Juiz não acolhe pedido de prisão de Freud Godoy

O juiz Marcos Alves Tavares, da 2ª Vara Federal de Mato Grosso, negou o pedido de prisão do ex-assessor da Presidência, Freud Godoy. Freud é suspeito de envolvimento com a compra do dossiê que comprometeria José Serra com a Máfia dos Sanguessugas.

De acordo com o juiz, a prisão pedida pelo Ministério Público Federal só se justificaria se fosse imprescindível à investigação. Ele levou em conta para rejeitar o pedido que o acusado tem residência fixa e se apresentou espontaneamente à Polícia Federal.

Segundo o despacho, o pedido de prisão de Freud será reavaliado se, em algum momento, ficar demonstrada a necessidade de acareação entre ele e os demais envolvidos. Mas essa hipótese ficou remota porque nesta terça-feira (19/9) o juiz mandou soltar o empresário Paulo Roberto Trevisan, tio do dono da Planam, Luiz Antônio Vedoin. Paulo foi preso como intermediário da venda do dossiê ao PT. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.

O juiz mandou soltar também os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos, presos em São Paulo com R$ 1,7 milhão, dinheiro que serviria para a compra do dossiê anti-Serra, conforme mostram diálogos telefônicos interceptados pela Polícia Federal. Só Luiz Antônio Vedoin continua preso por ter violado o acordo de delação premiada e ocultado provas essenciais. O juiz rejeitou também o pedido de prisão de Darcy Vedoin, pai e sócio de Luiz Antônio.

Luiz Augusto Mendes disse:
20 de setembro de 2006 às 11:54

Isso, deixem ele exercer sua influência nos círculos do Poder para atrapalhar a investigação.

Armando do Prado disse:
20 de setembro de 2006 às 12:08

Perguntas que não querem se calar, feitas pelo Saul Leblon:

Por que o PT iria comprar um suposto dossiê com denúncias que já estavam feitas, já estavam encaminhadas à Polícia Federal e a uma revista de circulação nacional mediante entrevista?

Por que o PT chamaria pessoas de fora para avaliar o conteúdo das fitas e do que mais houvesse no dossiê?

Se fosse verdade que um dos viajantes endinheirados teve contatos e negociações com um assessor da presidência da República, é verossímil que mal se lembre do nome dele, citando-o de forma deformada?

Por que o teor dos interrogatórios num caso supostamente de tamanha gravidade foram logo parar nas mãos de jornalistas? Haverá facções em disputa na própria Polícia Federal? Como diz ditado sertanejo, Deus come com mansura, já o Diabo é que sai lambendo o prato.

Por que, mal se soube do caso, candidatos da oposição já saíram batendo na tecla: “queremos as fotos”?

Pois é. Temos a resposta para a última pergunta: tentar repetir o episódio Roseana Sarney.

Armando do Prado disse:
20 de setembro de 2006 às 12:10

Correto o juiz e de acordo com a Constituição, pois prisões no episódio tem conotação apenas eleitoreira. Atende apenas aos interesses da oposição desesperada.

Willson disse:
20 de setembro de 2006 às 12:36

Justíssima a decisão do Juiz, que nada mais fez que aplicar a Constituição Federal. Entendeu, acertadamente, que a privação da liberdade é medida por demais extrema, cabível apenas em hipóteses de dramática necessidade, não demonstrada até o momento. Entender o contrário significaria subverter a ordem constitucional no que toca à presunção de não-culpabilidade, antecipando-se indevidamente a pena, que, aliás, pode até não se confirmar no final do processo.

