Liberdade religiosa deve ser mantida a todo custo

A religião, como crença em algo superior, acompanha o homem desde o início de sua existência. Porém, para que ela fosse aceita, era preciso que o líder do grupo manifestasse a mesma crença, caso contrário, seus seguidores poderiam ser perseguidos e até mortos por isso. A liberdade religiosa, como é conhecida hoje, é algo bem recente, embora no passado haja exemplos isolados como a tolerância romana aos cristãos1.

Mas a liberdade religiosa, apesar de não ter sido geral, tem seus frutos na Bill of Rights inglesa, pois neste documento publicado após a famosa Revolução Gloriosa, há a concessão da liberdade de religião para todos os protestantes exceto para os católicos, que ainda continuariam a serem perseguidos e discriminados nas terras inglesas. Cem anos depois o mundo conheceria o primeiro documento que concederia liberdade de religião a todos, a celebre Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que em seu artigo 10°2 assegurava o direito de ter qualquer opinião religiosa desde que não prejudicasse a ordem.

Já os norte-americanos, que tiveram sua nação formada por fugitivos e perseguidos religiosos da Coroa Inglesa, publicam em 1791, na Bill of Rights. Esta declaração estabelece que:

Artigo 1° – O Congresso não legislará no sentido de estabelecer uma religião, ou proibindo o livre exercício dos cultos; ou cerceando a liberdade de palavra, ou de imprensa, ou o direito do povo de se reunir pacificamente, e de dirigir ao Governo petições para a reparação de seus agravos.

Além disso, o artigo 12 do documento assinado pela Convenção Americana sobre os Direitos Humanos, citas sobre a inviolabilidade do direito a liberdade de consciência e religiosa.

Artigo 12 – Liberdade de Consciência e de Religião:

1° Toda pessoa tem direito à liberdade de consciência e de religião. Esse direito implica a liberdade de conservar sua religião ou suas crenças. Ou de mudar de religião ou de crenças, bem como a liberdade de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, individual ou coletivamente, tanto em público como em privado;

2° Ninguém pode ser objeto de medidas restritivas que possam limitar sua liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou de mudar de religião ou de crença;

3° A liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças está unicamente às limitações prescritas pela lei e que sejam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públicas ou os direitos ou liberdades das demais pessoas;

4° Os pais, e quando for o caso os tutores, têm direito a que seus filhos ou pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja acorde com suas próprias convicções.

Porém, no Brasil, a liberdade de culto só foi aceita e legalizada após a proclamação da República, através do Decreto 119-A, de 1890, de autoria de Ruy Barbosa. E se tornou norma constitucional com a Constituição de 1891, que transformava, inclusive, o Brasil em um Estado laico, portanto, sem uma religião oficial definida por lei. Hoje a liberdade religiosa é algo amplamente difundido no ordenamento jurídico. Em nossa Constituição Federal podemos citar o artigo 5°:

Artigo 5° – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI- é inviolável a liberdade de consciência de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VII- é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

VIII- ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

Além disso, estes direitos gozam da proteção que lhes é atribuída pelo Código Penal no artigo:

Artigo 208. Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou pratica de culto religioso.

E ainda de acordo com o doutrinador Mirabete (1998, pg. 394) temos que:

“Embora sejam admissíveis os debates, criticas ou polêmicas a respeito das religiões em seus aspectos teológicos, científicos, jurídicos, sociais ou filosóficos, não se permitem os extremos das zombarias, ultrajes ou vilipêndios aos crentes ou coisas religiosas.”

Contudo, através do que pode ser observado acima, a liberdade religiosa é um direito que foi de difícil conquista e que deve ser feito observância a sua preservação em todo ato e processo jurídico.

Discussão teórica do tema

A liberdade religiosa é um direito absoluto que deve ser mantido a todo custo. Porém, às vezes este direito entra em atrito com outro direito. Um exemplo de conflito é para com o meio ambiente, onde em algumas religiões é adotada a prática da Imolação. A imolação consiste em se matar um animal como forma de sacrifício a um ente superior. Algumas religiões como o Candomblé, Umbanda e até mesmo o Islamismo adotam essa prática em seus ritos religiosos.

Porém, uma questão a ser levantada é se o direito a liberdade de culto pode ser limitado pelo direito à proteção dos animais.

Se tomada a visão biocêntrica, será observada que os animais como seres integrantes da natureza, assim como o homem, teriam os seus direitos a vida que não poderiam, nem sobre o pretexto de proteção da religião ou cultura do homem, ser violados. Uma vez ainda que essa visão não distingue os direitos humanos e direitos animais, pois ela compreende que animais e seres humanos teriam os mesmos direitos.

No entanto, a visão antropocêntrica afirma que o homem, sob os pretextos citados acima, poderia praticar tal ato, devido ao fato de que assim ele preservaria sua religião e cultura. E, ainda, alegando que o sacrifício deve ser feito com o “consentimento da vítima”, portanto não se constituía um ato de crueldade. Sobre isso argumenta Fiorillo e Rodrigues, (1999, pg. 330):

“Se matar um animal é um ato cruel, o que dizer dos 200mil frangos abatidos por dia, no Brasil, sem que ninguém tome providencias a respeito?”

E sob essa visão concedemos ao homem uma visão de um ser diferenciado dentro da natureza. Que seria portador de direitos e deveres aos quais os animais teriam acesso. E é sob essa visão que se encontra moldado o nosso ordenamento jurídico.

Outra questão a ser levantada é a questão da poluição sonora causada por algumas igrejas e o fato disso incomodar a vizinhança. Segundo o Conama3, o limite de produção sonora é de 40 a 50 decibéis para as igrejas e templos. Então qual direito prevalece? Em uma analise mais detalhada do fato será observado o confronto de direitos, em uma esfera os crentes e praticantes do culto, que exercendo seu direito de liberdade religiosa e gozando da proteção ao seu local de culto assegurados pela Constituição alegam que tem o direito de poder exercer seu culto sem que alguém os interrompa, do outro lado da esfera à vizinhança que alega que algumas igrejas os impedem de exercer, de fato, o seu direito de sossego que é determinado na Lei das Contravenções Penais:

Artigo42. Perturbar alguém, o trabalho ou o sossego alheios:

III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;

Neste caso então, ambos os lados se baseiam em princípios legais quando afirmam possuírem direitos.

Conclui-se, com base nos dados acima, que a liberdade religiosa é um direito que custou a ser conquistado, sendo que o mesmo só surgiu no mundo na transição histórica entre Era Moderna e Contemporânea e que no Brasil só foi conquistado com o advento da República. Isso torna típico o comportamento do legislador quando o mesmo criou, no sistema legislativo, normas que impunham esse direito e outras que penalizavam a infração contra esse direito.

Contudo, existem momentos em que há conflitos de direitos e neste caso é necessário um minucioso estudo para descobrir em qual lado a balança deve pender. Mas acima de tudo, não se deve negar o direito a crença, e sim adapta-lo.

Um exemplo de conflito de interesses é o direito dos animais e a liberdade religiosa. Neste caso embora os animais tenham seus direitos, existem religiões onde o sacrifício é um sacramento essencial e não pode ser substituído ou mesmo extinguido pelo Estado. Além disso, vários animais morrem para o consumo diário e esses animais sacrificados são mortos com a preocupação de que eles não sofram, como ocorre na maioria das religiões que adotam essa prática. Portanto, prevalece o direito de livre culto.

