nos petistas.
Esse discurso de ódio contagiou alguns fanáticos, que cada vez mais querem calar os que pensam diferente deles.
O Bolsanaro devia fazer um pronunciamento condenando a violência.
Quem sabe assim, alguns os seus admiradores mais violentos, voltassem ao normal e entendessem que na democracia, temos que conviver com adversários e não querer externiná-los.

Edvaldo Rosa disse:
10 de julho de 2022 às 20:26

Sofrível a manchete do conjur: um bolsonarista invade, armado, uma festa de aniversário particular. E vocês na chamada propõe que foi uma troca de tiros? É isso mesmo?

André Pinheiro disse:
11 de julho de 2022 às 02:55

Esse é um caso do provocador que quer fazer gracinha e não quer levar desaforo para casa.
A questão que é a aposta foi dobrada levando a um final trágico, que graças a esposa da vítima, uma policial civil, houve tempo para a garantir a legítima defesa da vítima e de terceiros.
Infelizmente, houve óbito da vítima e do provocador infantilóide, mentecapto.
O resultado é só perda e destruição de famílias de forma gratuita e fútil.

Bacharel em Direito e pós graduado disse:
11 de julho de 2022 às 08:13

"Felipe Costa - Advogado Ceará (Advogado Autônomo - Trabalhista)", irretocável seu comentário. Nem irei mais comentar e seu belo comentário, porém, acresço que, para toda essa situação a anuência de um certo "home" "onesto" e "canto" está chancelada...

Bade disse:
11 de julho de 2022 às 08:56

Nesse mato têm coelho

O ESCUDEIRO JURÍDICO disse:
11 de julho de 2022 às 12:18

Esse acontecimento é uma antecipação do pleito eleitoral. A exteriorização de posturas radicais por parte dos apoiadores do "Mito", o diluirá em mera certeza, que o deixará humilhado.

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