A interpelação que um grupo de pessoas dirigiu ao sr. Nelson Jobim, presidente do Supremo Tribunal Federal, a respeito de suas anunciadas pretensões eleitorais (ConJur, 1/2/06), é decerto oportuna. Contudo, carrega o vício do formalismo e não ataca o cerne do problema.
No frigir dos ovos, o que os reclamantes argumentam é que, se o sr. Jobim pretende de fato candidatar-se às eleições de 2006, então deve ele retirar-se do STF. Digamos então que amanhã, espicaçado pela interpelação, decida o sr. Jobim renunciar a seu posto de ministro do Supremo. Alteraria isso a situação material representada por sua candidatura?
A resposta é que alteraria apenas superficial e fugazmente. Não poderia mais o sr. Jobim, a partir daquele momento, usar de suas prerrogativas togadas, deixaria ele de apreciar ações, recursos, embargos, mandados de segurança, e deixaria ele de constranger seus colegas.
Tudo isso seria decerto salutar — mas o despropósito de sua candidatura permaneceria. O problema posto pelo sr. Jobim não é de natureza legal. A legislação brasileira não proíbe que um ministro de corte superior se candidate. O que a lei exige é que sua desincompatibilização dê-se dentro de determinado prazo. Não deve restar dúvidas de que o sr. Jobim tem isso muito presente em seu pensamento.
Só alguém muito ingênuo imaginaria que pretendesse ele permanecer na função de ministro do STF e, ao mesmo tempo, se filiasse a um partido político e anunciasse candidatura. Por isso, embora aguda na aparência, a interpelação em questão na verdade chove no molhado.
A desfaçatez da anunciada candidatura Jobim não decorre da letra da lei. Ao contrário, a lei não a proíbe, de forma que argumentar com ela sai pela culatra, uma vez que dirá o sr. Jobim que está do lado da lei (ou que a lei está do lado dele, como se costuma dizer). Retirando-se ele do STF no prazo legal, como o fará, poderão todos dizer, interpelado e interpelantes, que “vivemos sob o império da lei” e que “venceram as instituições republicanas”, ficando nesse passo tudo limpo para todo mundo — como é a regra dos debates meramente formais, como é este.
O território próprio de discussão do caso não é o formalismo legal, de saída inócuo dadas as circunstâncias, mas doutrinário, supra-legal. Uma vez que o presidente do STF se movimenta eleitoralmente, deve ele ser verberado não por suposto ferimento à lei, mas por falta de compostura.
Conforme já se argumentou alhures, “há entre as alegadas ambições do presidente do STF e sua função no tribunal um conflito de interesses cuja persistência é intolerável. Se o sr. Jobim de fato nutre a ambição noticiada, todos os atos do colegiado do Supremo são lançados no mesmo buraco negro de suspeição. Ao pretender transitar entre dois Poderes, o presidente do STF estende seu conflito de interesses ao conjunto dos demais magistrados” (“Candidatura acintosa”, Folha de S. Paulo, 5/12/05, p. 3, deste que escreve).
O conflito de interesses aludido não é mais apenas presumível, mas se materializou. Estão lançadas à suspeita todas as decisões do STF pelo menos desde que o sr. Jobim se tornou seu presidente, e todos os posicionamentos individuais dele desde que aportou naquela corte. Quem sabe quais interesses, não apenas políticos, mas econômicos, terão sido beneficiados por decisões que emergiram dali?
A situação criada pelo sr. Jobim não é solucionável apenas por sua saída do STF. Deve ele ter impedida qualquer veleidade eleitoral. Dado que é incapaz de distinguir entre seus interesses políticos pessoais e seus deveres republicanos, só há uma possibilidade de reparar ao menos um pouco do malfeito, dado que consertar o passado é impossível, ficando indelevelmente marcado no STF a nódoa da passagem do sr. Jobim por lá. A saída, que não é judicante mas político-doutrinária, é enviar-se o sr. Jobim de volta para a vida privada.
O articulista aborda com muita propriedade os fatos. No entanto, o cerne da questão é que muitos criticam a decisão do ministro, inclusive juristas, sem terem conhecimento do que há nos autos do pedido de quebra de sigilo, o que é considerado uma heresia nos meios jurídicos. Julgar o acerto ou erro da decisão é de competência única e exclusiva do plenário do STF. E os dados sigilosos estarão lá. Tanto barulho por nada.