Outro exemplo, porém esse um pouco mais polêmico é o conflito existente entre o direito ao sossego e o direito ao culto. Neste caso, porém, as igrejas que se instalarem em bairros residenciais têm que estarem cientes de que terão que obedecer a certas normas e direitos alheios quando estes lhes forem reivindicados. Portanto, neste caso prevalece o direito de sossego dos vizinhos, uma vez que o direito ao culto estará mantido e o que haverá é uma adaptação deste direito com a redução do som produzido.

Então, se conclui que a liberdade religiosa é um direito que não pode ser negado a ninguém. É que se em algum momento esse direito entrar em conflito com algum outro será necessário uma análise minuciosa para saber se o direito conflitante se for atendido, descaracterizará ou colocará em xeque o direito de livre culto. Pois se o direito conflitante, para ser atendido, necessitar apenas de uma simples adaptação para ser atendido, como no caso da poluição sonora, este direito poderá ser reivindicado.

Notas

1. Edito de Milão, 313 publicado pelo imperador Constantino

2. Art. 10°:Ninguém deve ser molestado por suas opiniões, mesmo religiosas, desde que as manifeste por modo a não perturbar a ordem pública estabelecida pela lei

3. Conselho Nacional do Meio Ambiente

Bibliografia

BASTOS, Celso Ribeiro. Curso de Direito Constitucional. 21ª ed., São Paulo, Saraiva, 2000.

CRETELLA JÚNIOR, José. Comentários à Constituição Brasileira de 1988. vol.1. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1988.

FERREIRA, Pinto. Curso de Direito Constitucional. 9ªed., São Paulo: Saraiva,1998.

FIORILLO, Celso Antonio Pacheco. Curso de Direito Ambiental Brasileiro. 1ª ed., São Paulo: Saraiva, 2000.

FIORILLO, Celso Antonio Pacheco e RODRIGUES, Marcelo Abelha. Manual de Direito Ambiental e Legislação Aplicável 2ª ed., São Paulo: Max Limonad, 1999.

MIRABETE, Julio Fabbrini. Manual de Direito Penal. 14ª ed., São Paulo: Atlas, 1998.

MORAES, Alexandre de. ,Direitos Humanos Fundamentais. 2ª ed., São Paulo: Atlas, 1998.

PIERUCCI, Antônio Flávio e PRANDI, Reginaldo. A Realidade Social das Religiões no Brasil. 1ª ed., São Paulo: Hucitec, 1996.

PRADO, Luiz Regis. Curso de Direito Penal Brasileiro. 2ª ed., São Paulo: Revista dos Tribunais, 2000.

SILVA, José Afonso. Curso de Direito Constitucional Positivo. 13ª ed., São Paulo: Malheiros, 1997.

SORIANO, Aldir Guedes. A Liberdade Religiosa no Âmbito do Direito Constitucional Brasileiro. In: Revista Nacional de Direito e Jurisprudência, Ribeirão Preto/sp, vol. 19, jul./2001.

SORIANO, Aldir Guedes. Liberdade Religiosa no Direito Constitucional e Internacional. 1ª ed., São Paulo: 2002.

Thiago Oliveira Catana

Discente do curso de Direito pelas Faculdades Integradas “Antônio Eufrásio de Toledo” de Presidente Prudente/SP.

Sérgio Tibiriçá Amaral

Graduado em Direito pela Toledo de Bauru. Especialista em Interesses Difusos e Coletivos. Mestre em Direito das Relações Públicas pela Universidade de Marília e em Sistema Constitucional de Garantias (ITE-Bauru).

A.G. Moreira disse:
21 de outubro de 2006 às 10:48

A LIBERDADE RELIGIOSA É PACÍFICA E HISTÓRICA !
Entretanto, quando dentro de certas "igrejas" se explora, claramente, a ignorância dos pobres , exigindo-lhes contribuições em dinheiro, que eles não podem pagar ( deixando de alimentar crianças, para pagar o "dízimo" ), com a promessa de alcançarem "graças" e prometendo-lhe a "prosperidade e a riqueza" e não cumprem , é caso de POLÍCIA ! ! !

A menos, que os que contribuiram e não alcançaram o que lhes foi prometido, recebam o dinheiro de volta !!!

Armando do Prado disse:
21 de outubro de 2006 às 17:24

Discordo. A liberdade religiosa é relativa, como a propriedade o é, por exemplo. Se a liberdade religiosa invade a liberdade de expressão e pensamento, ela estará ferindo princípios fundamentais da Constituiçao. Nenhum princípio é absoluto, portanto o fundamento da dignidade da pessoa humana está acima da liberdade religiosa. Religião sem liberdade de pensamento é ditadura de grupos ideológicos inaceitáveis na quadra em que vivemos.

Band disse:
21 de outubro de 2006 às 19:00

Professor! Não é que em uma coisa eu concordo plenamente com o senhor! Só acho que o tema está mal colocado. Não se trata de liberdade de religião, mas de crença, até mesmo de não a ter! Não pode existir no Estado Laico a obrigação das pessoas se filiarem a partidos ou a credos.

Quem se acha que está iluminado pela luz, que acredita que foi abençoado, e acredita que realmente o catolicismo é a fé verdadeira, deve pensar um pouco nisto. De onde vem esta certeza e esta fé no que acredita ser o verdadeiro, parâmetro para julgar os outros errados e perdidos?

Tente fazer uma abstração, um exercício de imaginação, desde que isto não coloque a sua alma em perdição, supondo que se tivesse nascido em Teerã, numa família de muçulmanos, se teria esta certeza e esta fé. Se tivesse nascido na Índia numa família de Hindus, se consideraria o catolicismo algo coerente e verdadeiro.

http://mordaz.blog.terra.com.br/?page=2

A.G. Moreira disse:
21 de outubro de 2006 às 20:51

O comntarista "BAND" , não suporta, algumas verdades , principalmente, quando estas verdades lhe atingem !
Os protestantes condenam (até hoje) a Igreja Católica , por mentalidades e atitudes medievais , mas , nos dias de hoje, estes mesmos protestantes, mercantilizaram, plenamente, as "igrejas" do século XXI .
Quem pagar mais, recebe maiores bênçãos dos céus ! ! !

Vale esclarecer que a minha fé, não é no catolicismo nem em nada deste mundo !
Apenas, estou unido à Igreja Católica , por ela ser a ÚNICA, Igreja Cristã, ORIGINAL.
O resto é tudo "imitação" ou "fantasia" ! ! !

Richard Smith disse:
21 de outubro de 2006 às 22:08

É meu caro Professor, é nas "pequenas" coisas que se conhece o caráter. Liberdade "relativa"? E justo a de religião? Falo de "Religião", mesmo e não de fancarias ou de estelionatos que existem por aí.

Sim senhor, hein?

Que "religião" é esta sua que, pessoalmente, particularmente, não "invade" (permeia) o pensamento e, por conseguinte, a expressão do mesmo, seja verbalmente ou por escrito?

