‘Menos Marx, mais Mises’, de Camila Rocha

Há uma emblemática passagem no Quixote de Cervantes na qual o cavaleiro da triste figura, destemido e ousado, entra na jaula de um leão. Para espanto de todos (e principalmente para o espanto de Sancho Pança), o leão não se incomoda com o Quixote, que assim, mais uma vez, vencia onde todos pressentiam o fracasso. Tomo essa passagem de forma alegórica para me referir (entusiasticamente) ao livro de Camila Rocha "Menos Marx, mais Mises", publicado pela Todavia [1]. O leitor já verá a razão da imagem.

Spacca

Metodologicamente o livro é exemplo para todo pesquisador. Ganhou o prêmio de melhor tese de doutorado da Associação Brasileira de Ciência Política e levou também o prêmio Tese Destaque USP na área de Ciências Humanas. Camila Rocha segue à risca a máxima de Max Weber, para quem o pesquisador deve atuar sine ira et studio, isto é, sem motivos pessoais ou preconceitos. Há neutralidade e distanciamento, que revelam sinceridade de propósitos, em texto curto (cerca de 175 páginas). Percebe-se que houve consulta a vasta documentação. Há também referência a inúmeras entrevistas. Camila Rocha não apresenta conclusões. Ao leitor fica essa tarefa, que é a tarefa que qualifica a mediação entre texto e leitor. "Menos Marx, mais Mises" é convite ao diálogo, alternativa civilizada para tempo de tanto desentendimento.

Camila Rocha desvenda a concepção e a trajetória de uma nova direita. Retoma, e explica, ainda que nas entrelinhas, a direção do próprio F. Hayek. Para esse pensador, o fato de que grande parte de pensadores progressistas aderirem ao ideário socialista não significava que esqueceram o que os pensadores liberais sobre as consequências do coletivismo. Com base no significado mais profundo e representativo da ideia de liberdade, Hayek contrapôs que a adesão dos progressistas ao socialismo decorria tão somente de equivocada expectativa de liberdade, no contexto até ficcional de uma grande utopia (the great utopia).

Para Hayek, a ânsia pelo planejamento estatal acenderia inusitado desejo por um ditador, o que de fato ocorreu na Alemanha. A presença do Estado no modelo econômico promoveria, ainda segundo Hayek, a criação de regimes de monopólio, determinantes de privilégios, que deveriam ser combatidos, uma vez que determinariam disfunções que resultariam no empobrecimento e na ruína dos Estados que admitem a proliferação desses esquemas.

A liberdade negocial é ponto principal no pensamento de Hayek, que defendia um Estado mínimo como condição para o desenvolvimento. Ao ser humano deve ser garantido o direito de escolha, de optar pela profissão, pela atividade econômica, elegendo dentre as várias formas de vida, a que melhor lhe parece. Essa liberdade, promovida por um Estado garantidor do exercício de atividades econômicas, fixaria os exatos contornos de uma organização política desejável. Para Hayek, ao Estado exige-se apenas que não interrompa, não incomode e não limite.

O Estado, na perspectiva de Hayek, apenas assiste ao livre jogo do mercado, olimpicamente, promovendo a livre concorrência e garantindo aos mais aptos a vitória no jogo do capitalismo. Logo no fim da Segunda Guerra Mundial, Hayek convocou e realizou uma reunião em Mont Pèlerin, na Suíça, da qual participaram Miltom Friedman e Karl Popper, entre outros. Fundaram uma espécie de franco-maçonaria neoliberal, altamente dedicada e organizada, com reuniões internacionais a cada dois anos. As reflexões acima sobre Hayek são minhas, não constam do livro de Camila Rocha, mas de algum modo podem marcar pano de fundo para a discussão.

Camila Rocha parte do tema do enfrentamento à hegemonia cultural da esquerda, com lastro na herança de Ludwig von Mises. Refere-se a uma direita "um dia envergonhada", na defesa hesitante do livre mercado, e aparentemente contraditória na aproximação com um conservadorismo difuso. No plano prático da obra Camila Rocha explicita o papel do Instituto Liberal (no Rio de Janeiro, onde pesquisou). Tratou também dos think-tanks, ambientes alternativos de pesquisa e produção de ideias. São centros propulsores de combate, bem ao gosto da tradição do pragmatismo norte-americano. Em âmbito de think-tanks, lembro-me de Francis Fukuyama, que polemizou sobre o fim da história e o último homem, no fim dos anos 80. Fukuyama é um ícone do neoconservadorismo.

