Relator absolve acusados por explosão em shopping

O Tribunal de Justiça de São Paulo adiou para a próxima quinta-feira (9/12) o julgamento da apelação criminal que condenou cinco pessoas a penas de prisão pela explosão no Osasco Plaza Shopping. O julgamento foi adiado após o voto do relator, desembargador Ericson Maranho, e terá continuidade com os votos dos desembargadores Debatin Cardoso (revisor) e Pedro Galhiardi (3º juiz).

O relator absolveu Marcelo Marinho Andrade Zanotto — diretor da B7 Participações (dona do empreendimento), — e Antonio das Graças Fernandes, da administração do shopping. Os dois haviam sido condenados a oito anos de prisão.

Absolveu também os engenheiros Rubens Luciano Basile Molinari, Edson Vandenbrande Poppe e Flávio Roberto Camargo, da construtora Wysling Gomes.

O desembargador Ericson Maranho entendeu que não havia nos autos provas suficientes para responsabilizar os réus pela tragédia e que existia incompatibilidade entre a denúncia apresentada pelo Ministério Público e a sentença do juiz Cláudio Antonio Marcos da Silva, da 2ª Vara Criminal de Osasco.

Explosão

O acidente, causado por um vazamento de gás no subsolo do edifício, matou 42 pessoas e feriu 472. Ele ocorreu na véspera do Dia dos Namorados, 11 de junho de 1996, perto da praça de alimentação. Segundo testemunhos de lojistas e funcionários, o cheiro de gás era comum no local. Eles disseram ter feito várias reclamações à administração.

O laudo do Instituto de Criminalística confirmou que uma série de erros na instalação de GLP (gás de cozinha) foi a causa da explosão. Os peritos concluíram que o vazamento aconteceu em uma tubulação de gás desativada. Havia incompatibilidade entre alguns materiais utilizados.

O shopping alega que é inocente das acusações. O argumento da defesa é o de que aquele prestador de serviços seria vítima dos problemas de construção do prédio e da falta de fiscalização da companhia de gás. Esses problemas teriam ocasionado o vazamento que culminou na explosão.

Fernando Porfírio

é repórter da revista Consultor Jurídico

BARRETO disse:
03 de dezembro de 2004 às 09:40

e novamente todo mundo sai livre a pergunta é se houvesse no local do um parente de algum juiz do tribunal será que seria diferente!!!!!!!!!!!!!!!!!!
BRSAIL MOSTRA TUA CARA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Luís Eduardo disse:
03 de dezembro de 2004 às 12:05

Tecnicismo jurídico exacerbado garantindo a impunidade.
Vão acabar condenando o povo e os lojistas que insistiram em permanecer passeando e vendendo respectivamente, num local que cheirava gás.
Meus sentimentos aos parentes das vítimas que esperavam ver alguém responsabilizado e pagando pela tragédia.

Malagoli disse:
28 de outubro de 2008 às 17:41

‘Lamento’ informar-lhes mas, após breve período em “estado vegetativo persistente”, faleceu ontem nesta capital, vítima de isquemia, ocasionada por “acidente vascular cerebral”, o senhor Bernardo Roberto da Silva. O corpo do o ex-Tecno-gasista (é tecno mesmo), será cremado amanhã dia 28/10/08, às 12:00 h no Crematório de Vila Alpina.
Malagoli

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