Licença poética para se falar do que não se pode falar

A intimidade e o erotismo só são mesmo toleradas entre quatro paredes. Por puritanismo, princípios cristãos ou pela tradição, os segredos de alcova, taras e descrições mais voluptuosas, não são bem recepcionados quando narrados por autoridades. E é essa a sensação de absurdo que se tem no livro Triângulo no Ponto, exatamente por ter sido escrito por um ministro do Supremo Tribunal Federal, Eros Grau. O texto é de qualidade, com jargões é claro, mas ainda interessante.

Um quê de libertina, indecente, de explícita sacanagem. A literatura erótica choca, remexe com primitivos sentimentos e também, quando da lavra de pessoas geograficamente próximas de nós, nos habilita a reprovar tanto a cria quanto o criador. É a defesa dos costumes e do puritanismo, sempre à mão nas urgências.

Esse desprezo, que lança a obra ao limbo, também leva à marginalidade o autor. Depravado, indecente e devasso, esse ser que se apropriou da palavra para dar materialidade às próprias perversões, sejam as vividas ou as fantasiadas.

Eros Grau, o escritor do livro brasileiro Triângulo no Ponto, é uma dessas figuras a quem bastou a divulgação de trechos da obra para que sua aptidão literária fosse questionada pelos mais variados críticos de última hora, em blogs, sites, notas de jornal e outros veículos.

A coleção de menções pouco honrosas, sustentam alguns críticos, é devida a trechos em que o autor caiu no jargão do erotismo de folhetim. Usou como sinônimo de ereto, ferro em brasa, pênis teso. Repetiu o já aclamado mamilo intumescido. Ou quando avançou, criando expressões – sempre afetas às mulheres da trama – , como válvula de sucção (referência à capacidade vaginal de receber um pênis teso), peitinho de perdiz (sobre os miúdos peitos da sobrinha-personagem), axilas provocantes, narinas safadas e sensuais, flatulências vaginais pós-coito, poemas enterrados nos recônditos, frestas, fendas, nesgas, reentrâncias e nádegas estreitas.

Outros críticos de plantão assumiram que o problema da obra está exatamente na figura proba e impoluta do autor. Afinal, expressões tão cabeludas não podem sair da boca ou da mente de um grande jurista, para o qual sexo deveria ser tema limitado à própria intimidade. Mais. É impróprio, condenável e digno de suspeição um ministro da mais alta corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal, que admite conhecer palavras só permitidas aos comuns. Pior. Descrever cenas tão picantes é revelar – entendem – fantasias próprias, o que também não é honesto para um ordenador do direito.

Assim, o juízo que deveria ter sido feito sobre a obra, recaiu sobre o autor em razão sim, e que não seja negado, da alta patente gozada pelo escritor, autor de mais de uma dezena de livros jurídicos.

Sobre os livros e suas coincidências

Eros Grau deve ter, pelo menos em algum momento, se divertido com a confusão que estabeleceria quando distribuísse em seus personagens, Rogério, Xavier e Costa, características suas.

Eles, autor e personagens, são contemporâneos, embora a história envolva 35 anos, entre 1968 e 2003. Todos são sexagenários, viveram em São Paulo, cursaram direito, nutrem paixão pela poesia, foram acadêmicos, comunistas, tiveram longas e freqüentes passagens pela França e prometeram a si e à namorada um dia escrever um romance.

A tentativa de análise comparativa pára por aí. Para surpresa de quem só leu trechos, Rogério, Xavier e Costa são uma única pessoa. E é disso que o livro trata: da escolha, da multiplicidade de destinos que o personagem teve à disposição caso em um determinado momento de sua vida fizesse opções diferentes. Como define o narrador, falando de si mesmo, sofria de fartura, da “insegurança causada pelo excesso de rumos possíveis”.

O fio condutor é Sílvia, a namorada, noiva, mulher. Em todas as situações, na vida dos três personagens, ela é a mesma. Compreensiva, carente e digna de todo o respeito marital, ainda que lhe falte amor e sexo.

Sílvia a mais traída, a menos provada é o grande e saudoso amor. A dona da obra. A ela, segundo o narrador, teria faltado dialética. Ela não teria entendido que a “cada negação do amor o amor estaria sendo suprassumido”. Sílvia “carecia de paciência histórica” e de “consciência histórica”.

A amante inesquecível, Beth, também é a mesma na três histórias. Antônio, o amigo, é recorrente. A subversão ao regime e o vínculo, ainda que suave com os camaradas, é matéria comum. Até mesmo a prisão pela polícia política da ditadura foi vivida por todos. Uma sobrinha de 17 anos, bailarina, povoa pelo menos a história de Rogério e Costa.

Antes, porém, uma cena na praia enreda a teia do livro. O dia é aquele em que Rogério, Xavier e Costa retomam o noivado com Silvia, interrompido – no caso de Rogério – em razão de outro amor que havia surgido meses atrás. No encontro, que é rememorado ao longo de todo o romance, Silvia pergunta ao namorado se ele havia esquecido a outra mulher.