Ou na sua religião (qual seria?) a crença no Superior e as formas do seu relacionamento com Ele, não são importantes? Não condicionam o seu pensar e o seu agir?

Que "religião" seria então essa?

Richard Smith disse:
21 de outubro de 2006 às 22:43

Meu caro A.G.Moreira:

A "religião" que alguns pretendem é uma coisa "emasculada" de culto privado e sem nenhuma interfer~encia no dia-a-dia das pessoas.

Assim sendo, aos cristãos principalmente, ser-lhes-ia vedado exporem o seu credo, sequer pelo exemplo, o qual já foi, em outras eras diferentes desta, "fermento" para uma sociedade mais humana e coerente com a sua condição de criatura.

Em resumo: todos tem a mais liberdade possível, a de abortar, de "eutanasiar" velhos incomodos e mijões, de ter a maior e mais desumana permissividade sexual, de acolher manifestações broncas e arrogantes de governantes com os pés de barro (ou de coisa bem pior!), etc.

Menos a Igreja de pregar a Verdade (e o Caminho e a Vida, também).

E o que é a verdade, teria perguntado Pilatos? E os cínicos, séculos e séculos depois dele...

Eu como cristão, creio que a Verdade é Jesus Cristo, Nosso Senhor e todas as Suas palavras e a interpretação a elas dada, pela ÚNICA IGREJA, a Católica Apostólica e Romana, o verdadeiro Corpo Mistico de Cristo e que confirma na Fé os seus filhos, conforme "munus" específico a ela dada (e a nenhuma outra!0 pelo próprio Cristo.

Como você sabe, amigo, muitas denominações protestantes - surgidas ao longo dos últimos DOIS séculos e frutos de divisões e mais divisões da heresia protestante causada por um sacerdote dominicano traidor e infiel - se arvoram em filhas da Bíblia e interpretes exclusivas da Revelação, esquecendo que que codificou as escrituras foi a Igreja Católica, e que assim, a Biblia´É FILAH DA IGREJA, e não ao contrário!

Até porque, quando Jesus mandou os discipulos irem pregar o Evangelhjo (= "Boa Nova") os códices do Novo Testamento não haviam sido escritos antes, sendo que so Apóstolos, que converteram inúmeros povos, à custa do seu sangue o fizeram PREGANDO e não LENDO. Sendo então como dizia São Jerônimo, padre da Igreja: "A conversão se dá pelo ouvido"!

Quanto à função da Igreja, de explicar a Escritura, devemos lembrar do eunuco, servo da Rainha Candace, mencionado nos Atos dos Apóstolos, que lia Isaias e não entendia, tendo dito então ao Apóstolo: "Como posso entender se ninguém me explica", não sendo assim, suficiente a leitura da Escritura, sem a devida explicação, que somente poderá ser dada por quem tem o carisma e o sacramento da Ordem, para tanto.

"Leituras" a esmo das Escrituras, como preceituado pelo herege e fescenino monge dominicano Lutero, na sua doutrina do "livre exame" somente podem levar a entendimentos exteemados e errôneos e à divisão ("secta") cada vez maior do rebanho. Tristemente.

Porque não há na história humana, qualquer outra instituição que tenha a trajetória e que haja influênciado o mundo tão radicalmente como a Igreja, Una, Santa, CAtólica e Apostólica, QUERIDA por Jesus Cristo e por Ele criada.

Como bem disse uma vez o Cardeal Fulton Sheen a um protestante: com tantos homens maus que já passaram por Ela, se Ela fosse obra simplesmente humana, já teria sucumbido a séculos>

Até porque Nosso Senhor prometeu: "NON PRAEVALEBUNT PORTAE INFERII".

Dessa forma, uma Igreja e uma Doutrina que influenciaram gerações e gerações, por vinte séculos e presenciaram a existência de tantos e tantos santos e milagres (cadê os milagres em outras igrejas: ressurreições, etc.?) não haveria de influenciar decisivamente uma sociedde permissiva, egoísta e tanatológoca como a nossa atual?

Como não ?!

Então surgem "vozes", as vezes perfeitamente afinadas, outras vezes não (como soi acontecer aos seqüazes do Inimigo de Deus) a querer, sob a m[áscara da igualdade, dos direitos da minorias, e de outras patranhas mais, circunscrever a ampla e efetiva liberdade religiosa, principalmente a de ser "fermento" e "bálsamo", numa Sociedade tão chagada e doente como a nossa.

Violando inclusive os direitos de quem "chegou antes" (33 d.c ao invés de 1789)!

"NON PRAEVALEBUNT!"

Um abraço grande.

Band disse:
21 de outubro de 2006 às 22:44

Caro A.G. Moreira

Ainda incapaz de fazer um pequeno exercício de imaginação? E tão doloroso tentar ter empatia com o outro?

Quanto a suportar ou não verdade, o senhor mais uma vez projeta nos outros as suas dificuldades emocionais. Não são os protestantes que condenam a igreja católica, mas a história da mesma, por todos os filósofos, cientistas e religiões!

Mas, uma pessoa que acredita na primeira sem a mesma ser, não consegue raciocinar livremente. Foi a primeira que papai ensinou apenas e ele não mais se libertará!!! Que “verdade” teria se tivesse nascido em Teerã? Quem sabe estaria degolando cristãos no resistência por missão de Alá?

A.G. Moreira disse:
21 de outubro de 2006 às 23:09

Meu Caro R. Smith,

As suas, sábias e históricas, palavras , falam a Verdade, com eloquência , conhecimento de causa e com Graça !

PARABÉNS ! ! !

A.G. Moreira disse:
21 de outubro de 2006 às 23:37

Sr. Band,

1 - Em primeiro lugar, "os filósofos, cientistas e religiões!" , que mencionou , não têm competência, poder, nem autoridade , para julgar a Igreja Católica Apostólica Romana .
Ela, só poderá ser julgada pelo seu Mestre e Chefe : Jesus Cristo .

2 - Quanto ao "exercício mental" que , já, por 3 vezes me propõe , é , sumamente abstrato e de uma impertinência , e , nada tem a vêr com , qualquer lógica, ou com a discussão em pauta !

Pois, SE eu estivésse morto eu não vivia... , SE você fosse mudo, não falaria, ou SE eu não tivésse nascido eu não existia ! ! !
Uma loucura ! ! !

Não obstante, vou ,tentar, seguir o seu raciocínio e responder-lhe :

SE eu tivésse nascido no meio de um povo, que acreditásse que , os cristãos são inimigos de Deus e que , matando-os eu alcançaria a "salvação" ..., muito , provavelmente , eu seria "fiel" a Deus e à minha consciência !

Entretanto, o Verdadeiro Deus, antes de eu nascer , me destinou a pertencer a Seu Povo e a conhecer a Verdade ! ! !

Graças a Deus ! ! !

Band disse:
22 de outubro de 2006 às 13:19

Pois foi o que eu disse deste o início, caro A.G. Moreira

Quem está fanatizado não consegue mais a capacidade de raciocínio. Está perdido para o mundo sensível e apegado à crença com o que foi programado como uma máquina. Comporta-se irracional como uma máquina. Cego como uma máquina que repete o seu programa infinitamente sem poder mudar sozinha o seu programa e nem realizar outra coisa com que foi programada a primeira vez, pelo seu papai e mamãe. Acha que o seu programa de repetir a mesma coisa foi uma benção de Deus, e não o resultado de um programa inculcado pelo seu meio ambiente. Nem um psicanalista consegue mais alterar esta programação neurolinguística realizado na primeira infância!

