Outro dia ouvi de uma autoridade estrangeira que, para acabar com o tráfico de drogas no Rio de Janeiro, era preciso abater os traficantes. E, a única forma segura e eficaz de fazê-lo, seria lançando bombas de aviões sobre os morros cariocas, pois, entre os moradores e trabalhadores de bem estariam escondidos os meliantes.
Calma gente. Aqui no Brasil esse pretexto para acabar com as favelas ainda pode ser apenas uma ficção. Entretanto, o equivalente a essa barbárie vem sendo perpetrado pelo Estado de Israel contra o povo palestino.
Um pretexto é o emprego de uma razão fictícia para dissimular a verdadeira intenção. “Nós perseguimos os terroristas do Hamas, que se escondem intencionalmente no seio da população”, disse Ehud Barak, ministro da Defesa de Israel, para justificar a recente matança de quase 400 palestinos na Faixa de Gaza, alvo de intenso bombardeio aéreo neste fim de ano de 2008. Aviões de guerra lançaram mais de 100 foguetes contra a população civil. O massacre já causou ferimentos em mais de mil pessoas e levou à morte centenas de mulheres e crianças indefesas.
Essa crueldade ocorre no momento em que o mundo comemora os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos proclamada em 1948 pelas Nações Unidas (ONU). Pouco depois, esse mesmo intrigante organismo internacional veio a promulgar a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio. Para a ONU, secundando a definição cunhada pelo judeu polaco Raphael Lemkin, genocídio é o assassinato deliberado de pessoas motivado por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e políticas. Pode referir-se igualmente a ações deliberadas com o objetivo da eliminação física de um grupo humano segundo as aludidas categorias. No Brasil, a Lei 2.889, de 1º de outubro de 1956, define e pune o crime de genocídio.
Pelas Convenções de Genebra e pelo Estatuto de Roma, a utilização de força aérea contra a população civil é crime de guerra. O genocídio é crime contra a humanidade. Por que o mundo está indiferente ao assassinato em massa na Palestina? Onde estão os promotores do Tribunal Penal Internacional – TPI – que não promovem os devidos indiciamentos de autoridades israelenses?
A comunidade internacional consome avidamente pretextos os mais absurdos como escusa à sua própria indiferença, acreditando poder, assim, aplacar seus conflitos de consciência diante de evidentes atrocidades. O pretexto da “cruzada” contra o terrorismo tem sido utilizado para a invasão de Estados soberanos e assassínio de milhares de pessoas. É o faz-de-conta de que se mata em nome da “liberdade”. Até quando se deixar levar pelo engodo? A mentira nunca poderia justificar o inegável genocídio a que estamos assistindo contra o povo árabe. Hipocrisia? Covardia?
É preciso que cidadãos de todas as nações se ergam em rebelião contra essa estultice. Um grito retumbante de “basta” aos dirigentes deste mundo sem lógica é o mínimo que se espera. Não roubem das crianças palestinas o direito à vida.
A versão sionista sobre a ocupação judaica na Palestina não é discutida aqui. Reconhece-se que a criação do Estado de Israel pela Resolução 181 da ONU trouxe perspectivas de autodeterminação para os judeus refugiados da Europa. Todavia, o holocausto de judeus não autoriza o holocausto de palestinos. Israel descumpriu a então chamada “Resolução da Partilha” que o institui, ultrapassando o limite de ocupação de 53% da Palestina e alcançando, atualmente, cerca de 75% do território.
O fato de milhares de pessoas serem expulsas de seus lares, sendo confinadas em pequenas glebas e privadas de direitos básicos, afronta os mais elementares direitos humanos, que não são exclusivos do Ocidente.
O mundo deve assumir a responsabilidade dos 60 anos da criação do Estado de Israel e promover, imediatamente, a paz na região. Nunca é tarde. Passou da hora de assegurar dignidade ao povo palestino. Chega de pretextos. Que Israel cumpra a própria Resolução 181 da ONU, devolvendo aos palestinos o território usurpado.
Criemos, no Brasil, uma corrente de solidariedade ao povo da Palestina, onde o profeta Abraão plantou as sementes do monoteísmo, não para dividir, senão para agregar em grande escala os povos que habitam este planeta. Nestes tempos de crise na área econômica, sobretudo no campo da moral e da ética, o caminho da paz é o único que pode promover ampla prosperidade internacional.
Texto escrito em 31/12/2008

A "maldição" milenar, permanece ! ! !
De um palestino, morador na Cisjordânia: "É muito triste ver que o mundo mais uma vez ignora a brutalidade israelense contra os palestinos", diz o arquiteto Ahmed Soltani, enquanto acompanha o noticiário da TV Al Jazeera numa tabacaria no centro da cidade. "Mas também não da para entender o que o Hamas esperava disparando mísseis contra Israel."
Nota da Redação:
Comentário suprimido por estar em desacordo com as regras do site
Tais crimes são frutos de interesses econômicos e políticos,que se aproveitam da ignorância de fanáticos e da safadeza de "líderes" regionais que se beneficiam da miséria de sua própria gente.
Monarcas e "nobres" árabes acumulam riquezas para pura ostentação,enquanto seus súditos vivem na miséria. Isso é o mesmo que acontece com alguns "empresários" no Brasil e em qualquer lugar do mundo.
Investem na agiotagem internacional, mantendo o Líbano, por exemplo, sem adequada estrutura interna, vivendo, esses traidores dos princípios islâmicos, à custa do trabalho alheio e da miséria de seus patrícios.
Aqueles ridículos megalomaníacos de Dubai, por exemplo, porque não fortalecem aquilo que Nasser chamou de "Nação Árabe", em vez de criarem paraísos artificiais destinados à prática da luxuria, do vício? Esses, sim, são os grandes demônios, aliados dos demônios que cobrem o orçamento militar dos países agressores...
Jamais haverá paz no Oriente Médio enquanto ela depender dos que apenas querem especular com petróleo e dinheiro.
O fanatismo e a ignorância, tanto de árabes quanto de judeus, jamais permitirá que a paz reine naquela região...
Por favor: onde está escrito:
"...jamais permitirá que a paz reine naquela região..."
tenham a bondade de ler:
"...jamais permitirão que a paz reine naquela região..."
O Estado israelense se transformou num Estado terrorista que descumpre decisões internacionais, além de transformar Gaza, hoje, num Gueto igual ao de Varsóvia onde os judeus foram vítimas. O sionismo suprimiu a razão.
É preciso analisar os 2 lados.
A questão que deve ser levantada é a seguinte: a quem interessa o conflito?
Alguns lucram com a exploração da miséria do povo, inclusive dos palestinos.
Parabenizo do Dr. Raul Haidar pela lucidez desprovida de partidarismo.
Fantástico artigo sobre a real situação no Oriente Médio e totalmente oportuna sua publicação pelo Conjur, que merece meus parabéns por sua atitude democrática e participativa frente a uma trágica realidade política. Da mesma forma que critico pontos de vista da publicação sobre determinados assuntos, é minha obrigação reconhecer os méritos e a competência da mesma, toda vez em que contribui para que a sociedade se torne mais plural e democrática.
Parabéns pelo texto que chama a atenção de um problema que nem todos estamos habituados. Se eu pudesse assinar o texto o faria com muito orgulho. Havia em mim grande dúvida quanto a atividade de bonbardeios de Israel em resposta ao terrorismo barato. Não há dúvida, para mim, após a leitura desse texto, que há prática de genocídio, no pano de fundo.Tem muita criança morrendo. Muitas mães perdendo seu brilho. O que é lamentável.Enfim, aos 42 anos estou na prática de respeitar todas as religiões e todas as raças, todos os seres viventes, embora com certa mágoa contrária ao povo de Israel. Que me deem melhor explicação para tal matança de mulheres e crianças...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 42
Advogado Criminal em São Paulo.
Um belo e esclarecedor artigo dos Mazloum. A questao deve ser discutida com coragem, sem preconceitos e de acordo com as regras do direito internacional.
Será que o atual conflito não tem relação com a significativa queda do petróleo?
Enquanto os sátrapas árabes ligados e dependentes do Ocidente preferem o silêncio, resta a ONU cinicamente condenando os dois lados(?), um com mais de 400 mortos e o outro com 4 mortos! É a razão cínica aliada ao pragmatismo também cínico que apela ao direito internacional. Que direito? O que reconhece a política internacional de Israel, que nada mais é que a política internacional dos EUA? O Estado terrorista de Israel alega que se defende e combate o Hamas (sic). Só pode existir e ter poder quem os sionistas permitem, pois o Hamas foi escolhido pelo povo por maioria. Preferem os corruptos da OLP. Os foguetes atirados sobre Israel são artesanais e fazem mais barulho que estragos. Compare-se os resultados até agora.Cínicos! Até quando? Parece que aprenderam bem com os massacres que sofreram nos anos 40.
Corretos os articulistas.
Vide também a coluna de ontem do Clóvis Rossi na F.S.P. ("Uma noite de paz em Gaza"), sobre o encontro entre o jornalista, o rabino Henry Sobel e Yasser Arafat.
Infelizmente, nessa questão do Oriente Médio o que tem prevalecido ao longo do tempo, de ambos os lados, é a posição dos "homens de má vontade".
Independentemente da posição que se tome, é incorreta qualquer análise do conflito que deixe de considerar que os vizinhos árabes de Israel se negaram a reconhecer, durante décadas, o direito daquele Estado de existir - o que ainda hoje é um dos princípios básicos do Hamas.