Poesia, mulher, política. Estão aí as prioridades de Rogério, não nessa mesma ordem. Xavier é intelectual. Prefere a fantasia sexual ao ato. É acadêmico e comunista com temor, a quem é mais seguro mudar de posição política a correr o risco de ser descoberto pelo regime. No fim, se descobre homossexual. Costa é o empresário de sucesso, que fez incorporações, fusões, vendas e investimentos no momento certo. Simpático ao comunismo, manteve distância respeitosa para atuar como colaborador. Poesia e academia existiram em sua vida, mas não se mantiveram. Sempre teve casos extraconjugais, mas em menor profusão que Rogério. Aos três e a cada um, a posição social de Silvia, que era rica, foi definidora da trajetória individual.

Casados, Silvia e Rogério, Silvia e Xavier e Silvia e Costa se separam. As motivações: Rogério foi flagrado fornicando com a sobrinha adolescente de Sílvia; Xavier foi desmascarado por tentar emplacar uma fantasia sua, na qual um aluno seu homossexual é forçado a acreditar que nutria atração sexual por Sílvia e por isso tenta transar com ela; e Costa pela distância intransponível criada no casamento, em razão de outras prioridades de vida, como os negócios.

É Rogério quem conta a própria história e a dos dois outros personagens. Ao final, entrega os pontos. Pede que alguém arremate a obra. Esse alguém, indefinido, pormenoriza. Explica que o livro é a concretização de uma promessa antiga de Rogério à noiva Silvia. Promessa que só foi concretizada depois que o casamento já havia ruído.

O livro é denso, às vezes intenso, confuso, ainda quem bem escrito e utilizando figuras de linguagem que marcam posição como a reiteração. Utiliza recursos presentes em Memória de minhas putas tristes, de Gabriel Garcia Marques, como o texto bem encadeado e a narrativa repleta de individualismo.

Remete-nos ainda à poesia Eros à mão livre do poeta carioca Armando Freitas Filho: “por esta fresta te espreito, por esta fenda te desvendo […] teso e reto, e por inteiro, o seu corpo se entreabre: porta e perna, caixa e coxa”.

O livro de Eros, o ministro, começa em flashback e avança sem ordem fixa. A obra é escrita junto com a narrativa. O narrador viaja a München, na Alemanha, junto com a mulher com quem vivia há cinco anos. Foram visitar os filhos e netos dela. Essa mulher é descrita como a pacificadora, aquela que aplacou suas febris vontades em busca de amores intensos e liberais.

O livro não é pornográfico, como asseguram uns. Se pretende histórico, mas tende mais aos casos extraconjugais e narrativas pouco críveis de prisões pelo regime militar. Carrega discussões ideológicas onde os esquerdistas são criticados pela falta de conteúdo e a burguesia por tentar parecer o que não é ao viver de aparência.

É uma obra rica em descrições, principalmente as com endereço na França. Atende a pormenores tal quando descreve o local onde repousa atualmente Olympia, de Manet, no Musée d’Orsay, em Paris e o café de Flore de Saint Germain des Prés. Aliás, o trecho que trata de Olympia encabula. Nele, o narrador confessa seu grande amor pela musa, a visita todos os dias à espera que, depois de atendido o último cliente (fantasia sua), ela o receba. Assim, numa transmutação, Olympia é Sílvia.

O sexual é tão marcante no livro, que até mesmo em discussões sobre arte, literatura, política, mercado ou neoliberalismo, imperam devaneios em que parceiras executam posições e entregas.

Há trechos bem talhados, mas incompreensíveis, como o que fala de Helena, outra militante, que teria sido levada ao mar, do alto de um avião. “Estava em cacos, dizem. O mar a tragou”.

Há trechos curiosos sobre a importância do momento, quando na prisão, Rogério/Costa deixa para defecar em casa ao ser informado de que até às 18h estaria liberado. A soltura leva mais tempo, assim como a agonia de ter perdido a oportunidade de defecar fora da cela. “Dou-me conta de que perdera a oportunidade de defecar lá fora, teria que dormir com as minhas fezes”.

A obra vale sim o investimento. É intrigante, instigante, bem localizada no espaço, sem furos históricos. Trabalha com personagens individualistas, preocupados exclusivamente consigo mesmos e com suas necessidades e desejos. A sugestão é que seja lida por duas vezes. O fim, ainda que inesperado é o mais possível, mas encerra a obra sem deixar aquela sensação recorrente de déjà vu.

Ainda com muita abstração faltou-me clareza quanto a que seria uma mulher com “pernas tesouras, dois 7s” e ser “pentapossuída”. Com alguma dificuldade, entenderia a expressão “penetrada em profusão”. A grande dúvida destinaria a duas passagens, o chavão que define Costa como sendo o“amigo mais certo nas horas incertas”, e a metáfora mal ajambrada de que o sexo de Beth, na imaginação de Xavier, seria uma ostra estreitinha e depois uma orquídea selvagem, rococó.

Mas, como diz o autor, seu livro foi escrito para que “fique claro não que tudo pode acontecer, mas sim que nada pode deixar de acontecer”.

