A Secretaria de Direito Econômico (SDE) instaurou, nesta quinta-feira (7/10), processo administrativo contra a Coca-Cola Company, a Spal Indústria Brasileira de Bebidas, e seu ex-funcionário, Luiz Eduardo Capistrano. O órgão irá apurar se houve tentativa de fechamento do mercado a concorrentes por meio da criação de cláusulas de exclusividade ou imposição de interrupção no fornecimento de insumos.
O processo foi aberto a partir de denúncia da fabricante da marca Dolly, a Ragi Refrigerantes. Segundo ela, a Coca-Cola e a Spal (empresa que engarrafa os produtos da Coca-Cola) teriam feito circular pela internet boato de que o refrigerante Dolly causava doenças; patrocinado constantes fiscalizações de órgãos públicos nas instalações da empresa; utilizado o refrigerante Simba de forma predatória; e ameaçado interromper suas compras de insumos, caso os fornecedores não deixassem de vender produtos à Ragi.
Na fase de averiguação preliminar, a secretaria não encontrou indícios que sustentassem as três primeiras práticas e determinou que tais denúncias sejam arquivadas. No entanto, dois fornecedores – as empresas Videplast e Lorenpet — informaram ter sido pressionados por Luiz Capistrano para não fornecer produtos à fabricante da Dolly.
Além disso, a Ragi apresentou à SDE fitas de uma conversa gravada entre o Capistrano e Laerte Codonho, proprietário da marca Dolly, em que o ex-funcionário da Spal teria dito que havia uma estratégia para limitar o fornecimento de matéria-prima às empresas menores. De acordo com análise da secretaria, “se não existem indícios de que a Coca-Cola tenha, diretamente, praticado tais infrações, há fortes indícios de que tenha, indiretamente, pelo menos permitido e estimulado a adoção dessas condutas”.
As empresas terão agora 30 dias para apresentar defesa.
Um adendo. Tem passado na Rede TV, nos sábados de madrugada, um programa denominado, 100% Brasil. Nele o jornalista faz sérias críticas à Coca Cola, como eu jamais tinha visto serem feitas abertamente na televisão. Coisas do tipo "loby", "pasta vegetal", "cocaina", etc. Agora, com a notícia acima, as coisas parecem se encaixar. Poderá até ser dito que tal programa televisivo tenha ligação com a concorrente da Coca-cola, mas as denúncias feitas no programa são muito maiores que tal ligação. O que me espanta é a pouca repercussão do programa na grande mídia, o que também me leva a questionar o porquê disso.
Quem não viu o programa, vale a pena. No último sábado eu assisti depois de 01,00 hora da madrugada.
Importante observação fez o leitor Luiz Carlos. De fato, também assisti ao programa, rico em detalhes e entrevistas, mas, assim como o perspicaz leitor, também não compreendo o porquê da ausência de repercussão de tais atos... ou até entendo...
O fato é que essa notícia parece que redundará em nuances não conhecidas do mundo viciado em coca...
Queremos notícias sobre os fatos!
Tenho acompanhado o programa citado por Luiz Carlos Calsavara, e muito me espanta o silêncio da impressa em relação ao fato e as denuncias feitas por uma ex-secretaria executiva " Adriana Antues", cujas afirmativas foram presenciadas por deputados federal que prometeram averiguação e........
As acusações me causaram espanto porém parece que somente a mim causaram este impacto, tendo visto que nem uma linha foi publicada mencionando tal fato.
É para criar uma interrogação, o que será que esta havendo?
A ausência de mídia é fácil de ser explicada, os meios de comunicação não são tão imparciais como dizem, pois, quanto gasta a coca-cola em publicidade em tais meios ?
Preferem perder a notícia a perder um cliente desta suposta magnitude !!!
Todos sabemos que a coca-cola investe milhões de Reais em propaganda. O motivo do silêncio é o medo de perder $$$$$
Lógicamente que a Rede TV faria apologia contra o consumo da coca-cola, pois como todos já sabem o refrigerante Dolly é patrocinador dessa rede televisiva, daí o porque de não causar impacto tais acusações fesitas por um programa da mesma.
Agora com relação à acusação feita a coca-cola, tais como a circulação de notícias inverdadeiras a respeito da marca Dolly, bem como mandar fiscalização constante na mesma, acho pouco provável, pois ua mega empresa como Coca-Cola Company, não precisaria disso, muito pelo contrário, várias são as acusações sofridas pela mesma e nem por isso seu consumo e/ou vendagem foram comprometidos.
A Coca Cola pratica o mesmo recurso aplicado por grandes multinacionais americanas, quebram a concorrência (não importa como desde que quebre), foi assim com a industria cinematográfica, discografia, eletrônica e sem falar da industria da noticia (mentiras) que mostram os americanos como amantes do livre comercio, livre opinião e solidários com os direitos dos outros.
Toda hora falam dos problemas econômicos brasileiros criando um clima de especulação desfavorável ao pais, mas ninguém fala da divida interna americana que é medonha, sobre o saldo devedor de 400 bilhões de dólares no ano passado, da falta de reservas cambiais lastreado em algo tangível.
Agora se a Rede TV faz denuncias porque a Dolly faz propaganda lá, talvez seja o motivo que os outros meios de comunicações não fazem denuncia contra Coca-Cola, ela faz propaganda neles.
Vai terminar como terminou a CPI da Bola, CPI dos Sete Anões, Caso Lau-Lau, Contrabando.
Pizza com Coca-Cola.
Mas o Congresso não é o único culpado, o judiciário é uma piada.
É risível crer que a "água negra do imperialismo" não esteja articulando quebra de concorrência e manupulação de seus fornecedores para impor cotas menores aos concorrentes que a incomodam.
A Coca-Cola não é diferente de qualquer outra empresa cuja potência econômica pode abalar outras estruturas que se arrisquem a competir com ela, muito menos tem escrúpulos que lhe permitam não assediar (comprar) quem quer que seja, do Exexutivo ao já tão vendido, barganhado, doado etc Poder Judiciário.
As técnicas comerciais predatórias dos Norte-Americanos são seguidas à risca por esta empresa que por pouco não faz párte da própria bandeira Estado Unidense.
Iraque, petróleo, coca-cola, tudo se resume a dinheiro e para se ganhar mais dinheiro é preciso investir, nem que seja na corrupção e falta de ética, coisa muito fácil de se conseguir no Brasil.
a) M. H. Hamas
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