Direito Penal não recupera réus, diz desembargador

O Direito Penal não serve para atemorizar e recuperar as pessoas. Até hoje, ninguém conseguiu explicar racionalmente a pena de prisão. As casas de detenção não recuperam os cidadãos que cometeram delitos, independentemente das suas condições. Na Suécia, os presídios têm boa estrutura. O grau de reincidência é de 70%. Na Inglaterra, é de 69%. Em Bangu I, o índice é de 70%. Os que pretendem cometer um crime, não vão deixar de fazê-lo com medo da pena.

É assim que o desembargador Amilton Bueno de Carvalho, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, apresenta a corrente abolicionista dos estudiosos que defendem o fim do Direito Penal. Ele participou do Congresso Nacional de Direito, promovido pelo Instituto Nacional de Direito, em Marília, no interior de São Paulo.

Segundo ele, dizem que essas normas foram feitas especificamente para fazer mal às pessoas. E cita uma frase em que Lênin diz: “O Direito Penal não foi feito para solucionar o problema. Ele é, em si, o problema”.

Segundo o desembargador, essa é uma linha de pensamento, da qual é adepto, que está cada vez ganhando mais força. A corrente abolicionista radicaliza a liberdade e só impõe um limite: o outro. Todos são livres para fazer o que quiserem, desde que respeitem o outro. As pessoas continuam responsáveis pelos atos que cometem. “Não que o juiz que pensa assim absolva a todos. Ele preferencialmente absolve”, explica.

Na outra ponta dos pensadores e aplicadores da lei, estão os que acreditam no Direito Penal como forma de resolver a violência. Aqueles que defendem penas cada vez mais severas, a redução das garantias processuais e na inibição dos direitos do cidadão na execução penal. Esse é um modelo, na opinião do desembargador, que fomenta um Estado Policial onde tudo passa a ser crime e é preciso achar um culpado.

Quando o prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, foi assassinado, o presidente do PT à época José Genoino fez um movimento pela instauração da prisão perpétua no Brasil, lembra o desembargador. “Essa é uma visão perseguidora. Ontem, o porte de arma era considerado contravenção. A pena era de um a dois anos. Hoje, aumentou para dois a quatro anos. Amanhã, será maior ainda. Não adianta nada”, lamenta.

Para ele, o país vive em um Estado de terror, um espetáculo da dramatização da violência. O desembargador recorre ao exemplo do apresentador do Jornal Nacional William Bonner para ilustrar o fato. Nos dias que se seguiram ao acidente com o avião da TAM, em São Paulo, o jornalista apresentou o jornal ao vivo do local do acidente. Atrás dele, estavam os escombros da tragédia. É desse tipo de espetáculo que o desembargador se refere e contesta.

Além disso, se opõe aos colegas de profissão que se sentem órgãos do aparato de segurança do Estado. “Eles trabalham com a lógica do Estado e não com a razão da cidadania”, diz. Isso quando os juízes passam a fazer parte do processo e começam a produzir provas. Estabelece-se aí a desigualdade entre as partes. A acusação no processo penal passa a ser mais importante que a defesa. Inclusive, na disposição das cadeiras, quando o promotor senta num lugar mais alto que o advogado, analisa.

Esse é o modelo de busca da condenação, como classifica, que acaba criando uma relação incestuosa entre juiz e promotor para encontrar o culpado. A defesa fica só e muitas vezes o juiz deixa de lado os direitos e garantias do cidadão. Tudo isso para se justificar perante a sociedade, os seus superiores e a mídia, que também quer encontrar o criminoso. Mas, como concluiu, cada um tem uma visão da sociedade, do Direito e do Direito Penal. O que constrói vários modelos de juízes. Esses são só dois jeitos de pensar e decidir.

Lilian Matsuura

é repórter da revista Consultor Jurídico.

