Acusado de matar criança poderá pegar pena de morte

Começou na segunda-feira (12/2), em Miami, a seleção dos jurados para o julgamento de John Evander Couey, 48 anos. Há dois anos, ele seqüestrou, estuprou e assassinou a menina Jéssica Lunsford. As informações são do site Findlaw.

O caso funcionou nos Estados Unidos como um paradigma sobre a punição de acusados. Houve a revisão de leis criminais na Flórida e em outros 18 estados. Agora, John Evander Couey pode encarar a pena de morte. O caso também serviu para que o Departamento de Justiça criasse um banco de dados nacional sobre agressores de crianças.

Nos Estados Unidos, o caso Lunsford, como é conhecido, teve impacto semelhante ao da morte do garoto João Hélio Fernandes Vieites, 6 anos, no Rio de Janeiro, embora os crimes sejam diferentes. O menino foi arrastado por quase sete quilômetros após ter ficado preso ao cinto de segurança do carro de sua mãe, na semana passada, durante um assalto. Dos cinco acusados de ligação com o crime, um tem 16 anos.

Jessica, que cursava a terceira série primária, foi seqüestrada de seu quarto na pequena cidade de Homasassa, na Flórida. Seu corpo foi encontrado três semanas mais tarde, em 19 de março de 2005, dentro de sacos de lixo, atrás de um trailer. Ela estava com seu brinquedo, um golfinho de pano, ainda nos dedos. As mãos estavam atadas com o fio de uma caixa de som. Ela morreu de asfixia.

John Evander Couey já havia cometido crimes contra crianças em 1978 e 1991. Mas foi difícil encontrá-lo porque havia se mudado, sem avisar as autoridades. Por isso, agora, o Departamento de Justiça quer um banco de dados com oficiais de justiça acompanhando semanalmente informações pessoais daqueles que já cometeram crimes contra crianças.

Claudio Julio Tognolli

é repórter especial da revista Consultor Jurídico

hammer eduardo disse:
13 de fevereiro de 2007 às 18:32

Apesar de ser um critico ferrenho de certas posturas dos Americanos , neste ponto Eles estão a anos luz de nossa lamentavel realidade , afinal verdadeiras FERAS como esse americano que matou a menina e aquelas 5 "coisas" que mataram o pequeno João , merecem sim ir para a vala pela simples realidade de que jamais serão recuperados , ao menos para prevenir contra um perigo para a Sociedade quando forem soltos ou fugirem pura e simplesmente.
Aqui no CONJUR temos manifestações democraticas de opiniões variadissimas mas nestes casos escabrosos , é um festival de delirios Finlandeses de fazer inveja a qualquer usuario de drogas pesadas. Nosso sistema prisional não recupera ninguem , os caras vão em cana , ficam de celular a vontade , visita intima - o que apesar de "previsto na lei" é um acinte pois prisão tem que ser privação total , INCLUSIVE , e não apenas como é hoje , um verdadeiro spa de 1 estrela onde o vagabundo sequer produz a comida que come e coça o saco durante a sua pós-graduação em vagabundagem ( tudo convenientemente subvencionado pelos idiotas pagadores de impostos - NÓS!) . O sistema de progressão de pena é outra brincadeira com o unico objetivo pratico de aumentar o numero fisico de vagas nas cadeias , o que vemos diariamente são criminosos condenados a 450 anos , não podem ficar mais de 30 e com os "descontos" da lei , em pouquissimo tempo estão novamente nas ruas a ameaçar a Sociedade que a tudo assiste sem nada poder fazer a não ser continuar a pagar impostos para manter essa podridão do dia a dia.
Por essas e outras é que os personagens histrionicos co tipo Conte Lopes , Sivuca e outros que muito justamente advogam a maxima do " - bandido bom é bandido morto , de preferencia enterrado em pé pra não ocupar espaço...." . São convenientemente tachados de doidos juntos com o Datena, o Ratinho ou o Wagner Montes , mas sinceramente fico na duvida.
Ontem na televisão aparece sua excelentissima ministra ellen gracie do alto de sua empostação padronizada ( gostaria de saber como ficou a "pose" no final de 2006 no Rio de Janeiro quando foi assaltada igual a qualquer mortal e ficou olhando o cano de uma automatica a meio palmo do nariz) e vem dizer que " não podemos patrocinar mudanças na atual legislação movidos apenas pela emoção do momento........" , cabe então a pergunta que ja fiz a outros bam bam bans que frequentam o CONJUR , mudar quando então cara-palida?
O atual estatuto do menor apenas homologou a profissão de menor infrator, hoje mesmo os jornais do Rio mostraram que os dois irmãos homicidas combinaram EM TROCA DE UM CELULAR que o "dimenor" iria "segurar essa" pois a coisa correria mais frouxa , felizmente não colou.
O que precisamos não é de novas leis mas apenas que sejam cumpridas as atuais que mais parecem um gigantesco queijo suiço que apenas ajudam advogados espertos a ganhar tempo e conduzem o temor das Leis a lugar nenhum. A bandidagem literalmente não tem mais medo de nada e hoje em Cidades como Rio e São Paulo ja chegam ao requinte de atacar delegacias e matar policiais nas ruas "apenas por esporte e por status na comunidade" onde moram.
É preciso acabar com esse papo furado que de pratico não leva a lugar nenhum e apenas produz uma pseudo fama fugaz para os "navegantes da verborragia engarrafada".Pobre Brasil de homunculos e que se da "ao luxo" de perder Cidadãos de bem ainda em flor como foi o João.

