MPF questiona a construção da nova sede do TSE

O Ministério Público Federal do Distrito Federal ajuizou Ação Civil Pública questionando a construção da nova sede do Tribunal Superior Eleitoral. Segundo os procuradores, o problema está no processo de licitação. A ação foi distribuída para a 6ª Vara Federal do DF.

Na ação, que tem como co-réus a União, Novacap, OAS e Via Engenharia, o MPF pede que a Justiça Federal decrete a nulidade dos processos licitatórios e dos contratos relativos à construção da nova sede do tribunal.

O Ministério Público aponta que, de acordo com dados do Tribunal de Contas da União, a obra, que custará R$ 328 milhões, tem problemas como ofensa ao princípio da economicidade, restrição ao caráter competitivo da licitação e superfaturamento. Os procuradores recomendam que, além da suspensão dos trabalhos, a Justiça determine a anulação dos ajustes e, se for o caso, novo processo de licitação.

Na ação, o MPF aponta vícios nas licitações que resultaram na contratação das empreiteiras OAS e VIA Engenharia. O principal problema foi no estabelecimento de restrições ao caráter competitivo da licitação, que resultaram no afastamento de diversas empresas. A ação denuncia também a ocorrência de sobrepreço de R$ 2,6 milhões.

O TSE, por meio de sua assessoria de comunicação, informa que a licitação atendeu a todos os requisitos legais e que respondeu a todas as indagações do TCU. As informações do TSE ainda não foram analisadas pelo TCU que, segundo o tribunal eleitoral, acompanhou a contratação da obra desde a elaboração do edital. A comunicação informou, ainda, que o TSE acolheu todas as recomendações do TCU.

Leia a ação.

ACP 2007.34.00.036110-0

Mauro Garcia disse:
16 de outubro de 2007 às 21:15

Ei... uma idéia genial que ninguem pensou: porque nao utilizam estes recursos para ajudar os miseraveis deste pais, ao inves de mais um palácio inutil que tem como serventia unica nutrir o superinflado ego de excelencias. Dinheiro do orçamento serve pra tudo menos para o principal.
A propósito: taí a razao de ser tao necessaria a CPMF. Como manter um nivel de gastos desnecessarios como estes, senao com dinheiro arrancado via impostos.

Embira disse:
16 de outubro de 2007 às 22:25

Em todas as capitais brasileiras há prédios desocupados, públicos ou privados, nas regiões centrais. Esses prédios poderiam ser adaptados e ocupados ou locados para a instalação de órgãos públicos. Acontece que, em matéria de prédios públicos suntuosos, estamos no topo do ranking mundial. É banco central ou Superior Tribunal de Justiça: tudo um luxo só. Sem falar no TRT da Barra Funda, cuja obra foi superfaturada. O MP deve mesmo começar a questionar a aplicação de recursos nessas obras.

MPE disse:
16 de outubro de 2007 às 22:59

Para vcs que não sabem o que passamos aqui na terra do Mártir Tiradentes: o novo prédio do Tiibunal de Justiça de MG é os MAIS CARO DA HISTÓRIA DO BRASIL, masi que do TSE, no valor de apenas 376 MILHÕES DE REAIS (!!!), incluso mármore carrara, oito pavimentos para mais de 600 veículos etc. A pp comissão de 5 desembargadores, envergonhada, orientou a ANULAÇÃO do edital, que "parece" ser dirigido por somente 22 exigências técnicas absurdas, mas o PRESIDENTE DO TJMG mandou prosseguir a obra.

Com respeito a palavra, nós, promotores e juízes do interior, na frente da guerra, estamos na b..., mas a obra faraônica prossegue.

A Folha de São Paulo e o Estado de MG já denunciaram, mas nada de concreto até agora.

Kunzler disse:
17 de outubro de 2007 às 08:30

É verdade, o MPF tem mesmo que agir contra essas obras faraônicas dos tribunais.
Mas seria bom também olhar para sua própria casa, que tem telhado de vidro (aliás, vidro da melhor qualidade, e não só no telhado).
Podem incluir nessa lista de obras faraônicas e superfaturadas a sede da PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA.
É curioso, todos criticam o Judiciário (não sem razão, em geral). Mas o arauto da moralidade e paladino da justiça, o MPF, é esquecido, e em geral aje da mesma forma.
Aliás, desde a CF/88 o MPF copia tudo que se aplica ao Judiciário Federal, aí incluídos os Tribunais Superiores.
Deveria investigar, denunciar, acionar em juízo (por vezes - raras - até o faz), mas acaba mesmo é agindo igualzinho àqueles.
Realmente, a esperança foi totalmente vencida. Não é à toa que a população considera sua principal instituição as forças armadas. E o novo herói nacional é o Cap. Nascimento, da TROPA DE ELITE.
Afinal, quem mais sobrou nessa nossa res publica?

O Federalista disse:
17 de outubro de 2007 às 14:18

MAS ESQUECEU DE QUESTIONAR A OBRA FARAÔNICA DA SUA PRÓPRIA SEDE!!!! O PALÁCIO - LITERALMENTE - SUSPENSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL (PGR) EM BRASÍLIA... CUSTOU O TRIPLO DO PREÇO DA SEDE DO TSE!!!! O MACACO NÃO OLHA O PRÓPRIO RABO...

Jose Antonio Dias disse:
17 de outubro de 2007 às 17:10

Logo, logo, o MP vai questionar a construção do galinheiro na minha casa...

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