E quem fala em genocídio de palestinos e o compara aos 6 milhões de judeus exterminados pelos nazistas não tem idéia do que está dizendo. É simples: alguém imaginaria os nazistas acertando um cessar-fogo ou sentando para conversar com líderes judeus durante o Holocausto, com o fim de parar a matança? Para os nazistas, o extermínio de judeus era um fim em si mesmo, planejado e executado em escala industrial. Enquanto durasse a guerra, o Holocausto continuaria. Em contra-partida, ninguém de boa-fé pode afirmar que Israel pretende exterminar os palestinos - até porque o conflito já dura 60 anos e, felizmente, não consta que o povo palestino nos territórios ocupados esteja sequer perto de deixar de existir.
O Holocausto nada tem a ver com esse conflito; invocá-lo é uma total falta de respeito às seis milhões de vítimas que, sem haver praticado um só ato de violência - o que de toda forma não justificaria nem de longe a matança - foram dizimadas em poucos anos pela máquina de matar nazista.
MAZLOUM ADOTA O MESMO PANFLETARISMO TOLO COM QUE O MP O FUSTIGOU
Bom seria que o juiz Mazloum e seu irmão, em vez de reverberar chavões batidos, plenos da imoralidade denunciada por Amos Óz na resposta a Saramago, consistente em ignorar a gradação do mal e logo querer valer-se do apelo panfletário que é a comparar o genocídio/holocausto, com seis milhões de mortos, à escaramuça geopolítica entre israelenses e palestinos.
Todo debatedor de botequim, e nessa questão o juiz e o promotor não passam disso, logo saca da algibeira p/produzir impacto essa comparação tola, como se fosse uma guerra contra uma etnia, com fins de extermínio, aniquilação e não um conflito com mortos de ambos os lados e contínuas provocações que ao fim resultam num banho de sangue. Nenhum país tem o dever de ser agredido sem revidar ou manter o revide na proporção do ataque.
Nenhuma palavra sobre milhares, senão milhões de mortos nas guerras africanas apareceu na boca do juiz Mazloum...mas aquele conflito sim, merece a atenção dele. Por que? São os negros africanos menos merecedores da sua solidariedade? Eu chamo isso de “hipocrisia do politicamente correto”.
E ainda nos vem com a convenção de Genebra, olvidando que essa convenção determina também que numa praça de guerra se avisa para que antes do ataque sejam evacuados os civis e isso nunca ocorreu com o lançamento de foguetes ou atentados terroristas e muito menos é lícito usar edificações onde moram civis para fazer o lançamento de foguetes para depois, covardemente se escudando na população, reivindicar que não sejam atacados ali.
Mazloum, se quiser mesmo falar sobre o assunto, venha com mais critério e menos sensacionalismo de bodega.
O brasileiro tem mania de querer trazer as guerrinhas do Oriente Médio para cá.
Lá se morre por ideologia,certo ou errada,e aqui,meus nobres articulistas?
Morrem mais brasileiros,vitimas de assaltos,balas perdidas,chacinas,do que no Oriente Médio e o brasileiro,tal qual uma avestruz,esconde a cara das mortalidades daqui,para falar lá,do Oriente Médio.
Na África morreram mais gente ,de fome ou não,do que no Oriente Médio...e os brasileiros se calam!
As ínclitas autoridades deveriam gastar seus preciosos tempos,escrevendo sobre a violência no Brasil,fruto do descaso de autoridades,do que no Oriente Médio.
De minha parte, tenho preciosos amigos judeus,como tb conheço a Síria e a Jordânia,e quanto à guerrinha entre Israel e Palestinos digo:
Deus salvai o Brasil,porque é aqui que vivo.
O que se deve deixar, muito claro, é qual o povo que se encontra em posse de terras alheias ! ! !
Essa estória de que quem tem mais APOIO militar externo e mais armas ou poder bélico é que é dono da Região, é equivocada e a história já provou isso, quando a União Soviética manteve o seu apoio militar ao povo árabe ! ! !
Se a ONU não tem poder para acabar com o, permanente, apoio militar dos EE.UU ao povo judeu, também, não terá poder para impedir que a Rússia (se solicitada) volte a apoiar o povo árabe e volta tudo ao que era dantes ! ! !
O assunto não é tão simples quanto o fazem os autores do artigo, eles mesmos suspeitos em razão de sua etnia.
O comentário do Sunda Hufufuur, certamente escrito do alto do Transimalaia, põe o contrapeso necessário, mas ultrapassa os limites.
Não há mesmo o que comparar entre o holocausto e o que está havendo atualmente.
Mas que Israel está passando do ponto, isto é inegável. Se fosse o contrário, vale dizer, 420 judeus mortos, haveria uma grita planetária, caixas de entrada abarrotadas de mensagens pró Israel e etc.
"In medius virtus"... Nem tanto ao mar nem tanto à terra...
PAULO HENRIQUE M. DE OLIVEIRA
ADVOGADO - OAB/SP-78.747
O texto dos ilustres articulistas, logo se vê, não foi feito para agradar fundamentalistas nem "observadores" que falam sem pensar ou pensam sem saber. É uma análise crítica feita em terreno seguro. Fala de questões básicas. É uma pena ver pessoas discutindo um assunto delicado e complicado como esse como se estivessem nas arquibancadas do Maracanã, torcendo pro seu time fazer gol de mão. Sou semita e assino embaixo o texto humanista dos senhores Mazloum. É preciso muita coragem e brio para sustentar posições como essas. Parabéns aos dois.
Os Israelenses de hoje, lamentavelmente, parecem querer impor aos Palestinos o mesmo sofrimento que afligiu seus pais e avós.
Não se olvida que os momentos iniciais do Estado de Israel foram de lutas aguerridas com seus vizinhos. Contudo,não se deve igualmente esquecer que em nome de sua novel soberania, o país, na época capitaneado por Ben Gurion, excedeu os limites do direito de defesa.
Chega de complacência com crimes de guerra, sejam deles autores quaisquer das partes envolvidas.
As nações ditas civilizadas e a ONU são responsáveis pela vida e morte dos inocentes de ambos os lados.
Não é "censura" excluir deste espaço comentários racistas.Há limite para tudo.
Este é um espaço democrático destinado a debates sobre os temas aqui expostos. Não pode ser usado para temas estranhos à matéria nele tratada.
Também não pode servir para apologia ao crime. Racismo é crime e grave.
Pretender ignorar ou negar os crimes cometidos pelos nazistas contra os judeus, ou o dos turcos contra os armênios, ou o dos japoneses contra os chineses, etc. etc. é ignorância. Voltem, por favor, ao ginásio e leiam alguma coisa de História.
Fazer comparações entre os diversos genocídios cometidos ao longo da história, ainda que contrariando opiniões de ilustres "mestres" e "intelectuais" que se imaginam donos exclusivos da verdade universal, é útil aos debates aqui travados. Expor idéias e opiniões não é crime, ainda...
A liberdade religiosa é garantida pela Constituição (art. 5º, VI) e a livre manifestação do pensamento também. Mas neste caso (CF art. 5º, IV) "é vedado o anonimato".
Os comentários anteriores da pessoa que usa o codinome de "sofista" são claramente racistas e injuriosos contra os judeus.
Ademais, qualquer veículo de comunicação deve observar os "valores éticos e sociais da pessoa e da família", em obediência aos artigos 221, IV e 222 § 3º da CF.
Mesmo que o sr(a) Sofista venha a identificar-se (sem usar número de documentos falsos), ainda assim o ConJur pode e deve excluir os comentários que não respeitem a política de privacidade (ver abaixo da página).
Herdeiro, que sou, de sangue árabe e sangue judeu, não consegui ver ( no último comentário do comentador "Sofista" ) toda essa impregnância de "racismo" , aqui referida ! ! !
Por isto, achei a "exclusão" do seu comentário ( deste site ), um tanto exagerada ! ! !
Na minha interpretação do seu comentário, não vi ele "negar" a matança, em massa, de judeus ( denominada de "holocausto" ) . -
Mas, apenas, vi a não aceitação da "descrição oficial" daquele genocídio ! ! !
O 2º. tema que ele referiu ( sobre a morte de Cristo atribuida aos judeus ), na verdade, as "Escrituras" relatam que eles, não mataram Jesus Cristo, mas, solicitaram aos Governantes da época que o fizéssem ! ! !
Entretanto, nenhum dos temas, tem nada a ver com o conflito do Médio Oriente, que, neste momento, se agrava ! ! !
(continuação)
Por isso, amigo, muito me entristece esse tão desagradável episódio, pois, se creio que a discussão seja o fermento da sabedoria, também creio que a simples polêmica gratuita não valha a pena, da qual – inclusive – sempre me abstive.
Por essas e ouras é que, infelizmente, faço desta a minha última postagem aqui no Conjur, pois, embora ainda acredite ser o maior portal jurídico nacional, creio que o simples ato de pensar diferente, por aqui, possa ofender profundamente as pessoas (o que não foi, não é e jamais será o meu objetivo - por razões religosas, ideológicas e filosóficas).
Em resumo, aqui eu me informei, me diverti, discuti, provoquei e fui provocado, etc., porém chegou o momento de parar... Aliás, se desagradei o anfitrião do site, seria por demais indelicado continuar o freqüentando, não é verdade?
Sendo assim, amigo, novamente lhe agradeço e lhe aconselho a tomar cuidado nas postagens sobre determinados assuntos aqui no Conjur, pois isso pode significar a sua exclusão como postador (e você, ao contrário de mim, certamente faria muita falta por aqui).
E para reflexão final: "Não julgueis levianamente as ações dos homens (...)" (Autor Desconhecido).
Um fraternal abraço e fique com Deus.