Willson disse:
20 de setembro de 2006 às 12:56

Muitos "juristas" anseiam por prender e arrebentar, em nome de um suposto "anseio social". O verdadeiro anseio social é, ou deveria ser, a correta, isenta e célere aplicação da justiça, com respeito às garantias fundamentais insculpidas na Constituição. Prender primeiro, para depois investigar equivale a atirar primeiro para só depois perguntar quem bate. Não se deve conceber a justiça com o fígado, mas sim com o cérebro, sob pena de, um dia, tornarmo-nos vítimas do nosso próprio radicalismo.

olhovivo disse:
20 de setembro de 2006 às 13:03

A PF, fugindo aos padrões, esqueceu de dar o famoso rótulo à operação, além de impedir a exibição do dinheiro e dos presos à mídia(o que sempre fui contra, por ser uma maneira stalinista de estigmatização do imputado). Mas, apenas a título de sugestão, se ela ainda quer persistir com esse método, ainda dá tempo de estampar o rótulo: "operação lamaçal". Que tal?

Richard Smith disse:
20 de setembro de 2006 às 13:45

Meu caro Professor Armando Prado:

Saudações. Folgo revê-lo neste espaço.

Como o senhor, assim como o nosso querido amigo Comentarista, possuem uma deformação de viés impressionante e uma, fixação quase erótica, na reeleição do Indigno, tomo a liberdade de tentar, ainda que inutilmente, dar-lhe uma resposta às suas indagações "que não querem calar":

1) Este governo, de índole autoritária até a medula e que sempre se fingiu "ético", de "moral" e que havia sido eleito por ser "diferente" e porque havia se comprometido com a luta por "uma sociedade mais justa e mais fraterna" está caindo de podre;

2) O PT, enquanto partido de apelo popular, já era;

3) O candidato José Serra, pelos seus méritos pessoais e pela intensa exposição que sofreu na última campanha eleitoral, afora os dois fatores mais acima, está com folgada maioria sobre o candidato PeTelho, o que é óbvio;

4) Daí que, se o Nefando conseguisse, a menos de duas semanas da votação, arrastar o candidato Serra para o mesmo charco no qual elle e a sua grei chafurdam e, mais ainda, desse uma "sabugada" no Alckmin...LUCRO TOTAL!

5) Muito mais ainda, se conseguisse dar de virginal vestal e se colocasse indignado contra "o denuncismo escandaloso", "essas acusações sem provas", etc. posar de VÍTIMA, igualando todo mundo a sí mesmo, MUITO MELHOR AINDA.

O senhor entendeu agora ou quer que eu desenhe?

Veja nos jornais de hoje, a declaração do
Valdebran Padilha, importante "quadro" do PT no Mato Grosso (ou seria um tremebundo "ninja" do PSDB infiltrado?!), de que o dinheiro (R$ 1,7 milhão) teria sido uma "ajuda" do PT à família Vedoin que estaria passando por dificuldades, inclusive para custear tratamentos médicos, depois do escãndalo das ambulâncias!!!

Oh, que bonzinho este PT! Dar uma "ajudazinha" humanitária para o organizador do esquema do super-faturamento de ambulâncias.

Em reais e em dólares (na certa para a compra de alguns medicamentos no exterior, claro!)

Ora, meu amigo Professor, na minha humilde opinião, nenhuma distorção ideológica da Ética é capaz de lubrificar esta para adequada deglutição.

Ou como diz a minha sogra: "Nem com maionese Gourmet!"

Um abraço, hein?

Felipe Boaventura disse:
20 de setembro de 2006 às 14:04

A apatia de nosso ordenamento jurídico é vexatória, com todo respeito à tese sustentada pelo Exmo. Sr. Juiz Federal, inconstitucional é manter este suspeito no gozo de sua liberdade. Os indícios são inúmeros em quantidade e qualidade, a engenhosidade da trama demonstra claramente que não estamos à frente de um mero ataque da oposição, mas sim frente a uma realidade flagrante, inconstitucional e inaceitável, frente à prova cabal da crise moral que assola nossa administração pública.

Mais uma vez, lamentável.