Lançado em abril, Triângulo no ponto é uma dessas obras que se notabiliza não exclusivamente pelos trechos picantes e encabuladores que contém, mas e muito mais por traços de provável semelhança física entre os personagens e o autor.

Eros, o autor, é casado com Tânia Marina, tem dois filhos casados e três netos. A filha, Karin, vive exatamente em München, na Alemanha, de onde o personagem Triângulo no Ponto dá início ao livro. O ministro é livre docente pela USP, onde é professor adjunto. Gaúcho de Santa Maria foi indicado ao Supremo Tribunal Federal pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2004.

Sobre a obra e o autor, dispenso os comentários a respeito da graciosidade do nome Eros e de sua gênese.

Elaine Resende

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Spartacus disse:
03 de junho de 2007 às 12:42

Em primeiro lugar quero cumprimentar a repórter Elaine Resende pela excelente matéria, digna de destacados encômios que, com rara percuciência, é capaz de arrebatar o espírito do leitor, invadindo-o com assaltada curiosidade.

A excelência da crítica inculcou-me o desejo de adquirir a obra do Ministro. Sim, porque antes de ser Ministro, e a despeito de eu pessoalmente ter-me decepcionado com sua atuação nesse seu mister – preferia-o na condição de advogado e doutrinador, quando sua atitude era mais coerente com o que escrevia – o Dr. Eros Grau é homem, erudito e culto, de modo que não lhe escapam as singularidades humanas. Não fosse assim, faltar-lhe-ia predicado para a indicação obtida e afinal consolidada para ocupar uma cadeira na nossa Suprema Corte.

Em segundo, conquanto seja verdadeiro que os magistrados representam a defesa das últimas reservas morais de um povo, não é exato que desconheçam o jargão popular, os instintos e a animalidade do homem, nem as fantasias que adornam as relações íntimas que o envolvem com seu semelhante, seja de que sexo for.

A obra, que ainda não li, mas a julgar pela crítica de Elaine Resende, parece expor algo que muitos, senão todos, nutrem e mantêm nos recônditos da alcova para não incorrerem numa atitude que, no mínimo, seria rotulada de politicamente incorreta.

Numa sociedade hipócrita – há séculos é assim – a moral individual não pode ser eviscerada publicamente, sob pena de verberação e linchamento pelos mais moralistas.

No entanto, força convir, admitidas as fantasias, a devassidão como fomentadoras da atividade sexual do homem, tal prática compõe-se de um conjunto finito e enumerável de possibilidades. Umas mais chocantes aos que preferem ou foram educados segundo cânones rigorosos de uma moral devastadora da felicidade, outras mais algodoadas aos olhos dos que já compreenderam que, para os homens, a relação sexual decorre de uma necessidade absoluta: é a espécie humana reivindicando seu direito de continuar a existir. Tão forte é este instinto que sua mola propulsora é o prazer. Sim fazemos sexo movidos por duas causas: uma imediata, outra remota. A primeira, o puro prazer que o sexo é capaz de nos proporcionar. A segunda, consistente da autopreservação da espécie, a reprodução.

O que se passa na alcova é algo fantástico. Por isso não impressiona que os atos ali praticados sejam sempre fomentados por fantasias as mais variadas. Mas também na alcova manifesta-se com toda exuberância a inteligência do homem. É ali que somos invadidos por inspirações que não ocorreriam em outro momento, por faltar-lhes a ambiência propícia. Na alcova é comum o entremeado da pornografia com a filosofia.

Aliás, a esse respeito, Donatien Alphonse François de Sade, mais conhecido como Marquês de Sade, chocou e prossegue chocando o mundo com suas obras repletas de uma pornografia levada às últimas conseqüências, por muitos taxada de imunda, por outros de doentia. Mas o fato é que seus escritos, datados do século XVIII e XIX, não experimentaram concorrência alguma pelos dois séculos que se seguiram até os dias atuais.

Na obra “Filosofia na Alcova”, o Marquês de Sade combina a sexualidade com a manifestação fértil e viril da inteligência, conjugando pornografia com discursos filosóficos, políticos da melhor qualidade. Não poderia ser diferente. A prática sexual, impregnada de fantasias estimulantes que têm por objetivo o prazer em si mesmo, ativa a criatividade do homem, que passa a se manifestar sobre todas as áreas ou matérias de interesse, a ponto de vazar sem controle, o que favorece o registro das idéias que brotam da mente ávida por sexo e prazer.

Na minha opinião, não se deve criticar o Ministro Eros Grau por sua iniciativa. A licença poética não tem peias, e não deve ser reprimida em função da posição do escritor no sistema político. Não fora ele Ministro do STF, talvez sua obra fosse aclamada por toda a crítica literária, ou não, vai do conteúdo que, como já disse, ainda não li. Mas o só fato de ter-se determinado a escrever sobre tema que as pessoas em geral reservam para a intimidade do quadrilátero onde consomem os mais prazerosos momentos de suas vidas, não o desqualifica para a cadeira que ocupa na Suprema Corte. Talvez, admito, devesse, por precaução, já que todo sistema moral público é hipócrita por natureza, ter-se valido de um pseudônimo. Daí a recriminá-lo vai distância abissal.