O ex-chanceler alemão Gerhard Schröder considera que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, tem o grave problema de acreditar que suas decisões políticas são resultado direto de seu diálogo com Deus, o que o torna intolerante a críticas. Veja quanta semelhança! Ele também acredita que só Jesus Cristo pode julgá-lo!

A.G. Moreira disse:
22 de outubro de 2006 às 14:25

Sr. Band,
VÁ SE TRATAR ! ! ! .
O seu caso clínico é muito grave !!!
Você julga os outros , por , simples, hipóteses !!!

Procure o "PINEL" ; Se é que estão aceitando DEMENTES em estado avançado como o seu !

Eu retribúo a pergunta que você me fez :

Se você nascesse na China seria o quê ???
Se você nascesse no Afeganistão, seria o quê ?

Lamento, profundamente, que esta tribuna, dê espaço para IDIOTICES deste nível .

Vá procurar a sua turma ! ! ! !

Band disse:
22 de outubro de 2006 às 19:35

Veja que interessante, A.G. Moreira está a beira de um ataque de nervos!

Primeiro não se trata de julgar. Isto que faz é o juiz.

Médico pode no máximo diagnosticar. E para isto usa o conhecimento médico, psiquiátrico ou psicanalítico. Não são consultores, advogados, que aconselham tratamentos.

Eu nem mesmo aconselhei isto porque é inútil tentar reprogramar as pessoas fanatizadas. Se fosse possível, em vez de prisões em guantânamo, os EUA usariam hospitais. A Dr Anna Rizutto já alerta que o resultado disto pode ser o surto ficar permanente. E olha que ela é católica!

Se eu nascesse no Irã, eu seria muçulmano e pensaria que esta é a verdade suprema do mundo e que quem não tivesse esta certeza só poderia ser doente e se tratar. Na China já depende muito. Se tivesse nascido numa colônia de missionários católicos seria uma pessoa fanatizada pelo cristianismo católico, mas se fosse em outras culturas, seria mais tolerante do que os monoteístas.

Este é o tema deste tópico para o seu desespero. A liberdade de crença nesta matéria. Justamente pelas pessoas esclarecidas que sabem que não existe nenhuma religião verdadeira que as pessoas podem ter a que preferirem sem que fanáticos possam persegui-las, queimar na fogueira, torturá-las, queimar seus livros em autos de fé, interrogá-las, crucificá-las, matá-las porque não querem "mais se reproduzir".

Quando as pessoas perdem a tranqüilidade de espírito muito fácil não devem responder ou pelo menos procurar evitar aquilo que as tira da normalidade. Assim que se conhece um fundamentalista que se perturba completamente quando tem que imaginar que pode não estar com a verdade. E quem não acredita na sua verdade só pode estar louco. A verdadeira torre de Babel que separa as pessoas em ódio não é a língua, mas as religiões.

Muita paz de espírito. Procure se recompor!

Thyago Cruz disse:
24 de outubro de 2006 às 11:56

O que falta às pessoas é respeito de umas para com as outras. O vilipêndio a crenças diversas daquela que consideramos ser a correta leva todo o mundo à dor, ao sofrimento, às guerras e, resumindo-se, à intolerância.

Sou adventista por convicção, no momento, não exercente. Efetivamente, tenho meus motivos para acreditar na veracidade de minha crença e desacreditar na verossimilhança das argumentações de outras, todavia, o respeito à opinião e aos sentimentos de meus semelhantes obsta, por completo, qualquer tipo de desprezo ou, até mesmo, repúdia à sua pessoa ou às suas convicções.

Este é o exercício de fé, "amar aos outros como a ti mesmo", assim sendo, as crenças e convicções do próximo devem ser consideradas, ponderadas e, finalmente, respeitadas, levando-se em consideração o meu desejo de que os meus argumentos também o sejam. A incolumidade física e moral daqueles que me norteiam deve ser mantida a todo custo, sob o óbice de que a minha própria venha a ser deixada à deriva.

Por fim, considero sem razão a máxima deixada pelo Dr. Band que fixa-se sobre o argumento de que todo aquele que crê está "fanatizado", pois, existem dois tipos de crença: a. a crença respeitosa e; b. a crença desrespeitosa e intolerante. Espero, de todo o coração, que o prezado Dr. Band esteja se referindo à segunda, sob pena de talvez se encontrar num estado, quase inconsciente, de "fanatismo" em achar outras pessoas "fanatizadas".

Cordiais abraços a todos.

Band disse:
24 de outubro de 2006 às 20:32

Caro Thyago Cruz

Não existem estes dois tipos de fé que você gostaria. Fé é crer cegamente no irracional. Se fosse racional, não seria fé. O que você divide é o comportamento das pessoas em agressivas e intolerantes ou mansas e tolerantes. Geralmente quando em minoria as pessoas são adeptas da liberdade de crença. Quando estão em maioria são mais tendentes à intolerância. Não tem nada a ver com o tipo de fé que possuam nem com a possibilidade de ser mais ou menos verdadeira. Fanatismo é um zelo religioso obsessivo que pode levar a extremos de intolerância.

Mas proponho o exercício que tirou o consultor do sério: você acha que seria um adventista se tivesse nascido no Irã numa família mulçumana e consideraria esta fé, adventista, racional? Não estou perguntando se você mataria ou coisa parecida.

http://mordaz.blog.terra.com.br/

Richard Smith disse:
25 de outubro de 2006 às 10:55

FÉ, meu caro Thyago Cruz, é a simples crença, a adesão de coração às REALIDADES invisíveis e não à irracionalidade como pretendem alguns apequenados de espírito.

Um abraço para você.

Band disse:
25 de outubro de 2006 às 16:47

Não existe verdade REAL invisível a não ser no imaginário. Inconsciente. O coração não adere a nada a não ser placas de ateroma. A mente que é a sede da imaginação e do mundo imaginário que vivemos. Ela é programada na infância pelos pais ou seus substitutos que criam os valores com a qual o indivíduo para a julgar as informações. E assim como pensa na sua fé como verdade, acha que a sua comida é a certa, que a sua roupa é a melhor idealizada, foram o papai e a mamãe que ensinou. Uma pessoa julga os valores pelos seus valores adquiridos nesta relação com os pais, os primeiros deuses que conhece. E adquire os seus valores. Por isto que uma pessoa criada por um muçulmanos será muçulmano e um budista a mesma coisa. E julgará este mundo imaginário REAL por este prisma sempre.

Pessoas de personalidade imatura ficam apegada aos valores infantis e não conseguem admitir esta relatividade sem se assustarem. Não conseguem fazer o exercício de perceber a realividade das origens da sua crença.

Justamente por não existir nenhuma verdade por este meio é que as pessoas são livres para crerem nas que desejam.
A sua VERDADE é ser Adventista, e a do Richard é de ser fundamentalista Católico. O que levou a isto. Apenas a família em que foram criados.