Deveriam substituir o Nelson Jobim pelo Nelson Ned, pois, pelo menos esse último tem consciência de que não é "maior" do que os outros e também está mais sincero ultimamente, ao contrário do Presidente do STF.
Luiz Costa - autônomo. Penso que a Interpelação vai constrangêr o Ministro, sim, mas ele tem como defender sair de forma airosa. O ilustre Abramo, diretor de uma Instituição importante para a democracia brasileira, também tem bastante razão, só o que acontece no STF, hoje, com o Jobim, é um dos males da herança de nossa formação cultural, onde os poderosos sempre se saem bem e cujas desculpas ou razões, muitas das vezes são aceitas sem muito constrangimento. Mandá-lo para a iniciativa privada, só no propósito da Entidade que o sr. Abramo preside, porque, dado que a lei não o proíbe de ser candidato e, em sendo possível e viável políticamente, ele será candidato, com o mesmo caradurismo com que outros políticos agem, e a população acaba aceitando, porque não tem outro remédio.
Acho que essa interpelação não é somente inócua, como medrosa. Falta coragem aos legitimados para pedir o impedimento do Presidente do STF, já que este já declarou suas pretensões eleitorais, e não pára de tomar decisões judiciais eleitoreiras, a fim de agradar seu futuro companheiro de chapa.
Em 1º de janeiro de 2007, o ex-ministro do STF Nelson Jobim, na condição de Vice-presidente da República Federativa do Brasil eleito, estará ao lado do então reeleito Presidente da República Federativa do Brasil Lula da Silva, ambos bem vestidos e cheios de si, subindo a rampa do Palácio do Planalto. Todos já terão esquecido o mensalão, o dólar na cueca, o dinheiro do Duda mendonça, o caso Santo André, os 50 mil de Ribeirão Preto, o empréstimo pago pelo bom samaritano Okamoto, as denúncias do Paulo de Tarso Venceslau sobre o amigo (compadre) do Lula, das estrelas do PT plantadas no Palácio da Alvorada, do mensalinho do Severino Cavalcanti, da peteca de 3 mil reais nos Correios, da Visanet, dos dólares de Cuba, do Waldorimo Diniz,etc, etc.
Será um novo Brasil. O José Dirceu dará entrada ao pedido de anistia, para que possa voltar a gozar de direitos políticos. Roberto Jefferson, agora amigo de Dirceu, também entrará com pedido de anistia. Severino Cavalcanti, ungido pelo seu eleitorado altamente politizado e consciente, voltará triunfalmente, recebendo de Lula a pasta do Ministério das Cidades. A prefeitura de São Paulo, depois da saída de José Serra para disputar a presidência, estará nas mãos de Kassab, aquele do bordão "quem sabe sabe vota no Kassab". Neste mesmo 1 de janeiro de 2007, Paulo Maluf, aquele que não tem contas no exterior, estará assumindo uma cadeira de deputado federal por São Paulo, tendo a seu lado o querido José Genoíno. No Estado de São Paulo, Orestes Quércia terá sua volta triunfal como governador. No Rio de Janeiro, Rosinha Garotinha será reconduzida pelo povo fluminense a mais 4 anos. No STF teremos como novos ministros Luiz Eduardo Grehalend e Tarso Genro. Delúbio Soares reassumirá seu posto na tesouraria do PT. Este é o cenário que eu vislumbro para 2007. O que os senhores acham?
Em 1º de janeiro de 2007, o ex-ministro do STF Nelson Jobim, na condição de Vice-presidente da República Federativa do Brasil eleito, estará ao lado do então reeleito Presidente da República Federativa do Brasil Lula da Silva, ambos bem vestidos e cheios de si, subindo a rampa do Palácio do Planalto. Todos já terão esquecido o mensalão, o dólar na cueca, o dinheiro do Duda mendonça, o caso Santo André, os 50 mil de Ribeirão Preto, o empréstimo pago pelo bom samaritano Okamoto, as denúncias do Paulo de Tarso Venceslau sobre o amigo (compadre) do Lula, das estrelas do PT plantadas no Palácio da Alvorada, do mensalinho do Severino Cavalcanti, da peteca de 3 mil reais nos Correios, da Visanet, dos dólares de Cuba, do Waldorimo Diniz,etc, etc.