Leiamos o livro primeiro, para só então tecer críticas, não ao escritor, mas ao conteúdo da obra.

(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Diretor do Depto. de Prerrogativas da FADESP - Federação das Associações dos Advogados do Estado de São Paulo – Mestre em Direito pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista
sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br ou
sergioniemeyer@ig.com.br

Spartacus disse:
03 de junho de 2007 às 12:48

Quis dizer "tachada" e não "taxada"
(a) Sérgio Niemeyer

Luismar disse:
03 de junho de 2007 às 13:36

A repórter sugere que o livro seja lido duas vezes.
Tenha dó.

João Bosco Ferrara disse:
03 de junho de 2007 às 16:32

Se entendi bem a crítica, a repórter sugere, subliminarmente, que o a história narrada pode muito bem ser ou conter um traço de autobiografia romanceada sobre a vida do próprio Ministro. Interessante, pois se isso for verdadeiro, o Ministro estaria como que revelando por via oblíqua ao público um pouco de sua história, para que se lhe conheçam melhormente e não pensem que o fato de ser Ministro do STF o torna ou aproxima de alguma categoria deificada. Muito pelo contrário, estaria demonstrando com o livro que é gente como a gente, de carne e osso, refém dos mesmos grilhões que qualquer ser humano, inclusive dos prazeres da carne.

Lourenço Neto disse:
03 de junho de 2007 às 17:02

Parabêns ao Eros Grau. Nada tão verdadeiro neste estilo desde Nelson Rodrigues. Pêsames à sociedade hipócrita que vivemos. "Sacanagem explícita", e que choca, é o que constam de muitos e muitos autos de inquéritos e processos sobre corrupção envolvendo autoridades.

Francisco Ary disse:
04 de junho de 2007 às 08:18

Pelos trechos dados a conhecer, não se concebe nessa linguagem metafórica chula a figura estilística da "licença poética". Sequer deve ser considerada como literatura erótica, sobretudo quando faz uso de expressão sibilina, como "válvula de sucção", referindo-se à vagina. Nada é feio, nada é imoral, quando concebidos como arte, a exemplo de David, de Michelângelo, que exibe o pênis "em ferro frio". No caso desse "Triângulo no Ponto", com o desconto por não conhcer o enredo da trama, me parece coisa retida de um relicário pornô.

MMello disse:
04 de junho de 2007 às 11:46

Enquanto isso a bandidagem fica solta!

Juízes não comentam suspeitas da polícia
Advogado diz que juíza Maria Cristina comprou carro de seu escritório porque ela queria um a gás e que "não chamasse a atenção"

04/06/2007

O juiz federal Djalma Moreira Gomes não comenta as investigações porque seu advogado, Eduardo Muylaert, o proibiu de falar sobre o caso, segundo a assessoria de imprensa da Ajufesp (Associação dos Juízes Federais de São Paulo).

O advogado Alberto Toron, que defende a juíza federal Maria Cristina Barongeno, não foi encontrado para comentar as suspeitas da PF. Procurado pela reportagem, o advogado não retornou as ligações.

O advogado de Luís Roberto Pardo, Luiz Guilherme Moreira Porto, diz que não comenta o inquérito da Polícia Federal porque ele está sob segredo de Justiça. Os esclarecimentos, segundo ele, serão prestados à Justiça. "Prefiro não fazer a defesa de meu cliente pela imprensa", disse.

O advogado Márcio Pollet diz que é advogado da juíza Maria Cristina Barongeno em ações na Justiça estadual e que ela ia a seu escritório tratar dessas ações. "Eu só fui duas vezes à casa dela", diz. Pollet diz que a juíza comprou o Gol de seu escritório porque queria um carro a gás e "que não chamasse a atenção, para andar com os filhos". Diz não conhecer Pardo.

"Tenho a consciência muito tranqüila", diz. Ele atribui o fato de estar sendo investigado porque, nos telefonemas, chamava a juíza de "Sandra". "Quando a conheci, falei que ela era muito parecida com uma ex-namorada. Era uma brincadeira", afirma.

Pollet nega atuar em nome do pai da juíza. "Eu nunca fiz nada por intermédio, a juíza nunca me deu abertura nesse sentido. Eu tenho parcerias com ele. Eu comecei a advogar para a Friboi agora", diz. "A única ação que tenho da Gocil [empresa de segurança], ela me negou", diz. Pollet diz que entrou nessa ação "apenas para acompanhar o caso". E que indicou outro advogado e ambos saíram do processo. Diz que nunca advogou para bingos.

Fabiano de Souza Cintra não é doleiro, mas sócio de uma empresa de "factoring", segundo o advogado José Luis de Oliveira Lima. Ele cuidava das finanças de Maria Cristina porque ela passou por uma gravidez que exigia cuidados e reformava um imóvel nesse período. Cintra é casado com uma irmã de Maria Cristina, que é arquiteta e que fazia a reforma da casa da juíza.

