Recusa de passageiros por razões religiosas será punida

O Aeroporto Internacional de Saint Paul, em Minneapolis, propôs , incluindo suspensão de licença, para motoristas de táxi muçulmanos que têm se recusado a transportar pessoas que estejam bebendo, carregando bebidas alcoólicas ou mesmo cães-guia. A recusa está baseada em preceitos religiosos do islã.

Segundo o site Findlaw, a Comissão Metropolitana do aeroporto foi instada a promover audiências públicas no sentido de se aprovar a suspensão dos motoristas que se neguem a transportar pessoas por outras razões que não as de segurança.

A proposta é que os motoristas, face à primeira acusação, tenham a carteira suspensa por 30 dias e, na segunda, esse prazo vá para dois anos de gancho. “Nossa expectativa é que se você vai ser motorista de táxi num aeroporto internacional, deve fornecer seu serviço para todos aqueles que o demandem”, disse o porta-voz da Comissão Metropolitana, Patrick Horgan.

Bert Mckasy, responsável pelo setor de transportes do aeroporto, disse que a questão proposta pelos muçulmanos é que botar em seus taxis álcool ou cães, mesmo que sejam cães-guia de cegos, “viola credos religiosos” . A cada mês, cerca de 100 pessoas recebem um “não” de motoristas muçulmanos, alegando tais condições.

Três quartos dos 900 motoristas de taxi do aeroporto são somalis muçulmanos. Ano passado, os motoristas do aeroporto receberam “fatwas”, éditos islâmicos, da capela islâmica de Minnesota, pelas quais se proibia motoristas islâmicos de carregar passageiros com álcool porque isso “compreenderia cooperar com o pecado, de acordo com o Islã”.

Claudio Julio Tognolli

é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Richard Smith disse:
05 de janeiro de 2007 às 17:18

É só mais uma demonstração de atraso dos muçulmanos. Quando houve o terremoto no Paquistã/Afeganistão foi a mesma coisa com os cães de resgate das equipes internacionais!

No caso em foco, é um absurdo que o camarada saia da terra dele para vir morar (e prosperar!) em terras "infiéis", venha trabalhar num serviço público e discrimine passaeiros por causa de sua "doutrina" religiosa.

Fique bundando, desempregado, nas terras modernas e empreendedoras do Islã!

Doutrina atrasada que não permite o convívio e nem sequer a aproximação com um animal útil e fiel como o cão, criado por Deus para fazer companhia, ser amigo e companheiro de trabalho do homem.

Só nas terras do Ali Babá mesmo.

Corretissima a atitude das autoridades.

Raul Haidar disse:
05 de janeiro de 2007 às 18:47

Na parte final desta página (abaixo) são registradas as normas do CONJUR em relação aos comentários. Ao se cadastrar o leitor as aceita. Consta ali, claramente:

"A Consultor Jurídico abre espaço para seus leitores comentar artigos e notícias publicadas em suas páginas. Este espaço é livre e democrático, razão pela qual a Consultor Jurídico se reserva o direito de suprimir comentários racistas, discriminatórios ou que ofendam a honra alheia."

Os comentários sobre os muçulmanos, aqui feitos, são discriminatórios e preconceituosos.

Considerar o islamismo uma "doutrina atrasada", falar em "atraso dos muçulmanos" , em "terras do Ali Babá" , são termos ofensivos, que não podemos aceitar.

Também entendo correta a decisão das autoridades norte-americanas, neste caso. Motoristas, muçulmanos ou não, obrigam-se a cumprir a lei do país em que vivem.

Não há, contudo, nada que nos autorize a generalizar conceitos. Seria atrasada a "doutrina" de uma seita que veda a transfusão de sangue? Serão atrasados os judeus ortodoxos que não usam automóvel num determinado dia da semana?

A civilização islâmica é responsável por grandes avanços na história. Este não é o espaço para se dicutir essa questão.

Registro, finalmente, que não tenho religião. Mas qualquer pessoa civilizada deve respeitar as crenças de seus semelhantes.

Quanto as "terras do Ali Babá" devem ser muito boas: lá, diz a lenda, há apenas 40 (quarenta) ladrões!

Band disse:
05 de janeiro de 2007 às 19:13

Concordo com a sua posição, caro Raul Haidar. O amigo Richard Smith exagerou na crítica fugindo do tema.

Mas por outro lado não podemos deixar de pensar que isto acontece com uma freqüência muito seguida com os Islâmicos que querem interferir na vida dos outros mas não aceitam críticas a sua. Como neste caso. Imagine se outros americanos deixem de levar islâmicos porque estão de véu, porque não respeite as mulheres ou porque não comam carne de porco!