Felipe Boaventura

Reginaldo disse:
20 de setembro de 2006 às 14:13

Interessante que quando se trata de quadros do PT a Polícia Federal nunca pede a preventiva (basta ver Marcos Valérios e outros), inclusive neste caso onde a réu e seus companheiros se encontravam ocultando provas, que, aliás, é uma das autorizadoras da prisão cautelar. Surpreende mais, a posição de alguns colegas que neste espaço sempre defenderam a prisão cautelar, como no caso do dr. Andre Di Rissio. Dois pesos e duas medidas com certeza.

Luiz Augusto Mendes disse:
20 de setembro de 2006 às 14:27

Olhovivo, que tal "Operação tiro pela culatra"?

Richard Smith disse:
20 de setembro de 2006 às 15:59

Ah, meu caro Felipe:

Repito: auspicio um futuro brilhante para você.

Continue assim, não ceda às tentações das nulidades, da quase-lógica e dos supostos filósofos que nada mais são do que pobres ideólogos, posto que sabem apenas bradar rôtos slogans.

Um grande abraço.

olhovivo disse:
20 de setembro de 2006 às 16:15

Luiz Mendes, belo rótulo: "operação tiro pela culatra", ao invés de "operação lamaçal", define melhor o aborto da sujeira armada por esse grupo que se auto ungia em paradigma da ética. Àqueles que, ingenua ou maliciosamente, sugerem uma armação contra o PT, parem de falar bobagens. Todos os personagens diretamente envolvidos são figuras antigas do próprio partido. Só falta dizer que foram dopados ou hipnotizados.

Richard Smith disse:
20 de setembro de 2006 às 16:34

"Mandou bem", again, meu amigo Luiz Mendes.

Um grande abraço.

Armando do Prado disse:
20 de setembro de 2006 às 16:59

Vivemos no Estado de Direito onde a presunção da inocência é princípio constitucional. Sem o devido processo legal, não exite culpado, por mais que as viúvas de 64 e filhotes do autoritarismo o queiram.

Hoje não temos mais clima para golpe, nem mesmo golpe branco, pois os "verdes olivas" estão cumprindo o seu dever constitucional. Na verdade, o que aflige os golpistas elitistas, é que o operário - presidente é igual a massa de mão: quanto mais os desesperados pefelistas e tucanos batem, mais cresce. O povo não se deixa levar por discursos eleitoreiros e oportunistas.

Enquanto os derrotados por antecipação gritam, o presidente Lula é premiado em Nova York como o "Estadista do ano". Quando um presidente foi reconhecido dessa maneira? Nem o douto FFHH. Entretanto os jornalões não noticiaram na 1ª página. Por que? Só a elite preconceituosa, principalmente paulistana, finge não perceber o que está acontecendo.

Insisto: numa democracia verdadeira, o julgamento vem pelas urnas, não por arranjos de última hora. Quanto aos implicados no dossiê (Serra, Freud, etc), a Justiça dará a palavra. Fora desse quadro é golpe. Simples assim.

Fftr disse:
20 de setembro de 2006 às 18:23

Golpe foi o que o PT aplicou na nação e nos cofres públicos. Nunca vi tamanha roubalheira. Por muito menos o Collor (outro ladrão insano) foi posto para fora. Começo a desacreditar na política e nos professores.

Armando do Prado disse:
20 de setembro de 2006 às 18:42

E eu não confio em político e funcionário público que acredita em denuncismo irresponsável ao arrepio do Estado de Direito, condenando previamente, independente do devido processo legal.

Armando do Prado disse:
20 de setembro de 2006 às 18:42

Considerando as declarações do ministro César Asfor Rocha, a pergunta que fica é a seguinte: já que a comprovação do conteúdo do dossiê é determinante, por que ele próprio está sendo tão menosprezado?

Comentarista disse:
20 de setembro de 2006 às 18:55

Pobre "oposição" tupiniquim...

Chega a dar pena!

Seu maior "trunfo" é um dossiê que incrimina seu candidato mais bem posicionado nas pesquisas eleitorais (o Serrinha)!