Segundo Oliveira Lima, as referências a dinheiro referem-se a recursos que a juíza enviava a Cintra para que ele fizesse os pagamentos da obra. Segundo o advogado, Cintra já depôs na PF e não foi indiciado.

O advogado Marcus Vinicius Linhares, que defende o procurador da Fazenda Sérgio Ayala, diz que seu cliente está viajando, em licença médica.

Sobre o pagamento feito pelo empresário Sidney Ribeiro, diz que "eles tinham amizade e se tratava de um pagamento de contas pessoais". Sobre os encontros no escritório de Pardo, diz que "Sérgio também é advogado e os encontros eram contatos sociais".

A Folha não conseguiu ouvir Gustavo Bachega.

Fonte: Folha de S. Paulo

"http://www.fenapef.org.br/htm/com_noticias_exibe.cfm?Id=44802"

MMello disse:
04 de junho de 2007 às 11:48

Neste país do vale tudo!!

Documentos detalham ação de quadrilha de juízes, diz PF
Papéis da Operação Têmis mostram como agia grupo acusado de vender decisões judiciais

04/06/2007

Documentos inéditos da Operação Têmis, da Polícia Federal, obtidos pela Folha revelam como funcionava o grupo acusado de vender decisões judiciais em São Paulo.

O retrato feito pela PF é o de uma quadrilha: as conversas são cifradas, os encontros são às escondidas e o dinheiro arrecadado é remetido ilegalmente para o exterior. Tudo executado por juízes e desembargadores de um lado e advogados e empresários do outro.

Os juízes federais Maria Cristina Barongeno e Djalma Moreira Gomes se comunicavam com telefones Nextel pagos pelo escritório do advogado Luís Roberto Pardo, a figura central da suposta quadrilha.

Maria Cristina circula com motorista em um Gol branco, registrado em seu nome e cujo proprietário anterior é a firma Pollet Advogados Associados -a PF suspeita que o carro foi dado à juíza. O advogado Márcio Pollet é um dos 43 acusados de negociar sentenças para favorecer bingos e empresas.

Às vésperas de proferir decisões de interesse do grupo, a juíza foi a reuniões nos escritórios de Pollet e de Pardo, com quem se encontrou várias vezes em cafés e restaurantes. Ela costumava trocar telefonemas diários com o lobista.

"Você vai ter que contar"

A juíza adquiria o que a PF julga ser dólares de seu cunhado Fabiano de Souza Cintra. Um dia depois de proferir sentença favorável aos bingos, Maria Cristina marca encontro com Fabiano, a quem diz, possivelmente referindo-se a dinheiro: "Eu acho que você vai ter que contar, porque eu não contei". Ele: "É pessoa de confiança, não tem problema". A juíza completa: "Tá, porque talvez tenha até muito mais".

Um dia antes da sentença dos bingos, houve reunião no escritório de Pardo, para "acertar arestas solicitadas pela juíza". Presentes, o procurador da Fazenda Nacional Sérgio Ayala, que atua na vara de Maria Cristina, e o empresário Sidney Ribeiro. Segundo a PF, no dia seguinte, Pardo é avisado por Ribeiro que "já pode emitir a fatura", pois "estava tudo certo".

Durante a licença-maternidade, Maria Cristina mandava seu motorista buscar processos na 23ª Vara Federal, da qual é titular. Ele também entregou documentos no escritório de Pardo. A PF fotografou visitas que Pardo fez à juíza na casa dela, levando envelopes.

Nas fotos feitas pela polícia, o juiz Djalma Gomes aparece entregando caixas na residência da magistrada. Como a foto foi feita após o grupo saber que estava sob investigação, a suspeita da PF é de que o juiz levava documentos para serem destruídos. Djalma Gomes é amigo de Pardo.

A juíza e o pai

Segundo a PF, "há fortes indícios" de que o advogado Joaquim Barongeno, pai da juíza Maria Cristina, "receba comissão devido a sua influência naquela vara". Ele possui contratos com os frigoríficos Margem e Friboi, "ambos com processos em andamento na 23ª Vara Federal". Ainda segundo a PF, Joaquim atua por meio do advogado Márcio Pollet. Nos telefonemas, Pollet costumava chamar a juíza de "Sandra".

Ele diz que o nome não era um disfarce -é que a juíza lhe lembrava uma antiga namorada chamada Sandra.

Numa gravação, o procurador da Fazenda Sérgio Ayala diz a Sidney Ribeiro: "Você não sabe o que descobri... Bate tudo lá no papai dela... (...) da empresa que o pai dela mexe lá".

Ayala é suspeito de receber propinas. Em fevereiro, Ribeiro avisa em telefonema à casa do procurador que um "menino vai levar um dinheiro aí".

Entre as decisões favoráveis a clientes de Pardo, a PF cita a reabertura de bingos e um crédito tributário de R$ 214,3 milhões para a SAB Trading.

Segundo a PF, "há fortes suspeitas e indícios de que as decisões de Maria Cristina viabilizam a realização de procedimentos e diligências, dentro da Receita, como compensações, expedição de CND [Certidão Negativa de Débito], exame de defesas administrativas etc".

