Óliver Vedana

é mestrando em Direito Público pela Unisinos, bolsista Proex/Capes, membro do Dasein — Núcleo de Estudos Hermenêuticos, especialista em Direito Processual Civil e pós-graduando em Teoria do Direito, Dogmática Crítica e Hermenêutica, ambos pela ABDConst.

O antídoto do ouriço: Teoria do Direito em tempos de IA

Uma das imagens mais icônicas da Antiguidade é a prática tradicional do Triunfo Romano. Em uma espécie de procissão triunfal, o general romano vitorioso em uma grande batalha desfilava em um carro de guerra, de forma solene, pelas ruas de Roma, com louros e coroas, enquanto era aclamado pela multidão. Juntamente com o general, seguia […]

Poder público e consensualidade à luz da teoria da decisão

A Fazenda Pública, em suas diversas facetas, é a maior litigante do Brasil [1]. O Estado protagoniza a judicialização da vida e das relações sociais, figurando como ator central no volume de ações e recursos que permeiam o ordenamento jurídico. Algumas alternativas podem ser encontradas para resolver esse problema, e o modo de agir (ou […]

O foco do Judiciário é mais a meta do que o cidadão

Essa foi uma das conclusões a que Rafaella Fagundes de Menezes chegou ao analisar as relações de trabalho no âmbito do Poder Judiciário gaúcho, a partir da aprovação da Emenda Constitucional nº 45/2004 (reforma do Judiciário). A pesquisa, realizada em sua dissertação de mestrado pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa), foi convertida em livro pela […]

O marketing e a inversão de prioridades

A passagem do ter para o parecer, denunciado há décadas por Debord em sua clássica obra A Sociedade do Espetáculo, é palpável quando o assunto são as redes sociais. A crítica ao parecer que não é já foi abordada há alguns meses, neste espaço (aqui). O que se pretende explorar, aqui, é uma “segunda camada” […]

Um tributo a Scronkfinkle e à teoria da decisão

Nick Bostrom, em seu célebre livro sobre “Superinteligência — caminhos, perigo e estratégias para um novo mundo”, inicia a obra com uma fábula, a “Fábula Inacabada dos Pardais”: Era a estação de construção dos ninhos. Mas, após longos dias de trabalho árduo, os pardais se sentaram sob o luar, relaxando e gorjeando. “Nós somos tão […]

A Fazenda Pública em juízo e o divã epistêmico

As partes, em um conceito geral e tradicional do processo civil, não possuem a obrigação normativa de imparcialidade, devendo, basicamente, atuar dentro das regras e observar os princípios processuais-constitucionais, como os expostos, por exemplo, pelos artigos 1º ao 11 do CPC. No campo dos procedimentos regidos direta e indiretamente pelo Código de Processo Civil, a […]

Sociedade do espetáculo e esvaziamento das fundamentações

Guy Debord, em sua clássica obra A sociedade do espetáculo, publicada pela primeira vez em 1967, abordou temas que hoje são cada vez mais palpáveis. Dentre esses temas, sua obra trata sobre o surgimento da "era de dominação das imagens", as quais determinam a realidade, e geram uma confusão entre ficção e realidade, ao ponto […]

Menos ementas, mais fundamentação

É comum que nas fundamentações jurídicas em iniciais, contestações, manifestações, denúncias, despachos, decisões e afins estejam presentes julgados dos Tribunais de Justiça, Tribunais Regionais, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal — normalmente ementas — que, em princípio, corroboram com o caminho argumentativo percorrido pelo jurista. Nada de errado nisso, até porque, num sistema jurídico […]

Entre máscaras e traves — a salvação do mundo por meio do Direito

O Direito pode salvar o mundo? Foi essa a pergunta que Lenio Streck fez a Luigi Ferrajoli, no 1º Seminário Internacional Estado, Regulação e Transformação Digital, evento presencial promovido pelo centro universitário Univel em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e a Faculdade de Direito de Vitória (FDV), em […]

O Direito está imune aos avanços ocorridos no campo filosófico?

As evoluções científicas do conhecimento não têm sido ignoradas pela comunidade em cada uma de suas áreas. No campo das chamadas "ciências duras", como o da física, por exemplo, conceitos tradicionais como espaço-tempo, objetividade científica e certeza, foram ressignificados [1] e as pesquisas desenvolvidas a partir de cada revolução de seus marcos teóricos têm avançado, […]