Armando do Prado disse:
10 de agosto de 2007 às 16:35

O desembargador Amilton Bueno de Carvalho é um lutador pelo direito alternativo, pela justiça e pelo abolicionismo do cinismo do direito penal, que é bom e eficiente para atacar os pobres, pretos, periféricos e prostitutas. Quando se aproxima dos Vip's, aí falam mais alto os recursos, as firulas, os chicaneiros e, em última instância, os ministros, como Marco Aurélio, soltador-mor dos ricos e poderosos (Cacciola, presos da PF, assassina de pais, etc.).

A hipocrisia kafkina é ver a perseguição desenfreada aos praticantes de ilícitos, agravando seus comportamentos. A solução, passa por todas as ações sociais necessárias e, no caso dos delinqüentes, penas alternativas que realmente tragam resultado para as vítimas. Trabalhar em hospitais públicos, em empresas do Estado (com parte do resultado do trabalho, voltando para a vítima ou sua família).

Agora mesmo, no RS, berço do direito alternativo, garotos que mataram uma cadela com requintes de perversão, foram condenados a prestar serviços em canis públicos e privados pelo período de um ano. Não é mais útil e educativo? Um deles, por ser reincidente,ficará preso. O que vai acontecer? Vai sair arrependido? Ou sairá escolado e revoltado para crimes piores? Basta olhar os níveis de reincidência aqui e na Suécia.

O que é melhor para a sociedade: um Pimenta da vida solto há anos após o bárbaro assassinato de sua namorado, enquanto aguarda a parafernália recursal, ou então, não seria mais produtivo e educativo que estivesse pagando e mantendo escolas, creches, ou então trabalhando gratuitamente para a comunidade de Ibiúna e sendo obrigado a manter a família da moça morta, caso fosse necessitada?

Cintra disse:
10 de agosto de 2007 às 17:27

O Brasil é um país muito violento, isso é fato.
Mesmo com as penas que temos em nosso ordenamento jurídico a violência não diminui. Concordo que "Os que pretendem cometer um crime, não vão deixar de fazê-lo com medo da pena". Mas, imagine se levarmos a diante uma proposta abolicionista. O que será do cidadão de bem? Será que teremos que continuar vivendo cercados de muros e cercas elétricas?
Para implementarmos uma proposta abolicionista no âmbito penal, teremos que cuidar da educação e esse é o primeiro passo. Levará muito tempo para medidas tendentes a abolir ou "atenuar" penas gerar resultados satisfatórios.Tal projeto tem sim que ser tratado com carinho e atenção, pois, é a longo prazo. E, infelizmente, o povo não pode esperar tanto assim.
Abrandar penas é dar liberdade maior para os criminosos, e isso é inadmissível numa sociedade que sofre com a criminalidade como a nossa.

Neli disse:
10 de agosto de 2007 às 18:45

Então,é melhor deixar todos os criminosos soltos e prender a sociedade.

Richard Smith disse:
10 de agosto de 2007 às 19:23

Vá ser IMBECIl (ou mal-intencionado, qual dos dois é o pior?!) assim lá na p.q.p....!!

A pena é para PUNIR o agente antissocial, que vulnerou o contrato social de respeito à lei, que mantém unida a Sociedade, em prol de todos.

Se todos nós não estivessemos sujeitos à lei, principalmente no tocante aos direitos individuais (propriedade, vida, livre locomoção, expressão, etc.) o que seria de cada um de nós?

Se não tivessemos uma confiança mínima de os automóveis parariam no sinal vermelho ou de que ao sairmos de casa para trabalharmos, não a teriamos invadida e saqueada pelo vizinho do lado, o que seria de nós, indivíduos gregários e fadados a conviver em sociedade para o desenvolvimento e o progresso mútos, cmo Deus assim nos fez?

Morariamos em cavernas, desconfiados, com um porrete na mão? Fabricariamos os nossos próprios laptops e mini- geradores para as nossas geladeiras e televisores autoctonemente construídos?

Ora, a polícia e o judiciário servem reprimeir e punir os crimes, cometidos, enquanto ato VOLITIVO por pessoas que não sabem viver em soceidae, sujeitos a regras e que, portanto, devem dela ser segregados, em função do bem-comum!