Advogados e a juíza trocavam informações e orientação sobre os processos. Num dos telefonemas do advogado Gustavo Bachega, ligado a seu pai, Maria Cristina sugere: "Você tem que me passar por e-mail o nome e o CNPJ das empresas, que eu passo lá, eles vêem o que dá para fazer". O advogado diz que tinha receio de usar e-mail. A juíza sugere então conversarem por "skype", via internet.

Nos telefonemas em código, há menções a "pegar um livro" na vara (processo), "teses" (orientação para sustentar decisões judiciais), gastos com "reforma da igreja", "entrega do travesseiro" (supostamente propinas). Por diversas vezes a juíza Maria Cristina utiliza-se do advogado Luiz Roberto Pardo para transmitir recados ou para marcar encontros com o juiz federal Djalma, utilizando-se da expressão "nosso amigo".

Maria Cristina orienta Bachega sobre processo de um supermercado que tramita na 25ª Vara, do juiz Djalma Gomes. "Cê pode lá explicar com ele, falar com ele, que ele falou que ele indefere". Bachega comenta: "Maravilha. Não acredito que cê fez isso!" E passam a tratar de outro negócio: "Muito obrigado mesmo. Agora, nossa "tese" vai ficar boa", diz.

Em outra ligação, Bachega refere-se à "tese" e diz que "o custo daquele "material didático", (...) aquele "livro" lá ficou um pouco caro... ficou em torno de vinte". Ela pergunta: "Ele mesmo que te passou o custo?". "Lembra que eu te falei, como era um pacote, a gente conseguia até mais em conta."

Fonte: Folha S. Paulo
"http://www.fenapef.org.br/htm/com_noticias_exibe.cfm?Id=44802"

MMello disse:
04 de junho de 2007 às 11:48

Neste país do vale tudo!!

Documentos detalham ação de quadrilha de juízes, diz PF
Papéis da Operação Têmis mostram como agia grupo acusado de vender decisões judiciais

04/06/2007

Documentos inéditos da Operação Têmis, da Polícia Federal, obtidos pela Folha revelam como funcionava o grupo acusado de vender decisões judiciais em São Paulo.

O retrato feito pela PF é o de uma quadrilha: as conversas são cifradas, os encontros são às escondidas e o dinheiro arrecadado é remetido ilegalmente para o exterior. Tudo executado por juízes e desembargadores de um lado e advogados e empresários do outro.

Os juízes federais Maria Cristina Barongeno e Djalma Moreira Gomes se comunicavam com telefones Nextel pagos pelo escritório do advogado Luís Roberto Pardo, a figura central da suposta quadrilha.

Maria Cristina circula com motorista em um Gol branco, registrado em seu nome e cujo proprietário anterior é a firma Pollet Advogados Associados -a PF suspeita que o carro foi dado à juíza. O advogado Márcio Pollet é um dos 43 acusados de negociar sentenças para favorecer bingos e empresas.

Às vésperas de proferir decisões de interesse do grupo, a juíza foi a reuniões nos escritórios de Pollet e de Pardo, com quem se encontrou várias vezes em cafés e restaurantes. Ela costumava trocar telefonemas diários com o lobista.

"Você vai ter que contar"

A juíza adquiria o que a PF julga ser dólares de seu cunhado Fabiano de Souza Cintra. Um dia depois de proferir sentença favorável aos bingos, Maria Cristina marca encontro com Fabiano, a quem diz, possivelmente referindo-se a dinheiro: "Eu acho que você vai ter que contar, porque eu não contei". Ele: "É pessoa de confiança, não tem problema". A juíza completa: "Tá, porque talvez tenha até muito mais".

Um dia antes da sentença dos bingos, houve reunião no escritório de Pardo, para "acertar arestas solicitadas pela juíza". Presentes, o procurador da Fazenda Nacional Sérgio Ayala, que atua na vara de Maria Cristina, e o empresário Sidney Ribeiro. Segundo a PF, no dia seguinte, Pardo é avisado por Ribeiro que "já pode emitir a fatura", pois "estava tudo certo".

Durante a licença-maternidade, Maria Cristina mandava seu motorista buscar processos na 23ª Vara Federal, da qual é titular. Ele também entregou documentos no escritório de Pardo. A PF fotografou visitas que Pardo fez à juíza na casa dela, levando envelopes.

Nas fotos feitas pela polícia, o juiz Djalma Gomes aparece entregando caixas na residência da magistrada. Como a foto foi feita após o grupo saber que estava sob investigação, a suspeita da PF é de que o juiz levava documentos para serem destruídos. Djalma Gomes é amigo de Pardo.

A juíza e o pai

Segundo a PF, "há fortes indícios" de que o advogado Joaquim Barongeno, pai da juíza Maria Cristina, "receba comissão devido a sua influência naquela vara". Ele possui contratos com os frigoríficos Margem e Friboi, "ambos com processos em andamento na 23ª Vara Federal". Ainda segundo a PF, Joaquim atua por meio do advogado Márcio Pollet. Nos telefonemas, Pollet costumava chamar a juíza de "Sandra".