A sua prática religiosa se confronta muito seguidamente com os países em que vivem. Aqui no sul um pai e mãe mataram a filha adolescente porque a mesma queria namorar uma pessoa que não era árabe! Creio que os judeus e católicos não praticam isto há muitos séculos! Será que precisaria uma lei específica para islâmicos no Brasil para que aqui também ajam como civilizados?

Quanto aos cães, é uma questão de crença irracional, pois são os animais mais extraordinários da face da terra. Como pode uma crença correta condená-los? Pena que os homens não são tão amigos dos cães(e entre si) como os cães são amigos dos homens!

Raul Haidar disse:
05 de janeiro de 2007 às 19:44

Dr. Band: Em princípio todas as religiões são boas. O que as prejudica é o fanatismo e a ignorância. Quando se mistura religião com política, então, é terrível, pois muitas vezes é a união da ignorância com a malandragem. Em nome das religiões muitos crimes são cometidos por ignorantes e por criminosos comuns que se aproveitam do desespero do semelhante para obter lucros. Religião, há séculos, é uma grande indústria. A ignorância da critura humana sempre foi, desde tempos imemoriais, solo fértil onde espertalhões plantaram essa grande farsa chamada religião!

Richard Smith disse:
06 de janeiro de 2007 às 00:06

Ora ora, caro Dr. Haidar:

Quer dizer que liberdade de expressão para o senhor existe apenas quando ela é "politicamente correta"?

Se fossemos fazer um sincero e honesto cotejo, o senhor consideraria que o Tchad muçulmano, o Afeganistão do Taleban e a Arábia Saudita, cada um nas suas características são sociedades democráticas, progfressitas e nas quais os propalados direitos humanos individuais são respeitados?

Que estes países são democracias que propiciam o pleno dsenvolvimento humano em todas as suas vertentes e plenitudes, como a Suécia, a Austria, a Austrália ou mesmo o nosso pobre País, com todas as suas limitações econômicas e desigualdades sociais, mas também com toda a imensa riqueza da sua tolerância religiosa e racial?

Não, eu creio que não.

Então, do alto da minha opinião, tenho o direito de considerar atrasada uma religião que se pretende definitiva e tenta converter todos os "infiéis" debaixo de cimitarra.

E os seus membros, que longe de professarem a sua religião de todo o coração, mas de modo civilizado e tolerants para com os pobres "infiéis", tenta impor os seus costumes e crenças em desfavor de outras pessoas que estão dependendo do seu serviço.

O senhor por acaso gostaria de estar desembarcando de madrugada naquele aeroporto, com uma garrafa da boa e velha caninha nacional debaixo do braço de presente para um amigo e, havendo um único táxi no terminal, ser barrado por um energúmeno que julga estar favorecendo o seu pecado pessoal e insultando Alá?

Ahã, gostaria de ver a sua "tolerância" e compreensão em ação, neste momento.

Por derradeiro, uma perguntinha: se eu estivesse - como mesmo já vi diversas vezes aqui neste espaço - chamando de atrasados, retrógrados, medievais, torturadores inquisitórios, e otros "mimos" os CATÓLICOS, o senhor "sem religião" (lastimo muito) estaria propugnando o mesmo respeito às crenças e aos sentimentos religiosos dos "papistas" como eu?

Passar bem, doutor.

Ah, e a propósito, na terra do Ali Babá existem relativamente poucos ladrões, poruqe lá há VIGILÂNCIA e PUNIÇÃO aos amigos do alhio, principalmente na forma da amputação pública da mão, de outra mão e do pé, senão às vezes, do próprio pescoço!

O senhor é contra ou a favor destas humanas, moderadas e progressistas punições?

Band disse:
06 de janeiro de 2007 às 10:45

Caro Dr Raul Haidar

Então todas as religiões não são boas pois despertam estes sentimentos nas pessoas!

Olhe a surpreendente resposta do amigo Richard Smith! É isto que a religião considerada a certa (por ele) pode fazer com uma pessoa? Onde está tudo que prega da boca para fora? O Papa, que é o guia espiritual dos Católicos deseja aproximação entre o Islã e os judeus! Como pode, um devoto de Maria, ser tão amargo com os irmãos que o Papa quer aproximar?

Ou seja, religião não modifica as pessoas. Pessoas boas fazem o bem sem precisar ter medo do inferno ou esperar ganhar o céu. Pessoas más não temem o inferno, pois acreditam que o que criam para os outros lhes dará o céu por mérito!