Em "Menos Marx, mais Mises" o novato com temas de direita familiariza-se com termos como "chicaguista", "leftlib", "ancap", "conserva", e ainda aprende que o preto e o amarelo seriam as cores do anarcocapitalismo. No livro de Camila Rocha compreende-se as principais linhas de frente que oporiam a nova direita ao pacto democrático progressista que predicaria na Constituição de 1988. Camila Rocha liga pontos e personagens de nossa história, em notável esforço de esclarecimento.

Trata de Plínio Correia de Oliveira (TFP), de Dom Hélder Câmara (na juventude simpático ao integralismo, na maturidade fortíssimo opositor do regime), de Carlos Lacerda (comunista na juventude, liberal e reacionário para alguns na maturidade), de Eugênio Gudin, de Roberto Campos, de Ives Gandra, de Henry Maksoud, de Otávio Gouveia de Bulhões, de Miguel Reale. Alcança Ricardo Vélez Rodriguéz (que foi Ministro da Educação por pouco tempo), Paulo Mercadante (que estudou a consciência conservadora no Brasil) e Antonio Paim (autor de livro fundamental sobre a história das ideias no Brasil). Lembrei-me de Leonardo Prota, italiano de Bari, sacerdote que abandonou a batina, que trabalhou com Paim. Fui aluno de Prota, intelectual católico de uma personalidade ímpar, delicada, afetuosa e instigante. Leonardo Prota faleceu em 2016. Um grande intelectual, a espera de uma biografia à altura de sua contribuição.

No estudo sobre a nova direita brasileira Camila Rocha explicita com muita clareza a importância do Instituto Liberal, do Instituto Atlântico, do Atlas Network, e de editoras como o Grupo Editorial Record. Faz referência ao papel de Paulo Rabello de Castro, economista que presidiu o IBGE, o BNDES, autor do "Mito do Governo Grátis", e que hoje antagoniza com alguns setores do governo, a quem Camila Rocha também se refere. Camila Rocha de algum modo sistematiza os passos dessa nova direita, a partir do Movimento Endireita Brasil, cujo presidente já esteve à frente do MMA. Membros do MBL, bem como todos os principais atores das manifestações antipetistas, estão ao longo do livro. Camila Rocha mapeou o papel das redes sociais na expansão do pensamento conservador, a partir do uso do Orkut e da posterior migração para o Facebook. Umberto Eco e Manuel Castells já intuíram (muito tempo antes) o inegável potencial desses meios de comunicação.

A autora (doutora em Ciência Política pela USP) parece-me expoente da tradição de esquerda. No entanto, foi recebida em ambiente liberal, que se aproxima da nova direita, e em ambiente supostamente hostil (como na jaula do leão) dialogou, aprendeu, observou e compreendeu. O ambiente não era tão hostil. E a pesquisadora não era intransigente. É a composição desse diagrama de tolerância, entre outros, o grande valor desse livro imprescindível para uma tentativa de compreensão de nosso tempo.

 


[1] Devo essa imagem a meu filho, Bernardo Ribeiro Godoy, que leu Camila Rocha antes de mim, e que fixou alguns problemas centrais do livro. Bernardo observou que a autora teria tido a coragem de ir à toca do leão. Também discuti o assunto com Miquerlam Chaves Cavalcante, pesquisador e professor, que elabora tese de doutorado sobre aspectos desse tema, sob uma ótica da justiça eleitoral.

Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy

é livre-docente pela USP, doutor e mestre pela PUC- SP, advogado, sócio de Smaniotto, Castro, Barros & Godoy Advogados, consultor e parecerista em Brasília. Foi consultor-geral da União e procurador-geral adjunto da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Rejane G. Amarante disse:
22 de agosto de 2021 às 09:19

Dr. Godoy, não li a tese que o senhor expôs, porém, como o senhor já passou no meu "teste de qualidade" várias vezes, vou confiar nas suas exposições e conclusões para criticar o que foi exposto. A propósito, o mencionado "teste de qualidade", refere-se a outras artigos em que o senhor descreveu sucintamente as ideias de determinados autores e fui conferir. Fidelidade ao autor no estilo conciso e elegante que lhe é peculiar.
MARX - como fui adolescente na década de 1970, aqui no Brasil, a principal obra desse autor, "O Capital", era proibida, quem possuísse um exemplar poderia ser processado, no mínimo. Em 1980, com a abertura política, uma editora publicou a referida obra em seis ou sete volumes. Li sem analisar, só para saber do que se tratava. Muitos anos depois, tomei conhecimento de que Marx abandonou a faculdade de Direito no meio do curso, e, então, entendi que toda a argumentação sobre "luta de classes", que nunca assimilei, pois enxergo "conflitos de interesses" e outros conceitos próprios do marxismo têm sua origem num pressuposto antijurídico. PONTO. A meu ver, as excelentes análises socioeconômicas de Marx só podem ser aproveitadas se forem conformadas com as análises de Jhering em "A Luta Pelo Direito". Só que não, e isso porque um defende a "internacionalização" e o outro defende o "nacionalismo". Para início de conversa, pois ainda há a questão da propriedade privada e da resolução pacífica dos conflitos mediante o ordenamento jurídico. E do respeito e submissão de todos ao pacto social e mesmo respeito nas suas eventuais/necessárias alterações.
TEM MAIS, a internet propiciou que muitos autores de livros consistentes viessem a ser conhecidos pelo grande público, no caso mundial. Marx era financiado pelos capitalistas que denunciava.

Rejane G. Amarante disse:
22 de agosto de 2021 às 09:49

MISES - só li "A Ação Humana". Assim como Marx, Mises faz excelentes análises socioeconômicas, e, assim como Marx, chega a conclusões estapafúrdias. Pelo menos para nós, que acreditamos e buscamos a liberdade para nós e para os outros.
Com a palavra, Ludwig Von Mises
(...) "Não se pode imputar às potências europeias a pobreza existente nas suas antigas colônias. Ao investir capital, os estrangeiros fizeram o que lhes era possível para melhorar o bem-estar material. Não é culpa da raça branca o fato de que os povos orientais sejam relutantes em abandonar seus mitos tradicionais rejeitem o capitalismo por se uma ideologia alienígena."(...)
[Meu comentário - a questão é o justo preço pelos recursos naturais explorados, assim como o justo preço dos bens manufaturados pelos capitalistas. Não rejeitam a ideologia por ser "alienígena", mas por ser "satânica". Consideremos um país do Oriente Médio onde tapeceiros estão em pleno emprego produzindo belíssimos tapetes ornamentais. Chega um capitalista alienígena/satanista, instala uma fábrica, produz tapetes em larga escala e também produz milhões de desempregados]

(...)"Os propagandistas do estado provedor costumam levantar duas objeções. Primeiramente, a de que a motivação dos indivíduos é o egoísmo, enquanto o governo atua com a intenção de servir a todos. Admitamos, para argumentar, que os indivíduos sejam demoníacos e os governantes angelicais. Mas o que conta na vida real - apesar da opinião contrária de Kant - não são as boas intenções, mas os resultados. O que torna possível a evolução da sociedade é precisamente o fato de que a cooperação pacífica sob o signo da divisão do trabalho, a longo prazo, atende melhor aos interesses egoístas de todos os indivíduos (continua)

Rejane G. Amarante disse:
22 de agosto de 2021 às 10:18

(...)"A superioridade da sociedade de mercado consiste no fato de que o seu funcionamento confirma esse princípio. "(...)
[Meu comentário - E os bancos controlam os governos e roubam dinheiro da arrecadação de impostos. Eu concordaria com a afirmação de Mises se as "regras do jogo" fossem cumpridas. E o "signo da divisão do trabalho" deve incluir o "signo da divisão dos lucros". Há décadas ocorrem escândalos de desfalques em seguradoras, fundos de pensão e instituições financeiras. No Brasil e no mundo.]
(...) "Esses povos e seus governantes estavam comprometidos com uma noção de igualdade econômica que, embora vaga e mal definida, era muito clara em um aspecto : o de condenar peremptoriamente que qualquer indivíduo privado acumulasse uma grande fortuna."(...)
[Meu comentário - Esse é o ponto. Penso que a questão é jurídica. Enriquecimento lícito/ilícito, concorrência desleal, capacidade contributiva de tributos, função social da propriedade, proibição de usar o poder econômico para interferir no poder político, etc., etc., etc.,etc.]