Portanto, tolerem-se e respeitem-se, e aos outros, que nenhum do dois possui nenhuma verdade além da imaginação.

Richard Smith disse:
25 de outubro de 2006 às 21:21

Caro Dr. Band:

Como o senhor citou o meu nome, dou-me ao direito de me dirigir diretamente ao senhor:

a) Não sou "fundamentalista" (tenho a certeza de que o senhor emprega o termo na sua pior acepção) católico, mas sim apenas CATÓLICO e Apostólico e Romano;

b) Admiro-me muito que o senhor como médico, independentemente da intoxicação doutrinária e cultural que tenha sofrido, não creia em REALIDADES invisiveis.

O senhor nunca viu ou presenciou algum MILAGRE, entendido como tal aquele fenômeno que desafia as Leis naturais estabelecidas e conhecidas como tal?

Ou o senhor acha que todos aqueles milagres escrupulosa e conservadoristicamente reconhecidos pela Igreja e que constam das "Acta Santorum" são balelas? São falsificações cuidadosamente urdidas e destinadas a impressionar o "povão" e subjugá-lo? (não é isso que reza o seu credo anti-clerical?)

Mas e as comissões médicas de Lourdes, formadas por pessoas de todos os credos e inclusive agnósticos e ateus e que atestam as várias (centenas de milahres) curas miraculosas e que serão posteriormente reconhecidos pela Igreja (apenas poucas centenas)?

E a comissão de cientistas, inclusive da NASA, que examinou as espécies (carne FRESCA e sangue coagulado) do chamado Milagre Eucarístico de Lanciano (conhece?) ocorrido há mais de mil e duzentos anos e cujo chefe começou o relatório dizendo: "E o Verbo se fez carne."?!

No mais, Dr. Band, se os imperativos culturais fossem determinantes, doze paupérrimos Galileus não teriam conquistado o mundo e a Igreja CAtólica Apostólica Romana, sempre com os seus Judas e homens imperfeitos não estaria viva e saudável há dois mil anos.

Não seria um bom começo para a revisão honesta de suas posições?

Passe bem e que Deus o ilumine.

Ah! Apenas mais três coisinhas: a) Ao contrário do que o senhor pensa (ou apenas disse) eu sou uma pessoa extremamente lúcida e racional. Não acredito em mau-olhado, em ET´s, em mula-sem-cabeça, em almas penadas assombrando, etc.
b) Não sou FANÁTICO mas apenas CONVICTO e
c) Como com todo o resto, o senhor se engana mais uma vez com relação à minha família. Explico: o meu avô era "livre pensador" de altíssimo grau e transmitiu ao meu pai, um fortissimo ranço anti-clerical. A minha conversão, se é que posso chamá-la assim, foi bastante tardia, objeto do carinho e da paciência (porquê eu era bastante "chucro") de um bom amigo, que levou bem ao pé da letra o que diz o Evangelho: "Dêem de graça, o que de graça recebestes". Com a Graça de Deus e a iluminação da Fé, pude ter respondidas TODAS as minhas indagações e dúvidas existenciais, razão pela qual eu posso afirmar-lhe com absolutas sinceridade e honestidade: A Fé LIBERTA, e não escraviza ninguém. É extremamente LÓGICA e RACIONAL (como todas as coisa feitas por Deus) e não cega, tola ou autoritária. Tenha a absoluta certeza.

Richard Smith disse:
25 de outubro de 2006 às 21:27

p.s. A história da vida dos santos, desmente cabalmente a sua visão "sociológica" da escala de valores imutáveis dos indivíduos.

A um homem culto como o senhor, somente poderia recomendar a sua leitura, no mínimo como exame de argumentos "contrários".

Band disse:
26 de outubro de 2006 às 09:36

Caro Richard

Não sabia deste código de que só poderia se postar opinião quando mencionado. Desculpe a falta de cortesia portanto!

Fundamentalista é o religioso conservador, que enfatiza a interpretação literal da Bíblia, dos escritos aprovados pela autoridade religiosa como fundamental à vida e à doutrina cristãs, ou seja, qualquer corrente, movimento ou atitude, de cunho conservador e integrista, que enfatiza a obediência rigorosa e literal a um conjunto de princípios básicos. O que é um fundamentalista islâmico senão alguém que acredita nos fundamentos da sua fé como sendo a única verdadeira e que realmente liberta? O amigo menciona uma porção de documentos católicos como sendo provas da verdade. Baseado em quê? Na fé. Mas por que o senhor tem fé nestes documentos e não nos documentos islâmicos? Por que estes são verdadeiros. Mas verdadeiros por qual autoridade? A sua fé? Ou seja, a sua fé comprova que eles são realmente verdadeiros pela sua própria fé!

Se os imperativos culturais não fossem determinantes estariam nascendo católicos romanos entre os bosquímanos, e islâmicos entre os católicos apostólicos romanos, apenas pela iluminação que o amigo acha que foi objeto.

Veja que imparcialidade e independência científica: "E o Verbo se fez carne."?! E o senhor quer que as pessoas acreditem que não era uma comissão de fanáticos? Eles examinaram o DNA e verificaram que era de Deus?

Os doze paupérrimos galileus não foram Católicos Apostólicos Romanos. Pouca coisa existe entre eles e o Catolicismo, que como o nome indica, foi a transformação da doutrina do oprimido na doutrina do opressor que criou um império. Veja que Maomé também criou um movimento muito maior e de crescimento mais rápido do que o catolicismo. Seriam duas verdades antagônicas reveladas por Deus para se divertir vendo fanáticos se matando? Que liberdade levou a estas duas correntes antagônicas que temem um ao outro de perder a sua fé racional?

Será que a vida dos santos islâmicos, de judeus ou de budistas estão claramente falsos? Não seria que o amigo examina estes relatos católicos pelos seus próprios valores inconscientes? (o fato do seu pai não ser católico não contraria a verdade de que ele introjetou os valores que o senhor julga a verdade hoje em dia, que veio nos primeiros anos de vida). Fundamentalismo é isto, não conseguir aceitar a relatividade e a origem destas certezas. CONVICTO somos nós, os certos, FANÁTICOS são os outros, os errados.

http://mordaz.blog.terra.com.br/

Richard Smith disse:
26 de outubro de 2006 às 11:01

Não é isso Dr. Band, não sei se o senhor notou, mas ante à sua agressividade anti-clerical, evitei dirigir-me diretamente ao senhor, a fim justamente de evitarmos polêmicas religiosas neste espaço de discussão que não é para isso.

Quanto ao meu comentário, o senhor labora em três erros principais: primeiro, ao contrário do que o senhor afirma, é facílimo remontar toda a tradição católica aos apóstolos, os seus sucessores e aos escritos dos chamados "Pais da Igreja" (São Jerônimo, São Gregório, etc.) daí o porque absolutamente equívocada (se pior não for) a sua insinuação de divergência entre os pertencentes à chamada "igreja primitiva" e os católicos de hoje ou de ontem (argumento protestante tolo e falacioso); em segundo, se hoje são 1,2 bilhão, os católicos em todo o mundo, é inegável que houveram conversões, e em TODOS os povos. E não à custa de cimitarras, como na expansão do Islã. Decorre daí que, sim, "brotam" católicos até entre os aborígenes e os bosquímanes!; em terceiro lugar, mesmo instado a tanto, o senhor evitou cuidadosamente abordar a questão dos milagres, preferindo, sem conhecimento (espero), rotular sumariamente o chefe da comissão de investigação do Milagre Eucarístico de Lanciano, um ATEU (EX-ateu, atualmente) de "fanático"! Que pobreza! Se o senhor conhece acerca do fenômeno, está sendo venenosamente malicioso; se o senhor não conhece (e poderia recomendar-lhe farta literatura acerca, inclusive sites) como rotular automaticamente?

