Bahia terá mais dois presídios de segurança máxima

A Bahia terá mais dois presídios de segurança máxima administrados em sistema de co-gestão entre a Secretaria de Justiça do estado e a empresa Yumatã, especializada no setor. Juntos, terão capacidade para 430 internos. Uma das instalações fica no município de Lauro de Freitas, a outra em Itabuna. Cada preso no sistema de co-gestão custa menos aos cidadãos baianos, do que os de gestão exclusivamente estatal.

O sistema de co-gestão faz parte do projeto de Parcerias Público-Privadas. Só na Bahia existem 17 penitenciárias abrigando 7,6 mil homens e mulheres. Com as duas novas unidades, já são cinco os presídios geridos por meio da co-gestão no estado. A unidade do município de Valença foi a pioneira, com 268 vagas.

Pela parceria, o estado constrói os prédios, enquanto a empresa fica responsável pela operacionalização da unidade prisional, além de promover investimentos complementares principalmente na área de segurança. Nesse tipo de presídio, o diretor, o diretor-adjunto e o chefe de segurança são os únicos funcionários indicados pelo Estado. A empresa vai administrar todo o restante, desde o supervisor administrativo, médicos, dentistas, psicólogos, advogados, assistentes sociais, nutricionistas, professores e os agentes penitenciários. A guarda da muralha é da Polícia Militar.

Ao contrário das unidades convencionais existentes, as unidades de Lauro de Freitas e Itabuna contarão com áreas exclusivas para trabalho, ensino médio e fundamental e lazer. Os conjuntos penais são dotados de cozinha industrial, lavanderia e padaria. As unidades também contam com canis para cães farejadores, que ajudam na segurança.

Paulo Monteiro disse:
06 de dezembro de 2006 às 16:27

Ou seja, o desvio de função dos policiais militares continua...

Robespierre disse:
06 de dezembro de 2006 às 16:40

...poderiam reservar uma vaga para o "hamster" decadente e fulminantemente derrotado nas últimas eleições na boa terra.

Soares disse:
11 de dezembro de 2006 às 21:05

Enquanto isso o complexo Penitenciário da Mata Escura encontra-se a mingua com mais de 4000 internos, basta que se faça uma visitinha lá é uma completa FARTURA farta tudo, distribuidos nas diversas unidades que ali encontram-se,pergunto qual será o futuro dos AGENTES PENITENCIÁRIOS concursados, e o clientelismo no serviço público vai continuar através do REDA, e agora com a YUMATHÃ. A Polícia Militar cuida para que o crime não aconteça uma vez acontecido a Polícia Civil investiga, formaliza o inquerito e manda pra justiça que com base nesse condena ou não, e quando este é condenado entrega-se na mão da iniciativa privada para fazer valer o cumprimento da pena? é o estado tercerizando seu ciclo de segurança pública e depois o que mais irá ser tercerizado????.

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