O desespero de uma mãe, que veio implementado pela reprovação da filha no terceiro ano do ensino médio, na cidade de Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul, foi a exposição pública da derrocada do ensino médio no Brasil. Não por conta da violência atribuída ao desespero da mulher, que invadiu a escola completamente destemperada. Não é esse em absoluto o tom do debate. Porém, há um fato indiscutível que precisa ser digerido pela opinião nacional. O episódio da violência e o descontrole da mãe da aluna, impedida de matricular a filha na universidade justamente por conta da retenção no último ano do ensino médio, revelam um paradoxo de critérios que atinge centenas de famílias brasileiras.
A diferença é a visibilidade provocada no caso do Rio Grande do Sul, já que o inusitado da invasão da escola acabou expondo um problema que se repete ano a ano, nas já conhecidas avaliações de encerramento de curso e conselhos de classe. E a realidade acaba revelando, na grande maioria dos casos, completa falta de critério na aprovação e reprovação de alunos, aptos ao início da academia, por vezes, como era o caso gaúcho, já aprovados nos exames vestibulares e considerados prontos para o início do ensino superior. Na maioria dos casos, os tais critérios estão ligados exclusivamente ao conhecimento pessoal da família e à maior ou menor simpatia que por ela nutrem os integrantes dos órgãos colegiados.
Por incrível que pareça, o leitor irá identificar imediatamente ao menos um ou dois casos de seu próprio conhecimento. Seguem-se critérios falhos e desconexos. Nos conselhos de classe as situações são variadas. Por vezes, catastróficas. Em recente oportunidade, um aluno versado nas ciências humanas, estudioso da poesia de Fernando Pessoa e da obra de Érico Veríssimo, foi implacavelmente retido dado o desinteresse demonstrado pela matemática e pela física. Outro, acabou derrotado, à mercê da luta por tratamento médico de sua hiperatividade, que, além de tudo, incomodava professores e diretores, inclusive pelo caráter contestador que o problema imprimia em seu comportamento.
Critério? Haveria algum, se os orientadores de plantão não afagassem, como é o caso de se ver quase rotineiramente, centenas de adolescentes que, durante o ano letivo, se viam envolvidos em situações concretas de tráfico e consumo de substâncias entorpecentes na escola e em suas adjacências ou eventos externos. Ou em pequenos furtos em salas de aula. É essa a lógica da progressão no ensino brasileiro. Lógica perversa, é evidente.
Sob tal ponto de vista e tendo como parâmetro a realidade do tráfico e dos furtos nas escolas o aluno com vocação para o crime estará pronto para a vida se demonstrar mínima habilidade cartesiana. Pelo critério dos conselhos de classe, tudo se vence, tudo se supera, menos a dificuldade e a falta de aptidão em determinadas áreas do conhecimento humano. Diante de tal quadro, como não enxergar com olhos condescendentes o desespero da mãe de Palmeira das Missões? Ele representou, em última análise, a investida de quem simplesmente não tem voz no colegiado do ensino médio, invariavelmente prestigiado pelos organismos estaduais de educação, sua instância revisora quase que insuperável.
Ninguém, na grande maioria dos casos, está minimamente preocupado com a preparação e valorização moral e ética do ser humano. Na maioria das escolas nem mesmo diagnósticos médicos são respeitados, para fazer relevar qualquer aproveitamento insuficiente. Pelo contrário. Avalia-se exclusivamente pela ótica canhota das deficiências. Não se pondera o conjunto das boas qualidades e nem os dados objetivos, igualmente técnicos, do sucesso nos vestibulares. Prestigia-se, sem pensamento crítico coerente, a denominada pedagogia da repetência, apontada pelo pesquisador Sérgio Costa Ribeiro, do Laboratório Nacional de Computação Científica.
Acalenta-se, sem reflexão, o grave problema gerado pelo fenômeno na educação brasileira, com nefastas conseqüências para a formação da juventude. O ser humano gestado no ensino médio brasileiro deve privilegiar a ética e a correta formação moral, independentemente da maior ou menor aptidão para as ciências exatas ou humanas. Está aí o grande referencial a ser considerado. Entretanto, na contramão, são minimizados os problemas decorrentes da educação média e fundamental, justamente no momento em que o país passa por grave crise de identidade, provocada justamente pela falta de ética na política e corrupção no setor público.
