Lula deve ser diplomado apesar de ações pendentes

Adotadas as últimas decisões, em torno de seis processos pendentes no Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Marco Aurélio, presidente da Corte, deve marcar para a primeira quinzena de dezembro a diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente da República.

Os cerimoniais do TSE e do Planalto devem começar tratativas e preparativos nos próximos dias. É provável que a diplomação se dê em um sábado, como nas eleições anteriores.

O clima no tribunal, em relação à vinculação do PT com os crimes eleitorais verificados ao longo da campanha, perdeu o calor. A análise de seus desdobramentos é encarado como fato consumado. Ouvidos, seis dos sete ministros, todos ressalvaram a convicção de que o devido processo legal deve ser observado, mas nenhum deles mostrou a este site divisar motivos suficientes para o chamado “terceiro turno” — ou seja, a possibilidade de se colocar em xeque a vitória de Lula.

Conclusão diversa se chega quando a questão é o instituto da reeleição. Em especial quanto à possibilidade de o candidato enfrentar adversários a bordo da Presidência da República. Neste ponto, é unânime a interpretação de que — inseparáveis a imagem do presidente e do candidato — não há equilíbrio possível no confronto. Das fontes consultadas por este site, apenas o ministro Carlos Alberto Direito (do STJ) e o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza manifestaram dúvidas a respeito. O procurador, embora pessoalmente contrário ao instituto, ponderou que duas experiências ao longo da história são insuficiente para uma conclusão definitiva. O ministro Direito também acha que a análise pede reflexão, lembrando que o mesmo fator de popularidade que pode impulsionar a candidatura situacionista, pode lhe ser desfavorável em caso de impopularidade.

Band disse:
04 de novembro de 2006 às 20:03

A última tentativa de golpe foi patrocinado pelo FORA FHC, justamente por Zé Dirceu, Brizola, Lula, Tarso Genro. O cúmulo do analfabetismo é chamar a política econômica do atual governo de esquerda e o assistencialismo de programa de inclusão social. Não existe sindicatos em países de esquerda, só de direita, como era na Argentina de Perón, Alemanha de Hitler e na Itália de Mussolini. Claro, bem lembrado, no Estado Novo do Getúlio Vargas, tão saudosamente lembrado pelo povo e pelo Lula.

Foi só o PT ser eliminado da oposição que a política econômica combatida pelo partido e pelo Lula obteve enorme sucesso. Tem 3 x mais dinheiro em caixa!!!! Foi só eliminar o RISCO LULA ao não mudar a economia que era o medo dos especuladores estrangeiros, que o risco país despencou das alturas. Você imagina um movimento FORA LULA como ele fez no segundo mandato do FHC e FORA FMI subindo os juros e o risco país? A oposição tem mais amor ao país do que o PT tinha e não farão isto para quebrarem o país como fizeram.

Richard Smith disse:
05 de novembro de 2006 às 12:59

ATENÇÃO! PARA LEITURA E, SOBRETUDO, REFLEXÃO, DOS QUERIDOS LEITORES E COMENTADORES DESTE ESPAÇO:

O MARQUETEIRO DE LULA 1 - quando ele é apenas óbvio

Reportagem de Fernando Rodrigues, na Folha deste domingo, traz a interpretação de João Santana, o marqueteiro de Lula, para o sucesso eleitoral de Lula. Nunca o lugar-comum ambicionou antes, com tanta ligeireza, o lugar de uma teoria política. Santana diz um monte de obviedades, que estamos cansados de saber. A maior de todas: Lula é visto, a um só tempo, como o corajoso do povão que chegou lá e como uma vítima das elites. O problema dessas construções mentais está no fato de que a sua validade parece universal e infinita. Leiam:

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sua reeleição ao fato de ter virado, no imaginário do eleitorado mais pobre, uma figura dupla: um "fortão" igualmente humilde que virou poderoso e ao mesmo tempo uma vítima, um ‘fraquinho’ sob ataque das elites. Essa é uma das explicações usadas pelo publicitário João Cerqueira de Santana Filho para o sucesso da empreitada que acompanhou de perto nos últimos meses. O marqueteiro de Lula desenvolveu uma análise própria sobre o caso de amor do eleitorado com o presidente: a teoria do ‘fortão’ e do ‘fraquinho’ -ele usa termos mais eloqüentes, mas criou esses enquanto falava à Folha ‘para ficar mais publicável’. Lula alternaria esses dois papéis no imaginário do brasileiro das classes mais pobres. Depois que se elegeu presidente em 2002, o petista passou a ser uma projeção de sucesso para as camadas C e D da população. ‘É um deles. Chegou lá’, diz Santana. Nesse momento, a personagem é o ‘fortão’, que ‘rompeu todas as barreiras sociais e conseguiu o impossível, tornando-se um poderoso’. Já quando Lula é atacado, ‘o povão pensa que é um ato das elites para derrubar o homem do povo que está lá’.”

