Matheus Alves da Rocha

é graduado em Direito, especialista em Direito Administrativo e mestrando em Direito pela Unisinos.

Antiformalismo, jurisprudência sociológica e discricionariedade

Esta coluna dialoga diretamente com outros dois textos meus, publicados aqui mesmo na ConJur: A hermenêutica de Carlos Maximiliano e o naturalismo jurídico no Brasil do século 20 [1]e A hermenêutica jurídica brasileira não deve ser tratada como um museu [2]. Esses escritos representam, parcialmente, o resultado de minha pesquisa de mestrado na Unisinos-RS sob […]

Como sustentar os dualismos na teoria precedentalista?

Reprodução Um dos pontos centrais do precedentalismo brasileiro é de que há uma divisão clara e objetiva no que concerne às funções, ao modo de decidir e na própria ideia de interpretação nas cortes judiciárias. Essa divisão se dá entre cortes supremas — também denominadas de cortes de vértice —, cortes superiores e magistrados de […]

A tradição jurídica brasileira sob a ótica dos precedentalistas

Uma das funções primordiais da Crítica Hermenêutica do Direito, desenvolvida pelo professor Lenio Streck, é possibilitar ao estudioso ferramentas necessárias para uma visão crítica da dogmática jurídica brasileira. Desde muito o professor vem tentando alertar para os perigos dos precedentalistas brasileiros, corrente que leva adiante uma agenda de teoria política do poder judiciário e reverbera […]

A hermenêutica de Carlos Maximiliano e o naturalismo jurídico no Brasil do século 20

Esta coluna guarda uma relação próxima com outro texto que publiquei na ConJur, quando abordei os inícios da produção acadêmica brasileira sobre hermenêutica jurídica [1]. Na coluna anterior eu destaquei os ensinamentos de Francisco de Paula Baptista e sua defesa do in claris cessat interpretatio, além de passar pelas influências jusracionalistas que marcavam boa parte […]

A hermenêutica jurídica brasileira não deve ser tratada como um museu

Ernildo Stein afirma que “os textos das ciências humanas são textos que nunca têm um caráter museológico, assim como os textos de filosofia não o têm” [1], os textos perdem seu sentido se não são revistos, reinterpretados, criticados e ressignificados. Nunca há a produção de um texto pronto, acabado, que irá encerrar o caminho percorrido […]

Como a ‘antropofagia’ pode salvar o Direito brasileiro de importações acríticas?

Numa breve digressão histórica, remonta ao próprio desenvolvimento do contexto jurídico brasileiro a importação de institutos jurídicos alienígenas. Deve-se recordar que a independência do Brasil, da coroa portuguesa, deu-se somente em 1822, não se olvidando que a República foi instaurada em 1889. Nesse ínterim, duas Constituições, a monárquica, de 1824, outorgada por D. Pedro I, […]

O juiz das garantias e a limitação hermenêutica na interpretação conforme a Constituição

Um tema recorrente nas aulas do professor Lenio Streck, na disciplina de Hermenêutica Jurídica ministrada na Unisinos, é acerca dos limites da interpretação judicial na visão de diversas teorias do direito. Mais recentemente tratávamos sobre o tema da interpretação no contexto anglo-saxão e nos debruçamos sobre o autor Antonin Scalia, que desenvolve uma defesa à […]

O livro O Senhor das Moscas e a autonomia do Direito

William Golding publicou em 1954 um livro chamado O Senhor das Moscas, obra que em 1983 iria lhe render o Prêmio Nobel de literatura. Golding participou da Segunda Guerra Mundial como integrante da Marinha britânica e viu de perto a degradação da sociedade europeia por regimes populistas. Falando especificamente sobre O Senhor das Moscas, além […]