O Partido dos Trabalhadores (PT) questionou no Supremo Tribunal Federal a retotalização dos votos da eleição de 2022 do estado de São Paulo que alterou a composição da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e resultou na retirada do mandato do deputado petista Simão Pedro. Em uma ação de descumprimento de preceito fundamental, o PT pediu à corte que impeça candidatos eleitos que não se beneficiaram de fraude de perderem o mandato em razão da chamada retotalização de votos.

Retotalização de votos alterou composição da Assembleia de São Paulo
A legenda informou que a retotalização na Alesp ocorreu após a anulação dos votos obtidos pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e pelo Partido Republicano da Ordem Social (Pros). Os dois partidos tiveram sua chapa cassada por fraude na cota de gênero com o uso de candidaturas fictícias.
Embora não tenha havido recontagem de votos, o novo cálculo modificou a distribuição de cadeiras na Alesp. A medida resultou na perda do mandato de Simão Pedro, que foi recolocado na primeira suplência.
Assim, o PT argumentou que o efeito da retotalização contra Simão Pedro foi injusto, pois ocorreu dois anos após a eleição e prejudicou o parlamentar, que não teve envolvimento na fraude que levou à anulação dos votos.
Os efeitos da retotalização na Alesp estão suspensos e aguardam julgamento pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. A ADPF foi distribuída ao ministro Dias Toffoli. Com informações da assessoria de imprensa do STF.
ADPF 1.199
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