André Portugal

é advogado, sócio do Klein Portugal, mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Coimbra e professor de Teoria da Decisão do FAE Centro Universitário.

Opinião: consequencialismo ou direitos fundamentais?

A última quarta-feira marcou o início do julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, do recurso em que se definirá se a concessão de prazos idênticos para delatores e delatados apresentarem suas alegações finais em ações penais viola o devido processo legal e, assim, é passível de nulidade. Por analogia, pode-se dizer que o entendimento fixado pelo […]

Conversas podem anular condenação do ex-presidente Lula

Nos últimos dois dias, o assunto de boa parte das rodas de conversa no país tem sido as revelações, pelo The Intercept Brasil, de conversas entre membros da força-tarefa da pperação Lava Jato e entre estes e o então juiz federal Sergio Moro, responsável pela maior parte das decisões na referida operação. Exceto entre os […]

André Portugal: A antipolítica que politiza o Direito

O significado das palavras é conferido pelo uso que lhes é dado por uma determinada comunidade de falantes. E é somente a partir desse mínimo denominador comum de sentido que alguma comunicação se faz possível. Ou seja, embora possa haver vários usos para um mesmo termo, certamente há usos compartilhados, sobre os quais é possível […]

Opinião: ISSQN e o caso dos serviços prestados na sede do tomador

Todo prestador de serviços tem como um dos encargos de sua atividade empresarial o Imposto Sobre Serviços (ISS). O referido tributo é pago, em diferentes alíquotas para cada serviço, em favor do ente municipal competente pra recolhê-lo. Mas, afinal, qual município deve receber tal valor do contribuinte? As controvérsias sobre essa competência são várias. Trataremos […]

André Portugal: Colaboração premiada e improbidade administrativa

Entre as conquistas mais importantes do Iluminismo, uma das mais corriqueiramente festejadas é a consolidação da ideia de Estado de Direito, que, grosso modo, pode ser definida como a vinculação do Direito e, logo, da atuação do Estado a uma pretensão de racionalidade. Essa pretensão de racionalidade, ela mesma, funda-se em razões: porque todo ser humano residente […]

André Portugal: Obra de Ronald Dworkin é gigante, mas possui falhas

Uma característica infelizmente marcante da academia jurídica brasileira é a deferência, não raras vezes irrefletida, a teorias e autores estrangeiros, especialmente norte-americanos e alemães. Outra, que poderia parecer paradoxalmente contraditória à primeira, é que são poucos os que efetivamente leem, a não ser por intermédio de autores brasileiros, as obras ou autores que idolatram, e […]