(continuação)
De fato, eu sempre visitei o Conjur (com vários outros nicks ou “codinomes”, conforme definição do Dr. Raul Haidar, cuja figura sempre admirei) desde a sua criação, quando ainda era “apensado” ao portal UOL, e me lembro, inclusive, de você ter sido enxovalhado várias vezes por seus sempre polêmicos – porém pontuais e autênticos – comentários. Mas sempre acreditei haver por aqui uma tal de “liberdade de expressão”...
O que o Dr. Raul Haidar deixou de consignar em seu comentário-protesto, no entanto, é que, juntamente com o meu comentário, também foi excluído o meu cadastro no site (completamente e por duas vezes), o que me forçou a criá-los novamente (e com novos dados, obviamente).
E o que talvez o Dr. Raul Haidar também não saiba é que, quando da enorme celeuma gerada pelos comentários postados no Conjur por ocasião da greve dos serventuários da justiça (onde, ente outras, houve postagens com palavras de baixo calão, ameaças, racismo, etc., o que forçou, inclusive, o Conjur a retirar as postagens do ar e pensar até mesmo em coibir o uso de nicks ou “codinomes”), partiu de mim a idéia de adotar um cadastro verdadeiro (com número de CPF, etc.), preservando porém o direito de se usar nicks nas postagens dos comentários, tendo em vista que, por razões diversas, grande quantidade de leitores preferem manter o anonimato nas postagens (o meu caso e o de inúmeros magistrados que freqüentam o site, inclusive). Essa minha idéia (talvez não só minha) foi adotada pelo Conjur, o que me foi muito gratificante, motivo pelo qual mantenho gravado, até hoje, os e-mails trocados com a equipe técnica do Conjur a respeito do assunto.
(continua)
Caro Amigo A. G. Moreira (Consultor),
Em primeiro lugar, gostaria de lhe agradecer pelo seu lúcido comentário, cuja clareza é pontual e incontestável.
Por outro lado, gostaria de deixar consignado que também sou herdeiro de sangue judeu (isso mesmo!).
De fato, jamais neguei o holocausto e, ao citar Jesus Cristo, realmente o fiz amparado nas Sagradas Escrituras (por mais incrível que possa parecer, vivemos num país cristão, onde, inclusive, podemos encontrar a Bíblia Sagrada até mesmo dentro dos templos cobertos de Salomão).
Por essas e outras é que, francamente, não consigo entender a indignação expressada pelo Dr. Raul Haidar (Advogado Autônomo) em seu comentário-protesto que lembrou, dentre outras, que “racismo é crime e crime grave” (sic). Ora, ora...
Tal episódio, inevitavelmente, me fez recordar da primeira vez em que estive na Alemanha e, ao reeencontrar um amigo jurista, fui alertado, em sigilo (entre colunas mesmo), para evitar me envolver em qualquer discussão a respeito do holocausto, pois correria o risco de ser mal interpretado.
Mas eu pensei que, aqui no Brasil, fosse diferente (e pensei errado, obviamente...). Explico: pelo fato de eu já ter estado debaixo do mesmo templo com judeus, muçulmanos, cristãos e agnósticos, e, após isso, termos participado de agradável jantar juntos e falado sobre vários assuntos – inclusive sobre o holocausto e de forma bem mais contundente e sincera da que foi tratada aqui –, eu pensei que pudesse aprofundar a discussão a respeito da matéria (mas pensei errado, repito).
(continua)
Primeiro, não tenho posição ideológica e nem defendo fundamentalismos. Segundo, a questão que farei levantar, particularmente me coloco entre aqueles que não têm respostas, apenas reconhece a questão, e aceitar a existência do problema é imprescindível para enfrentá-lo de forma efetiva.
Como vamos conviver com a liberdade de Imprensa, as transmissões via satélite de todos os fatos, seja de guerra oficial, seja de guerras assimétricas?
Não buscando nenhuma justificativa para nada, apenas um fato. No período das Regências do Brasil Colonial, o Almirante Cochrane, que é nome de rua em várias cidades do Brasil, segundo relatos no Maranhão arrancou as orelhas de revoltosos vivos, e vivos estes foram lançados em porões de cal virgem para serem dissolvidos. Sob financiamento e aplausos do governo de então.
Os objetivos e as estratégias da guerra não mudaram muito no longo dos anos, A Arte da Guerra de Sun Tzu, o tratado do Prussiano Clausewitz, regras de eficácia. No entanto não temos mais a inocência de poder acreditar em bons e maus separados e bem definidos. Não há mais a regra de esperar uma guerra ser vencida para se ter a versão oficial.
E onde quero chegar? Não é a Liberdade de Imprensa que tem de se adaptar aos objetivos militares, os militares que têm de se adaptar aos Estados Democráticos onde a Liberdade de Imprensa acompanha passo a passo cada guerra. Olhando para o conflito Isralense e Palestino, numa visão global, Índia e Kashemira e Paquistão, e mesmo a realidade dos AK-47 e guerras de milícias e traficantes nas favelas do Rio, a única coisa que me parece claro é que acabou toda e qualquer possibilidade de ingênua e cômoda inocência. É duro não ter respostas para questões que parecem urgentes e o são.
Há pouco assisti os telejornais, a posição da União Européia, premida pela reação da população civil estraçalhada por bombas. A Turquia mudando suas regras jurídicas, implementando direitos humanos na legislação por quer ser aceita na Comunidade Européia. Mundo louco? Um Sultão Otomano proibiu por decreto que a língua turca fosse escrita em caracteres árabes, e os métodos de imposição de tal decreto foram os "antigos". Acabou nossa inocência, velhos problemas adentram pelas TVs as salas de todos os lugares. Não podemos alegar a inocência de desconhecer os fatos. Particularmente a única posição que defendo é que nada do que foi mostrado até agora justifica a mitigação, diminuição, qualquer forma de supressão de garantias democráticas. E a criminilização primária dos crimes de ódio é uma conquista da democracia.
Prezado,
"Sofista (Outros - - )"
Li, atentamente, o teor de seus comentários ( lúcidos, de nivel elevado e corretamente expostos ), bem como o seu agradecimento pela minha manifestação anterior .
Ao longo destes anos de comentários, quem nunca divergiu , nesta tribuna ? ? ?
Não me lembro, claramente, mas, acredito que ( eu e você ) já tenhamos discordado, (com civilidade ou mais veementemente) , sobre alguns temas, aqui, colocados ! ! !
Mas, como é óbvio, discutir com discordantes, obriga-nos a raciocinar e até repensar os nossos pontos de vista, o que, sem dúvida, é sempre um aprendizado e/ou aperfeiçoamento ! ! !
Por isto, meu caro, não desista ! ! !
Os seus pontos de vista e o seus conhecimentos, com certeza, são de grande valia para todos os comentadores deste site ! ! !
Afinal, ser "Sofista" , é uma missão ou sacerdócio de transmitir e ensinar a "sabedoria" ! ! !
Por isto, meu caro, não abdique desta, grandiosa e altruista, tarefa ! ! !
(continuação do comentário acima)
O que é o genocídio? É o ato voltado a exterminar um grupo humano constituído por um elo genético-racial, étnico, religioso ou nacional. Pergunta-se: Israel deseja exterminar os nacionais palestinos, os religiosos palestinos, a etnia palestina ou matar os inimigos que atacam o Estado israelense? É claríssimo que a reposta é a alternativa final, ou seja, empenha-se na dizimação dos inimigos que atacam o seu Estado. Logo, não é genocídio.
Vejamos agora o componente fático. Seis milhões de judeus mortos em campos de concentração, fuzilamentos, escravização e submissão a experiências médicas nos campos, colocados em trens como animais para o matadouro são o equivalente de quatrocentos, mil, dez mil palestinos mortos em embates envolvendo território, no qual o ataque vem de ambos os lados?
Como afirmou Amos Oz, ignorar a gradação do mal é tão imoral quanto o próprio mal. Podemos verificar, portanto, que o Dr. Raul Haidar emprega leviana e imoralmente a “falácia do equívoco” ao pretender que a comparação entre o Holocausto e o ataque aos palestinos é lícita sob a pálida alegação de que “ninguém é dono da verdade”, pois para ser assim isto teria de ser uma coisa subjetiva e não é. É coisa objetiva e o Dr. Haidar emprega, pois, uma expressão que tange a coisas subjetivas para algo lucidamente objetivos, mesclando indevidamente categorias.
Não passa, pois, de um factóide apelativo dos dois, seja Haidar ou Mazloum. Minha recomendação é que calem a boca antes de dizerem bobagens.
Mestre Sunda Hufufuur
(continuação do comentário acima)
Não podemos, entretanto, usar falaciosamente esta idéia de “ninguém ser dono da verdade” para aplicá-la a fatos notórios e concepções claras. Não posso, por exemplo, dizer que “ninguém é dono da verdade” relativamente a uma norma legal, que, como a nomenclatura indica, é norma e não expressão de uma existência real e essencial dentro dos fatos.
Assim, se a lei determina que os menores de 18 anos são incapazes, não posso dizer que aquele que afirma isso com base na lei “não é dono da verdade”, porque não cabe aí um juízo veritativo, mas tão somente a correspondência entre o fato e a premissa contida na norma.
Do mesmo modo não podemos contestar uma verdade matemática, e a matemática é a priori, dizendo que “ninguém é dono da verdade” contra a afirmação de que 0 X 0 = 0.
Podemos então falar que “ninguém é dono da verdade” quando alguém afirma que o holocausto praticado pelos nazistas não tem comparação possível como que ocorre com os palestinos agora?
Ora, trata-se sim, de algo normativo, por um lado, a saber, a definição de genocídio e por outro lado fático, representado pelos números de vítimas.