Será um novo Brasil. O José Dirceu dará entrada ao pedido de anistia, para que possa voltar a gozar de direitos políticos. Roberto Jefferson, agora amigo de Dirceu, também entrará com pedido de anistia. Severino Cavalcanti, ungido pelo seu eleitorado altamente politizado e consciente, voltará triunfalmente, recebendo de Lula a pasta do Ministério das Cidades. A prefeitura de São Paulo, depois da saída de José Serra para disputar a presidência, estará nas mãos de Kassab, aquele do bordão "quem sabe sabe vota no Kassab". Neste mesmo 1 de janeiro de 2007, Paulo Maluf, aquele que não tem contas no exterior, estará assumindo uma cadeira de deputado federal por São Paulo, tendo a seu lado o querido José Genoíno. No Estado de São Paulo, Orestes Quércia terá sua volta triunfal como governador. No Rio de Janeiro, Rosinha Garotinha será reconduzida pelo povo fluminense a mais 4 anos. No STF teremos como novos ministros Luiz Eduardo Grehalend e Tarso Genro. Delúbio Soares reassumirá seu posto na tesouraria do PT. Este é o cenário que eu vislumbro para 2007. O que os senhores acham?
Em 1º de janeiro de 2007, o ex-ministro do STF Nelson Jobim, na condição de Vice-presidente da República Federativa do Brasil eleito, estará ao lado do então reeleito Presidente da República Federativa do Brasil Lula da Silva, ambos bem vestidos e cheios de si, subindo a rampa do Palácio do Planalto. Todos já terão esquecido o mensalão, o dólar na cueca, o dinheiro do Duda mendonça, o caso Santo André, os 50 mil de Ribeirão Preto, o empréstimo pago pelo bom samaritano Okamoto, as denúncias do Paulo de Tarso Venceslau sobre o amigo (compadre) do Lula, das estrelas do PT plantadas no Palácio da Alvorada, do mensalinho do Severino Cavalcanti, da peteca de 3 mil reais nos Correios, da Visanet, dos dólares de Cuba, do Waldorimo Diniz,etc, etc.
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Em 1º de janeiro de 2007, o ex-ministro do STF Nelson Jobim, na condição de Vice-presidente da República Federativa do Brasil eleito, estará ao lado do então reeleito Presidente da República Federativa do Brasil Lula da Silva, ambos bem vestidos e cheios de si, subindo a rampa do Palácio do Planalto. Todos já terão esquecido o mensalão, o dólar na cueca, o dinheiro do Duda mendonça, o caso Santo André, os 50 mil de Ribeirão Preto, o empréstimo pago pelo bom samaritano Okamoto, as denúncias do Paulo de Tarso Venceslau sobre o amigo (compadre) do Lula, das estrelas do PT plantadas no Palácio da Alvorada, do mensalinho do Severino Cavalcanti, da peteca de 3 mil reais nos Correios, da Visanet, dos dólares de Cuba, do Waldorimo Diniz,etc, etc.
Será um novo Brasil. O José Dirceu dará entrada ao pedido de anistia, para que possa voltar a gozar de direitos políticos. Roberto Jefferson, agora amigo de Dirceu, também entrará com pedido de anistia. Severino Cavalcanti, ungido pelo seu eleitorado altamente politizado e consciente, voltará triunfalmente, recebendo de Lula a pasta do Ministério das Cidades. A prefeitura de São Paulo, depois da saída de José Serra para disputar a presidência, estará nas mãos de Kassab, aquele do bordão "quem sabe sabe vota no Kassab". Neste mesmo 1 de janeiro de 2007, Paulo Maluf, aquele que não tem contas no exterior, estará assumindo uma cadeira de deputado federal por São Paulo, tendo a seu lado o querido José Genoíno. No Estado de São Paulo, Orestes Quércia terá sua volta triunfal como governador. No Rio de Janeiro, Rosinha Garotinha será reconduzida pelo povo fluminense a mais 4 anos. No STF teremos como novos ministros Luiz Eduardo Grehalend e Tarso Genro. Delúbio Soares reassumirá seu posto na tesouraria do PT. Este é o cenário que eu vislumbro para 2007. O que os senhores acham?