Richard Smith disse:
14 de fevereiro de 2007 às 12:18

É isso aí, amigo Hammer.

Um abraço.

maria disse:
14 de fevereiro de 2007 às 19:33

Inaceitável a tal "progressão de pena"!
O interessante é quando o cidadão atrasa pagamentos de impostos não existe a "progressão de débito" (não limitam e nem reduzem os débitos).
Inaceitável também que uma autoridade afirme que o caso do menino João (6 anos)
é um "caso pontual" e que não é possível alterar leis na emoção do momento.
Os tais "momentos" são uma constante em termos de violencia!
Há mais de 20 anos acompanhei o caso de uma senhora cujo marido, segurando o filho do casal (18 meses) pelos pés utilizou a criança como "chicote" para surrar a esposa.(criança evoluiu para o óbito)
Assim o termo "pontual" soa de modo diferente. Os crimes são praticados pontual e repetidamente.
A violência é rotina neste País.
Maria - Assistente Social.

Helena Fausta disse:
14 de fevereiro de 2007 às 23:40

Porque os bandidos não se viram pra cima daqueles que realmente detêm o poder aquisitivo que eles pensam que a classe trabalhadora têm? A Dra Ellen Gracie se recorda de ter sentido alguma "emoção" quando viu à centímetros do nariz o cano da arma que só a assaltou? Os senhores políticos teve algum parente, filho, neto ou mesmo sobrinho de 6 anos servindo de "boneco de judas"? Vão se catar voces todos, chega de só roubar e de arrastar suas palavras que mais calam fundo nos sentimentos expoliados e feridos dos brasileiros honestos. "A fé sem obras é morta", bem como um governo que não olha por seu povo é cumplice em tudo que de mal lhes aconteça...Sem dúvidas, cada um desses políticos ajudou de certa maneira a arrastar o corpo e a vida de João Helio, sou mãe e avó de 7 netos o mais velho tem 11 anos e tristemente me ponho a pensar se João Helio não está melhor que nós todos, com muito pesar...

Richard Smith disse:
15 de fevereiro de 2007 às 10:45

Como o "aparelhamento" deste espaço por PeTralhas, com citações de "gênios" como mino carta, josé dirceu e emir sáder, se tornou uma constante, peço vênia, para a reprodução do artigo abaixo, do blog do REINALDO AZEVEDO:

"O QUE ACONTECE COM UM ASSASSINO NA INGLATERRA E O QUE ACONTECERIA COM ELE NO BRASIL

O Brasil, como vocês sabem, é inteligente. A Inglaterra é estúpida e atrasada. No Brasil, conforme eu previ aqui ontem, a OAB e a CNBB se reuniram para debater o que fazer contra o crime e chegaram ao consenso de que não há muito a fazer: o problema, segundo entendi, é nosso.

Os padres e os advogados querem que fiquemos calmos. Nada de decidir sob pressão emocional.

Já na Inglaterra, um país idiota, um sujeito chamado Roberto Malasi matou uma mulher quando era menor de idade. Tinha 17 anos. Num país sábio como o nosso, ficaria três anos internado e seria posto na rua aos 20 anos. Naquele país de imbecis, vejam só, ele ficou preso até a maioridade e foi julgado. Pegou prisão perpétua. A mulher assassinada estava com um bebê no colo. Os ingleses, cretinos que são, consideraram isso inaceitável. O assassino tinha três comparsas, todos menores de 18: tinham 15, 16 e 17. Ficarão internados, no mínimo, 8 anos. Vão para a rua depois? Não! Serão avaliados. A depender do que acontecer, podem pegar pena de até 30 anos. No país, como já informei aqui, uma pessoa pode ser responsabilizada por seus crimes a partir dos 10 anos. Até os 18, cumpre pena em lugar próprio para menores. Depois, é cadeia de gente grande.

Mas sabem como é... Querem acabar com a ilha da rainha em três tempos? Mandem pra lá Márcio Thomaz Bastos, um bispo da CNBB e o presidente da OAB. Eles sabem o que fazer com Malasi!"

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