(continua abaixo)
RAUL HAIDAR E A FALÁCIA DE QUE “NINGUÉM É DONO DA VERDADE” – O FACTÓIDE DE MAZLOUM
Amiúde os ignorantes repetem a falácia de que “ninguém é dono da verdade”, o que seria talvez a denominada “falácia do equívoco”, dependendo do contexto em que é empregada.
Dentre as diversas teorias da verdade, pensemos na verdade como “adecuatio”, ou seja, adequação da proposição aos fatos. Isso compreende apenas as coisas suscetíveis de avaliação empírica e lógica; jamais compreenderá, por exemplo a beleza, o grau de sentimento de alguém, etc. São categorias distintas, dentro do total que denominamos como realidade.
Tampouco, por isso, alguém será “dono da verdade” se estamos nos referindo à idéia de fundamento último da existência, essência universal, etc., dentro de uma filosofia tradicional em que a verdade é desvendamento, tal qual Heidegger acena, percepção intuitiva, etc.
Podemos nos atrever mais, e dizer que não há verdade objetiva estanque e que um paradigma científico pode ceder lugar a outro, como por exemplo, o tempo deixar de ser compreendido como absoluto, tal como era concebido na mecânica newtoniana, para ser entendido como Einstein o explicou.
(continua abaixo)
Entao está bom, Sr. Sunda. Ficamos assim; invadir e bombardear nichos de traficantes pode, matando civis e pacatos cidadaos que nada têm com isso, desde que os inocentes que morram nao constituam uma etnia, assim como os judeus no Holocausto. Só nao pode se, ao invés dos traficantes, ou palestinos os bombardeados forem judeus porque, como já existe uma conta corrente de mártires do Holocausto, se ao invés de traficantes e palestinos, forem judeus, nao pode. Aí é só mais uma continuaçao do Holocausto. É isso? Se for, há um non sequitur na erudita formaçao filosófica do amigo, a cujo sofisma, ao invés de alcunhar de "factóide", melhor seria torná-lo um silogismo, em simetria com os traficantes e os habitantes vizinhos do Hamas. A aristocrática erudiçao aplicada, nao sei porque, me faz lembrar de Maria Antonieta.
QUAL O CERNE DA QUESTÃO?
Muitas vezes observamos que as pessoas discutem questões periféricas, que, embora possam ser até importantes, não são determinantes para a solução da questão em debate.
Profissionais do direito (especialmente juízes) vêem isso diariamente.
No caso da questão do conflito entre o Estado Judeu e os palestinos, acredito que seja importante a discussão da legitimidade da criação de Israel em 1948 contra a vontade da maior parte da população que habitava aquela região. Considero, porém, que a criação do Estado Judeu é um fato consumado.
O essencial da questão, no meu ponto de vista, é que em decorrência da criação (1948) e da expansão do território de Israel (guerras subseqüentes que constituíram as fronteiras de 1967), além da ocupação de Gaza e Cisjordânia (chamados de "territórios ocupados"), foram criados milhões de refugiados, de apátridas (apenas uma minoria de palestinos têm cidadania israelense), e de pessoas que vivem sob permanente ocupação por opressor exército estrangeiro. Qual a perspectiva para essas pessoas, além de miséria, desemprego, humilhação, sofrimento? É evidente que essas pessoas se rebelam contra a expulsão do território que seus ancestrais habitavam há séculos, exatamente porque isso as tem impedido de ter uma vida digna.
Em Porto Rico, Taiti, Guadaloupe, Guiana Francesa, Ilhas Virgens, Bermuda, Ilhas Faroe e outros territórios que não são independentes, não há problema algum (nem guerras, nem fanatismo), porque a potêncial colonial não impede (e até propicia) boas condições de vida, não há apátridas, não há opressão militar, há empregos etc
Caso não se tenham em mente essa questão essencial, toda discussão não chegará a lugar algum - muito menos à paz.
É realmente lamentável, para usar um termo suave, que os autores do artigo tenham esquecido dos foguetes lançados a partir da Faixa de Gaza contra cidades israelenese ou dos atentados cometidos pelos homens-bomba da mesma organização que governa essa parte da Palestina e que não é a única representante do povo palestino. Ou, ainda, que a finalidade declarada do Hamas e de seus aliados é a destruição do Estado de Israel e de seus habitantes, Estado que é uma ilha de modernidade e democracia em uma região marcada pelo atraso. Embora sejam condenáveis os vários excessos cometidos pelas Forças de Defesa de Israel, todo País tem DIREITO à defesa armada contra agressões cometidas por outros Estados. Ou será que os autores do artigo acreditam que as ações do Hamas contra Israel são benéficas? Sugiro que os autores do artigo também tentem analisar a questão pelo lado de Israel, sem preconceitos, para sugerir uma visão do conflito que não seja unilateral e limitada. E que observem a situação diferente da Cisjordânia sob o governo da Fatah, que, ao abandonar o terrorismo, está a caminho da independência e da convivência harmoniosa com o vizinho israelense, ao contrário do que ocorre com o "Favelão de Gaza", que cada vez mais fica parecido com as congêneres da capital fluminense -- estas, ainda sem lançamento de foguetes, pelo menos por enquanto.
...... " Israel descumpriu a então chamada “Resolução da Partilha” que o institui, ultrapassando o limite de ocupação de 53% da Palestina e alcançando, atualmente, cerca de 75% do território."
..... O fato de milhares de pessoas serem expulsas de seus lares, sendo confinadas em pequenas glebas e privadas de direitos básicos, afronta os mais elementares direitos humanos, que não são exclusivos do Ocidente."
.... " Passou da hora de assegurar dignidade ao povo palestino. Chega de pretextos. Que Israel cumpra a própria Resolução 181 da ONU, devolvendo aos palestinos o território usurpado."
Após o exposto, nota-se, claramente, que o Mundo optou pelo lado mais forte ( por ser mais rico e, portanto, mais poderoso ) e manifesta uma, especial, tolerância e condescendência com os CRIMES e ASSASSINATOS cometidos pelos seus "escolhidos" ! ! !
A gente entende melhor o mundo quando assiste a documentários como aqueles exibidos no Canal Animal Planet.Como seres humanos, nós registramos o que aprendemos de formas diferentes, porém o instinto animal continua lá.
Nunca há explicações "humanas" para barbárie, independente de quem a cometa.
Não passa, pois, de um factóide apelativo dos dois, seja Haidar ou Mazloum. Minha recomendação é que calem a boca antes de dizerem bobagens.
Mestre Sunda Hufufuur
ESSA PESSOA QUE SE ESCONDE SOB O CODINOME DE SUNDA E SE DIZ MESTRE TALVEZ SEJA O "MESTRE DOS MESTRES", AO PRETENDER RECOMENDAR QUE "CALEM A BOCA" AS PESSOAS QUE PENSAM DE FORMA DIFERENTE À SUA...
TUDO INDICA QUE SE TRATA DE UM MEGALOMANÍACO ESQUIZOFRENICO, CUJA INSANIDADE MENTAL ÓBVIA É AGRAVADA PELO VERNIZ DE CULTURA QUE LHE ATIRARAM COMO SE FOSSEM PÉROLAS ATIRADAS AOS PORCOS...
JÁ QUE FALOU EM "RECOMENDAR", MINHA RECOMENDAÇÃO É QUE O TAL MESTRE PROCURE COM URGÊNCIA UM PSIQUIATRA. TALVEZ AINDA SEJA POSSÍVEL ALGUMA MELHORA...
Comentários daqui excluidos provavelmente infringiram a lei 7716/89, modificada pela Lei 9459/97, cujo artigo 20 diz:
"Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.
§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo.
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:
I - o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II - a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
§ 4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido."
Não se trata, pois de impedir manifestação de opinião, mas de impedir a prática de crime.
Estão de parabéns os irmãos Masloum ao comentar fatos indecentes que acontecem além da nossa fronteira física mas não da nossa fronteira moral.Está de parabéns o presidente Lula, em quem nunca votei, que criticou abertamente Israel pelo uso de sua força desproporcional, peito que falta a inúmeros governantes. Faltou ao pres.Lula chamar o embaixador de Israel e exigir explicações a respeito do bombardeio sobre civís.Alguns achariam ridículo essa atitude,os de sempre, mas sem dúvida deveria e deve ser feito.Talvez outros países façam o mesmo.Isso mudaria algo, podem crer.
Meu patrono, o homem a quem devo o que aprendi profissionalmente é judeu.Judeu alemão a quem tenho amizade, respeito e admiração vitalícios.A Palestina para mim é uma pátria.Para o resto do mundo também.Israel precisa aceitar isso.A 4a. potência bélica do mundo não podem continuar matando inocentes.Nunca deu certo isso.Jamais dará.
A RAUL HAIDAR
Interessante como o capital de argumentos do amigo é tão pobre que somente resta-lhe o ad hominen, sem responder a nada do que lhe objetei.
Argumentei clara e ordenadamente para mostrar o uso falacioso que vc. faz da frase de que “ninguém é dono da verdade” como relativização inaceitável por inaplicável que é àquilo que vc. quer assim qualificar, uma vez que a definição de “holocausto/genocídio” pode ser objetivada conceitual e faticamente, não se enquadrando, pois, no exemplo dos palestinos.
Vc. transforma o que digo, num expediente próprio da falácia do espantalho, em estar eu alegando que os que discordam de mim falam bobagens.
Ora, fundamentei minhas alegações, e com esteio nesse fundamento é que adjetivei, finalmente, de rematada bobagem, factóide apelativo o que vc. e o Mazloum fazem, demonstrando despreparo e ignorância completa. Minha adjetivação sobre vcs. é o resultado de uma fundamentação, não sendo, portanto, ad hominen.