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A teoria da Separação dos Poderes de Montesquieu, nunca funcionou no país por falta de balança idônea, avacalhando com o sistema de freios e contrapesos.-Não é o sistema que está errado e, sim os instrumentos para o ideal funcionamento manuseados com distorções conforme os vis interesses dos que galgam qualquer parcela de poder, para se manterem e continuarem a usufruir das benesses de cargos como agentes públicos que esquecem do público para se abastecerem no privado.- Nunca isso ficou tão evidente quanto na atual e na anterior vilegiatura no posto máximo do Supremo Tribunal.- Daí ocorrerem interferências de um poder no outro, como se estivesse ocorrendo ferimento a direitos individuais de pessoas que na verdade exercem cargos diretas ou indiretamente de interesse público.-A verdade é o grande valor constitucional a ser defendido e quando ela é negada ao povo como o maior ente político da nação, então tudo está errado, desde óvulo fecundado que germina nas exceções.-Triste, todos os movimentos libertários e revolucionários ocorridos no país desde os primórdios da nossa historia foram em vãos (Tiradentes, Frei Caneca, Conselheiros e outros, nunca refletiram nenhuma qualidade aos nossos políticos da forma ideal como nos foram passados) uma vez que nenhum nos forneceu uma Constituição originária que fosse o berço das aspirações do povo, dotada de legitimidade, moralidade e imparcialidade que servisse de canal para uma direção honesta do país, independente da vontade de seus dirigentes, mesmo tíbias, uma vez que canalizadas ao bem comum. Não herdamos um gabarito blindado infraudável de governo, a ser exercido de forma honestamente engessada, mesmo pelos mais venais dos poderes. –E, pior com essa erronia legal de o ministros do Supremo serem indicados pelo chefe do executivo ainda se apresenta outro fenômeno: o presidente da nação anterior, através da sua nomeação interfere no poder atual mesmo após já se ter afastado do poder e voltar as suas lides partidárias.- defrontamo-nos, então com a monstruosidade desse sistema do qual nem os Estados Unidos com uma formação de seu povo mais pétrea, não em caráter e sim por formação constitucional bem engendrada, sem a flexibilidade que muitas vezes é diagnosticada aqui. Muitos dizem que nosso jeitinho é atávico, o que não dá para concordar, ou pela grita geral isso está mudando.- O que o povo quer é transparência e um governo honesto, com os agentes públicos dos três poderes agindo uníssono para o bem comum. A nação sabe o que quer apenas os agentes políticos não descobriram isso uma vez que continuam agindo no lado obscuro, sem se dar conta que a luz assoma em todos os cantos e a penumbra se esvai.-Ainda mais, há de ser revelado um método para a ascendência de juízes ao Supremo Tribunal Federal e, não se enganem, mesmo que os ministros do STF procedessem das hostes do judiciário, com certeza não haveria melhora na atuação do Supremo a levar-se em apreço a avaliação que o povo faz desse poder, praticamente ausente em decisões que afetem o cotidiano da população.O mesmo se aplica aos Tribunais de Contas em todas as esferas federativas e quiça aos Tribunais Eleitorais. O que resta ao povo?: resta sentar a beira dos rios poluídos e chorar.
O ministro não assusta, pois, não terá chances como cabeça de chapa e como vice afundará o companheiro, seja quem for.
O que assusta é a inocência de alguns que continuam a acreditar na sua isenção.
A mulher de César, se não parecer honesta, dará ensejo à formação de opiniões, com as quais deverá conviver.
O mesmo ocorre com o homem público que despreza as regras comportamentais.
BELA JUSTIÇA
Por acaso você meu caro leitor tem idéia para que serve o Supremo Tribunal Federal ???
Não !!! Calma, não é nada disso que pensou. Lá também tem magistrados honrados e nem todos eles se deixam vender para os desmandos deste desgoverno corrupto e sem vergonha.
Porém uma coisa é ter alguns magistrados honestos lá no Supremo Tribunal, mas por outro lado, infelizmente, existe "algum", que de honesto só tem a toga que comprou ainda quando se formou a muitos anos atrás.
Digo isso porque uma liminar concedida pelo nada mais, nada menos, presidente do Supremo Tribunal Federal, o honestíssimo e invendível senhor Nelson Jobim, impediu a CPI dos Bingos de quebrar o sigilo bancário, fiscal e telefônico do presidente do Sebrae, Paulo Tarciso Okamotto, que é amigo próximo e íntimo do nosso querido e incompetente presidente Luiz Ignácio.
O minsitro Nelson Jobim argumentou que a decisão da CPI baseava-se em reportagens, o que não é admitido pela jurisprudência do STF e segundo ele, o requerimento da CPI de quebra de sigilo "fundamenta-se em notícias veiculadas em matérias jornalísticas, sem sequer indicar um fato concreto que delimite o período de abrangência dessa medida extraordinária e que portanto, a Corte vedou a quebra de sigilos bancário e fiscal com base em matéria jornalística".
