Marco Aurélio diz que não há grupos dentro do Supremo

Depois de ser criticado em troca de mensagens dos colegas do Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio disse que está triste. “Eu sou humano, sensível e o meu sentimento é de profunda tristeza. Mas sou um homem que vira a página com muita facilidade. Eu atribuo o fato muito mais a um ato falho da ministra Cármen Lúcia”, disse. O ministro também afirmou que não há grupos no STF que combinam votos.

Na quinta-feira (23/8), o jornal O Globo publicou trechos de diálogos que os ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia travavam pelo sistema intranet no julgamento do mensalão. “Não sei, Lewandowski, temos ainda três anos de “domínio possível do grupo”, estamos com problema na turma por causa do novo chefe”, disse a ministra na troca de mensagens referindo-se ao ministro Marco Aurélio, presidente da 1ª Turma do Supremo.

Sobre a troca de e-mails, onde os ministros aparecem compartilhando impressões sobre o julgamento, Marco Aurélio ponderou que o episódio desgasta a instituição junto aos cidadãos e jurisdicionados, mas que já está superado. O ministro saiu em defesa da postura geral da Corte.

“É preciso que a sociedade compreenda que não há grupos no Supremo. É preciso que a sociedade compreenda que cada qual vota, de acordo com a formação técnica e humanística possuída, de acordo com a própria consciência e com a compreensão da matéria que logrou implementar”, afirmou.

Maria Fernanda Erdelyi

é correspondente da Revista Consultor Jurídico em Brasília.

Pinguim disse:
24 de agosto de 2007 às 15:08

Apesar de todas as ressalvas que tenho em relação ao Ministro Marco Aurélio, uma coisa eu admiro nele, ele nunca deu um voto tipo "maria vai com as outras" ou um voto que demonstrasse ter certa vinculação ao governo atual, por isso eu o admiro, o Ministro pode ter alguns conceitos "diferentes", mas ele é honesto e não vota apenas pensando em prejudicar ou não alguém, pelo contrário, vota segundo a sua consciência (mesmo que às vezes pareça meio equivocada)!

Armando do Prado disse:
24 de agosto de 2007 às 15:47

Tenho restrições a esse ministro, mas sou obrigado a reconhecer que se saiu de maneira profissional, superando possíveis percalços.

olhovivo disse:
24 de agosto de 2007 às 16:10

É, para dizer o mínimo, patético o episódio protagonizado pela ministra Carmen Lúcia. Mal chegou ao STF e já começou a falar em divisões em grupos, em subir na escala social, referindo-se a outro ministro, a revelar o voto que outro lhe confidenciou. E, o mais grave, tudo isso durante a sustentação oral de uma das partes. Não estava nem aí com os argumentos que lhe competia ouvir. Em tribunais inferiores isso não é raro, mas no Supremo... É simplesmente lamentável.

luca morato disse:
24 de agosto de 2007 às 17:11

Parabéns ao Ministro Marco Aurélio!
Sempre digo que a desgraçada passagem de Fernando Collor pela Presidência da República só valeu a pena porque graças a ela nós podemos contar hoje com o JUIZ (com J, U, I e Z maiúsculos) Marco Aurélio no STF.
Se todos os Ministros da Suprema Corte tivessem vocação para a magistratura como esse homem tem...

JCláudio disse:
24 de agosto de 2007 às 22:35

Ora, Sr. Marco Aurélio, o senhor acha que não existem grupos dentro do STF. Então, porque houve está conversa tão grandiosa entre dois membros do STF? A coisa está partindo para aquele ponto, em que nada mais vale apena. É o lamaçal à vista. É com isto que os PeTralhas esperam que aconteçam, para terem uma justificativa para dar uma de Hugo Chavez. Estamos caminhando a passos largo para instalação de uma ditadura PTista. Somos todos vagabundos, como disse o apedeuta para aquelas tão dignissímas senhoras que invadiram Brasília.

Fábio disse:
24 de agosto de 2007 às 22:49

Faço minhas as palavras do Juiz Luca Morato e com um acréscimo:
Não teríamos tantos Juízes, Desembargadores e Ministros favorecendo o Poder Econômico em suas Sentenças e Acórdãos, especialmente no Judiciário de São Paulo.

allmirante disse:
25 de agosto de 2007 às 02:02

Grupos existem nos tapetes políticos. Com qual critério são guindados os eruditos magistrados? Por carreira, ou por QI, ou seja quem indica? Se a segunda hipótese for a verdadeira, o senhor ministro ou falta com a verdade, ou tá no mundo da lua.

