Os espiões da Kroll Associates, contratados pela Brasil Telecom para investigar supostas práticas ilegais da Telecom Italia e suas conexões com o governo petista, rastrearam também fatos envolvendo o político Paulo Salim Maluf e o mega-investidor Naji Nahas.
O português Tiago Verdial e o inglês Bill (de William. Seu nome todo é desconhecido, mas suas iniciais são WPG), ex-membro do serviço secreto inglês, o MI6, obtiveram informações privilegiadas, nos últimos meses, inclusive repassando dados de difícil acesso para quem não é da Polícia Federal.
“Estamos investigando tudo, é muito sutil a linha que separa algumas investigações privadas do crime”, disse a este site o delegado federal Getúlio Bezerra Santos, que investiga o caso. Verdial está preso desde o último sábado, embora sua ordem de prisão tivesse sido emitida há semanas. Bill está foragido.
Leia as informações levantadas sobre o empresário Naji Nahas
Inquérito Policial – Naji Nahas
Número: 80/2004
Cartório: Delefaz
Data de Inclusão no sistema: 26/01/2004
Delegado Responsável: Dirceu Lopes
Escrivão: Ronaldo
Crimes: Art 22 da Lei 7.492/86, que Define os crimes contra o sistema financeiro nacional.
Art 22. Efetuar operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do País:
Pena – Reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, a qualquer título, promove, sem autorização legal, a saída de moeda ou divisa para o exterior, ou nele mantiver depósitos não declarados à repartição federal competente.
Crime: Arts 1 e 2 da Lei 8.137/1990, que define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra a relação de consumo.
Art. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo, ou contribuição social e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas:
I – omitir informação, ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias;
II – fraudar a fiscalização tributária, inserindo elementos inexatos, ou omitindo operação de qualquer natureza, em documento ou livro exigido pela lei fiscal;
III – falsificar ou alterar nota fiscal, fatura, duplicata, nota de venda, ou qualquer outro documento relativo à operação tributável;
IV – elaborar, distribuir, fornecer, emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato;
V – negar ou deixar de fornecer, quando obrigatório, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço, efetivamente realizada, ou fornecê-la em desacordo com a legislação.
Pena – reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa.
Parágrafo único. A falta de atendimento da exigência da autoridade, no prazo de 10 (dez) dias, que poderá ser convertido em horas em razão da maior ou menor complexidade da matéria ou da dificuldade quanto ao atendimento da exigência, caracteriza a infração prevista no inciso V.
Art. 2° Constitui crime da mesma natureza:
I – fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas, bens ou fatos, ou empregar outra fraude, para eximir-se, total ou parcialmente, de pagamento de tributo;
II – deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos;
III – exigir, pagar ou receber, para si ou para o contribuinte beneficiário, qualquer percentagem sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal;
IV – deixar de aplicar, ou aplicar em desacordo com o estatuído, incentivo fiscal ou parcelas de imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento;
V – utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à Fazenda Pública.
Pena – detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Resumo do Inquérito: Notícia que o sócio da TAHA Com. Exp., Sr. Naji Nahas, seria sócio da Quirkline Inv., situada em Paraíso Fiscal, e Milton Cunha como “Laranja”.
Essas informações constam no sistema da PF, para verificar o processo acima estou tentando desde já uma aproximação com o delegado.
Veja o relato de Verdial sobre Paulo Maluf:
“(…)
O site da Nexis, www.nexis.com, é uma espécie de Serasa norte-americano e traz boas infos sobre pessoas e empresas. Nem todas são públicas e por isso o serviço é pago – um amigo emprestou seu login e senha. No item “Power Search”, é possível refinar a pesquisa, e assim, escolher um dos assuntos listados. Selecionei o item “EZFind – Combined Person Locator File”, muito útil quando é preciso localizar uma pessoa em território norte-americano, e inseri o nome “Maluf, Paulo”. Houve nove ocorrências e duas me chamaram a atenção. O nome Paulo Maluf é relacionado a um endereço em NY – 546 5th Ave. É o n° 546 da 5a. Avenida. A primeira reação foi a de imaginar de que este é um homônimo do ex-prefeito. Talvez não. O “Social Security Number” listado para o Paulo Maluf em questão é 000-00-XXXX e isso significa que o referido é estrangeiro e não possui tal documento, correspondente ao CPF/RG no Brasil.
Na segunda ocorrência são citados no mesmo endereço outros Maluf – Maluf, Otavio; Maluf, Cinthia B e Maluf, Jacquelline T. Resolvi checar se o ex-prefeito possui parentes com esses nomes. O site Consultor Jurídico, www.conjur.uol.com.br, esclareceu, em segundos, que Otavio Maluf é filho do ex-prefeito e Jacquelline Coutinho Torres Maluf é esposa de Flavio Maluf, outro filho do referido.