É preciso seriedade no trato de certos assuntos, Dr. Band.

Se o senhor quiser continuar este assunto, por favor queira dirigir-se a mim no e-mail, indicando um outro para conversar-mos:

richardsmith@ig.com.br

Saudações

Band disse:
26 de outubro de 2006 às 15:11

Caro Sr Richard

Seria a última coisa que pensaria na vida discutir fundamentalismo católico por e-mail, ou judaico, ou islâmico!

A minha participação no assunto foi unicamente combater a idéia de VERDADE e REALIDADE invisível e a liberdade de crença que deve ser essencial num estado qualquer, e que necessariamente seja laico. Creio que o senhor não gostaria de ser Católico num país em que o governo fosse islâmico, judaico ou comunista. Assim eu também luto para que o estado em que vivo fique livre de domínios de pessoas que acreditam que sua crença é A Verdadeira infalível.

No resto, cada qual pode acreditar no que quiser desde que respeita de igual modo a liberdade dos outros e de se expressar e de ser.

Abraços

Richard Smith disse:
26 de outubro de 2006 às 15:55

Que pena! Apenas acho que quem tem argumentos os sustenta, com paciência e desassombradamente.

Mas, faça como quiser.

Recebo e retribuo os seus abraços.

ps. Mas ainda restaram irrespondidos os três ítens que mencionei no meu último "post".

Band disse:
26 de outubro de 2006 às 17:50

Religião é uma questão de fé e não de argumentos.

As perguntas, seriam inúteis respondê-las, pois a fé é cega. Quem ja perdeu o noção do relativo não mais possui capacidade de ter empatia!

Abraços

Band disse:
26 de outubro de 2006 às 19:35

O principal líder muçulmano da Austrália causou alvoroço ao sugerir que mulheres que não usam o hijab - o vestido que cobre o corpo e a cabeça – estão incitando a violência sexual contra elas próprias.
Um discurso do xeque Taj el-Din al-Hilali feito no mês passado

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/10/061026_hijab_estupro_pu.shtml

Richard Smith disse:
26 de outubro de 2006 às 22:06

Desculpe-me Dr. Band, mas não há como concordar. Deus é o ser mais simples e lógico que existe.

A fé não é, e nem poderia ser, cega.

Volto a perguntar-lhe, o senhor como médico não pode observar uma absoluta ordem no Cosmo? E no próprio organismo humano? A perfeição dos órgãos, das funções endógenas ou exógenas, etc.

Como negar isso tudo? Só por cabotinismo?

O que pertuba esta harmonia são as conseqüências do Pecado Original, que deixam marcas, que todos podem ver (a gratuidade e a banalidade do mal, por exemplo).

Quanto aos muçulmanos, basta o exemplo que o senhor mesmo deu, para que a sua "doutrina" possa ser facilmente avaliada.

Como disse Sartre: "O demônio são os outros!". Não é o cara que é um machista, sexista, tarado. São as ninfas "demônias" que os atentam!

Abraços.

Band disse:
27 de outubro de 2006 às 08:29

Caro Richard

O que o amigo argumenta são juízos de valor e não científicos. Veja a ordem no cosmo que provava a existência de Deus quando se achava que a Terra era o Centro do Universo e o Sol girava em volta da Terra. Era este entendimento! Apesar de tudo estar errado era dogma de fé e uma falsa prova.

Muito antes do pecado original, mito primitivo do monoteísmo (fundamentalismo), já existia doenças e extermínio de seres e evolução da vida animal. As mesmas doenças que padecemos padecem os seres irracionais sem terem cometido nenhum pecado. O que nos serve para pesquisar e testar tratamentos. Se fossem de origem diferentes não serviriam.

Nada que os irmãos CONVICTOS muçulmanos fizeram, fazem ou virão a fazer, os Católicos Apostólicos Romanos já não deram o exemplo. A mulher como origem do pecado e responsável pela queda do homem. Quantas santas foram assim reconhecidas porque agrediam a sua carne para se penitenciar pela “luxúria”!

Um abraço fraterno

http://mordaz.blog.terra.com.br/

Richard Smith disse:
27 de outubro de 2006 às 11:15

Caro Dr. Band:

Primeiro, com que base afirma o senhor que as doenças e outras "taras" da natureza, perfeita e harmonica, criada por Deus, existiam ANTES do Pecado Original?

Segundo, sim as doenças afetam outros seres vivos POR CAUSA do Pecado Original, pois a criação do Homem ("Imagem e semelhança de Deus") foi o ponto máximo da Criação e toda ela foi sujeita a ele, por ordem de Deus. Com esse poder e essa responsabilidade, ao "pisar na bola", os nossos primeiros pais subverteram a ordem de perfeição instituida por Deus e submeteram a criação às mesmas desordens e suas conseqüencias (envelhecimento, decrepitude, morte, fadiga, doenças, "paixões" desordenadas, etc.).

Terceiro, o Geocentrismo não era dogma de fé, mas simplesmente teoria mais aceita e conforme às Escrituras. No entanto, a posição Heliocêntrica vinha sendo aceita pela Igreja, desde as descobertas do CONEGO Copérnico. Aguardava apenas confirmação científica! (a Igreja, ao contrário do que muitos pensam, nunca foi contra a Ciência, até porque esta trata dos fenômenos visíveis da Criação, com abordagem científica e somente poderá CONFIRMAR a ordem querida por Deus e nunca contrariá-la).

O caso Galileu, único na História, deu-se não pelas suas descobertas (já conhecidas, como citei) mas sim pela sua inabilidade em conduzir o processo de sua divulgação (inclusive com falsificação de uma autorização eclesiástica), pelas insídias que, por ciúme, contra ele levantaram alguns "partidários" de Aristóteles e pelo clima de Contra-Reforma que vivia a Igreja naqueles tempos. Mistura venenosa.

Em quarto, querer comparar a religião islãmica, marcada pela violência e pelo abuso desde a sua gênese (tenho interessantes artigos sobre a orígem da religião muçulmana, se quiser), com a absolutamente revolucionária mensagem e doutrina da Religião Católica eu creio que é um abuso de sua parte. Um exagero tão malicioso que não merece resposta.

Em quinto Dr., também ao contrário do que muitos pensam, a Igreja não é e nunca foi contra o sexo, desde que este seja contextualizado no papel que Deus o criou, ou seja, para a procriação e sobrevivência da espécie e para a doação mútua e carinhosa entre o casal, CASADO.