ELES cometaram o crime e não nós! E o fizeram por LIVRE VONTADE e não por uma certa "pulsão" anômala, provocada por um determinada "pobreza" ou hipossuficiência economica (e os exemplos do marcola e da patricnha Matricida/Parricida aí estão ainda, a gritar nos nossos ouvidos).

Este idiota (se coisa pior não for) deve ser partidario do tal "Direito Achado na Rua" que já gerou o "Direito Alternativo" e outras "pérolas" e anti-naturais e anti-jurídicas (por pura decorrência).

Cadeia não é para reformar ninguém! Se, como sub-produto, o cumprimento da pena, em circunstâncias humanas e decentes puderem contribuir para a ressocialização do criminoso, tanto melhor.

Agora "boiadas" indiscriminadas (indultos do Dia do Papai, Dia da Mamãe, Dia da Vovó, Dia do Canarinho, etc.) e JAMAIS correspondidas em contrapartida pelos seus beneficiários, aliados à ineficiencia e emissão de sinais confusos por parte do poder judiciário é que são sedimentando a sensação de falta de seriedade e de impunidade que possuem hoje os criminosos.

Afinal de contas, eles são bastante mais objetivos e sagazes do que nós, que pagamos salários a quem tenda nos atirar nos pés e nos confundir, como a alimária mencionada no artigo.

Richard Smith disse:
10 de agosto de 2007 às 19:27

Quanto ao "fessô" PeTralha, fujão, borra-cuecas, mistificador, anti-clerical, abortista e mentiroso, a sua apologia à pessoa do indivduo mencionado no artigo jutamente com outra relativa ao chamado "Direito Alternativo" já diz tudo, a quem acompanha as "opiniões" obradas pelo dito cujo neste democrático espaço.

Zack disse:
10 de agosto de 2007 às 19:42

Quanta idiotice.
E o pior é que o fulano ainda é desembargador.
Realmente a Justiça vai muito mal "nestepaíz".
Ah, o fato de ser ele "elogiado" pelo brilhante Tio Armando somente comprova o despropósito de seus "pensamentos".

Richard Smith disse:
10 de agosto de 2007 às 21:30

Tomo a liberdade de submeter aos amigos leitores e comentadores o importante "post", abaixo reproduzido, do blog de REINALDO AZEVEDO:

"Os discípulos de um homem chamado NAIR ou 'ESTAMOS NA SARGETA'

Caros, o texto é longo, sei disso. Mas é das coisas mais sérias de que já tratei neste blog

Tenho aqui em mãos uma preciosidade. Trata-se do que poderia ser definido como a carta de princípios de uma estrovenga chamada 'O Direito Achado na Rua'. Foi publicado pela Editora UnB e elaborado pelo Núcleo de Estudos para a Paz e Direitos Humanos. Paz? 'Si vis pacem, para bellum', já ensinava adágio latino. Se queres a paz, prepara a guerra. E foi o que os valentes fizeram. Se bem se lembram, comentei o artigo de um sujeitinho, ligado a essa corrente, que decidiu me atacar num texto energúmeno, reproduzido no site oficial da Universidade de Brasília. Sei lá quem é ele, e não me interessa. O que me importa é que ele é uma espécie de apparatchik de José Eduardo Elias Romão, diretor do Departamento de Justiça, aspirante a censor, que também partilha dos princípios do tal 'Direito Achado na Rua'.

Mas que diabo é isso? Trata-se de uma formulação teórica, que aspira a uma corrente do direito, inspirada num troço chamado NAIR, pomposamente traduzido por 'Nova Escola Jurídica Brasileira', de que o grande mestre foi Roberto Lyra Filho (1926-1986). De tal maneira se encantou com a sua obra, que ficou conhecido no meio como 'o homem da NAIR', até que virasse simplesmente 'o Nair'.