Onde fica o “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”? Só da boca para fora?

Flávio Boniolo disse:
06 de janeiro de 2007 às 11:03

Caros comentaristas,

veja que a religião somente serve para criar discordia entre as pessoas.

Aliás, não serve para mais nada!!!!!

Richard Smith disse:
06 de janeiro de 2007 às 13:20

Meu caro Dr. Flávio Boniolo:

A seguir-se o seu raciocínio, deveriamos considerar que os advogados somente servem para fomentar o conflito e a discórdia, não?

Afinal de contas, vejam quantos processos existem pelas diversas varas deste Brasil afora. E em todos eles, pelo menos dois advogados!

Os advogados deveriam promover a concórdia e a paz. "Amem-se uns aos outros" deveriam dizer quando um futuro querelante adentrasse ao seu gabinete de trabalho. "Vamos procurar o seu adverso", deveriam dizer em seguida, tomando alegremente o seu cliente pela mão!

Passar bem.

Richard Smith disse:
06 de janeiro de 2007 às 13:59

Quanto a você, Dr. Band:

Por favor, não seja mistificador.

As minhas opiniões você já as conhece, razão pela qual não há reais motivos para surpresas de sua parte.

Aliás, gostaria que você me disse aonde a minha prática contraria a minha crença ou a minha opinião?

Como cristão, Católico, tenho o dever de ser devoto de Maria e ao contrário do que você disse, não sou nenhum pouco amargo com quaisquer pessoas, apenas intransigente na defesa da Verdade e na consideração sobre o erro.

Não tenho nada contra um judeu ou ou muçulmano. Jamais viraria minhas costas a algum deles que precisasse de mim ou que a mim se dirigisse. Mas nem por isso vou aplaudir as suas escolhas religiosas, com todos os erros que nelas existem e que são facilmente comprováveis, comoaliás o demonstrou a matéria ora sob exame e comentários.

Sigo fielmente o conselho do Apóstolo: "Odeie ao pecado e ame o pecador!".

No mais, o mesmo e doce Senhor Jesus Cristo que disse "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei", também disse: "Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação ao inferno?" (Lucas 23, 33), "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Demônio e os seus filhos!" (Lucas 25,41) e ainda, "Não julgueis que vim trazer paz à terra. Eu não vim trazer paz, mas a espada. Porque vim para separar o homem contra seu pai e a filha contra a sua mãe, e a nora contra a sua sogra. (Lucas, 10, 34-35).

Forte, não?

Permita-em discordar, também: As pessoas, por causa das conseqüências do Pecado Original, tendem, inexoravelmente, para o mal e para a desordem.

Somente podem fazer coisas boas, pela Graça de Deus, que como disse Santo Agostinho: "precede a natureza e a aperfeiçoa".

Com nossa livre vontade, podemos fazer coisas boas e detestar os nosso pecados por amor a Deus (CONTRIÇÃO) ou por puro medo de irmos para o Inferno (ATRIÇÃO) que é menos nobre do que aquela condição anterior, mas serve.

Hoje em dia quase não existe mais nenhuma das duas. O homem, Senhor de si mesmo, deixou Deus de lado. E o que vemos é o que aí está. Ou você, com honestidade, é daqueles que enxerga a cada dia, uma "evolução" inexorável do homem e da Sociedade?

O Santo Padre o Papa, "doce Cristo na terra", como o denominou Santa Catarina de Sienna, cumpre o seu dever de Pastor, o de chamar TODAS as ovelhas para o redil ("Apascenta as minhas ovelhas; Apascenta os meus cordeiros" João 21, 15) de Cristo.

O que você não pode esperar e o que nunca vai acontecer é que a Igreja abra mão de suas características e posições para que isso aconteça. Venha quem quiser.

Por derradeiro, a Graça de Deus, através da Religião, com efeito modifica as pessoas. Existem inúemros e inúmeros exemplos nas vidas dos santos, os quais sempre é bom conhecer. Gostaria que eu lhe recomendasse algumas?

Um abraço.

Richard Smith disse:
06 de janeiro de 2007 às 14:01

Que horror! Ao invés de "nenhum" pouco é "nem um" pouco. Peço desculpas pelas inversões e omissões de caracteres e de outras preciosidades frutos da pressa e da dislexia, talvez.

Band disse:
06 de janeiro de 2007 às 19:39

Caro Richard Smith

Talvez me recomendaria o Santo Frei Tomás de Torquemada?