Se dizer que vc. fala bobagem, e fala mesmo, é para vc. o mesmo que ser megalomaníaco, fica claro que é o contrário, porque isto demonstra que é vc. e não eu aquele que tem a si mesmo em alta conta a ponto de pensar de que seria uma “pretensão grandiosa” simplesmente contrariar-lhe...ahahahah
Sinceramente sua intervenção está muito abaixo do nível de um debate sério; toda discussão com vc., em qualquer tema, será sempre uma questão de geriatria, meu caro.
Antes de responder, tome o remedinho, ok?
Sunda Hufufuur
Prezado Sr. Mig77 (Advogado Autônomo):
Poucas pessoas têm desprendimento de exteriorizar o que o Sr. manifestou: parabenizar o PRESIDENTE LULA (mesmo tendo escolhido outro candidato ou, talvez, mesmo não tendo escolhido candidato algum) por algo de importante que este tenha feito ou dito; no presente caso, por Lula ter deixado clara sua posição em relação à atitude do Estado de Israel contra os palestinos. Isso é demonstração de coerência e civilidade de sua parte, que eu gostaria de ver em pessoas que se opõem ao "estilo Lula" de governar, sem com isso querer dizer que o Sr. é opositor ao Governo.
Mas devo discordar de V. Sa. quando defende a idéia de que nosso Presidente Lula deveria "chamar o embaixador de Israel e exigir explicações a respeito do bombardeio sobre civís". Não por achar que isso seria ridículo, mas sim por entender que tal medida não faz parte das atribuições de um Presidente de República.
Tem sobeja razão V. Sa. ao afirmar que "Israel precisa aceitar" que a Palestina é uma pátria e que a "4a. potência bélica do mundo não pode continuar matando inocentes".
Mas grupos como o "Hamas" e o "Esbolah" também não podem negar existência ao Estado de Israel, como um dia negou a Organização para Libertação da Palestina (OLP) que, caindo na realidade da necessária reciprocidade de direitos, resolveu riscar de sua declaração tão absurda cláusula.
Enfatize-se que não se pode negar direito à existência do "Estado de Israel", que não se confunde com "Estado Judaico" (sem liberdade religiosa, por lhe faltar laicidade) ou "Estado Judeu" (sem liberdade étnica, por defender uma "raça").
Abraço.
(continuação do comentário acima)
É uma forma cômoda que o anti-semitismo tradicional adota, para se encobrir,ou seja, zerar a conta da consciência européia que produziu a “Shoa”, o holocausto, valendo-se de conflitos episódicos e isolados parta transformá-los em equivalentes do holocausto e assim não sentir mais o incômodo de assacar contra os judeus, retomando seu velho esquema de preconceito tradicional.
Reconheça-se, não obstante, que a comunidade árabe não está permeada pelo lixo europeu que “a la Saramago” adota esse discurso, assim como a esquerda demagogicamente o faz em nome do anti-imperialismo americano. O que me causa espécie são ocidentais que, sem dar a mais mínima atenção para carnificinas como as havidas na África ultimamente, que são muito maiores, hipocritamente vêm bradar em nome dos palestinos.
Neste contexto, faço uma pergunta para o Sr. responder ao espelho: quando o presidente da Síria matou mais de 20 mil sunitas em resposta aos atentados promovidos pela chamada “Fraternidade Muçulmana”, o que o SR. comentaou? 20 mil mortos (!!!) em resposta a alguns atentados e não 400 mortos, mas no entanto, o Sr. Mazloum nunca fez um artigo sobre isso!!!
Olhem-se ambos, vc. e Mazloum no espelho...e respondam porque nunca isto lhes interessou, mas quando trata-se dos judeus aí sim tem tanto o que falar...Estarei ajudando a retirar do armário o anti-semita europeu que em vcs. dois habita? ahahahahah
JOÃO AUGUSTO DE LIMA LUSTOSA E A IMPROPRIEDADE CAPCIOSA E IGNORANTE DO TEXTO DO JUIZ MAZLOUM.
O genocídio caracteriza-se, sim, pela intenção de extermínio de um grupo humano unido por um elo nacional, religioso, étnico ou racial. É esse elemento anímico que o caracteriza, ou seja, a intenção de destruir total ou parcialmente uma classe formada por estes elementos.
A simples mortandade de um determinado grupo de pessoas no meio de um conflito, mormente quando quem provoca os ataques covarde e intencionalmente se escuda na população civil não atende a este conceito. Imagine, pois, que o João Augusto e o juiz Mazloum são mortos por um psicopata. Os dois são nacionais do Brasil, mas poderíamos dizer que houve um genocídio/holocausto por isso? Os dois são parte da classe dos “nacionais” e uma leitura tendenciosa poderia assim qualificar, mas a toda evidência não há intenção de destruir classe alguma aí.
Não obstante, há uma intenção ardilosa e desonesta neste discurso, que vislumbro muito bem: igualar qualquer morticínio em zonas de conflito ao holocausto alberga a uma armadilha semântica, ou seja, abordar a palavra “holocausto” unicamente sob o timbre conceitual e alijar dessa análise as questões de proporção. Isso é uma impropriedade capciosa, imoral como denunciou Amos Oz, usada justamente para produzir este desvio. Seria o equivalente de dizer que a definição analítica de crime torna prescindível a gradação da pena e a especialidade do tipo, de modo que tão só por serem crimes o “desacato à autoridade” e o homicídio, os seus agentes estariam moralmente igualados. Lgo, por este expediente, 400 palestinos mortos num conflito geopolitico torna-se capciosamente o mesmo que 6.000.000 de judeus.
(continua abaixo)
Colegas:
Dois pontos afloram nítidos nesta discussão: a)deveria ser abolido o anonimato nos comentários. b) é recomendável ouvir, novamente, o "With G'd on our side "do Bob Dylan, rectius, Robert Zimmermann.
Concordar em ouvir Bob Dylan sinaliza não ser preconceituoso,porquanto ele tem nome hebraico.
Convivemos algumas dificuldades sérias: os de confissão muçulmana quanto a rever o tratamento dado às mulheres ; aos de SEM , de explicar as razões porque tantas vezes os oprimidos de outrora costumam reproduzir práticas odiosas de seus antigos repressores , superando-os em crueldade.
Neste sentido, o Novo Mundo poderia dar um exemplo de convivência e tolerância entre etnias e credos.
A questão da Palestina é extremamente complexa; mas tem sido tratada de maneira, no mínimo, leviana por todas as partes envolvidas no conflito.
Da discussão honesta pode nascer aluz: ex fumo dare lucem...
sds
O homem em sua mais pura essência é libertário e capitalista. É libertário quando se insurge contra desmandos políticos que lhe afligem a liberdade e a dignidade da pessoa humana. É capitalista quando protege sua propriedade, protegendo, assim, o próprio sistema de mercados, do trabalho e da mais valia.
O que acontece na Faixa de Gaza é um desses incompreensíveis paradoxos do mundo atual.
Fomenta-se, ali, o terror que termina fomentando, inevitavelmente, o terrorismo.
É o caso de nosso sistema penitenciário em que os crimes fomentam prisões que fabricam bandidos e que fomentam novos crimes...
É o caso da atual crise capitalista que utiliza recursos públicos para fomentar o consumo que fomenta o lucro dos especuladores e dos bancos, fomentando, assim, a fome e a miséria de muitos...
É o caso do nosso sistema político, que é imprescindível, que aparenta ser honesto, mas que, na vista de todos, mantém grupos políticos no poder por efeito dos desmandos não contabilizados, que cometem, em benefício de interesses próprios escusos...
É o caso de acreditar, enfim, que o ser humano é mesmo esse ser muito imoral...
Bom artigo esse do juiz Ali Mazloum.
Raul, "por què no te callas?"
Fica o tempo todo jogando foguetinhos no vizinho poderoso, indo na onda de que os outros "vizinhos" vão ajudar, que são irmãos na fé, blá, blá .... mas na pratica, já que a reunião da OPEP não deu efeito no preço do oil, nada que uma guerrinha não o faça...(30% em uma semana)
Rendição também faz parar uma guerra.
Permito-me fazer um comentário em cima da opinião da comentarista Nanda, sem nenhuma crítica, apenas por que se trata de algo que eu eventualmente estudei muito mais, por mais anos, em fontes confiáveis, do que Direito.
O "cérebro reptílico" ou paleocortex está em todos nós. O sistema nervoso límbico é o mesmo nos homens que vão ao espaço quanto aos homens que viviam nas cavernas.
Não foi o Cristianismo, a ciência mais moderna demonstra isto, e sim o Budismo, o método budista que desenvolveu a metodologia mais avançada para dominar a mente, para desenvolver o autocontrole.
E as técnicas de auto controle estão incorporadas às equipes olímpicas dos EUA, onde fazem mapeamentos cerebrais da atividade dos atletas de ponta, vencedores, no momento de concentração onde se decidem vitórias, e o relato do estado interior coincide com relatos de experiências budistas, entre outras a prática do arqueiro zen, etc.
E nesta história o fanatismo, o orgulho, a raiva, o rancor, podem apostar que não fazem parte do treinamento das tropas israelenses. Não estou discutindo política, estou discutindo treinamento para lidar com conflito.
Quem treina Krav-Magá sabe que um dos treinamentos é ficar parado com as mãos atrás das costas, e por três minutos quatro sujeitos de luvas de boxe com ordem de bater, bater forte, bater pesado, bater na face, nas temporas, bater sem parar, e o sujeito não pode reagir aos golpes. Masoquismo?
Quando um beócio lhe ameaça que vai reunir uma turma e lhe aplicar uma surra, e gasta toda verboragia ofensiva, você tem sangue frio para dizer ao sujeito que ele acabou de ganhar um processo, apenas isso, sem retorsão.
