A procuradora da República Andréa Silva Araújo, do Rio de Janeiro, oficiou o Serviço de Inteligência Policial do estado pedindo que seja investigado o chefe da Superintendência da PF em Niterói, o delegado Ricardo Garcia Ennes, o pai dele, o advogado Eduardo Paranhos Ennes e a também advogada Fernanda Menezes Martins Silva. Eles são acusados de formação de quadrilha e estelionato.
O caso brotou de três frentes: uma sindicância da Receita Federal, uma representação na Advocacia-Geral da União e a abertura de inquérito na PF.
A acusação aponta que o delegado Ennes teria “montado” um casamento para seu avô, um aposentado das funções de auditor fiscal, Francisco Izidro Garcia de Freitas, 93 anos de idade.
Ele se casou com a advogada Fernanda Menezes Martins Silva, de 25 anos de idade. A idéia do golpe seria fazer com que, após a morte do avô, o delegado “rachasse” com seu pai e com a advogada Fernanda a pensão de RS$ 15,7 mil do auditor.
O casamento se deu a 30 de junho de 2005. Francisco Izidro Garcia de Freitas era doente terminal, acometido de câncer. Morreu dois meses depois após a cerimônia.
Ennes e seu pai foram as testemunhas da união. Segundo as investigações, duas semanas depois o trio ajuizou, com procuração, processo administrativo na Receita Federa, postulando Fernanda como beneficiária dos RS$ 15,7 mil mensais.
Após ter começado a receber o salário, Fernanda passou a ser monitorada pela Coordenação Geral do Ministério da Fazenda. Refere a denúncia que, dos RS$ 15,7 mil, cerca de RS$ 14 mil eram repassados ao delegado federal, hoje afastado das funções mediante atestado de saúde.
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