MINHA CONCLUSÃO - a "ideologia capitalista" de Mises só tem uma "superioridade" técnica. Principalmente em relação à produção de mercadorias por máquinas e também pela "ideologia da divisão e especialização do trabalho". Não devem ser aplicadas tais técnicas de modo absoluto, como de resto nenhuma ideologia/filosofia deve (nem mesmo pode) ser aplicada de modo absoluto.
No que concerne a Marx, vou buscar elementos comprobatórios de que ele atuava como agente dos banqueiros, se possível, dentro do prazo para publicar comentários nesta coluna. Senão, fica para outra oportunidade.

P.S. Mises achava que crianças, idosos, doentes e demais "inválidos" para o trabalho deveriam perecer à míngua.Não é o que estamos vendo hoje?

O ESCUDEIRO JURÍDICO disse:
22 de agosto de 2021 às 12:41

O senhor Von Mises aceitou que o liberalismo clássico possuía base na igualdade natural de todos os homens.
Para ele as desigualdades seriam resultado das relações sociais.
O referido argumento, próprio do Liberalis­mo Clássico tem raiz em Adam Smith.
Ao tratar da divisão do trabalho, o economista inglês Smith admite que todos os homens são dotadas das mesmas capacidades.
O economista recorre à comparação entre pessoas antes e depois da idade de trabalhar e entre países com divisão do trabalho pouco desenvolvida e mais desenvolvi­da para validar sua afirmação de que as diferen­ças de capacidades são provocadas pela divisão do trabalho.
Von Mises afirma que os homens são natural­mente desiguais e que, mesmo entre irmãos, há desigualdade de capacidades físicas e mentais. Indica o cará­ter hierárquico dessa diferença a partir da desigualdade natural, aceitando a existência de homens superiores e inferiores. Verdadeiro equívoco o argumento de von Mises, uma vez que as diferenças entre indivíduos ou grupos humanos não ocasiona, necessariamente, a superioridade de uns sobre outros.

Afonso de Souza disse:
23 de agosto de 2021 às 14:11

As pessoas têm talentos, capacidades e desejos diferentes. Ser "superior" significa ter mais talento/capacidade para executar determinada função. Outra função pode ser melhor executada por outra pessoa, que então será "superior" naquela função. É relativo, não absoluto. Essa é a ideia.

O ESCUDEIRO JURÍDICO disse:
24 de agosto de 2021 às 22:41

Disse a Doutora Rejane Guimarães Amarante, bolsonaria e adepta de pensamentos nada...lógicos: "No que concerne a Marx, vou buscar elementos comprobatórios de que ele atuava como agente dos banqueiros, se possível, dentro do prazo para publicar comentários nesta coluna. Senão, fica para outra oportunidade".

Karl Marx, agente de banqueiros?
Mais um delírio da advogada bolsonarista Rejane Guimarães Amarante.

Rejane G. Amarante disse:
25 de agosto de 2021 às 11:36

Há provas, documentos históricos. Estou compilando. A pressa é inimiga da perfeição.
Delírio é o seu constante estado psicológico, especialmente em me "qualificar" como bolsonarista.