Ele diz que o nome não era um disfarce -é que a juíza lhe lembrava uma antiga namorada chamada Sandra.

Numa gravação, o procurador da Fazenda Sérgio Ayala diz a Sidney Ribeiro: "Você não sabe o que descobri... Bate tudo lá no papai dela... (...) da empresa que o pai dela mexe lá".

Ayala é suspeito de receber propinas. Em fevereiro, Ribeiro avisa em telefonema à casa do procurador que um "menino vai levar um dinheiro aí".

Entre as decisões favoráveis a clientes de Pardo, a PF cita a reabertura de bingos e um crédito tributário de R$ 214,3 milhões para a SAB Trading.

Segundo a PF, "há fortes suspeitas e indícios de que as decisões de Maria Cristina viabilizam a realização de procedimentos e diligências, dentro da Receita, como compensações, expedição de CND [Certidão Negativa de Débito], exame de defesas administrativas etc".

Advogados e a juíza trocavam informações e orientação sobre os processos. Num dos telefonemas do advogado Gustavo Bachega, ligado a seu pai, Maria Cristina sugere: "Você tem que me passar por e-mail o nome e o CNPJ das empresas, que eu passo lá, eles vêem o que dá para fazer". O advogado diz que tinha receio de usar e-mail. A juíza sugere então conversarem por "skype", via internet.

Nos telefonemas em código, há menções a "pegar um livro" na vara (processo), "teses" (orientação para sustentar decisões judiciais), gastos com "reforma da igreja", "entrega do travesseiro" (supostamente propinas). Por diversas vezes a juíza Maria Cristina utiliza-se do advogado Luiz Roberto Pardo para transmitir recados ou para marcar encontros com o juiz federal Djalma, utilizando-se da expressão "nosso amigo".

Maria Cristina orienta Bachega sobre processo de um supermercado que tramita na 25ª Vara, do juiz Djalma Gomes. "Cê pode lá explicar com ele, falar com ele, que ele falou que ele indefere". Bachega comenta: "Maravilha. Não acredito que cê fez isso!" E passam a tratar de outro negócio: "Muito obrigado mesmo. Agora, nossa "tese" vai ficar boa", diz.

Em outra ligação, Bachega refere-se à "tese" e diz que "o custo daquele "material didático", (...) aquele "livro" lá ficou um pouco caro... ficou em torno de vinte". Ela pergunta: "Ele mesmo que te passou o custo?". "Lembra que eu te falei, como era um pacote, a gente conseguia até mais em conta."

Fonte: Folha S. Paulo
"http://www.fenapef.org.br/htm/com_noticias_exibe.cfm?Id=44802"

Pedro Paulo Volpini disse:
04 de junho de 2007 às 21:34

O QUÊ DE JURÍDICO TEM A ANÁLISE DE ELAINE REZENDE RELATIVAMENTE AO LIVRO DO MINISTRO EROS? NÃO FAÇO PARTE DO CORPO EDITOR DO CONJUR MAS JÁ QUE SOU LEITOR, POSSO COMENTAR. CONSIDERO A ANÁLISE DESPROPOSITADA PARA O MEIO JURÍDICO. COM TODO RESPEITO! PARECE MARKETING! OU LOAS PARA O MINISTRO!NÃO GOSTEI. PEDRO PAULO VOLPINI.

Neli disse:
04 de junho de 2007 às 23:17

Achei um absurdo esse Livro do Eros Graus!
A cada dia que passa tenho mais convicção: o cargo de Ministro do STF deveria ser privativo de DESEMNBARGADOR DE CARREIRA!
Por mais gabaritado e com cabedal jurídico que tenha um Ministro fora dos quadros da Magistratura, nunca julgou nada e vai julgar "depois de velho(a)"?

Lugar de político é no parlamento;para julgar deveria ser: desembargador!
Aquele escolhido pelo quinto ou não; já julgou inúmeros processos e não julgará o primeiro depois de cinqüenta anos,ou mais.
Quanto ao Ministro Eros Graus:dias atrás,li uma entrevista por aí e me causou espécie,disse-o que não vê a hora de dar 2010(?),e sair de Brasília.
Sempre tive admiração pelo professor Eros Graus,mas nesse tempinho de Ministro,notadamente,por esse livro e por aquela entrevista,decepcionei-me.
Quanto ao livro em si: salvante Machado de Assis e alguns escritores do Séc. XIX,não leio autor brasileiro(gostava,em minha juventude, de Cassandra Rios)...salvo biografias...a do Dom Pedro II nota dez!
Dom Pedro II foi o maior brasileiro de todos os tempos:culto ,patriota,tinha amor às artes e ao Brasil.

DJALMA disse:
05 de junho de 2007 às 08:52

Ainda não li a obra, mas é preciso considerar que antes do personagem público vem um "homem" com todos os acertos e erros, direitos e obrigações, conceitos próprios no pensar e no falar (e escrever), inerentes a qualquer ser humano.