A prova dos nove veio quando foi digitado o nome Maluf, Sylvia. Surgiu o mesmo endereço na 5a. Avendia. Vale lembrar que o nome completo da esposa do ex-prefeito é Sylvia Lutfalla Maluf.
Agora vem a pergunta que não quer calar – o que há nesse endereço em NY?
O site da KnowX, www.knowx.com, uma concorrente da Nexis, comprada pela Kroll há cerca de um ano, oferece alguns serviços gratuitos, como, por exemplo, a checagem de endereços nos EUA. A pesquisa desse endereço trouxe resultados interessantes. O banco Safra tem uma agência nesse prédio, bem como o Banco Nacional das Filipinas.
Seguem as pesquisas citadas e um Aviso Legal do Nexis sobre o uso das informações contidas no site. Na semana passada, uma amiga fotografou a fachada e o lobby do prédio na 5a. Avenida. Não trouxe novidades, infelizmente. A pesquisa agora está parada, não consigo sair desse ponto. Agradeço se alguém tiver uma boa idéia de como é possível apurar os vínculos que o ex-prefeito, aparentemente, possui em NY. (…)”
Em se tratando de Brasil, com o devido respeito a nossa querida idolatrada terra adorada, realmente não dá pra acreditar muito na seriedade de espionagens e afins...logo muito breve é só acessar a televisão num domingo qualquer que o espião inglês estará dado entrevista no Faustão e o espião português participando do Domingo Legal do Gugu..ou vice-versa....
Manu.....meu nome é.....Manuél...óó pá...
E precisamos de um secreta patricio pra nos dizer que Paulo Maluf é o vilão dessa historia??????????
Não tenho procuração do Sr. Paulo Maluf e nem de longe pretendo fomentar debate em época de campanha eleitoral, mas a notícia em comento informa apenas que o repórter obteve informação de que a família do político possui um endereço em Nova Iorque. Nada mais.
Não há qualquer informação acerca de ilegalidade no fato, mas noto um visgo de imparcialidade na matéria, porque o jornalista aproveitou a manchete de arapongagem na concorrência pelo serviço de telefonia para inserir a informação de que talvez tenha encontrado um endereço da família Maluf em Nova Iorque, sem que isto tenha qualquer ligação com o mérito da investigação da Kroll.
A utilização do serviço de consulta serviu apenas para localizar o endereço da família nos Estados Unidos, nada mais, e isso não é ilícito.
O mais estranho é que o nome do Ministro Luiz Gushikem (perdoem-me se a grafia do nome não estiver perfeita), que segundo informações tgrocou e-mails com pessoas envolvidas na espionagem, não está sendo pronunciado nas matérias sobre o assunto, veiculadas pela imprensa brasileira com certa regularidade.
Oi mano velho,
Esse negócio de Antonio Alfacinha, agente secreto, que quer botar o Malulf na berlinda é fria. Por que não colocam os de sempre no cesto do lixo?
Os sherlocks indígenas trabalham com estereótipos, com suspeitos de lista e jamais com os seus sócios e pagadores de caderno. Não lhes interessa. Quem sabe teremos uma grande listagem tipo law ching chong? Adelante hermanos! Publiquem logo essa lista.
Procurem os sócios do ditos cujos!
tudo que se escreva ou diga a mais contra Maluf é supérflo. Somente idiotas ou mal-intencionados acreditam que Maluf é uma homem honesto. Esse sujeito é um dos maiores criminosos da história dessa merda de País. Chega a ser cômico o fato de não ter sido preso ainda. Prova, incontestável, de que esta bosta de País não tem jeito mesmo.
O que de fato veio a apresentar a pesquisa do Sr. Paulo Maluf? Nada foi falado, mostrado ou comprovado, no mínimo é algo que vem da candidatura concorrente ameaçada de não chegar em um eventual segundo turno.
Outra coisa, o indivíduo pegou senha emprestada, de acordo com normas de segurança internacional, tanto quem lhe emprestou, como quem usou, infringiram regras...Da pra confiar em quem infringe regras????
O espião português deve ter feito estágio com os policiais do serviço de inteligência da PF brasileira que realizaram a operação anaconda, "pois-pois" incluíram um cadáver como chefe da quadrilha e envolveram inocentes por não terem investigado para não atrapalhar o sigilo da operação. O codinome do espião inglês deve ser "Bond", "James Bond", e o do português deve ser "Noel", "Manoel".
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