As entidades representativas de classe da Polícia Federal se reúnem nesta quarta-feira (11/4) com técnicos do Ministério do Planejamento, em Brasília, para da segunda parcela da recomposição salarial dos policiais. A reunião foi agendada em 28 de março, dia da greve-geral da PF.
O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Vinício Wink, diz que a expectativa dos policiais é a de que o governo cumpra com o compromisso assumido com a categoria. “Temos um acordo assinado pelo governo que prevê o pagamento de nossa recomposição em duas parcelas. Portanto, não queremos nada além do que o cumprimento do que foi assinado”, diz o presidente.
Os agentes federais estão em estado de greve desde o dia 15 de fevereiro. O motivo alegado é o não cumprimento do acordo assinado no dia 2 de fevereiro de 2006, com o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O compromisso dizia que haveria um reajuste salarial de 70% dividido em duas parcelas, de 35% cada. A intenção dos policiais é diminuir a diferença salarial da categoria entre outros órgãos.
Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, no último dia 2 de abril, o ex-ministro da Justiça confirmou que fechou o acordo com os policiais federais. Márcio Thomaz Bastos admitiu que “aquele compromisso existiu realmente, isso não pode ser negado”. Bastos declarou que o ajuste “deve ser cumprido”, mas sugeriu novo debate. “Acredito que (o acordo) vá ser temperado por uma negociação sobre como essas questões sindicais devem ser tratadas”, disse.
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