'O Direito Achado na Rua', conforme é definido por seus adeptos, busca combater o que consideram o 'legalismo'. Entenda-se por isso o conjunto das leis que aí estão, que estes bravos, a exemplo do ministro Eros Grau, avaliam ser vincado pelas desigualdades de classe. Daí que se ocupem, na prática, de combater esse formalismo, digamos, classista em benefício de um 'verdadeiro direito', que seria aquele formulado pelas lutas sociais. Já contei isso aqui. Mas as crias da NAIR acharam que eu estava sendo simplista. De certo modo, é verdade. O conjunto da obra é bem pior do que eu imaginava.

A cartilha que tenho aqui dá o caminho das pedras. Lyra, por alcunha 'o Nair', não brincava em serviço. Informam-me, por exemplo, que era versado na obra de Gramsci, o pai do totalitarismo perfeito. Gramsci, como sabem, é o teórico comunista italiano que deu o caminho das pedras: forneceu o instrumental teórico para que a esquerda açambarcasse as instituições da 'sociedade burguesa' e as usassem a serviço de sua causa.

'O Nair' era um verdadeiro guru, um mestre. Num texto de sua autoria, que está no manual, ele ensina como devem agir seus gafanhotos. Reproduzo um trecho para que continuemos. Vejam como ele se dirige ao jovem estudante de direito:

'Vocês devem, inclusive, aproveitar as lições de seus mestres conservadores. Se o ceguinho remói as suas fontes, se o catred’áulico (SIC) irrita com a arrogância do cortesão, se o nefelibata dá sono com os seus discursos, onde há pérolas de erudição sem um fio que as reúna em colar de verdadeira cultura — todos eles, sem querer, trazem milho para o nosso moinho.

A questão é não comer o milho (não somos galinhas agachadas diante dos falos de terreiro pedagógico) e, sim, ‘moer’ o milho, isto é, constituir com ele o nosso ‘fubá dialético, acrescido com outras matérias que os ceguinhos catred’áulicos e nefelibatas ou não conhecem ou deturpam, e, em todo caso, não usam porque eles são do Planalto, e nós somos da planície, democrática, popular, conscientizada e libertadora'.

O diabo é que, olhem que ironia, a turma 'da planície', finalmente, chegou ao 'Planalto', e o tal Romão, a quem quero pagar um Chicabon, fez-se diretor do Departamento de Justiça, aquele a quem caberá, a permanecer a estúpida portaria 264, reinstalar a censura prévia no país. Observem que 'o Nair' fala a agentes subversivos, que devem aproveitar o 'milho dos conservadores' para produzir o 'fubá dialético'.

Atentem também para a elegância revolucionária da linguagem e para o estímulo ao que não passa de delinqüência intelectual contestadora. 'O Nair', vê-se, gostava mesmo de jovens topetudos, ousados, malcriados quem sabe... Não estranho então, que tanto garotão que mal saiu dos cueiros, que mal sabe articular a inculta e bela, se atreva a dar lições de direito, de moral, de ética e, por que não?, de censura. Devem achar que chegou a hora de a gente passar pelo teste do fubá dialético.

Doutor Nair falava também umas coisas um tanto estranhas — e, às vezes, fica parecendo que o público-alvo de sua revolução eram só os rapazolas. Num outro momento de seu artigo, depois de desancar o direito, digamos, tradicional, ele escreve:

'Não à toa, o ‘direito’ que se adapta a esse esquema, dito apolítico (isto é, político de direita) só pode ser um 'direito' examinado segundo a teoria ‘jurídica’ de um positivismo (capado) ou de um jusnaturalismo (brocha)'.

Eu, hein, Rosa... 'A direita', como vêem, apanhava demais, coitadinha. E urgia não ser capado (ah, tudo menos isso!) nem brocha (uma decepção, certo?). Era um homem maduro falando aos jovens, era o Sócrates do 'direito achado na rua'. Os partidários dessa corrente, nem capada nem brocha, hoje se dizem muito preocupados com as criancinhas!

E onde ele queria chegar? Ele responde:

'Dialeticamente, direi que política é tornar ‘possível’ o ‘impossível’, isto é, o objetivo final de toda ação, mediante a ‘evolução revolucionária’, constituída por sucessivas aproximações, que pressionam e dilatam as barreiras da reação e do conservantismo, com vista à transformação do mundo e não à adaptação ao mundo da dominação instituída'.