Rejane G. Amarante disse:
27 de agosto de 2021 às 17:06

O verdadeiro nome de Karl Marx era Moses Mordecai Levy. Ele nasceu na Prússia, em 1818, numa família judia Ashkenazi, com uma longa linhagem ininterrupta de ancestrais rabinos de, pelo menos, 800 anos.
Durante as guerras napoleônicas, o pai de Marx - Hirschel Mordecai - tornou-se maçom em 1813 da loja maçônica "Hanseatic Star". Depois da guerra, o pai de Marx converteu-se ao luteranismo com o propósito de parecer um "burguês assimilado", liberal, livre-pensador, que acumulou certa riqueza sendo proprietário de vinhedos.
A avó materna de Marx, Nanette Salomon Barent-Cohen, era de uma rica família de Amsterdã. Sua prima era casada com Nathan Mayer Rothschild, cujo filho do casal, Lionel Nathan Rothschild, era membro do parlamento britânico pela City of London.
Marx casou-se com Jenny Westphalen em 1843. Jenny era de uma rica família prussiana e seu irmão, Ferdinand von Wetsphalen, foi Ministro do Interior da Prússia de 1850 a 1858. Comandava uma vasta rede de espionagem que monitorava "dissidentes" do regime.
Marx foi morar em Londres em 1849, aos trinta e um anos de idade. Enquanto ele escrevia "O Capital" na sala de leitura do British Museum, seu famoso primo Lionel Rothschild era o representante da City of London no parlamento britânico (de 1847-1868, de 1869-1874).
[Meu comentário - o fato de Marx e um proeminente Rothschild serem primos, por si só, não lança qualquer suspeita sobre as reais intenções de Marx ao escrever "O Capital". Entretanto, no "Manifesto Comunista", os pontos principais são : 1) CRIAÇÃO DE UM BANCO CENTRAL COM O MONOPÓLIO DO CRÉDITO; 2) abolição de países e nacionalidades; 3) abolição da família tradicional; 4) abolição da propriedade privada; 5) abolição do direito de herança; 6) abolição da moralidade cristã]
CONTINUA

Rejane G. Amarante disse:
27 de agosto de 2021 às 17:17

CONTINUAÇÃO
Curioso registrar que, à época da realização da "Primeira Internacional', o rival de Marx, Mikhail Bakunin, em 1869, que, segundo estudiosos, realmente desconhecia que Marx e Rothschild eram primos, declarou :
(...) "Este mundo está agora, ao menos na maior parte, à disposição de Marx numa mão, e à disposição de Rothschild na outra mão. Isso parece estranho. O que poderia haver em comum entre socialismo e um líder banqueiro ? O ponto é que o socialismo autoritário, o comunismo marxista, demandam uma forte centralização do Estado. E onde há centralização do Estado, necessariamente precisa existir um banco central, e onde existe um banco central, a nação judaica parasitária, especulando com o trabalho do povo, pode ser encontrada."(...)

FONTE
https://www.johnccarleton.org/BLOGGER/2021/01/22/moses-mordecai-levy-karl-heinrich-marx/

*** Existem muitas fontes sobre esse assunto, bastando procurar pelo nome verdadeiro de Marx. A fonte citada acima, a nosso ver, é excelente. Vale a pena ler o artigo na íntegra.

O ESCUDEIRO JURÍDICO disse:
29 de agosto de 2021 às 11:28

Uma bolsonarista que faz uma caricatura, muito ruim, de Karl Marx.
O simples fato de Karl ter parentes banqueiros não conduz à conclusão que criou teorias para justificar o poder dos "detentores do Capital". Aliás, o comentário, em si, não apresenta aquilo que se propôs.
Marx foi discípulo do grande filósofo alemão, Hegel, que aprimorou o processo dialético do grego Heráclito.
O semita foi o único pensador que criou teorias destinadas a favorecer aqueles que não integravam a elite.
A grande maioria dos filósofos antes dele, Aristóteles, Platão, Maquiavel, Kant e outros, procuraram, com os seus pensamentos, justificar o domínio dos mais fortes. Houve, é verdade, a Revolução Francesa, que passou do pensamento à ação, mas, apenas, para destruir a aristocracia, e substituí-la pelos "podres burgueses".
O pensamento do mestre teutônico é tão intenso, que até hoje vituperam contra ele. Ele não defendeu a ditadura. Ela, se revelou necessária para que o Estado-evanescente moldasse o novo homem; sem o uso da força ( o que aconteceu na URSS e foi magistralmente alterado pelo genial A. Gramsci), não haveria possibilidade de passar do Socialismo ao Comunismo.

Rejane G. Amarante disse:
29 de agosto de 2021 às 13:53

Há quanto tempo você tomou a vacina ?

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