EUA é acionado por tirar livros religiosos da prisão

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos virou alvo de um processo porque, sem fazer anúncios prévios, começou a retirar livros com conteúdos religiosos das prisões do país. Segundo o site Findlaw, esta é uma tentativa de se evitar que detentos sofram “lavagem cerebral” , sobretudo os com conteúdos islâmicos.

Já há reações em cadeia. Na semana passada, os prisioneiros do centro de recuperação de Otisville, em Nova York, ajuizaram ação contra o governo americano. Alegaram que a medida viola os direitos e garantias constitucionais dos presos. Os protestos não brotam só de islâmicos: surgem também de católicos. “Os livros retirados eram aqueles que usávamos para converter os presos quando entravam aqui”, reclama o preso John Okon, um dos que ajuizou ação contra o governo dos Estados Unidos.

A juíza da ação, Laura Taylor Swain, ouviu de um procurador da União, Brian Feldman, que o número de livros, de cada religião, foi limitado a 150 exemplares por instituição de presos. Segundo Brian Feldman, a retirada dos livros tem ocorrido desde abril de 2004.

Claudio Julio Tognolli

é repórter especial da revista Consultor Jurídico

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