Rodrigo Gomes dos Santos

(I)legitimidade do MP e danos morais no juizado de violência doméstica e familiar

Inicialmente, objetivando refutar (ou, pelo menos, amenizar) quaisquer críticas de cunho humanitário ao que se pretende aqui defender e evitar o etiquetamento deste subscritor como misógino, machista, retrógrado ou algo semelhante, esclareço que tenho plena ciência das agruras as quais são subsumidas as vítimas de violência doméstica e familiar, precipuamente em razão da minha aguerrida […]

Rodrigo dos Santos: Avestruzes trajados de vestes talares

Estimado leitor, se você acreditou piamente que se debruçaria sobre percucientes lições acerca da teoria da cegueira deliberada, comumente aplicada ao crime de lavagem de capitais [1], enganou-se. A abordagem não será tão sofisticada assim. Muito pelo contrário. Os casos abaixo expostos são demasiadamente aflitivos. Contudo, prometo não descurar do bom Direito, bem como da […]

Rodrigo Gomes: Conexão intersubjetiva por reciprocidade

Certa vez, navegando pela rede mundial de computadores e consumindo conteúdos produzidos por alguns perfis jurídicos de uma notória rede social, deparei-me com uma publicação que trazia em seu bojo o seguinte questionamento retórico e de cunho tragicômico: "Um senhor de 65 anos, em um relacionamento amoroso com uma mulher de 40 anos. Em meio […]

Rodrigo Gomes: Equiparação da injúria ao crime de racismo

É cediço que a recente inovação legislativa promovida pela Lei 14.532/2023 teve como desiderato atender a um mandado constitucional de criminalização (artigo 5º, inciso XLII, da CRFB/88) e, por conseguinte, recrudescer o combate à prática do racismo, antiquíssimo e conhecidíssimo flagelo social, redimensionando o seu preceito secundário e etiquetando-o como inafiançável e imprescritível. Aliás, impende consignar […]

Rodrigo Gomes: ANPP sob a ótica da cláusula da boa-fé objetiva

É consabido que a Lei 13.964/20, popularmente conhecida como "Pacote Anticrime", no seu artigo 28-A, caput, do CPP, atendendo aos anseios técnicos-jurídicos dos catedráticos e cedendo às críticas de viés constitucional lançadas por toda comunidade jurídica à Resolução nº 181/2017, alterada supervenientemente pela Resolução nº 183/2018 (inconstitucionalidade nomodinâmica), legitimou e, por conseguinte, procedimentalizou o instituto […]