Sexo por puro prazer e desligado de todas as suas outras responsabilidades é o que vemos por aí: garotas de shortinhos e "tops" com barrigões aos 11/12 anos, casais separados, globais que hoje estão "firmemente" casadas com uns e amanhã (literalmente) com outros, crianças abandonadas, swing, menáges, DST´s e "outras cositas mas". Tudo oferecido em holocausto no altar da luxúria e, os seres humanos cada dia mais solitários, desiludidos, neuróticos, etc.

Se a tal revolução dos costumes, com a mais ampla liberação sexual fosse essa grande maravilha, deveriamos ter pessoas cada vez mais felizes, não? Os "atletas" sexuais que saem três ou quatro vezes por semana e, à custa de chope e uma porção de fritas, já vão exercitar a sua virilidades com as garotas nos motéis da vida deveriam produzir, para uns e para outras, uma geração mais "cabeça", mais feliz, não é verdade?

Agora, diga-me: o senhor como adulto, como profissional da medicina, observa algo sequer parecido com isso?

Não sei qual é a sua idade (a minha é 46 anos) mas o senhor acredita mesmo que vivamos hoje melhor do que há 20, 30 anos atrás? Que os jovens de hoje sejam melhores, emocional e afetivamente falando?

Neste diapasão, o culto à carne, como nós vemos hoje, é uma espécie de verdadeira idolatria (colocar coisas criadas em posição superior a Deus, o Criador); as santas (e os santos) que o senhor citou - dos quais duvido que o senhor conheça alguma coisa mais profundamente - sempre cuidaram de manter a carne (nossa "inimiga") SUJEITA ao seu controle, com penitências e mortificações, o que, mercê do que eu já expus, é medida de toda a coerência, concorda?

Senão vejamos dois próximos exemplos: o herético e heresiarca monge Lutero, na sua rebeldia contra a Igreja, acolheu no castelo de um nobre que o protegia (com interesses políticos, claro) oito freiras rebeldes que haviam abandonado um convento. Uma delas, a freira Catarina logo tornou-se sua amante, protagonizando, segundo palavras do próprio Lutero, escândalos luxuriosos de fazer corar frade de pedra; Mais recentemente, o Sr. Genésio Boff, enquanto ainda Frei Leonardo, manteve durante anos relacionamento com uma senhora casada, em franca violação, tanto do seu JURAMENTO de castidade, como também em formal (e mortal) pecado de ADULTÉRIO.

Vemos pois, que abandonados aos nossos instintos e paixões (decaídos por causa do Pecado Original que o senhor reputa como "mito fundamentalista") o resultado é invariável, razão pela qual aqueles religiosos cuidam, prudente e escrupulosamente, de manter os seus instintos sujeitos à RAZÃO, ao controle, por amor a Deus. Deveriam assim, ser louvados pelo seu discernimento e sacrifício coerente, e não achincalhados!

Não sejamos cabotinos e nem cínicos, Dr.Band. Como eu lhe disse, os opúsculos que contam as vidas dos santos, são excelente veículo para a nossa edificação e para que possamos ver o mundo de um ângulo diferente.

O senhor, como muitos, com a sua intoxicação cultural, mostra-se, no entanto, absolutamente refratário a qualquer coisa que não carreie água ao seu ceticismo anti-clerical. Por quê?

Por quê que o senhor acha que uma pessoa crente, ainda mais se for Católica convicta e observante (Oh, horror!) é uma imbecil, uma pessoa inferior presa de superstições retrógradas e obscurantistas?! Um "escravo" de dogmas reacionários?

Quando é que o senhor - até pela estratégia de conhecer o "inimigo" e as suas razões - se dispôs a examinar, com cuidado e honesta isenção, a história, a doutrina, os costumes, etc. dos católicos. Ou o senhor acha que panfletos, matérias na Veja ou na Galileu (quá, quá, quá!), sempre preconceituosas, podem dar uma visão adequada de uma história e de uma doutrina bi-milenares ?

Um outro abraço.

p.s. E acerca dos milagres, modernos, comprovados, o senhor não menciona nada?

Richard Smith disse:
27 de outubro de 2006 às 15:34

Caro Dr.Band:

Por uma certa falta de tempo, somente agora pude visitar o site pelo senhor recomendado (o MORDAZ) e, se me permite, gostaria de fazer alguns comentários:

1) Ao meu ver ele se insere na tendência americana dos "scepticals", que visam criticar aspectos bizarros da atual sociedade, no que toca a superstições e crendices e a fatos do cotidiano que não tem nenhuma origem sobrenatural ou preternatural;

2)Constituem, essas iniciativas em coisa muito interessante, desde que essa visão "cética" tão necessária nos tempos atuais, para se contrapor aos que acreditam em ET´s, em mulas-sem-cabeça, em duendes, em "energias", etc. ou simplesmente, como a cantora "Vaccona" (o nome que ela usa é reservado exclusivamente à Nossa Senhora) - que acha, por exemplo, que se curam frieiras urinando no chão, na hora do banho - não descambem para o ceticismo generalizado; e esculhambante;

3) Sim, porque existem fenômenos que tem origem sobrenatural (da ordem da divindade, como os milagres e as teofanias) ou preternatural (fora do plano natural, mas não pertencente ao sobrenatural, o divino) como as possessões malignas, procedidas pelos anjos pervertidos. Em outras palavras: examinar com viés científico as inúmeras patacoadas que existem por aí, demonstrando, fora de dúvida alguma, a sua impossibilidade física e lógica, é muito salutar, quando não até extremamente necessário - mas sempre com HONESTIDADE e respeitando os limites que a ciência pode oferecer;

4) extremamente interessante o artigo sobre as sessões de "mesmerização" que, transbordando as sessões de simples "curiosidades de salão", passaram para indevido âmbito "cientifico-terapêutico" por causa das enormes curiosidade e perplexidade que a recém descoberta eletricidade causava nas pessoas. A curiosidade de Hanemann, criador da homepatia e de "Allan Kardec", inventor da baboseira espírita que tantos perigos traz aos seus praticantes (como médico o senhor deve saber que Vital Brasil e Adolfo Lutz davam conta, no começo do século passado, que a PRINCIAL causa de internação em ambulatórios de saúde mental era a prática do espiritismo) são sintomáticos, ao meu ver. Essa coisa de "passes" e "energização" então, são pobres macaqueações, jamais comprovadas nos seus modos e efeitos, de fenômenos eletro-magnéticos proporcionados pelas esferas do Sr. Messmer.

Aliás, uma das principais e mais fatais críticas que se pode fazer ao espiritismo é que, segundo Allan Kardec, os espíritos estariam em constante desenvolvimento, ainda mais quando desencarnados. Dessa forma, os artistas e cientistas que brilharam aqui na Terra, quando no Hospital ou depois na Casas de Saber, haveriam de estar produzindo obras e descobertas ainda muito mais fantásticas do que por aqui passaram, encarnados. Mas o que se vê, é que jamais qualquer descoberta científica ou teoria nova, foi proporcionada pelos nossos "irmãozinhos do além" e as patéticas sessões de pintura psiquica, feitas por indivíduos que supostamente "incorporariam" os Manets e Rembrandts da vida, produzem obras caricatas daqueles artistas, pelo que se supõe que a vida no além prejudica gravemente a sua técnica e o seu talento, não?