Isso só pode ser coisa de bandido e não de um magistrado da mais alta esfera judicial do nosso sofrido país. Pior que isso, foi que ele, descaradamente disse que "coincidentemente" estava de plantão quando impetraram o mandato de segurança pedindo a proteção do amigo do "rei".
Meu caro ministro Nelson Jobim...
Que queira ser candidato à vice-presidente na futura chapa do hoje presidente Luiz Ignácio é uma coisa, porém dai a querer proteger marginais em defesa de seus interesses politiqueiros também já é demais.
Seria mais digno de Vossa Excelência, se cumprisse aquele juramente que fez a mais de 30 anos atrás e assim fazendo, poderia se filiar a um partido pequeno e lançar-se não a ser um vice de um presidente incompetente, mas sim como candidato a titular da cadeira imperial. Garanto que teria mais chances de alcançar os seus sórdidos objetivos.
Paulo Fuentes
www.paulofuentes.com.br
Ministro pode ser preso ? Então, cadeia nele por abuso de autoridade, concussão e outras coisitas mais.
Não entendemos que a interpelação seja inócua. O exercício de atividade político-partidária por um magistrado é vedada pelo artigo 95, parágrafo único da Constituição e a medida é preparatória para uma representação contra o Ministro perante o Conselho Nacional de Justiça, já que se tem falta disciplinar prevista na LOMAN. Além do mais, o exercício de atividade político-partidária pelo ministro Jobim é crime de responsabilidade previsto no artigo 39, n.3 da lei 1.079/1950 e, ainda que o ministro saia do STF, pode haver denúncia por esta prática perante o Senado Federal. A interpelação, portanto, não é medida inócua do ponto-de-vista jurídico e tem suas repercussões políticas.
A desfaçatez da elite tupiniquim é incomensurável, além claro de ser cínica. Pode-se gostar ou não do ministro Jobim, mas daí a acusá-lo de partidarizar decisões vai um trem de distância. Muito mais estranhos são os votos do ministro Marco Aurélio "Collor" de Mello, o senhor "voto vencido". O ministro Jobim tem se caracterizado pela defesa intransigente da Constituição, o que desagrada a elite predadora desse país, pois até hoje a Constituição existe apenas para "inglês ver", uma vez que os "direitos fundamentais", principalmente, a "dignidade da pessoa humana" existem apenas como preciosidade jurídica. O que querem na verdade é dobrar o STF aos interesses dos inquisidores das CPI's. Vamos ver se agora mantém o mesmo ímpeto agressivo na investigação de Furnas e do caixa 2 dos tucanos até 2002! No mais, é a velha direita fascista aliada a Opus Dei, à TFP e a tudo que existe de mais atrasado para manter o povo na miséria.
É CÍNICA E TORPE A INICIATIVA DA ELITE QUE DESEJA VOLTAR AO PODER NESTE PAÍS, DEPOIS DE LEVÁ-LO À DESGRAÇA POR 500 ANOS. PARA ISTO , VIA CPIS , DESEJA DE TODA FORMA ATINGIR O PRESIDENTE LULA ( O ALVO NÃO É NELSON JOBIM) , VIA SENHOR PAULO OKAMOTO QUE , PARA DESESPERO DESTA ELITE PAULISTA , SERRA , QUE DIZEM SIMPÁTICO AO NAZISMO E ALKMIN ( DESGRAÇADAMENTE MEMBRO DA MALDITA OPUS DEI - OPA! EMBORA ATIRADOR DE ELITE, POSSO SER ASSASSSINADO!), O QUE SE PODE ESPERAR DE HOMENS COMO ESTES? OS AUTORES DA INTERPELAÇÃO , COMO ADUZIU O MINISTRO EDSON VIDIGAL " NÃO TEM PÉ E NEM CABEÇA" , POIS NÃO SE RESPALDA EM FATO CONCRETO , EM DIREITO POSITIVO VIOLADO, MAS TÃO SOMENTE EM PRETENSÕES, EM SUBJEÇÕES! DESEJAM ATINGIR A REELEIÇÃO DE LULA ( JÁ GARANTIDA) , FAZENDO