O que também ofende a todos é saber que a ONU abaixa a cabeça em razão, entre outras, da aliança dos Estados Unidos com Israel.
Pra que existir uma instituição que apenas assiste o massacre dos fracos pelos poderosos ?
Defendi tese sobre a importância da ONU nas relações internacionais, mas estou reavaliando as minhas considerações.
Pensei que após a guerra do Iraque a ONU se tornasse mais enfática em suas diretrizes. Até hoje nenhuma arma de destruição em massa foi encontrada e o Estado norte-americano continua sem punição.
Somente se manifesta a ONU quando possui o aval norte-americano ou de Estados aliados deste.
Sobre Israel, mas este governo é uma praga para a humanidade. Até para o seu próprio povo.
Tudo isto tem apenas um fundo econômico.
Não quero tomar posições políticas. Não vou tomar. Apenas um fato. O conflito em Gaza é extremamente assimétrico. A população isralense toda é treinada nas forças armadas, três anos homens e dois anos mulheres. E são treinados inclusive no aspecto psicológico. Por eventualidades do destino conheci dois Legionários, um deles mais aberto a falar das experiências dele na Legião Estrangeira, narrava o fato, o físico, o corpo de acostuma, o piscológico é que sai arrebentado.
De um lado temos uma tropa treinada, e uma população em sua maioria com passagem marcante pelas forças armadas, preparada a lidar psicologicamente de uma forma com o conflito, considerando que os radicais religiosos são desprezados pela sociedade israelense por que se recusam a prestar serviço militar, tal recusa é um estigma indelével em Israel. De outro lado uma população que só tem como resto o próprio ódio. E a neurociência demonstra que quando o cérebro reptílico se ativa, a ativação dura horas e é intensa, e em que não é preparado bloqueia o lobo frontal, e.g. a crueldade e a forma dos crimes de ódio de ciúmes, de amor rejeitado.
E por fim a lógica dos Generais, incluindo os Generais não só de Israel, como da Europa e USA que pensam em como explicar civis estraçalhados por atentados em seus territórios.
Não temos o privilégio da "inocência da ignorância".
Permito-me fazer duas observações finais. Após a invasão do Iraque o número de homens bomba diminuiu, acabou o financiamento e fundos financeiros para famílias dos suicidas. O Pan Arabismo ainda é uma ideologia não esquecida, como o sionismo radical do Israel Bíblico.
Por outro lado um último comentário. No Rio temos nossa própria faixa de gaza, na Linha Vermelha, onde assaltaram Ellen Gracie e Gilmar Mendes. Uma vez eu estava no 485 e u PM acenando quase desesperadamente para o motorista parar, iam começar um bloqueio, o motorista xingou o PM, mandou ele tomar naquele lugar, que o horário dele, e então adiante estávamos no meio de uma troca de tiros de fuzil entre Polícia e traficantes, os policiais protegidos pelas muretas, o ônibus cruzando no trajeto dos projéteis. A preparação psicológica é que fez a diferença entre o fato se tornar um trauma, ou apenas uma memória, e a sorte do motorista é que o ônibus não foi alvejado. O fato de ter tido fuzis apontados para si não tornou o Ministro Gilmar Mendes defensor do "Direito Penal do Inimigo". As experiências que vivi não foram diferentes das que conhecidos viveram, e alguns desses defendem hoje execuções sumárias, enquanto eu continuo defendendo que não existe solução melhor que a Democracia. A parte óbvia, todos os tiros e bombas em Gaza alvejam a Democracia, a questão técnica e não óbvia, como resolver o prolbema? Com certeza vai ser usando o lobo frontal e não o sistema límbico. O problema é que há uma população que é incutida a reagir com uma bomba demográfica e com o ódio contra outra população preparada desde o berço para guerra. E EUA e Europa não querendo novos corpos estraçalhados em suas ruas. Vai longe essa encrenca. E não será resolvida pelos generais.
Não deve ser esquecido que Saddan Hussein, realizou uma limpeza étnica em seu País, matando covardemente inúmeros curdos.Não acredito que os EUA invadiu o Iraque apenas sobre pretexto do petróleo.Uma região que é considerada pelos especialistas como um barril de pólvora.Recentemente foi divulgado a interceptação de carregamento de urânio do Paquistão para o Irã pela CIA, com o intuito de alimentar os mísseis Sahab III do Irã, que por sua vez, tem como objetivo, o lançamento sobre Israel.
O artigo é muito bom. Chama a atenção para a matança que segue na Palestina, pouco importando o nome que se dê. Trata-se, de qualquer forma, de uma grande covardia que as autoridades deveriam envergonhar-se. Mas o que mais choca é o silêncio da maioria dos judeus. Conheço muitos que são honrados e não concordam com a política do sionismo, pois não vêem grandes diferenças entre este e o nazismo. Aliás, para alguns os sionistas são traidores e seus verdadeiros inimigos, pois aliaram-se aos nazistas para viabilizar a criação de Israel, incentivando as perseguições para que os judeus saíssem da Europa rumo à Palestina, visando sua ocupação.
" ...... Aliás, ......os sionistas ... aliaram-se aos nazistas para viabilizar a criação de Israel, incentivando as perseguições para que os judeus saíssem da Europa rumo à Palestina, visando sua ocupação."
MUITO INTERESSANTE E, ATÉ, MUITO IMPRESSIONANTE , a afirmação, abaixo , da comentadora :
" Leila (Empresarial)"
Eu nunca havia visto publicado, algo tão grave e esclarecedor ! ! !
A comparação feita pelos Mazloum em seu texto é tendenciosa e absurda, dentre outros milhares de argumentos para separar o Estado de Israel da Alemanha Nazista, basta dizer que os ilustres autores seriam Juíz e Promotor em Israel, enquanto na Alemanha Nazista, um Judeu, desde de 33 era simplemente proibido de entrar na maioria do recintos.
ser contra os ataques israelenses é uma coisa comparar esses ataques com o massacre feito pelos Nazistas, beira a simpatia a anti-judaísmo.
ps. concordo com AG Moreira, essa jovem deveria escrever sua inovadora e revolucionária tese.
O Estado de Israel está perdendo o foco de sua existencia.
Conseguiu unir os árabes em torno de um grupo extremista em fim de carreira, e que o proprio processo politico estava caminhando para extirpa-lo.
A extrema e desproporcional reação de Israel demonstra no fundo imensa insegurança quanto ao proprio futuro. Tanta tecnologia nao foi suficiente para impedir que foguetes de tecnologia ultrapassada passassem da fronteira?
Está errado o foco militar, e o politico.
Israel se meteu num beco sem saida, e vai, em termos de 10 anos, pagar carissimo por isso.
Guerras envolvendo judeus é histórica, secular. O que esse povo faz ou deixa de fazer para continuar incentivando esses conflitos?
Até mesmo um grande tolo, já teria compreendido os limites e buscado uma solução.
Quanto ao artigo, penso que é demasiadamente tendencioso e os seus autores deveriam ser interrogados sobre suas intenções.
Sunda:
não sou teu "amigo" por várias razões: a) não sei quem tu és; b) não faço amizades com pessoas grosseiras, mal educadas e que se escondem no anonimato;
juancarlos:
tu não és o rei da Espanha e nem eu sou súdito de rei algum; se não tens o que dizer, deverias recolher-te ao anonimato onde covardes se escondem e ficar em silêncio, pois nada acrescentas ao debate que aqui se desenvolvia...
AS CURIOSIDADES HUMANAS.
No campo religioso, em nome de DEUS, no passado muitas pessoas inocentes foram para a fogueira, e ainda hoje muitos "religiosos" aplaudem o feito e você leitor esqueceu.
Os Alemães prenderam, torturaram e mataram os Judeus, em nome de uma raça "superior", e somente o pós guerra, o mundo condenou os feitos dos alemães, e os próprios Judeus, através das redes de notícias, que pertencem aos seus patriotas, (para quem não sabe as maiores redes de noticias existentes no mundo pertencem a Judeus) e eles lançam mão desses veículos de comunicações para fazer o mundo todo pensar que eles são uns pobres coitadinhos, tirando a sua atenção do seu poderoso poder bélico.
Recentemente, os Estados Unidos teve seu símbolo econômico destruído, onde morreram 3000 pessoas, o mundo religioso se reuniu em orações pelas as vítimas.
Curiosamente os Estados Unidos foram a caça dos ditos terroristas, e mataram centenas de milhares de pessoas, e eu não tenho nenhuma noticia de que nenhum grupo religioso tenha se juntado para fazer orações por aquelas pessoas inocentes que também morreram.
Agora, estamos assistindo algumas imagens manipuladas pelas grandes redes de noticias, e que é pior, passando uma mensagem que é preciso que o estado de Israel destrua os terroristas palestinos, pois, só assim o mundo viverá em paz, eu sou induzido também escrever que Israel esta certo.
Caro colega leitor, eu não posso achar normal que os bombardeios dos aviões de ultima geração israelenses destrua as cidades de terroristas de estilingue, e eu assista tudo apenas como se fosse uma produção cinematográfica, não podemos perder o bom senso, pois, amanhã será a nossa vez, nossa Amazônia será invadida em nome da humanidade.
"(...) É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade. Por isso, é preciso tomar muito cuidado com a informação (...) que você recebe..." (Comercial da Folha de São Paulo, 1988). Lastimavelmente, vemos uma expressiva parte da mídia internacional e, agora, até mesmo um juiz federal brasileiro que só enfocam o lado da "tragédia dos palestinos" e não a agressão diária de Israel pelo Hamas, grupo terrorista segundo ampla maioria das nações e eleito pelos palestinos em Gaza, e por outros grupos semelhantes... Os israelenses não desejam a morte de inocentes, mas acabar com o terrorismo. Não é possível viver na insegurança e no medo. Você poderia viver cotidianamente com foguetes Qassam, sem sistema de orientação, sobre sua cabeça? Ingenuidade, nunca mais!