Trata-se de um pastiche gramsciano, com intenção muito clara. A receita acima, que já usei para convencer algumas moças a ceder aos meus encantos ('Que isso... Temos de romper barreiras etc e tal'), aplicada ao direito, resulta num esforço sistemático e continuado de SUBERVSÃO DA ORDEM [GRIFO MEU].

Sim, este blog tem muitos correspondentes na Universidade de Brasília. Eles me informam que esse negócio se espalhou por lá feito PRAGA — sem deixar de ser uma CHAGA —, especialmente no curso de Direito, que teria se tornando um samba de uma nota só. Ora, compreende-se por quê: Seu Nair julgava que seu pensamento — e a doutrina que ensinava a seus rapazolas — não era uma entre várias leituras; não era uma entre várias interpretações; não era uma entre várias possibilidades. Não! Ele tinha grandes ambições revolucionárias: como todo revolucionário, via-se como a própria encarnação da evolução. Ele defendia 'a verdadeira cultura' — os outros tinham apenas pérolas esparsas de erudição.

Aqueles que não se alinhavam com seu pensamento eram 'catedr’áulicos, nefelibatas'. O livro tem 156 páginas e é um verdadeiro show de horrores. Mas, acreditem, nele está a explicação de boa parte dos descalabros que vivenciamos.

Formalização

O que a turma do Seu Nair — na verdade, toda a tal escola jurídica — faz é tentar dar uma expressão legal (?!) à subversão da ordem e à transgressão da lei. Muito 'dialeticamente', como diria o mestre... Já falei dessa gente aqui e lhes pedi que pensassem, por exemplo, na invasão da Reitoria da USP. Ilegal? E daí? O manual que tenho aqui me diz que ela pode ser legítima. E, se é assim, a legalidade que se dane. Direitos individuais estão sendo desrespeitados? Calma lá: 'individuais' de quem? É perfeitamente possível concluir que existe um direito coletivo à greve, que àqueles se sobrepõe. Assim como os interesses dos invasores do MST fundam uma nova demanda de direito que se sobrepõe ao da propriedade.

Quem, na imprensa, passa a mão na cabeça dos comuno-fascistinhas da reitoria está endossando isso: a formalização da barbárie.

Olhem lá para a Venezuela. O tirano mantém dezenas de estudantes na cadeia, fechou um canal de televisão, ameaça um outro e mandou prender o oposicionista que liderou os protestos. Chávez fez tudo isso com o direito que foi encontrando na rua, aniquilando a ordem legal 'tradicional', 'catedr’áulica', 'conservadora', de 'direita' e impondo a 'evolução revolucionária'.

Na aparência, agiu segundo o mais estrito formalismo. Porque essa gente também sabe enganar, não é? Vai moendo o milho para produzir o seu 'fubá dialético'. Não é outra coisa que o PT tem feito desde que chegou ao poder: submeter as instituições a uma pressão que 'dilata as barreiras da reação'.

Vocês saberão mais a respeito disso tudo. Volto ao ponto. Temos no Departamento de Justiça um sectário dessa corrente: José Eduardo Elias Romão. Tanto se orgulha disso que faz constar a filiação intelectual e ideológica de sua curtíssima biografia. E é ele quem se apresenta para pôr ordem na televisão brasileira.

Com qual direito? Com o que ele julga ter achado na rua?

Não achamos a democracia na sarjeta!"

Elogiar pois, os regimes de CUba, da Bolívia e da Venezuela, como "exemplares" é só ser "coerente", não acham?

Algum comentário?

Armando do Prado disse:
11 de agosto de 2007 às 00:34

Fico satisfeito, pois fomos criticados, eu e o artigo, pelos fascistas do covarde anônimo, vulgo "zack", e pelo fascistóide fundamentalista e seguidor do ex-funcionário da Juventude Hitlerista ratzinger. Ser criticado por semelhantes classes médias, raivosos e ignorante, é sinal que estamos no caminho certo. Preocuparia-me se fosse espancado por algum tipo de elogio. De cães fascistas, devem vir latidos.