allmirante disse:
25 de agosto de 2007 às 02:02

Grupos existem nos tapetes políticos. Com qual critério são guindados os eruditos magistrados? Por carreira, ou por QI, ou seja quem indica? Se a segunda hipótese for a verdadeira, o senhor ministro ou falta com a verdade, ou tá no mundo da lua.

allmirante disse:
25 de agosto de 2007 às 02:02

Grupos existem nos tapetes políticos. Com qual critério são guindados os eruditos magistrados? Por carreira, ou por QI, ou seja quem indica? Se a segunda hipótese for a verdadeira, o senhor ministro ou falta com a verdade, ou tá no mundo da lua.

allmirante disse:
25 de agosto de 2007 às 02:02

Grupos existem nos tapetes políticos. Com qual critério são guindados os eruditos magistrados? Por carreira, ou por QI, ou seja quem indica? Se a segunda hipótese for a verdadeira, o senhor ministro ou falta com a verdade, ou tá no mundo da lua.

allmirante disse:
25 de agosto de 2007 às 02:02

Grupos existem nos tapetes políticos. Com qual critério são guindados os eruditos magistrados? Por carreira, ou por QI, ou seja quem indica? Se a segunda hipótese for a verdadeira, o senhor ministro ou falta com a verdade, ou tá no mundo da lua.

allmirante disse:
25 de agosto de 2007 às 02:02

Grupos existem nos tapetes políticos. Com qual critério são guindados os eruditos magistrados? Por carreira, ou por QI, ou seja quem indica? Se a segunda hipótese for a verdadeira, o senhor ministro ou falta com a verdade, ou tá no mundo da lua.

Anna Gilda Dianin disse:
25 de agosto de 2007 às 08:37

Considero legítimia a posto do Ministro Marco Aurélio na defesa institucional, porém, creio que o mais correto seria dizer que ele não faz parte de nenhum grupo, que ele julga de forma independente - como aliás, mostram seus votos. Porém, por conta do diálogo da Ministra Carmém Lúcia ... Tomara que seja somente um ato falho mesmo e com o tempo, ela possa amadurecer. Que lhe tenha valido a lição, afinal, não só o Ministro Marco Aurélio é humano, nós e a Ministra também.

Diaz disse:
25 de agosto de 2007 às 08:56

Me engana que eu gosto, toda decisão é técnica mas com um conteúdo político. O STF também faz parte da estrutura de poder da República. O Ministro Marco Aurélio Collor de Mello deveria dizer que, ele Ministro, se é que existem grupos, ele não faz parte de nenhum.

Milton Córdova disse:
25 de agosto de 2007 às 10:04

É ridículo alguém crer que não existe troca de informações e opiniões entre pessoas, em quaisquer atividades, o que, diga-se de passagem, é e sempre será extremamente salutar. No mundo jurídico é comum a troca de opiniões entre colegas até mesmo de escritórios diferentes. No caso em tela, não percebi qualquer situação, por menor que seja, na troca de e-mails entre os Ministros, que tenha denegrido a imagem do STF. Ao contrário. Penso que a atitude do jornal O Globo em nada engrandece o jornalismo, além de ter sido eivada da mais completa ANTIETICA. A propósito, gostaria que todos nós, leitores, pudessem ter acesso aos "bastidores" das redações dos jornais, quando sabemos que redatores-chefes e editores-chefes não deixam determinadas matérias serem publicadas, por razões pessoais ou de interesse "politico" do próprio jornal.

allmirante disse:
25 de agosto de 2007 às 11:05

Quack, Collor continua mandando? Essa eu não recordava. Não nego em reconhecer em sua excelência inegável talento, postura tranquila, fala mansa, caráteres do grande conquistador. Collor sabe: Belo Antônio era assim; Tarcísio Meira também.

Frederico Flósculo disse:
26 de agosto de 2007 às 14:03

Evidentemente, há grupos.
Há afinidades.
Há antipatias.
Há passados e futuros em jogo.
É melhor saber quem são, do que entrar num joguinho de "negar o óbvio". Sociologia e Psicologia estão nos fundamentos do Direito, ou não ?
Quais as conseqüências dos grupos que há no Supremo, para seus julgamentos ?

Luiz Garcia disse:
27 de agosto de 2007 às 11:22

Grupos no Supremo? Os registros apanhados pela imprensa provam que existem.
O min. Marco Aurélio, notável por teorias pessoais sensacionalistas, tenta provar "que não existem" grupos. Esforço inútil, por palavras contra fatos notórios. Mais um "teoria" surpreendente e irrealista.

Rodrigues disse:
27 de agosto de 2007 às 13:36

Deprimente tal atitude justamente da instituição que deveria dar o exemplo.
Derepente nem todos foram convidados para os lautos regabofes oferecidos em ilhas comandatubas da vida e então ficaram "sentidos". Coitadinhos!!!

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