Pode parecer comparação estranha. Não é. O fato demonstra a possibilidade de construção, para as gerações futuras, de um arsenal de homens imperfeitos, que, porque não foram barrados na matemática, na física ou na história, — e só por esse motivo — se viram aptos, no dia-a-dia das escolas, ao desempenho de atividades criminosas, acobertados pela omissão e pela complacência dos conselhos de classe. No mínimo, é risco grave e iminente, a menos que as instâncias dos tais colegiados atinjam profissionalismo, hoje inexistente, e busquem o compromisso com a formação integral de seus alunos. É esperar para ver o resultado.
A deputada baiana Jusmari, defensora da vida, em um momento de lucidez e de justiça, iniciou um projeto de lei interessante que promete conceder assistência médica, psicológica e financeira às vítimas de estupro grávidas, que vierem dar à luz.
A assistência seria de um salário-mínimo para o sustento da criança até certa idade, enquanto a mãe receberia assistência psicológica, e esta última, mesmo quando preferir optar por entregar a criança para uma adoção a ser acompanhada judicialmente.
A intenção é garantir vida ao inocente e afastar as queixas com sentido contrário baseadas na imposição de um peso.
E também é justiça contra o Estado que não está garantindo segurança para quase ninguém.
Mas, a bancada feminista do PT, e dos socialistas em geral, está com verdadeiro ódio da proposição.
Ouvi uma deputada feminista do PT dizer que seria causar mais um constrangimento na vítima que terá de comprovar o estupro sofrido.
Ora, realmente, o Código Penal deixa ao alvedrio da vítima a possibilidade de ser punido o estuprador e, então, permite à mesma vítima o aborto no caso de resultar gravidez.
Possibilita, assim, que a vítima esconda e esqueça o acontecido, o que, para a Psicologia, é impossível.
Na verdade, com isso, isenta o Estado de uma assistência psicológica imprescindível à vítima de tamanha agressão.
É uma agressão traumática que sempre marca a psiquê da vítima.
E a Psicologia é a primeira a afirmar que um trauma, quanto mais escondido, mais prejudicial e causador de decorrências perniciosas na mente traumatizada.
O Estado, o Código Penal e a deputada do PT nem sabem que estão ajudando a aumentar um tormento.
E defendem uma hipocrisia, com todo seu aspecto imoral e anti-ético, inclusive, por considerar um constrangimento intimista com mais valor para defesa que a própria vida de um inocente que, como resta comprovado por várias vezes na história da humanidade, pode vir a ser um cidadão de grande importância para a sociedade.
Mas aqui devo criticar o feminismo socialista.
Engels já defendia que a figura paterna na família ou o paternalismo familiar era um mal de onde também seria gerado o conflito de classes.
A natural autoridade paterna que se revela no serviço e na coesão que dão segurança, tão necessária para o equilíbrio dos membros de uma família, foi deturpada como exercício de autoritarismo.
O autoritarismo sempre existiu e é um desvio nas mais variadas posições e não só na figura da administração paterna.
Atualmente, pode ser verificado com facilidade no feminismo socialista.
Bem acertou a Bíblia que demonstrou que, pelo pecado original, marido e mulher viveriam produzindo tensões de parte a parte.
E até podemos dizer que o homem moderno aprendeu muito mais com a mulher e que a mulher moderna desaprendeu muito mais com o homem.
A inclinação para a acolhida e para o cuidado, antes sempre considerada materna, foi assumida pelo pai moderno sem qualquer receio de desvio no seu papel sexual.
Enquanto o embrutecimento da mulher, ansiosa por se equiparar em tudo ao homem, desvirtuou até o seu papel de mãe e confundiu o seu papel sexual, trazendo uma indisfarçável frustração ao conjunto da mulher contemporânea.
A mulher feminista, inegavelmente, perdeu feminilidade e perdeu muito do instinto maternal.
As feministas socialistas, em verdade, defendem a isenção do papel de mãe e lutam para que cada vez mais o Estado assuma, não só a educação, mas quase todo o cuidado dos filhos, para elas, sempre indesejáveis até um certo ponto.