Prof. Paulo Roberto Vianna,
É interessante como esse tema sucita interesse e discussão! Até o momento que postei esse meu breve comentário, já estava em 58 manifestações.
Em alguns momentos, os comentários são melhores que o próprio artigo.
Destaque para os comentários dos Srs. Ramiro, Sunda Hufufur, Sofista, Dr. Raul Haidar.
A discrepância das opiniões faz lembrar Texto Sagrado judaico em que é reproduzida a mensagem do oráculo:
"Pelo que, agora, ouve isto, ó opressa e embriagada, mas não de vinho:
Assim diz o teu Senhor, JEOVÁ, e teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice da vacilação, as fezes do cálice do meu furor; nunca mais dele beberás.
Mas pô-lo-ei nas mãos dos que te entristeceram, que dizem à tua alma: Abaixa-te, para que passemos sobre ti; e tu puseste as costas no chão e como caminho aos viandantes."
(Isaías, 51:21 a 23, sobre "A restauração e salvação de Israel")
Pelo visto, o profeta não se enganou quando fez menção a um tal "cálice de vacilação": a embriaguez pelo tema é evidente.
Abraço.
Aparentemente os judeus aprenderam bem as lições de Varsóvia com seus professores do IIIº Reich, transformando Gaza em um verdadeiro gueto, donde os palestinos não podem sair, comerciar ou se desenvolver.
Engraçado que quando os alemães fizeram isso com os mesmos judeus nos idos de 1930/40 tal atitude foi denominada perseguição, holocausto (o que foi mesmo, aqui não nego!) todavia, a mesma medida adotada pelos nazistas conra os judeus poloneses agora aplicada por Israel em Gaza, judeus aprisionando palestinos em seu território, (que até foi cercada por muros, tal qual o gueto polonês) é denominada apenas como "medida protetiva de Israel"...
E tal qual os alemães fizeram, agora entram os judeus por terra para "limpar" o terreno. (crianças e mulheres serão ceifadas em nome do sionismo)
Com a muleta do "holocausto" (que efetivamente ocorreu) dá-se a Israel "cart blanche" para cometer crimes contra a humanidade, afinal, coitados, foram perseguidos por mais fortes, agora devem poder poder perseguir os mais fracos.
Quanto aos tais foguetes lançados por palestinos, dois pensamentos: Israel é um poder invasor, a resolução da ONU que determinou sua criação não apontava o atual percentual de Gaza hoje "tomado" como de seu território, assim, nem deveria estar lá, nem deveria ser reconhecido pelas Nações Unidas. A guerra dos seis dias não é desculpa para romper uma resolução e ocupar territórios que há muito já deveriam ser devolvidos integralmente a seus donos verdadeiros.
E mais: se os judeus do gueto de varsóvia lançassem foguetes contra os nazistas que os prendiam, seriam eles denominados terroristas? Ou lutadores da liberdade?
Se Israel permancesse nos limites territoriais designados pela ONU; se Israel não anexasse territórios alheios (Golan); e se Israel não criasse colônias em terras alheias; na certa não haveria motivos para atrair ódio e foguetes. A paz já estaria selada com todos os vizinhos. Sem dúvida que sim.
Certa vez, numa conversa com um representante de um clube libanês do litoral paulista, perguntei se a comunidade libanesa local também enviava recursos financeiros para o Oriente Médio e a resposta foi:
".___Claro que sim; contribuímos para a causa." (...)
Ou seja, não importa se são judeus, palestinos, sírios, libaneses, árabes ou quem mais, TODOS tem o compromisso de enviar dinheiro para a "causa".
Depois de ouvir tal resposta daquele velho homem, retruquei dizendo-lhe o que pensava e penso.
Quem está fora da fornalha envia mais carvão e pólvora para que seus "irmãos" se matem!
E não adianta oferecer toda a Amazônia para qualquer um desses povos se fixar e viver em paz, longe uns dos outros.
Sobre a fábula de serem "irmãos", filhos do mesmo pai Abraão, sendo uma linhagem "bastarda" (no caso, a palestina) esses povos só tem uma destinação: se destruir uns aos outros.
Enquanto isso os norte americanos lucram com a venda de armas e com as patas sobre as ainda produtivas jazidas de petróleo.
No dia que o petróleo árabe acabar, o interesse norte americano pela região será o mesmo dispensado à África.
Então, nada de pensar em paz; nunca haverá paz entre aqueles que fecham os ouvidos e os corações a essa proposta.
Essa é a realidade naquela região amaldiçoada pelos homens!
Marcelo Alves Stefenoni
Não é justificável acabar com o Hamas assassinando civis inocentes. Se a intenção é sumir com o grupo terrorista, Israel tem poder suficiente (tático e logístico) para matar os integrantes de tais células em todo o mundo, infiltrando agentes, inclusive. Não há razão em bombardear a todos como estão fazendo com esse pretexto usado até agora.
Enquanto isso, os membros da OPEP + Russia continuam quietinhos com o preço do petroleo subindo.. Quando o barril atingir $75 acaba a guerrinha!
E tem gente que ainda acha que guerra tem motivação religiosa.. Para quem não sabe, até as Ilhas Malvinas tem petroleo.
Abs.
Parabens aos autores do artigo.
Desde a criação do Estado de Israel, a histórica cidade de Gaza vem sendo transformada em depósito humano, cerca de 1,5 milhões de pessoas amontoadas em cerca de 340 km2. O que é pior constituida por sua maior parte de pessoas desalojadas de outros lugares da Palestina histórica. Nada justifica a violência, que não hesita colocar em risco a vida de inocentes. Também não aprovamos os ataques com misseis ao território de Israel, mas pergunta-se? será que a origem deste ódio não se relaciona a tanta privação que o povo árabe-palestino tem suportado por decadas? A questão não é religiosa como querem induzir a opinião publica. O que lamentamos é que a vida humana perdeu vez para a politica eleitoral israelense, e pelo desejo de vingança pelo fracasso na guerra do Líbano. Com tantos mortos entre os civis o que será que os politicos irresponsaveis (israelenses e árabes)acham que estão plantando para as futuras gerações. A paz? Ou futuros candidatos à Homens-Bombas, sobreviventes deste ataque covarde?
Recomendo àqueles que ainda não se sensibilizaram com o problema que vejam a foto da capa do Estadão de 06/01/09
Os judeus dignos do mundo todo,que é a imensa maioria,não deveria permitir que o Estado de Israel assine a "Carta de Absolvição" de Adolf Hitler.
Um Juiz o é por 24 horas e como tal não deve fomentar odios, tampouco apresentar uma única versão para um fato.
O Hammas é um grupo terrorista que se mescla propositadamente com a população civil, colocando-a como escudo humano.
Por outro lado, é condição posta pelo Hamas para cessar fogo a inexistencia do Estado de Israel.
Nem a autoridade palestida, nem os Egipcios aceitam este grupo de terrorista.
Agora confundir o Estado de Israel, onde a maioria da população é árabe, com o holocausto é de uma ignorancia sem tamanho, somente tolerada entre pessoas incultas.
Riva F. Rosenthal
Talvez o que temos visto na televisão, isto é, os palestinos enterrando seus mortos, entre eles crianças inocentes, é pura encenação.As explicações ordenadas dos "cultos" querem mascarar o que vemos.E o que vemos é uma potência bélica lutando contra estilingues e qassans caseiros, que é a mesma coisa.Mas sempre vem aquela odiosa e minúscula parcela de judeus ignorantes e perversos que querem tampar ou desviar os olhos do mundo dessa barbárie.Não conseguirão.Esses, que peguem sua caneta, que assina parte das 3,5 milhões de reclamações trabalhistas por ano neste país, uma vergonha brasileira, e assine a
"Carta de Absolvição" de Hitler.A barbárie é exatamente a mesma.A força do forte empregada sobre o indefeso.Sem clemência.Como no Holocausto.
Fiquem à vontade para escolher a desculpa para esse massacre...
MM. Dr. Rosenthal,
Esta tribuna tem manifestações favoráveis e/ou contrárias a ambos os lados.
Entretanto, apenas, 1 questão deve ser respondida com imparcialidade , isenção e honestidade :
O fato de Israel ter avançado as suas fronteiras com a Palestina, atualmente, dominando mais de 75% do território da Palestina, não é motivo para fomentar ódios e agressões, sem fim ? ? ?
Senhores,
Parece que não fui clara, pois o que coloquei foi minha opinião sobre o artigo e mantenho-a.
Por outro lado, claro que não se justifica a lesão das crianças, não importando a nacionalidade, mas por favor confundir o holocausto nazista, repito, é desconhecimento da historia.
Com isto retiro-me desta discussão esteril, na qual parece que a ofensa pessoal é a tonica, confundindo judeus da diaspora ( não controlam imprensa coisa nenhuma), com o Estado Israelense.
Riva
Retirou-se tarde...
ACORDA LEITOR!
No campo religioso, em nome de DEUS, no passado muitas pessoas inocentes foram para a fogueira, e ainda hoje muitos "religiosos" aplaudem o feito e a maioria dos nobres leitores esqueceu.
Os Alemães prenderam e mataram os Judeus e somente o pós guerra, o mundo condenou os feitos dos alemães, e hoje os Judeus, através das redes de notícias, (para quem não sabe, as maiores redes de noticias existentes no mundo pertencem a Judeus) eles lançam mão desses veículos de comunicações para fazer o mundo todo pensar que eles são uns pobres coitadinhos.