E o picolézinho de chuchu?!? Nem pra isso ele serviu!!!

Chega a ser tragicômico!

Luiz Augusto Mendes disse:
20 de setembro de 2006 às 19:20

O Professor e seu querido aluno não querem ver a realidade. Estão contaminados pela esquerdopatia.

Fftr disse:
20 de setembro de 2006 às 19:31

Armando Prado (professor)
Eu desacredito em quem não mantém suas convicções. O senhor exímio comentarista e defensor do devido processo legal com ênfase na presunção de inocência se esquece dos princípios quando lhe convém, só para ilustrar trago o comentário de sua lavra a respeito da morte do Cel. Ubiratan (absolvido pelo TJ-SP)
"Armando do Prado (Professor 11/09/2006 - 15:00
Caro "comentarista", pena que "inferno" e "céu" sejam categorias inventadas pelo próprio homem. Digo, pena, porque, no caso em tela, bem que o mandante da chacina do Carandiru, mereceria expiar seus pecados no fogo eterno do inferno, junto com Hitler, delegado Fleury, et caterva.
De qualquer maneira, sua morte mostrará sua insignificância, pois cairá no esquecimento como todos os que torturaram e mataram em nome do nada."

O senhor não acredita no devido processo legal, paú que dá em Chico dá em Francisco.

Não é a toa o número altíssimo de reprovados na OAB.

Luiz Augusto Mendes disse:
20 de setembro de 2006 às 19:37

ATENÇÃO, MAIS DUAS BOMBAS A CAMINHO:

1) Já é quase certo que Berzoini cai da presidência do PT. Pergunta que não quer calar: Por que será?????

2) O Mercadante "afastou" o coordenador de sua campanha, porque, advinhem: descobriu-se que o rapaz está implicado na lamaceira. Huuummm. Se o coordenador está envolvido, como dizer que o candidato que ele representa não sabia de nada ????

Luiz Augusto Mendes disse:
20 de setembro de 2006 às 19:48

Lição de um dos pouquíssimos filósofos (e não bacharéis em filosofia) de nosso tempo, Olavo de Carvalho:

"Quando queremos acreditar em determinadas coisas, porque nos interessam ou nos fazem bem psicologicamente, tratamos de forçar as idéias para que convivam umas com as outras, ainda que, pelos seus conteúdos respectivos, sejam de fato incoerentes entre si. Fazemos isto constantemente. Quem já se submeteu a algum tipo de psicanálise tem um idéia de até que ponto podemos mentir a nós mesmos, para sustentar um falso sentimento de coerência e integridade da nossa auto-imagem, justamente nos momentos em que nossa personalidade está mais dividida. Quanto mais incoerentes são nossas crenças, maior é o esforço de nossa vontade no sentido de dar um simulacro de coerência àquilo que não tem".

Luiz Augusto Mendes disse:
20 de setembro de 2006 às 19:54

Pequena mas significativa postagem extraída do Blog de Reinaldo Azevedo (www.reinaldoazevedo.com.br)

Quem?

Quem chamará as coisas por seu nome?
Quem dirá ao bandido: “bandido”?
Quem evocará a Constituição?
Quem apresentará as algemas da lei?
Quem dirá: “Daqui não passarão”?

Comentarista disse:
20 de setembro de 2006 às 21:20

E o "jus espernidandi" da "oposição" continua...

Comentarista disse:
20 de setembro de 2006 às 21:21

E o "jus esperniandi" da "oposição" continua...

Bira disse:
21 de setembro de 2006 às 10:51

Live, Freud poderá articular e "montar" provas de uma possivel inocência. Recolhido preventivamente e incomunicavel, facilitaria a investigação contra provas plantadas. Paciência, perde o Pais.

Caos disse:
21 de setembro de 2006 às 12:34

chama-se borra botas quem não se arrisca. ou estou errado?

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