Elas não querem renunciar pelos filhos ao que chamam de felicidade e de liberdade individuais.
Os filhos não podem impor para elas, por exemplo, quaisquer restrições à liberação sexual da mulher, que deve produzir diversas experiências nas várias etapas da vida e com parceiros independentes.
Na verdade, essas feministas, em uma boa parte, já tinham, têm ou caminham para ter completamente a mentalidade homossexual ou bissexual. E constatar isso não é por preconceito, mas, no mínimo, uma persistência a partir de dados iniciais noticiados.
E no imaginário de uma mulher confundida e ressentida diante do papel masculino, conforme a teoria freudiana da castração do falo, a prática um estupro é algo masculino impossível até para uma lésbica e, por isso, por ser algo exclusivamente do homem, deve requerer uma impiedosa punição para todos da sociedade, mesmo para os inocentes.
Vingar no inocente que traria traços do agressor é o primeiro alvo da desforra.
É um ódio violento e fatal como o do leão ao matar os filhotes do líder macho que acaba de suceder no seu novo bando.
Engels e as feministas esqueceram que a autoridade e a liderança do macho com consciência de serviço visa à solidez da independência de todos na família.
Mais tarde, até os socialistas, ao prepararem a revolução comunista, viram que só há verdadeira liderança se seu exercício se dá como um serviço e um apoio aos liderados em seus valores individuais que a todos devem submeter com suas particularidades.
Mas, as feministas continuam negando esta realidade e não a admitindo como apropriada ao papel de um pai.
Preferem dar este papel de pai ao Estado e o fazem como uma exigência de suprimento ou de complemento, os quais o Estado nunca poderá desempenhar com sucesso, a partir da impossibilidade de substituição presencial afetiva.
É uma estratégia exigida pelas feministas ao socialismo que o Estado promova o homossexualismo como forma de anular de vez a pretensão paterna de resgate da direção familiar.
Mas o pai contemporâneo nem busca isso e soube dividir melhor do que a mãe contemporânea.
Isso não é machismo. Há várias notícias de pais "curtindo" muito bem os filhos e a cozinha, entre tantas outras tarefas que antes eram femininas e sem abdicar das tarefas masculinas.
Acredito que assim ocorreu porque as feministas brigaram com uma paixão cega vinda de uma exacerbação de recalque e, talvez, do complexo de castração do falo imaginário.
E há feministas que defendem a extinção da família para substituí-la por etapas provisórias de convívio até a integral incumbência do Estado quanto a educação e o encaminhamento dos filhos.
E aqui entra o estágio atual do mercadismo.
O comunismo acabou e os socialistas aderiram ao mercadismo e ao alinhamento das nações e das empresas estratégias com o comando do mercado e do lucro vindo da especulação financeira.
Finalmente, puderam praticar o ditado: "se não pudemos vencer o inimigo, juntemos nossos esforços aos dele, mas para disso tirarmos vantagens próprias".
As vantagens seriam a promoção dos dogmas que lhes restaram.
O mercado também apóia o homossexualismo e o enfraquecimento da figura reguladora paterna como forma de liberação do consumo.
E, principalmente, do consumo que se confronta com princípios morais e religiosos.
Para o mercado, um pai de família não pode regular o consumo dos filhos, mas são as empresas que vendem produtos para crianças que devem regular este relacionamento comercial, que, entretanto, também busca formar e direcionar a mente dos pequeninos em alinhamento com o Estado.
Vejam a campanha que houve e que há contra a censura.
Coisa cultural? Nada. Atitude comercial e ideológica.
E os comerciais apelativos são os primeiros a não se submeterem à censura, mesmo que também procurem vender sexo para crianças já de manhãzinha.
O feminismo caiu na vala comum do vício sexual ou do sexismo.
Tornou-se vivência de desvio.
Tornou-se insanidade paranóica.
E fez infeliz e frustrado o conjunto das mulheres no mundo.
As mulheres não mais conseguem ser mães e esposas felizes e descansadas e, na verdade, não queriam dividir essa necessidade com profissão, carreira, negócio e papéis masculinos.
Estão tentando fazer tudo junto, mas não descansam ou estão vendo que nada está ficando completo a ponto de trazer realização.