Armando do Prado disse:
11 de agosto de 2007 às 00:36

digo, ignorantes.

Luís da Velosa disse:
11 de agosto de 2007 às 09:12

Direito algum inibe crime. Não somente o Direito Penal. Todas as leis são transgredidas, inclusive as divinas, sem qualquer tipo de remorso. Como diz o mestre - o povo - eles "querem é mais." Agora, saber disso, experimentar isso e banir o Direito Penal do ordenamento, vai uma colossal fenda abissal. O que, então, há de susceder ao DP?! Mais consentâneo seria propor um "ajuste" nas consciências, na relação do homem com a famigerada pecúnia e o trato (do homem) com as suas ambições desmedidas. Mas, definitivamente, esse sistema penal que inflige penas a todos nós, é uma execração insolente da condição humana. O homem "livre" deve melhorar para evitar o pior: o homem preso!

Roberval Taylor disse:
11 de agosto de 2007 às 11:25

O cara descobriu a polvora! Claro que direito nem cadeia recupera niunguem. Comno o cara pode se recuperar se dentro da cadeia só tem tráfico, banditismo e morte? É ruim, hein? Será que o desembarcador não tinha nada prá dizer? Então que ficasse queto, mano!

Reginaldo disse:
11 de agosto de 2007 às 11:48

Sobre o pretenso "direito" achado no lixo, ou sobre a idéia de não se repriir mais o crime, vale a pena lembrar que a legislação é o suporte de um tal pacto social que, a até pouco tempo, SMJ, todos os ilumimistas apoiavam. Vale traze, ainda, trazer a colação Adeclaração dos Direitos do Homem de 1789:
"Aliberdade consiste em poder fazer tudo aquilo que não prejudique a outrem; assim, a existência dos direitos naturais de cada homem só tem por limites os que assegurem aos outros membros da sociedade o gozo desses mesmos direitos. Tais limites só podem ser determinados por lei." Extraído da REvista Diálogo Jurídico n. 15 - janeiro/fevereiro/março de 2007 - Salvador Bahia, de autoria da Prof. Alice Gonzalez Borges.

Richard Smith disse:
11 de agosto de 2007 às 12:10

Au, au, au!

Cuidado com a sua canela, "fessô" fujão, borra-cuecas, mistificador, anti-clerical, mentirosos e abortista!

Quá, quá, quá, quá!

Richard Smith disse:
11 de agosto de 2007 às 12:11

Ops, esqueci: PeTralha também. Desculpe-me pelo descuido.

Zack disse:
11 de agosto de 2007 às 13:51

Tio Armando:
Por que tanta preocupação com meu "anonimato"?
Se eu mudasse meu nome para "José da Silva Prado" faria alguma diferença?
Creio que não.
O problema não é meu "anonimato", mas sim sua verborragia incontrolável, dando palpite infeliz em tudo que é assunto.
Suas idéias "brilhantes" somente poderiam vir da mente de um petralha, isso é inquestionável.
Já que o "tio" é a favor do abolicionismo, leva o Marcola, Fernandinho Beira-Mar, Marcinho VP e companhia para morar em sua casa "classe baixa", ou sem classe mesmo.
Não preciso falar nada dos petralhas quadrilheiros, pois estes certamente já moram em sua mente e em seu coração, pelo menos, e não iriam querer morar em um muquifo qualquer.
O "tio" é a prova viva da destruição o ensino no Brasil.
Lamentável.

acdinamarco disse:
11 de agosto de 2007 às 14:27

Professor Armando do Prado : lembra-se de mim ? Você ainda me deve uma lista. A propósito : o tempo passa e você ainda continua cometendo os mesmos, imperdoáveis e lamentáveis erros de Português !!! Entretanto, se a pena de prisão não amedronta, a de morte não seria a saída ???
acdinamarco@aasp.org.br

Armando do Prado disse:
11 de agosto de 2007 às 15:28

Alguns rápidos comentários:

1- o artigo é sumaríssimo e funciona como um soco no fígado dos chicaneiros, rábulas e firuleiros que vivem de, como porco, fuçar em brechas do direito, para colocar ou tirar vip's das cadeias.