Ora, Cristo jamais mandou e nem aconselhou tolerar erros doutrinários. Ele combateu com força os erros gnósticos dos fariseus, assim como os erros dos saduceus. E Cristo não tolerou os vendilhões do Templo, mas os expulsou com violência, com o açoite. E açoite causa dor e machuca.

Como acusar os muçulmanos de fazerem o mesmo por sua fé? Para eles a Verdade está com eles e eles tem as provas e as garantias que os satisfazem.

Paulo Fonseca disse:
06 de janeiro de 2007 às 20:49

Caros advogados, Graça e Paz!

Não cito qualquer livro, capítulo ou versículo das Escrituras por entender que, em tese, todos as conhecem, e quero tecer algumas considerações sobre o arrazoado dos advogados:
Santo, no original grego, significa separado. In casu, separado do pecado.
Religião? Sem salvação. A letra mata mas o espírito vivifica.
Relativismo com a Verdade, não pode proceder.
O próprio Senhor disse ser ele o Caminho, a Verdade e a Vida, e ao seguí-lo conheceríamos a verdade e libertos seriamos.
Salvação é pela graça, que é favor imerecido, por fé, que é dom de Deus, e não por obras para que ninguém se glorie.
Interessante notar que nos países islâmicos levar as boas novas acarreta até em pena capital.
At last but not a least, o Deus que adoramos deu o seu filho unigênito para morrer por nós e assim alcançarmos a Vida eterna; outros deuses pedem a vida de seus filhos em sacrifício.

Sola Scriptura
Sola Gratia
Sola Fide
Solus Christus
Soli Deo Gloria

Richard Smith disse:
06 de janeiro de 2007 às 21:26

Meu caro Dr. Band:

"Como acusar os muçulmanos de fazerem o mesmo (força, acoites e violência) por sua fé?"

Não entendi muito bem, mas veja, eu não estou acusando os muçulmanos de nada, exceto de serem atrasados, violentos, intransigentes e irrazoáveis.

Igualzinho à sua fé!

E tudo, no contexto da notícia publicada, só isso.

Se um sufi ou então um rigoroso xiita deseja se flagelar até ao sangue, pelo profeta Ali e gritar até estourar as suas cordas vocais por Muhammad ou ocntra os "infiéis", isso é um problema absolutamente dele.

Agora, fazer isso em praça pública, espirrando sangue e estourando os tímpanos dos outros, aí já é um outro problema (ou problema do "outro", como queira).

Até porque eu não ando enfiando hóstias na boca de ninguém e nem gritando as virtudes dos santos na orelha alheia.

Repito, o camarada quer ser violento e zeloso - inclusive pelos outros! vá fazer isso na terra dele.

Bye doutor.

p.s. quanto ao resto, mais uma vez nada? nadinha?
_

Band disse:
07 de janeiro de 2007 às 09:25

Caro Richard

Não podemos esquecer que a tolerância e o respeito aos outros não foram nunca as virtudes da Santa Madre Igreja e nunca defendida por ela. Foram resultados dos iluministas e da Revolução Francesa, seguida de Napoleão! Quem estabeleceu a liberdade de crença (não religião) como a mais alta aspiração humana foi a declaração dos direitos humanos. Até aí o Catolicismo era a ferramenta moral para torturar, matar, queimar, exterminar os heréticos em nome da fé e exterminar os povos primitivos. Até 30 anos atrás em Portugal e na Espanha, estados mais atrasados em termos de direitos civis, o Catolicismo era contrário a liberdade de crença. Só onde era minoria que defendia a mesma! Posar de liberal agora contra os Islâmicos é fácil por uma crença que nunca foi! Os judeus, islâmicos e protestantes que o digam!

Até parece que o Catolicismo teve alguma importância civilatória para a humanidade!

Richard Smith disse:
07 de janeiro de 2007 às 21:06

Meu caro amigo Dr. Band:

Abaixo, para você, um trecho do artigo do jornalista REINALDO AZEVEDO publicado na VEJA de 23.dez.06. (Os grifos, em caixa alta são meus)

"Quando, no começo deste mês, arqueólogos do Vaticano desenterraram o sarcófago com os restos mortais do apóstolo Paulo, nascido no ano 10 e decapitado em 67, vinham à luz alguns séculos de civilização, de que a mensagem de Cristo é, a um só tempo, conseqüência e causa.