De outra parte, os direitos e as obrigações tão bem divididos acabaram sendo um mal, porque as mulheres não podem mais voltar atrás e têm que ir à cata do próprio dinheiro e de uma posição largamente provedora para toda a sociedade.
Isso prejudicou os filhos mal amados e mais ainda os que requereriam cuidados especiais.
A conta do débito também foi para toda a sociedade.
A mulher que não mais espera gentilezas de cavaleiros também aprendeu a agredir e a passar por cima de direitos alheios.
O romantismo tem sido tão efêmero quanto o caminho apressado para a cama.
Foi o que a liberação sexual conquistou e com ela, o seu filho predileto, o feminismo.
Além de DSTs, aumento de violência doméstica, multiplicação e trânsito passageiro de frações familiares, anulação de figurações e de construções afetivas, etc.
O resultado é uma sociedade muito doente e confundida, inclusive, sexualmente.
Mas, parabéns à deputada baiana, porque trouxe uma tentativa de justa compensação e de solução compartilhada.
E o meu desejo é que o socialismo, a social democracia, o mercadismo, o liberalismo, e toda essa hipocrisia política tão insana e mentirosa, acabem de vez e não mais lutem por dogmas tão estúpidos e contraditórios.
Sobre o texto mais abaixo:
Mas, mesmo que "passe", o seu Lula vai vetar. Vai inventar que causará conflito entre normas como a regra da permissão de aborto pelo CP (chamado ofensivamente de aborto "terapêutico"), e que entre as vítimas muitas virão de diversas condições financeiras, causando desigualdades entre elas, e que o Estado não pode sustentar ninguém por ato de terceiro, etc. Na verdade, vetará porque o Mercadismo e o Liberalismo exigem das nações que se desonerem do "assistencialismo" e do "paternalismo" do chamado setor "social". Dizem que o mercado regula essas coisas chamadas de "social" como por um processo semelhante ao da "seleção natural" que, por sua vez, resulta da livre competição. Como pode ser lido nos livros de doutrina do Neo-liberalismo. Estamos em uma época que pode ser chamada "época da mentira e da maldade travestida de bem". E foi a política o seu veículo.
Correções para o texto abaixo:
"Jusmari" e não "Jusmary"...
Código Penal "possibilitaria" e não "possibilita" o impossível...
Empresas "estratégicas" e não "estratégias"...
Eu aprendi a ler a a escrever em uma escola pública: "Grupo Escolar Sub Mennucci" na cidade de Porto Ferreira, no Estado de São Paulo. Depois, fiz o que se chamava de "ginásio", igualmente em escola pública: "Ginásio Estadual e Escola Normal Washington Luiz", também em Porto Ferreira. Formei-em professor primário nessa escola.
Só que, em tais escolas públicas, náo aprendi apenas a ler e a escrever. Aprendi a cantar o hino nacional brasileiro, o hino à bandeira, o hino da independência,a plantar uma árvore no "dia da árvore", a pelo menos recitar uma poesia no "dia do índio", a fazer huma homenagem aos professores no "dia do professor", a saber quem foram os patronos de nossas escolas, a participar de concursos de leitura, de redação, etc. etc., enfim, aprendi a gostar de estudar. Eu era pobre, bem pobre, mas em minhas escolas não havia só pessoas pobres; havia também as mais ou menos e até as ricas. Havia decendentes de japoneses,de italianos, de suiços, amarelos, pardos, brancos, mulatos, pretos, magros, gordos, baixos, altos, feios, e até alguns mais bonitos. Essa era a cara das minhas escolas: miscigenação total, graças a Deus.
Ali aprendi a encontrar a igualdade justamente nas diferenças, a respeitar as dificuldades que aliás eram igualmente minhas. Aprendi a amar meus colegas e também os meus professores. Tive vultos do magistério como professores, como, por exemplo, o Professor Walter Augusto Francino, de português, o Professor Celso Noli, de literatura, Getúlio Bianchini Waldemar Formenti de matemática, Rosa de Almeida de música e canto. Amar, essa é a palavra, amar com respeito, com dignidade. Há pouco tempo fui visitar minha professora de música, Rosa de Almeida. Ela está com 84 anos e cega, mas está firme. Não me cansei de beijá..
