Embora muitas vezes sejam encarados dessa forma, os relatórios de inteligência financeira (RIFs) não são provas. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não tem o papel de dizer que algo aconteceu. Os documentos produzidos pelo órgão apenas apontam indícios, que ainda precisam ser provados.

Carolina Yumi explicou que RIFs só apontam operações atípicas ou suspeitas, sem afirmar que algo aconteceu
Foi o que ressaltou a secretária-executiva do Coaf, Carolina Yumi, durante a mesa-redonda promovida em maio pela FGV Justiça para debater o tema “Requisição de RIFs pela autoridade policial sem autorização judicial”.
De acordo com ela, há uma grande confusão sobre “a diferença entre prova e inteligência”. O Coaf, como unidade de inteligência financeira, não produz provas, não afirma que algum crime aconteceu e não vai atrás de mais nada.
Na verdade, os RIFs são apenas alertas para atividades atípicas ou suspeitas, conforme critérios da legislação. Os relatórios indicam as características dessas operações e servem como uma sugestão para que os órgãos de investigação se debrucem sobre elas.
Segundo Yumi, é como se o Coaf dissesse: “Isso aqui tem focinho de porco. Por favor, veja se isso é ou não porco.”
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