Quanto à homeopatia, barbaridade! Como pode uma pessoa minimamente dotada de razão, lógica e bom senso, acreditar numa teoria estapafúrdia de que um principio qualquer, diluido em dez parte (dinamizado) possui 10 vezes mais força do queo prícípio original?!. Certa vez acompanhei uma pessoa que foi buscar um "remédio" homeopático dinamizado 500x. A garota do balção pegou no vidrinho com temor e chegou a recomendar cuidado! Parecia que lidava com nitroglicerina!

Ah, me faça o favor!

Por último, o "blog" é de propriedade sua?

Um abraço.

Band disse:
27 de outubro de 2006 às 15:37

Caro Richard

Levar o Gênesis como prova é ser fundamentalista. Se eu aceitasse a mesma como prova de verdade eu seria judeu, e não adepto de uma crença que usurpou esta base para se afastar da crença original. Até porque eles provam que a BESTA é o papa. E que outros demonstram cabalmente que o Papa na verdade é o Anti-Cristo. Por isto, me perdoe o amigo, mas não ficarei discutindo fundamentalismo monoteista, REALIDADES imaginárias ou moralismo baseado neste tipo de literatura fantástica obsoleta.

Um abraço, seja tolerante com o próximo que pelo menos se não se salvar, vai levar uma vida mais tranqüila e com mais amizades.

Richard Smith disse:
27 de outubro de 2006 às 16:45

Uau, meu caro Dr. Band:

Achei que tivessemos superado esta fase!

O senhor se "queimou"? A acrimônia e a agressividade do seu último comentário acho que não condizem com uma discussão civilizada.

No que foi que eu o ofendi ou aborreci?

Quer dizer que os sabatistas o convenceram e ainda "cabalmente" de que o Santo Padre o Papa é a "BESTA", o Anticristo?

Hum, isso é que é um exemplo do fato de o senhor aceitar os argumentos que mais convém ao seu anti-clericalismo!

Quer dizer que o senhor foi beber, com avidez da fonte do adventista, mas não pôde aceitar um gole aqui do seu amigo católico? Well, well...

No mais, Dr. Band se o senhor fosse dado ao exame das Escrituras, poderia notar, da leitura do Antigo Testamento, que nele, TUDO prefigura a vinda do Messias (como mesmo esperado até hoje pelos Judeus). Nesse sentido a religião judáica era uma RELIGIÃO TRANSITÓRIA, de ESPERA do Messias Salvador. Quando Jesus veio a este mundo, a religião judaíca deveria ter-se tornado toda CATÓLICA (como muitos dela o fizeram, aliás).

Foi somente por SOBERBA, por MALÍCIA e pelo falso entendimento dos seus líderes religiosos quanto à natureza do Reino de Deus, que eles se mantiveram no ponto, depois do ônibus ter passado - e é exatamente lá que eles ainda se encontram!

O senhor confunde as coisas: o Judaísmo era a religião verdadeira, porque instituida e revelada pelo próprio Deus, ao seu povo escolhido, diretamente, e depois pelos Profetas.

DEPOIS da vinda do Cristo, verdadeiro Homem e VERDADEIRO DEUS, essa religião deveria ter-se transfigurado. Azar e culpa deles mesmos.

Então, Dr. Band, histórica e factualmente, epistemiológica e filosóficamentre falando, provado está que existe APENAS UMA RELIGIÃO VERDADEIRA, revelada por Deus anteriormente e continuada na Igreja Católica, querida e formada pelo próprio Cristo Jesus, na pessoa de Pedro e dos demais Apóstolos.

As demais "seitas" surgidas à partir do herege monge Lutero; as religiões orientais sem Deus ou com milhares deles, o islamismo demencial e outras por aí podem reivindicar e PROVAR esta primazia?

Como misturar então "alhos" com "bugalhos", senão por malícia proposital ou por desinformação temerária?

Por sustentar essas verdades serei um maníaco fundamentalista? Ou apenas alguém coerente, que tem argumentos?

No mais Dr., "amizades" por Amizade, eu prefiro a de Deus.

Agora, não creio em absoluto que essa uma exclua as outras! Como cristão, eu tenho amor à verdade. E essa, é cristalina, incorruptível.

Quantas vezes, em ocasiões várias, a postura da Igreja ou de alguns santos em especial se demonstraram corretas, muito tempo depois?

Veja o que aconteceu com São Thomas Moore? Não poderia ele ter dado uma "acochambradinha" e ter deixado Henrique VIII casar de novo? Prá que aquele "radicalismo" todo, não é?

Veja-se depois o que aconteceu à Inglaterra. Veja-se hoje a Igreja Anglicana, com as suas "sacerdotisas" ("padras"?) e os seus bispos homossexuais (e igrejas vazias, alugadas para eventos de rock e o renascimento dos cultos pagãos e do satanismo em toda a Grã-Bretanha).

Ou ainda, a oposição da Igreja à fertilização "in vitro", com sua fecundação de dezenas de embriões e o aproveitamento de apenas alguns deles.

Isso trouxe conseqüências éticas e morais incalculáveis anteriormente. Dou um exemplo: uma organização religiosa americana, preocupada com o destino destes embriões fecundados, congelados nas clinicas de fertilização, propôs-se a arrumar adoções para eles. Conseguiram, para vários deles, sempre após autorização dos pais genéticos dos embriões. Surgindo daí o seguinte: os país genéticos, nem se lembravam daquele agrupamento de células enfurnado no cilindro criogênico. Quando se lhes foram pedir autorização, começaram a desenvolver afeto emocional pelo blastocito.

O outro casal (o adotante) faz a implantação. Quando do nascimento, como gerenciar o fato de a criança, viva, perfeita, ter dois pais e duas mães?

Por enquanto, está tudo numa boa, mas e no futuro? Não existe nenhuma legislação para isto. E no caso de os pais "naturais" mudarem de idéia no transcorrer da gestação da mãe "adotante"? E se os pais "naturais" forem muito ricos e suscitarem no filho natural, no futuro, alguma pretensão à herança ou à sucessão de direitos? E se inadvertidamente essa criança cruzar amanhã, com uma irmã natural, sem saber e se apaixonar por ela? Etc. etc. etc.

Se porventura o ofendi ou maçei Dr. queira desculpar-me.

Mas eu apenas acho que a sua agressivida apenas esconde falta de argumetos, que não meros chavões e idéias preconcebidas.

Passar bem.

Band disse:
27 de outubro de 2006 às 18:09

Não meu caro Richard

Ninguém me convenceu de nada, muito menos da divindade do antigo testamento ou a propriedade do Catolicismo do mesmo. Apenas usei de exemplo de que esta metodologia pode levar e estes caminhos da insanidade. E que cada insano pensa que a sua a verdadeira e passa a odiar os outros!

Tão óbvio!

Abraços

CELO disse:
31 de outubro de 2006 às 10:52

E DISSE JESUS:
NINGUEM VEM AO PAI SE NÃO POR MIM...
QUEM CRER SERA SALVO, QUEM NÃO CRER JÁ ESTÁ CONDENADO...

Luís da Velosa disse:
13 de abril de 2008 às 06:28

Toda liberdade deve ser defendida e mantida, sobretudo a religiosa.

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