(continua).....de beijá-la, de abraçá-la, de reviver os bons momentos. Ela pediu-me que cantasse. Cantei !
Íamos buscar água para a professora e ficávamos orgulhosos por termos sido os escolhidos. Trazíamos a água na palma da mão, bem frequinha, o como não muito cheio. A professora passava pelo jardim e nós nos levantávamos, e, em coro: "Bom dia professora!!!!"
Nossa grade escolar, no ginásio, tinha Latim,Inglês,Francês,Música e Canto Orfeônico,Trabalhos Manuais e Artes, Educação Física, Desenho, Matemática, Geografia, História (do Brasil, da Civilização e Geral, Ciências, Português, Educação Moral e Cívica, e, na Escola Normal tínhamos, além das máterias usuais, também Psicologia, Sociologia, e Metodologia do ensino.
Enfim, a escola era para aprender, essa era a diferença.
Hoje o aluno, em grande parte, não tem o menor respeito, nem por sua escola e nem pelos professores. Ele faz tudo na escola: brinca, briga com colegas, quebra carteiras, xinga a professora, etc. etc., enfim, tudo, menos aprender.
No grupo escolar ficávamos em fila, e a diretora examinava nossos cabelos, para ver se não tínhamos piolhos e já vinha com uma tesourinha pendurada no pescoço por um cordel, para cortar nossas unhas. Ái meu Deus do céu se isso ocorresse hoje: a coitada da diretora já ía ser chamada na delegacia por preconceito e outras coisas mais.
Enfim, meus caros, "Oh! Que saudades que eu tenho da aurora da minha vida..."
Ah! Como eu gostaria que o ensino de hoje fosse tõ qualificado como o de meu tempo !
"o copo não muito cheio..."
A escola pública foi destruida. O que existe é um arremedo de ensino. Aqui no estado mais rico da federação, os professores são reféns em sala de aula, além de péssimamente reconhecidos, financeiramente e em termos de mérito.
Existe em todos os níveis de ensino, mas, principalmente, no ensino superior, um "pacto de mediocridade", onde uns fazem de conta que aprendem, outros fazem de conta que ensinam e a escola / faculdade finge que tem um sistema sério de ensino.
A escola e a Universidade foi mercantilizada desavergonhadamente, criando-se, por esemplo, essa indústria de bacharéis que o MEC finge não ver.
Mas, a bem da verdade, o fim do ensino não começou hoje e nem ontem, mas há muito tempo; para ser mais exato na época do famoso acordo MEC-USAID, quando os gorilas sucatearam o a escola pública, como forma de controle ideológico.
Hoje, acho mais fácil colocar tudo abaixo e começar de novo, pois ficar remendando o que está aí, só agrava o estado do paciente.
digo, exemplo
Explicação: claro que falo no sentido figurado de colocar "tudo abaixo". Entenda-se uma revolução ou mudança radical (tomar pela raiz)do ensino e da escola superior ou não.
Tem razão o autor do texto. Conheço casos diversos de alunos que tiveram histórico grave de crimes e comportamento ruim durante os anos do ensino fundamental e médio e que, nem por isso, sofreram qualquer consequência no momento da avaliação final, onde apenas pesaram amizades com a orientação. O caso é de polícia, sendo animador que o artigo tenha sido escrito por um Promotor de Justiça...
O diagnóstico é gravíssimo. Quem conhece a rede pública sabe.Nem dá para comentar...
O que fazer para salvar o paciente em estado terminal, a educação pública?
Sugiro ao culto representante ministerial e aos dignos membros do MP, que façam algo pelo ensino público em São Paulo e no Brasil.Afinal, se o Poder Publico é o omisso, deve ser cobrado por isso.
Se o Estado mais rico da Federação está com o sistema educacional falido, imagine os outros Estados...
Não existe, como sabemos, nação desenvolida que não priorize a educação.
Os países mais ricos são aqueles que investiram na formação de seu Povo.
Mas, no Brasil, deram as costas para a educação.
Colega José Reinaldo(escritor do artigo acima), você esqueceu que a única moral que a maioria do povo brasileiro segue é a da LEI DO GÉRSON?