2- ao anônimo e analfabeto "zack": volte ao banco escolar, leia a CF e veja que a carta magna não acolhe covardes que se escondem sob pseudônimos. Faça como o fundamentalista smith: fala asneira, é fascistóide, mas tem hombridade para assinar o que escreve. Então, respondendo sua pergunta: essa é a diferença. Por exemplo: chamo-lhe de canalha e assino, coisa que v. não faz. Entendeu, ou quer que eu desenhe?

3- smith! esse é um caso de patologia que nem psiquiatras resolvem, pois seguir um ex-nazista como o ratzinger, é persistir na doença fascista.

4- Dinarmarco. Este vive da fama do nome do seu parente famoso. Abrevia os dois primeiros nomes e estampa o nome do parente famoso (merecidamente), colhendo dividendos do esforço do outro. Crie seus dividendos!
Sempre que escreve, fala de uma "lista". Já lhe disse: não sei do que v. está falando, mas digo-lhe, isso em psicanálise, leva o nome de esquizofrenia. Trate-se. Posso-lhe dar, aí sim uma lista, de psicanalistas para seu tratamento.
Quanto ao português, ao contrário de você que comete erros crassos em sala de aula e não tem humildade para reconhecê-los, eu sempre que percebo, os reconheço. Enfim quem nasce para A.C. nunca chega ao seu parente meritoso.

Robespierre disse:
11 de agosto de 2007 às 15:42

...professor, ignore esse babaca que se assina como zack. eu o conheço. é caso do richard, aquele enrustido. ou o senhor não sabe que quase todos os fundamentalistas são pederastas. veja o que acontece com alguns bispos e padres por aqui e no states. reprimidos nazistas.

Zack disse:
11 de agosto de 2007 às 16:17

Olhem, o "tio armando" arrumou um "namoradinho".
É engraçado como os petralhas adoram andar em grupinhos e chamar os outros de pederastas.
Esse negócio de projeção é complicado, né?
Ah, "babaquéia", certamente você não me conhece não, pois não faço parte do seu grupinho "intelequitual" ou "sequissual".
E tio, você me chama de canalha e assina?
Puxa, como você é corajoso, né?
Nem assim quando tiver sua idade quero ser boçal como você.
Quem aqui está preocupado com legalidade ou CF?
Quem é você para falar alguma coisa de lei, sendo discípulo do chefe da quadrilha?
Deixe de se intrometer em assuntos que desconhece, "grande" professor.
Do que, mesmo?
Analfabeto, eu?
Não creio.
Aliás, não nos esqueçamos quem é que está pendurado nas partes baixas do analfabeto-mor do país.

Richard Smith disse:
11 de agosto de 2007 às 20:27

Calma amigo Zack, calma:

De há muito denunciei que o indivíduo Patulléia é simplesmente o heterônimo do "fessô", tratando-se da mesma pessoa (ao menos que digitem juntos, um sentado no colo do outro, em rodízio)!

As "absurdidades" e bizzarrias, pelos menos, são as mesmas, entre os seus escritos.

Todos em flagrante violação da lógica, do bom-senso e da verdade, sempre com vistas a extravasar o seu afeto quase erótico pelo Excomungado/Abortista sem-dedo deportador e a sua canalha facinorosa, que desonra gravemente o nosso País e nos assola cruelmente.

Quanto à estrita "opinião" do alter-ego patulléia acerca da minha sexualidade, em vem imediatamente as palavras do mestre Ruy:

"O ladrão sabe cada qual, como seu igual!"

Então, caro amigo Zack, deixe para lá certos tipos de comentários baixos do dúplice desbocado do "fessô" e continue mandando pau (ôps!) nas "idéias" das alimárias.

Porque "eles", como neuróticos masoquistas, gostam muito de apanhar e nós, como bondosas pessoas, não podemos deixá-los sofrer da ansiedade da falta de atenção.