Estados Unidos teve seu símbolo econômico destruído, onde morreram 3000 pessoas, o mundo religioso se reuniu em orações pelas as vítimas. Foram a caça dos ditos terroristas, e mataram de milhares de pessoas, eu não tenho noticia de nenhum grupo religioso tenha se juntado para fazer orações por aquelas pessoas inocentes que morreram ou pelas pessoas que estão sendo hoje torturadas em Guantánamo.
Agora, estamos assistindo algumas imagens manipuladas pelas grandes redes de noticias, e que é pior, passando uma mensagem que é preciso que o estado de Israel destrua os terroristas palestinos, pois, só assim o mundo viverá em paz, e muitos leitores ainda escrevem que Israel esta certo.
Caro colega leitor, eu não posso achar normal que os bombardeios dos aviões de ultima geração Israelenses destrua as cidades de terroristas de estilingue, e eu assista tudo apenas como se fosse uma produção cinematográfica, aplaudindo as ações como se fosse um jogo de vídeo game. Amanhã será a nossa vez, nossa Amazônia e o PRE-SAL serão tomados pelos americanos, matarão todos aqueles brasileiros que forem defender nosso território, e todas as ações serão em nome da humanidade. E VOCÊ VAI ACHAR CERTO?
Aos "analistas políticos" de plantão calma: O conflito na Faixa de Gaza ainda não matou o mesmo número de "civis inocentes" que a guerra do Vietnã e naquela época, ninguém ousou fazer comparações com o holocausto nazista.
Certo é que não podemos emitir juízo de valor sobre os acontecimentos do passado com base nos fatos e valores atuais.
Também é certo que pretender comparar o atual conflito na Faixa de Gaza ao massacre de judeus nos campos alemães é algo assim como pretender comparar "melão com melancia", ainda que consideremos a forma de ambos.
Aposto que muitos daqueles que postam suam mesnsagens de repúdio às ações israelenses e fazem menção a "holocausto" e "civis inocentes", são capazes de degladiarem-se numa luta encarniçada por uma simples vaga de estacionamento num Shopping qualquer.
Imaginem então se lhes caísse um único "foguetezinho caseiro Cassam" no quintal?
Certamente seria motivo para o início da 3ª Guerra Mundial!
Ainda que Nietzsche tenha dito que a maior hipocrisia é pretender abolir a própria hipocrisia, vamos deixar de sê-los (hipócritas) e parar de acreditar que realmente há uma proposta de paz para aquela região, quando na verdade o que existe é uma histórica inclinação à destruição recíproca entre árabes e judeus.
Vamos para de querer acreditar que existam "civis inocentes" numa região onde quem não é "homem-bomba" é preparado e doutrinado para ser.
Lembrem-se que tem gente que lucra (e muito) com a venda de armas e com a hegemonia sobre o petróleo ainda abundante na região.
Torno a sustentar que no dia em que as jazidas de petróleo árabe estiverem exauridas, o interesse norte americano pela região será o mesmo que eles tem pela África, ou seja, apenas o da venda armas, não importando se os mortos são "inocentes".
A guerra do Vietnã foi contra plantadores de arroz do norte, bem treinados pelos russos.E eram bons.
A única guerra do Vietnã ganha pelos americanos foi a do Rambo.Não se trata de comparar o Holocausto, Vietnã com o que acontece na Pátria Palestina.O que está em julgamento, para quem ainda não percebeu, somos nós, humanos deste século, que engolimos as versões de que Israel é vítima da intolerância árabe.
E tem os crédulos de carteirinha que mencionam o homem-bomba olhando o acessório e esquecendo a motivação.Esse é o tipo do cara que compra,sem vacilar, aquele terreno entre a Av. Republica do Libano e a Pedro Alvares Cabral. Isso é assustador.É a velha e arcaica caricatura deste animal chamado homem.Ele não aprende, sempre é direcionado, guiado, e persuadido.De graça.O que estamos assistindo é um exercício de atrocidade covarde, e nos posicionando.Uns contra.Outros a favor.Acreditem,tem os que estão a favor.
Dar parabéns ao Hugo Chaves, embora difícil é justo,pois expulsar o embaixador de Israel mostra coragem e indica o caminho para acabar de vez com essa guerra.Só não viu quem não quis ver.Ou os velhos críticos de plantão, cuja opinião é a mesma da última noticia do rádio.Não conseguem ver nada mais além do óbvio!!!O covarde sempre está do lado que ele julga mais forte!!!mas pode mudar de acordo com o vento.
Caros leitores, será mesmo que o Hamas é um bando de inocentes palestinos que estão lutando por seus direitos?
Então devemos achar justo também usar civís inocentes como escudo humano? Lançar foguetes de escolas também é normal? Refugiar-se em áreas densamente povoadas pondo em risco seus compatriotas, não há nada demais?
Infelizmente, a tal mídia judaica como já afirmaram aqui, só divulga fotos de palestinos mortos, que são mottos pelos motivos ditos acima. Não mostra a triste jornada dos israelenses que a cada hora ouvem um sirene tocando e tem de se abrigar para não morrerem com os ataques de foguetes.
Além do que a "mídia judaica" só mostra a nós as mazelas palestinas, que segundo os palestinos é causada pelos judeus, não mostra o massacre imposto pelo Hamas aos integrantes do Fatah que insistiram em permanecer em Gaza (o massacre dos adversáios políticos foi maior do que as mortes da guerra).
O palestinos realmente só podem ser uns coitadinhos, tratados como pacíficos e ordeiros!
Sobre a Faixa de Gaza e o Camboja
Para fixar bem os números, o conflito no Vietnã (em dez anos de luta) ceifou a vida de dez mil soldados norte americanos e cerca de um milhão de vietnamitas, fossem eles bem treinados ou não pela antiga URSS.
Torno a frisar que sobre essa monta de "amarelos" mortos, nunca um único crítico ou analista político de plantão ousou mencionar o holocausto cometido por alemães contra judeus, ciganos e deficientes físicos durante a 2ª Guerra Mundial.
Provavelmente tal comparação (Vietnã) jamais foi feita pelo fato das vitimas serem asiáticos, todos com cara de "china" e basta encher um caminhão que ficam todos iguais, como aquela piada de mau gosto sobre um caminhão cheio de negros que trafegava com faróis apagados numa estrada escura; não é assim?
Por falar em negros, e Ruanda, Etiópia, Uganda e mais um sem número de ex colônias na África em que as tribos antagônicas se dizimam com armamento francês?
Acaso algum time da pátria da Liberdade, Igualdade e da Fraternidade foi até hoje hostilizado em algum evento esportivo pelo fato da França ser o país que mais lucrou nos últimos dez anos com a venda de armas?
Não!
Então meus caros críticos, consultores e analistas de carteirinha, vejam a realidade e meçam suas considerações por parâmetros consistentes.
Esse artigo além de muito bom, demonstra sua precisão a medida que o conflito avança. O mundo sabe que o Estado de Israel está assassinando civis sob a desculpa de investir contra o terrorismo. Israel deveria devolver as terras ocupadas para depois falar em exercício de defesa. Além disso, cercaram civis dentro de um campo de batalha, de onde não conseguem sair. Isso é covardia, é como pescar de tarrafa em um aquário. Porisso concordo com o juiz que isso é um genocídio o que Israel está fazendo.
O artigo é excelente.
O caminho da paz é o único que irá assegurar a sobrevivência da humanidade.
Para alguns o caminho da paz é apenas um atalho para quem prepara a guerra.
Logo, conclui-se que entre esses "alguns", encontram-se tanto árabes como judeus, pois para esses povos ainda é aplicável a máxima romana:
Civis pacem parabellum
Perai, o texto não vai citar as 3000 bombas que o Hamas jogou em Israel?
O artigo é muito adequado e oportuno. Devemos nos unir aos protestos mundiais para deter imediatamente o massacre sionista contra os palestinos em Gaza e apoiar a campanha pelo boicote a Israel, como foi feito contra o regime do apartheid na África do Sul.
Nos últimos anos, Israel transformou Gaza (povoada majoritariamente por refugiados expulsos por Israel) em uma imensa prisão; a pretensa desocupação de Gaza é uma farsa sangrenta, o ocupante mantém o controle total sobre a vida lá e o utiliza como forma de pressão sobre a população; a escalada atual significa o bombardeio, destruição da área e foi Israel quem rompeu a trégua de 6 meses ao matar 6 dirigentes do Hamas em novembro.
Sempre é bom recordar que os palestinos eram os habitantes originais da região, a partilha votada pela ONU em 1947 foi injusta, pois contrariou a maioria de sua população e outorgou 53% do território a um terço dos habitantes da época. De lá para cá, Israel foi ocupando mais e mais terras, anexou Jerusalém, colocou mais de 250 mil colonos na Cisjordânia, controla a água, os acessos, construiu o Muro da Vergonha na Cisjordânia ocupada: o objetivo permanente do nacionalismo sionista é o de obter sempre mais terras e menos árabes na Palestina.
As imagens do que Israel está fazendo em Gaza, assim como em 2006 no Líbano, deixam claro que não se trata de nenhuma suposta autodefesa, é o massacre de uma população inteira e contra a justa resistência contra o ocupante (o que não significa acordo político com a orientação política do Hamas). Ao mesmo tempo, obrigam a uma reflexão: qualquer solução que desconheça o direito dos palestinos a terem restituídos seus direitos, suas terras, lares e bens em um estado laico, com direitos iguais para todos os seus habitantes, é inviável.
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