O MARQUETEIRO DE LULA 2 - quando ele é também PERIGOSO!

Se Santana é chato quando é óbvio, consegue ser bastante esclarecedor quando expõe detalhes do seu trabalho. Na entrevista a Fernando Rodrigues, ele deixa claro, sem usar tais palavras, que uma campanha política pode AÇULAR O PRECONCEITO e EXPLORAR A IGNORÂNCIA de causa. Ele dá a tudo isso um outro nome: “emoção”. Vejam o que ele diz:

FOLHA - Como foi definida a abordagem a respeito do tema das privatizações? JOÃO

SANTANA - Esse é um tema riquíssimo, que foi muito bem pensado. Nós tínhamos alinhado alguns dos temas de intensa fragilidade e de imensa comoção política. Estava em primeiro lugar a privatização. Não usamos no primeiro turno porque não houve necessidade.

FOLHA - A forma como o assunto foi usado não se prestou a deseducar o eleitor? Propagou-se a noção de que a privatização em si é algo ruim...

SANTANA - Foi deseducativo de acordo com determinado ideário. Para o "consenso de Washington", sim. No Brasil, para alguns setores, revigorou-se um sentimento cívico. Não faço juízo de valor, mas o fato é que a privatização se apresenta no imaginário brasileiro com uma série de emoções políticas.

FOLHA - Quais eram essas emoções?

SANTANA - Primeiro, há um eixo cívico-épico-estatizante que vem de Getúlio Vargas, com a campanha "o petróleo é nosso". O outro eixo são as "tramas obscuras". Não quero questionar como foram feitas as privatizações no governo FHC, mas o fato é que ficou, na cabeça das pessoas, como se algo obscuro tivesse ocorrido. Foi erro de comunicação do governo FHC, que poderia ter vendido o benefício das privatizações de maneira mais clara. No caso da telefonia, teve um sucesso fabuloso. As pessoas estão aí usando os telefones.

FOLHA - Não é desonesto se beneficiar de uma idéia geral que vigora na sociedade? Algo que possivelmente o próprio presidente da República sabe que não é a verdade completa?

SANTANA - Não. Eu trabalho com o imaginário da população. Em uma campanha, nós trabalhamos com produções simbólicas. Não considero que exista aí desonestidade, pois o tema foi, pelo menos, discutido. É bom que a população fale e reflita sobre esses temas. No primeiro turno, analisando as pesquisas, eu vi que essa discussão poderia ser retomada. Enxerguei ali um "monstro vivo" que poderia ser jogado.

FOLHA - Mas, se foi apenas uma tática para encurralar o adversário, fica então reforçada a tese de que houve uma certa desonestidade intelectual. Ou, para usar a expressão do candidato do PSDB, uma "mentirobrás"?

SANTANA - Não é bem assim. O presidente não foi reeleito por causa da polêmica sobre privatização. O fato é que o adversário teve a chance de responder, mas não o fez. Tivesse ele uma resposta pronta, objetiva, o impacto teria sido reduzido. Alckmin poderia mostrar objetivamente o uso de telefones, de computadores, de internet.

Pois é, leitor, pois é... Há alguns anos tenho abordado o que costumo chamar de “GUERRA DE VALORES”. Vê-se que Santana topa flertar com a mentira. Porque, para ele, basta que essa mentira seja uma, sei lá, verdade sentimental. É evidente que não dá para concordar com isso. Mas uma coisa ele diz com absoluta correção – a correção de quem é um profissional da área: “Tivesse ele uma resposta pronta, objetiva, o impacto teria sido reduzido. Alckmin poderia mostrar objetivamente o uso de telefones, de computadores, de internet.” Foi rigorosamente o que escrevi aqui. Em vez disso, o tucano saiu assinando documentos e usando boné do Banco do Brasil, numa postura tolamente defensiva.