Pobre estudante! Já aprovada no vestibular, pronta para iniciar sua vida acadêmica, e tem esse direito tolhido por imbecis que talvez tenham menos capacidade intelectual que ela.
Uma cidadã que poderá contribuir muito com o desenvolvimento do nosso país com os conhecimentos que adquirir nos bancos acadêmicos, e de repente seu objetivo é adiado por conta da falta de sensibilidade de incompetentes.
O MEC precisa se manifestar diante desta situação, para que jovens valores não se percam Brasil afora.
Espero que a estudante gaúcha não fique revoltada e acabe entrando para a política!
Vejam a Lei do Gérson cumprido a risca por uma Promotora de Justiça:
Promotora bate o carro com 92 pontos na carteira
Sáb, 12 Jan, 11h25
A promotora do Juizado de Falências e Concordatas de Curitiba, Lais Letchacovski, teve seu carro apreendido na sexta-feira pela Polícia Rodoviária Estadual, após se envolver em um acidente na rodovia BR-277. A polícia apreendeu o carro depois que descobriu que a promotora tinha 92 pontos acumulados em sua carteira de habilitação (quase cinco vezes o limite de 20 pontos permitido pelo Código Brasileiro de Trânsito), além de multas que somavam R$ 1,5 mil.
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Ao todo são 21 irregularidades, sendo quatro gravíssimas e as multas variam desde furar sinal vermelho a falar ao celular durante a direção. Segundo a reportagem da RPC, a descoberta foi possível porque o carro que Laís dirigia apresentou uma pane a oito quilômetros do local do acidente. O carro ficará apreendido no pátio da Polícia Rodoviária Estadual até que tudo seja regularizado.
Para a reportagem, Laís disse que usa motorista particular no cotidiano e estava dirigindo na estrada por uma questão de emergência e que neste mês fará um curso de reciclagem no Detran.
http://br.noticias.yahoo.com/s/12012008/25/manchetes-promotora-bate-carro-92-pontos-na-carteira.html
No texto abaixo, onde se lê cumprido leia-se cumprida.
Na análise do promotor que escreveu esse artigo, vemos não só o problema da educação. Ele é só um dos problemas a que o nosso sistema político nos levou. Mais corretamente dizendo, nosso atual sistema de vandalismo politico, que acabou se refletindo em uma situação idêntica nos diversos setores da vida nacional.
O povo brasileiro, como alguns preferem dizer, não é desonesto. É correto e trabalhador. Desonesto é quem se reúne a portas fechadas e condena um magistrado envolvido em corrupção a ser aposentado com vencimentos integrais. Claro, os que se reuniram para isso também são magistrados. Se alguém entende da lei de Gérson são eles. Acontece que o nosso povo foi envolvido ao longo desses últimos 22 anos por um sistema político que prometia liberdades e na verdade defendia apenas a libertinagem e pirataria dos políticos, de vereadores a senadores. Magistrados e judiciário também se beneficiaram disso, é necessário dizer. E não acharam nem um pouco censurável que leis injustas fossem criadas contra a população do Brasil, jogando-a numa verdadeira arena de gladiadores. Afinal, leis injustas foram redigidas a favor deles, chamadas, para disfarçar, de prerrogativas. Em países como os EUA ou na Europa, ditos de primeiro mundo, um magistrado enfiado em corrupção, é imediatamente despojado de seu cargo e enfiado na prisão. Aqui é aposentado. Chamam isso de prerrogativa.
O resultado dessa legislação de compadres é esse. O que acontece hoje nas escolas é apenas um reflexo disso. Outros argumentam que o famoso acôrdo MEC-USAID foi o responsável pela decadência do ensino. Nada disso. Em nenhuma linha desse acôrdo estava escrito que seria permitido a estudantes menores de idade matarem professores, traficarem drogas e depredarem as escolas impunemente. E pior ainda para os dirigentes de hoje, na época do regime militar, além de serem efetivamente avaliados e postos a prova no final do ano, os estudantes tinham a preocupação de passarem no exame final. Estudavam mesmo. Hoje para quê estudar, se vai passar de qualquer jeito? Se há até mães pedindo a reprovação dos seus filhos no judiciário, pela absoluta incapacidade dos filhos de se dizerem estudantes?