Combatido, submetido ao OBSCURANTISMO POLÍTICAMENTE CORRETO e tomado como inimigo das minorias multiculturalistas –TÃO BARULHENTAS QUANTO MAIS MINORITÁRIAS – o cristianismo, não obstante, guarda as chaves do humanismo moderno e da democracia e constitui o que o homem tem produzido de melhor em pluralismo, tolerância e, creiam!, avanço científico. "A humanidade produz bíblias e armas, tuberculose e tuberculina (...), constrói igrejas e universidades que as combatem; transforma mosteiros em casernas, mas nas casernas coloca capelães militares", escreveu o romancista austríaco Robert Musil (1880-1942) em O Homem sem Qualidades.

Falamos de uma "civilização" que parece ser a improvável história de um permanente paradoxo. E, no entanto, ela avança, sempre duvidando de si mesma, mergulhada às vezes no horror, mas se recuperando, em seguida, para a maravilha.

Depois de Jesus, é Paulo que vem à luz como o homem mais importante do cristianismo, verdadeiro fundador da teologia cristã. Com um édito do imperador Constantino, em 313, a seita minoritária, nascida entre judeus da Galiléia, tornava-se UMA das religiões do Império Romano. Cessava a perseguição ao cristianismo, e aquele foi um dos marcos da longa marcha que se anuncia acima. Como se operou o milagre? O sociólogo americano Rodney Stark sustenta que uma das raízes da expansão cristã é a caridade – elevada por Paulo à condição de primeira virtude. E a outra são as mulheres. Em The Rise of Christianity: a Sociologist Reconsiders History, Stark, professor de sociologia e religião comparada da Universidade de Washington, lembra que, por volta do ano 200, havia em Roma 131 homens para cada 100 mulheres e 140 para cada 100 na Itália, Ásia Menor e África. O infanticídio de meninas – porque meninas – e de meninos com deficiências era "moralmente aceitável e praticado em todas as classes". Cristo e o cristianismo santificaram o corpo, fizeram-no bendito, porque morada da alma, cuja imortalidade já havia sido declarada pelos gregos.

Cristo inventou o ser humano INTRANSITIVO, que não depende de nenhuma condição ou qualidade para integrar a irmandade universal. As mulheres, por razões até muito práticas, gostaram.

(...)

Cristo e o cristianismo seguem como as PRINCIPAIS REFERÊNCIAS da civilização ocidental. (...) Apostamos nas virtudes do exame de consciência; estamos ocupados em controlar nossos impulsos para ser reconhecidos como pessoas a serviço do bem e da verdade; esforçamo-nos para demonstrar que preferimos ser colhidos pela injustiça a praticá-la; aspiramos a valores espirituais acima dos materiais e apreciamos tal qualidade nos outros; boa parte de nós acredita numa justiça divina que sucede à morte, e os que não chegam a tanto demonstram seguir um modelo perfeito ao menos na idéia. Somos, de fato, não só cristãos, mas também herdeiros involuntários do filósofo grego Platão (428-348 a.C.).

E onde essas idéias não se transformaram em leis, em códigos leigos, o poder se impõe pelo terror, pela ditadura, pela violência institucionalizada, pela morte – e, freqüentemente, assim se procede até..."em nome de Deus".

Não há humanismo leigo que tenha sido tão poderoso na história humana quanto três palavras que salvam: consciência, arrependimento e perdão."

Que tal?

Ao ler as suas pouco razoáveis (porque absurdas!) palavras e as suas peremptórias afirmações lembrei de minha doce avózinha que sempre dizia: "O bom passarinho é aquele que não faz no seu próprio ninho!"

Bye e um abraço, Dr. Band.

Band disse:
08 de janeiro de 2007 às 07:46

Caro Richard Smith

Se esquecermos todos os crimes contra a humanidade praticado pelo catolicismo, sobram coisas boas, pouquíssimas, por sinal!

Mas se tirarmos os crimes comunistas também! Não podemos separar as coisas assim.

Democracia pelo catolicismo? Que barbaridade as coisas se dizem em nome do fanatismo! Logo a Igreja católica que defendia a escravidão, a conversão pela fogueira, a unção de imperadores e reis como representantes divinos na terra!

Liberté, Egalité, Fraternité

Não foi inspiração cristã, mas a explosão do humanismo milênios sufocados pelos clericais e aristocratas! Onde questionar o geocentrismo era crime punível com a morte! Como esquecem fácil os seus crimes...

Abraços

dermeister disse:
08 de janeiro de 2007 às 17:24

Antes de dizer se essa decisão é discriminadora ou anti-discriminação, gostaria de saber o que aconteceria a um taxista americano que negasse uma corrida a um muçulmano "por questões de segurança".

Band disse:
08 de janeiro de 2007 às 18:06

dermeister

Acho que com esta você matou todas! Boa lembrança!

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