O que me interessa nessa entrevista é justamente isto: os petistas vivem em permanente GUERRA DE VALORES. Ao contrário dos partidos de oposição. Para enfrentar o PT, é preciso, antes de tudo, SABER ENFRENTAR O PETISMO.

Do blog de REINALDO AZEVEDO

(TODOSO OS GRIFOS SÃO MEUS)

Ô "raça", hein?!

Armando do Prado disse:
05 de novembro de 2006 às 15:23

Lembrando, ou relembrando a turma da direita predadora, 'branca e bronca":

Lula 61% Alck, da Opus dei 39%

diferença de 20 milhões de votos.

Aqui em SP, aAlck, da Opus dei, perdeu 2 milhões de votos.

O que a direita predadora, "branca e bronca" quer?

O quase ministro do quase ex-presidente Geraldinho, vai ter que engolir sua empáfia e diplomar o presidente Lula.

Bem feito, por ir com muita pressa ao pote.

Quanto às acusações, a própria imprensa C-A -N-A-L-H-A, começa a jogar para "dentro dos jornais", pois sabe improcedentes e que não resistirão a nenhuma ação séria.

Band disse:
05 de novembro de 2006 às 18:01

Lula pediu para a sua equipe ministros um pacotão de bondades para a "elite branca". Ele já sabe depois de quatro anos que sem ela o país não cresce. Uma coisa é discurso, outra coisa e gerar renda. E sem renda e impostos, Lula sabe que o país vai a breca com os aloprados.

Embira disse:
06 de novembro de 2006 às 09:19

Diz a matéria: “é unânime a interpretação de que — inseparáveis a imagem do presidente e do candidato — não há equilíbrio possível no confronto”. Essa constatação nos chega como saldo do arsenal de críticas levantadas pela mídia contra a candidatura Lula. Agora que o presidente está reeleito, resta-nos retomar a discussão do instituto da reeleição, descolada de objetivos imediatistas e sectários. Na campanha pela reeleição o candidato usa a máquina estatal em benefício próprio? E quando ele apóia um irmão de leite, como FHC apoiou Serra, ou Lula poderá apoiar Tarso Genro? Não é a mesma coisa? Episódio emblemático da candidatura Serra foi a apreensão de R$ l,3 milhão no escritório da empresa Lunus, que inviabilizou a candidatura de Roseana Sarney. Igual operação ocorreu no Hotel Íbis, com a apreensão de R$ 1,7 milhão em poder de petistas. Coincidência ou não, o mesmo promotor de justiça presidiu os dois inquéritos. O dinheiro encontrado no hotel não inviabilizou a candidatura Lula, mas, pelo antecedente citado, poderia perfeitamente tê-lo feito. Pode se dizer que a PF cumpriu, apenas, nos dois casos, seu dever de ofício que é investigar. Não teve a intenção de prejudicar esta ou aquela candidatura. Perfeito. No futebol, a falta “sem intenção” é falta do mesmo jeito. A máquina estatal, também, pode favorecer este ou aquele candidato, mesmo sem querer. Por exemplo, quando a Justiça Eleitoral manifesta-se contrária ao instituto da reeleição, às vésperas do primeiro ou do segundo turno.

Reynaldo Farah Junior disse:
07 de novembro de 2006 às 11:29

Diz a notícia que:
"O clima no tribunal, em relação à vinculação do PT com os crimes eleitorais verificados ao longo da campanha, perdeu o calor."
E eu que sempre acreditei que crimes eram tratados à letra da lei, agora descubro que dependem de coeficientes térmicos.
Interessante país este.

Richard Smith disse:
08 de novembro de 2006 às 15:33

Ê, Lafaite PeTralha!!!

Mais um "repercutindo" as "sabedorias" do homúnculo e revolucionário de boteco josé dirceu?

Quá, quá, quá, quá!

Antes do homuncúlo ousar por a cabeça para fora, principalmente num "blog" deveria colocar aqueles tais "pontos nos íiis", lembra?

Vá se coçar PeTralha!

E quanto ao apoio formal do Excomungado e do seu partido ao ABORTO? Contra a vontade de 92% da população brasileira, nada ainda, PeTralha?

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