HERESIAS JURÍDICAS, POIS NÃO SE PODE INTERPELAR O QUE AINDA NAÕ EXISTE, O QUE AINDA "PODE" ESTAR NA MENTE DO MINISTRO JOBIM , JÁ QUE SEUS ATOS EXTERIORIZADOS, NÃO DÁ SINAIS DE PARTIDARIZAR SUAS DECISÕES, PARA INQUINÁ-LAS DE NULAS. ESTÃO TENTANDO DESMORALIZAR O SUPREMO E O ESTADO REPUBLICANO! QUANTAS BESTEIRAS ( SUPOSTAMENTE CONSIDERADAS) JÁ FEZ O SENHOR MINISTRO MARCOS AURÉLIO COLLOR DE MELO, SENHOR VOTO VENCIDO,PORTANTO, HOMEM SEM IMPORTÂNCIA NO SUPREMO) ? FOI INTERPELADO? A CONSTITUIÇÃO FEDERAL GARANTE A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, DE IR E VIR , DE PENSAMENTO, DO DIREITO DE SE CANDIDATAR , DE CRITICAR , MAS ATÉ AGORA NÃO SE VIU CRIME OU ATO ATÍPICO DO SENHOR JOBIM, QUE PUDESSE LEVÁ-LO A SER OBRIGADO A RESPONDER TOLA INTERPELAÇÃO, MORMENTE SE DESEJA CANDIDATAR-SE OU NÃO, O MERECE TAL TOLA INTERPELÇÃO , ATÍPICA, SER JOGADA NA LATA DO LIXO! INTERPELAR SOBRE HIPÓTESE , SOBRE SUPOSIÇÃO, NÃO É DIREITO, É BOBAGEM , É CHOVER NO MOLHADO, É BICHO SEM PÉ E SEM CABEÇA! O MOMENTO É DA ESQUERDA E O JUS SPERNIANDI DESTA ULTRAPASSADA ELITE , PODE ACABAR NA CABEÇA DELES MESMOS! QUE SE CUIDEM, E NÃO ADIANTA CHORAR. RESPEITEM NOSSAS INSTITUIÇÕES, NOSSAS AUTORIDADES, POIS EXEMPLOS IRRESPONSÁVEIS PODEM FAZER A BADERNA INSTALAR-SE NESTE PAÍS , EM DIVULGAR SUPOSTA DESOBEDIÊNCIA CIVIL! CELSOJURIS@BOL.COM.BR
Está certo CLAUDIO WEBER ABRAMO, em seus lúcidos e pertinentes comentários.
O que prevalece, infelizmente, é o aspecto meramente formal e legal e aí entra o interesse pessoal e parcial de quem decide. O aspecto moral foi objeto da proposição:
PROPOSTA DE CONSTITUIÇÃO – apresentada pelo historiador cearense CAPISTRANO DE ABREU
"Artigo primeiro: Todos os brasileiros são obrigados a ter vergonha na cara.
Parágrafo único: revogam-se as disposições em contrário''.
Esse é o paradoxo, infelizmente.
Abs Rivadávia Rosa - Advogado
gostaria de fazer minhas as palavras do advogado Celso, fazer interpelação de ato que não concretizou-se , demonstra visivelmente , a intenção de atingir na verdade o Presidente Lula, acredito que se o Ministro Nelson Jobim fosse candidato proprio do PMDB, a Presidencia ou coligado psdb,pfl, o tratamento seria de "aplausos " ao ato de não concordar em sair junto com Presidente Lula
É a conclusão do artigo que demonstra o cerne do problema: realmente, mande-se o ministro à vida privada, alijando-o de vez do STF - onde não tem a mínima vocação, quiçá sapiência - e da Política, onde se mostrou no mínimo questionável quando alterou dispositivos da Constituição na qualidade de relator, sem o voto dos pares, conforme admitiu e a mídia divulgou.
O que não pode é ele continuar, como raposão, tomando conta do galinheiro de maneira desabrida, e na qualidade de Presidente do STF atrasar as lídimas investigações do Congresso sobre as seríssimas pechas que maculam o governo petista. Note-se bem: do PT, partido do qual cogita candidatar-se como vice-presidente.
Certo que a lei prevê o prazo de desincompatibilização. Mas se mesmo antes dela ocorrer ocorrerem tais atentados ao Estado, pela mão do Presidente da Suprema Corte, a interpelação de 36 pessoas é pouco: deveria ser de 180 milhões.
SE HOUVESSE VERGONHA NA CARA, HAVERIA CONSEQUÊNCIAS SIM!
Ainda tem gente que acredita no PT, no Lula, no Jobim etc. etc. etc. Eta Brasilzinho sem vergonha.
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