Por derradeiro, quanto ao Santo Padre o Papa Bento XVI, como católico, não posso deixar de prestar-lhe toda a minha solicitude, vassalagem e submissão filial, mais ou menos como o fazem os PeTralhas ao Abotista/Excomungado deportador, o tirano Fidel Castro a quem até o inferno anda rejeitando e o leão-de-chácara de boate gay chavez, entende?

Um abração.

acdinamarco disse:
11 de agosto de 2007 às 20:54

Professor,(sic), Armando do Prado : meu nome é ANTONIO CÂNDIDO DINAMARCO e, diferentemente de você, sempre forneço meu e-mail. Nunca me escondo. A inveja de ter sobrenome consagrado é um martírio para os invejosos, não é ? Aliás, o único Prado famoso que conheço é o Antonio, da praça ; ali, onde nasce a Avenida São João.
acdinamarco@aasp.org.br

acdinamarco disse:
11 de agosto de 2007 às 20:57

Professor,(sic), Armando do Prado : já ia me esquecendo : caso não saiba, DINAMARCO é sobrenome ; meu nome é Antonio Cândido. Quer que eu desenhe ?
acdinamarco@aasp.org.br

acdinamarco disse:
11 de agosto de 2007 às 21:00

Professor,(sic), Armando do Prado : passo a adotar meu nome completo. Não me envergonho dele. E o seu ?
acdinamarco@aasp.org.br

Murassawa disse:
13 de agosto de 2007 às 10:32

Amparado na tese do Dr. AMILTON BUENO DE CARVALHO, "ABOLICIONISTA" e pela pesquisa de que mesmo nos melhores Presídios a reincidencia do crime é semelhante ao do Brasil e qualquer outro País do terceiro ou quarto mundo, observa-se que não mais se justifica os debates acerca de tentar diminuir a reincidencia, investindo em melhoramento das prisões e reeducação no sistema prisional, ou seja, de que tudo que foi feito ou se pretende fazer é inócuo.

Desta forma fica uma pergunta no "AR" qual a solução?

Ghandy disse:
13 de agosto de 2007 às 10:48

Prezados amigos,

A discução sobre o tema, é profícua! Mas para isso, acredito que os devemos conhecer a realidade das masmorras medievais brasileiras.
Por isso sou a favor de um pequena medida que solucionaria todos os problemas, sem gastar um tostão do governo, simplesmente deveriamos colac ar um dia, somente um dia, no depósito de presos da LAGOINHA/BELO HORIZONTE-MG, todos os juizes recém-nomeados, todos os desembargadores e todos os ministros do STJ e STF, principalmente os defensores do DIREITO PENAL BRASILEIRO. Porque só assim, sentindo a "sarna" na pele "branquinha" eles poderiam entender que justiça se faz com EDUCAÇÃO e CULTURA.

Marcone Silva Bezerra disse:
13 de agosto de 2007 às 12:13

Só em se basear em Lênin já fica claro o descrédito dessa teoria. O Desembargador poderia fazer a sua sugestão em Cuba, lá sim, ainda há espaços para as idéias daquele louco! Devemos sim é pensar na hipótese de adoção da pena de morte no Brasil.

Cissa disse:
13 de agosto de 2007 às 18:23

Não é preciso ser PhD em direito para ver, a "olho nu" que NINGUÉM se recupera dentro de uma cela imunda junto a um monte de marginais.

Felipe Rodrigues disse:
14 de agosto de 2007 às 11:14

Isto caro Sr. Marcone...vamos pensar na adoção de pena de morte no Brasil e mais uma vez retroceder o Direito Brasileiro. Como que se na justiça não há erros nos julgamentos (imagina, com todo respeito, seu querido parente receber uma pena dessa sendo inocente), e o pior, como se a pena impõe medo aos "criminosos". Olhe para os países (se é que há algum ainda tirando os E.U.A) que adotam tal pena e veja no que lá melhorou...não adianta aumentar pena, basta aplica-lá corretamente.

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