Dierle Nunes

é professor da UFMG e da PUC-Minas, membro honorário da Associação Iberoamericana de Direito e Inteligência Artificial, diretor do Instituto Direito e Inteligência Artificial (Ideia) e doutor em Direito pela PUC-Minas/Universitá degli Studi di Roma "La Sapienza".

Opinião: parte do Judiciário já aprova autorização liminar do divórcio

Curioso como o Judiciário por vezes busca soluções com a finalidade de gestão de passivo e agilização do trâmite processual e, por outras, esquiva-se de decidir, de plano, questões incontroversas, delongando desnecessariamente o período de tramitação de processos e pedidos que poderiam ser, desde logo, resolvidos. Explica-se. Em algumas situações, com fundamento na elevada quantidade […]

Dierle Nunes: Tecnologia no controle de massas em questões decisórias

O impacto do emprego da tecnologia é cada vez mais surpreendente. Chamou bastante atenção quando a empresa americana Target, em 2012, alcançou um novo nível de rastreamento (e predição) do comportamento de seus clientes, com a ajuda do estatístico Andrew Pole, ao identificar 25 produtos que, quando comprados juntos, indicavam que uma mulher estaria provavelmente […]

Opinião: O uso da reclamação para a superação dos precedentes

Em retomada à discussão já iniciada em outro artigo[1], trataremos da importância do acesso aos tribunais superiores, principalmente no que toca à superação de precedentes, e do meio que vem sendo usado para tal finalidade. Em oportunidade passada, criticamos decisão do STJ que havia encampado o entendimento de que, contra a decisão de inadmissibilidade de […]

Opinião: Tecnologia e Direito — litigantes habituais e eventuais

A cada dia os profissionais da área do direito são surpreendidos com as potencialidades do emprego de tecnologias e da inteligência artificial.[1] Notícias de advogados e de tribunais que aprofundam seu emprego com o fim de otimizar atividades repetitivas e aumentar a eficiência e performance de nosso sistema jurídico são, de modo recorrente, apresentados com […]

Opinião: Os perigos do uso da inteligência artificial na advocacia

Notícia publicada recentemente informa que a OAB iniciará um trabalho de preparação da autorregulamentação do uso de inteligência artificial (IA), incluindo ferramentas de bots (robôs virtuais) no exercício do Direito[1], em face do uso cada vez mais recorrente da tecnologia na advocacia e dos impactos ainda não devidamente dimensionados[2]. De outro lado, existe um movimento cada vez […]

Opinião: Fisco pode multar herdeiros por demora em iniciar inventário

O estado de Minas Gerais, exercendo a competência que lhe confere a Constituição da República, e com base na Resolução 9 de 1992 do Senado Federal[1], editou a Lei 14.941 de 29 de dezembro de 2003, que institui e regula o ITCD, bem como o Decreto 43.981/05. Desde a sua edição, a lei sofreu diversas […]

Opinião: STJ, o agravo e a interpretação do artigo 1.015 do CPC

Em recente decisão prolatada pelos ministros da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, no Recurso Especial 1.679.909/RS, definiu-se, de forma inaugural, o entendimento de que ao inciso III do artigo 1.015, do CPC/2015 é possível a aplicação de interpretação extensiva ou analógica. A controvérsia do caso de origem pautava-se na discussão acerca da admissibilidade do recurso […]

Opinião: Deslocar função decisória para máquinas é muito perigoso

É sabido que nos últimos anos tem aumentado o grau de interesse e até mesmo a aplicabilidade de instrumentos computadorizados ao Direito,[1] com a expressiva expansão do uso de softwares, técnicas de indexação, estatísticas[2] e aspectos correlatos. Para se ter uma ideia, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o denominado PJe vem sendo implantado […]

Opinião: O STJ e os meios para superação dos precedentes

Em recente decisão monocrática proferida pelo ministro Luis Felipe Salomão no AREsp 1.170.332/SP[1], o STJ encampou mais uma vez o entendimento de que, contra decisão de inadmissibilidade de recurso excepcional que possua tese contrária a precedente firmado por tribunal superior, só seria cabível agravo interno (ao tribunal a quo) e, ainda, que contra a decisão final do tribunal […]

Opinião: Intimação via WhatsApp não pode ferir garantias processuais

De algum tempo para cá, o uso de tecnologias vem se tornando uma preocupação dos profissionais do Direito, especialmente pela utilização constante das mesmas nos processos eletrônicos. Alguns mais pessimistas começam a projetar o fim das profissões jurídicas[1]. O uso de redes neurais vem obtendo várias aplicações no Direito, pois, apesar das mesmas não possuírem […]