E isso só porque os governos civis criaram esse sistema de progressão continuada para poderem, em épocas de eleição, dizer que seu governo aprovou 95% dos alunos. Na verdade não aprovou. Eles são passados para o próximo ano mesmo que mal consigam soletrar o próprio nome. E mais impressionante, na época do regime militar, com a censura então imposta e com a tecnologia da época de rádios AM e TV preto e branco, os estudantes do primário e do colegial tinham mais visão crítica, humanista e filosófica no que lhes era possível do que nos dias atuais. Hoje, com celulares, Internet, TV de alta definição e liberdade, os estudantes mostram-se incrivelmente estúpidos, classificados nos últimos lugares em concursos internacionais de ensino, achando que o máximo é enfiar um boné na cabeça, usar um absurdo calção colorido que até um palhaço teria vergonha de usar, com um tênis rídiculo e entrarem na sala de aula de camiseta nos ombros, seminus e mascando chiclete, cantando pagode ou funk.
Os professores simplesmente não podem fazer nada porque estão acuados. Uma professora foi morta com um tiro na cabeça por um aluno drogado. O que aconteceu com o aluno? Nada, o todo-poderoso promotor só pôde aplicar-lhe a pena de medidas sócio-educativas. Fosse na época do regime militar já estaria preso, condenado a anos de prisão. No interior de SP, uma servente foi jogada ao chão e teve os dois braços quebrados por alunos e o que aconteceu a eles? Nada, a não ser mais medidas sócio-educativas. Uma professora foi agredida por uma aluno na frente da classe toda. E o que lhe aconteceu? Nada. Mais medidas sócio-educativas.
Os mesmos alunos que fazem isso, que enfiam a mão na cara de uma professora não enfiam a mão numa fiação de 1.000 volts, porque sabem que terão resposta imediata. O mesmo aluno que dá um tiro na cabeça de uma professora, nem sequer pensa em dar um empurrão em algum membro do PCC, porque sabe que a resposta virá na mesma hora.
Cabe aqui fazer uma pergunta. O que tinham de diferente, na época do regime militar, as medidas sócio-educativas daquele tempo que realmente funcionavam? Tenho mais de 40 anos e me lembro que na época, além de estudarmos mesmo, pensando no exame final, fora as travessuras de escola que qualquer aluno faz, não íamos para a marginalidade ou coisas ilegais. Sabíamos que haveria punição. A figura do chamado juiz de menor naquele tempo era algo a se temer em caso de alguém praticar um delito. E hoje o que acontece? O transgressor pode até chutar o mesa do promotor e fica tudo por isso mesmo. Isso se for levado até ele, porque depois de entrarem na escola armados, que diretor ou professor vai enfrentá-los? Ou sequer chamar-lhes a atenção?
O que vemos hoje transcende a simples observação de que temos um excesso de alunos mal comportados ou criminosos. Temos isso porque eles assistem os noticiários, conhecem as leis, sabem que nada acontecerá a eles.
E depois de verem num noticiário, a entrevista descontraída de mais um senador corrupto à beira de sua piscina, falando que não se importa de ter mais de 10 processos contra ele, porque não dão em nada mesmo e logo depois saberem que mais um magistrado envolvido em corrupção terminou "punido" com a aposentadoria por seus pares, o que mais eles podem fazer? Nem todos fazem isso, a grande parte dos alunos não, mas os maus, mal-intencionados, marginais mesmo, fazem de tudo que podem porque sabem que é essa estrutura política e judiciária que vai protegê-los, deixá-los impunes.
Um sistema legislativo pode ser o professor de uma nação. Um sistema judiciário também pode ser o professor de uma nação. Ambos ensinando o que pode haver de melhor para um povo. Ou de pior. No caso do Brasil, até a derrubada desse sistema, ficamos com o pior.
Se magistrados e outros estão preocupados assim com o problema da educação e da valorização do ensino, das pessoas, da moral e do ser humano enfim, não é preciso falar mal da escola.
É só olharem bem para dentro de suas próprias repartições de trabalho e tratarem de fazer a tarefa de casa.
Os professores agradecem.
Landel - http://vellker.blog.terra.com.br
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