Não de pode relacionar o feito literário ao homem público, a despeito da intimidade entre ambos.

Afinal, o escritor "Eros" Grau, e não o ministro, honrou o nome, não?

Djalma Pinheiro

Luiz Garcia disse:
05 de junho de 2007 às 09:41

Erotismo, por erotismo, há muita coisa melhor, na literatura e, até nas revistas de sexo ilustrado.
De fato, a magistratura tem de ser preservada; merece o melhor, sempre; deve a escolha ficar restrita ao âmbito da própria magistratura de carreira, que começa por concurso público, excluindo-se escolha de lado de fora, esmo que seja excepcional do candidato.

Jorge DeAC disse:
05 de junho de 2007 às 11:17

Estranho muito quando personagens que são não só "defensores" da liberdade e outros "formadores de opinião" emitem voz para dizer o que os outros podem ou não falar ou escrever.

Pouco importa aqui a capacidade literária do Sr. Eros Grau. Não é o ministro que está escrevendo, mas sim o aludido senhor. A liberdade de expressão existe e está aí para o que? Não é Neli e Garcia!

Vão procurar coisa melhor prá fazer senhores detratores da liberdade. O Brasil já sofria de censura na época de Dom Pedro, e pelo jeito é o que alguns insanos querem de volta.

Neli, quanto a não ler coisa de brasileiros, continue assim, é muito bom saber que alguém que ocupa o cargo de Procurador do Município só se interessa por literatura estrangeira ou por alguns poucos escritores tupiniquins do século passado. ESTA NA HORA DE SE ATUALIZAR. O mundo mudou e o Brasil também. Como pretende desempenhar sua profissão, se não conhece ao menos o espírito brasileiro.

A liberdade está aí prá isso. Ler o que se quiser ler.

VIVE LA LIBERTÉ!!!

Jorge

Neli disse:
05 de junho de 2007 às 21:49

Jorge de Almeida CamposBoa noite!
Não o critiquei literariamente,pq não perderei meu precioso tempo a lê-lo!
O fato de ler somente Machado de Assis e outros escritores do Xéc. XIX,início do Séc. XX,invés de receber criticas deveria receber elogios,afinal,sou muito crítica em tudo que leio e não vou ler ninguém pq algum crítico ou a Mídia entende que é ótima literatura.

"En passant" recomendei a biografia de Dom Perdro II,excelente! Como tb recomendo biografia de Mauá.
Em nenhum momento fiz elogio à literatura estrangeira,mas,posso recomendar:também os daquele séculos,autores portuguêses,franceses.Leia Milton!
Do Séc. XX e de agora séc. XXI recomendo:J.J.Benitez Cavalo de Tróia (oito volumes),e outros tantos.
Mas em nenhum momento,naquele post, recomendei algum livro,disse-o que em minha juventude li Cassandra Rios...agora não tenho mais paciência!

A outra opinião é jurídica,a mim me parece que o Supremo(STJ tb),não deveria ser local para quem nunca julgou na vida,mas sim para pessoas maduras,que fizeram do "julgamento" uma profissão:para lá deveriam ser alçados desembargadores Federais ou Estaduais(mesmo vindo do quinto Constitucional.)
E,essa opinião não a exprimi "hic et nunc",porém foi fruto de muita meditação(jurídica!);não foi mirada no prof. Eros Grau ou em algum ministro que lá esteja."De lege ferenda"

Por óbvio que leio escritores brasileiros: Vicente Rao,Carlos Maximiliano,e os técnicos propriamente dito...João Ubaldo Ribeiro é ótimo e recomendo.Cony também! Recomendo,pasme,meu crítico,o Zé Sarney a mim me parece que ele deveria ser escritor! Muito melhor do que o político. Paulo Coelho já li,não sei se recomendo,em seu estilo,existem estrangeiros melhores!Jorge Amado? Uns dois livros,já Zélia Gatai não! Raquel de Queirós li em minha juventude,com Cassandra Rios...para quem gosta recomendo.
Mulheres na literatura fico com Izabel Allende,a conheci em Quito há dois anos;acabei de ler o Zorro,uma obra gostosa.Outra mulher na literatura,desta feita infantil,e se tiver filhos pode dar para lr,é a Fanny Abramovich.
Gosto muito,mas muito mesmo,é de ler biografias...como explicitado,a de Dom Pedro II é dez;na semana passada terminei de ler a vida de Maria Callas(conhece?) e atualmente estou a ler a vida de Napoleon,de Jacques Bainville,em francês.Embora os ditadores não me atrae,este ano, li Mao Tse Tung.

Houve um tempo em que lia tão-só livros de direito,hoje,às portas da aposentadoria,dou-me ao luxo de não ler quem não quero, a literatura contemporânea,deixa muito a desejar...

Finalmente,a profissão nada tem a ver com o gosto literário,ou não gostar de ler...

Bira disse:
17 de junho de 2007 às 11:53

Licença não existe, apenas a permissividade de opinião desde que esta seja de tom revolucionario e não bata de frente com governos de esquerda.

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