OAB-SP aplicou Exame de Ordem para 17 mil bacharéis

Bacharéis em Direito fizeram neste domingo (28/8) a primeira fase do terceiro Exame de Ordem deste ano. Com exceção do Rio de Janeiro, a prova foi aplicada em todos os estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, mais de 17 mil responderam as 100 questões do 127º exame.

Nesta edição, houve uma série de modificações. A nota de corte aumentou de 46 para 50. Outra novidade no Exame de Ordem é a unificação na data da prova da primeira fase em todo o país. Além disso, com os resultados do exame será elaborado o novo ranking das instituições de ensino jurídico no estado de São Paulo.

Segundo o presidente da seccional paulista da OAB, Luiz Flávio Borges D’Urso, em São Paulo “correu tudo bem”. D´Urso espera que neste exame o percentual de aprovação seja maior. “A expectativa não é só minha, mas de todos os bacharéis. A intenção é que eles ingressem na profissão aptos a atender o pedido de seus clientes”.

A expectativa de D´Urso foi reafirmada pela presidente da Comissão de Exame de Ordem da OAB-SP, Ivete Senise Ferreira. “Este exame foi tranqüilo, com questões de alternativas, sem possibilidade de colar”. Ela explica que o índice de aprovação — pouco mais de 7% — da última prova serviu como alerta para a OAB. “Preparamos debates, aproximamos os bacharéis da entidade. Eles entenderam que não podem ficar nervosos e que só precisam saber 50 das 100 questões aplicadas”.

A conselheira e diretora adjunta da OAB paulista, Tallulah Carvalho, afirmou que conversou com alguns candidatos “e eles disseram que a prova estava fácil”.

De acordo com Ivete Senise, quase 7 mil bacharéis fizeram a prova na capital. Ainda neste domingo, a prova estará disponível no site da OAB paulista. O gabarito será publicado nos próximos dias.

Priscyla Costa

é repórter da revista Consultor Jurídico

Alessandro disse:
29 de agosto de 2005 às 09:45

Paulo, garanto que um leigo não passaria no Exame da Ordem!!!

Luciana disse:
30 de agosto de 2005 às 09:32

O que se espera de alguém que estude durante cinco anos é que saiba, NO MÍNIMO, 50% do exame. O exame só comprova quão lastimável é a formação dos bacharéis em direito.

Alessandro disse:
30 de agosto de 2005 às 10:41

Até concordo que tenha uma avaliação para ver como o estudante está, mas o que ocorre hj é um verdadeiro absurdo.
Aumentaram até a nota de corte!!
No exame ninguém está disputando vaga para nada, é só para poder começar a trabalhar.E se o futuro advogado não é bom o mercado de trabalho dirá e não uma "provinha".
Acho que tudo isso é para não faltar alunos no cursinho preparatórios!

Funabashi disse:
30 de agosto de 2005 às 19:46

Prezados, boa noite

Com relação à matéria acima, gostaria de fazer um aparte para parabenizar e agradecer a Sra. TALLULAH CARVALHO, Dr. FÁBIO MARCOS BERNARDES TROMBETTI e Dr. URIEL CARLOS ALEIXO, pela forma com que fui tratado juntamente com outros deficientes no 127º Exame da OAB em São Paulo.
Só para exemplificar, sou portador de perda auditiva e tenho que utilizar aparelhos em ambos ouvidos, que não podem ser retirados pois aliado à perda de 90% da audição, tenho um problema até de certa forma raro ou seja, termo utilizado pelos Médicos chamado de "tínitus" ou seja zumbido que se agrava ao serem retiradas as próteses que servem justamente para aumentar os sons externos, o que provoca um desconfôrto muito grande pois não consigo me concentrar em uma leitura por exemplo, além de perder qualquer informação dada durante o exame.
Recebi todo o apoio no período que antecedeu e durante a prova, e os demais colegas que se encontravam na mesma sala, podendo fazê-la com a tranquilidade que esperava, em sala separada reservada aos deficientes.
Aos Doutores e Dra. meus sinceros agradecimentos extensivo à OAB-SP.

Quanto à prova da OAB, nos meus 50 anos de idade, tenho convicção de que é um instrumento para avaliar a qualidade de ensino no país, e melhorá-lo e isto com certeza é necessário. A minha sugestão, é que além de fazerem os exames no mesmo dia em todo território nacional, que também fôssem unificadas as questões das provas, ou seja que fôssem iguais a todos os Estados da Federação.

Cordialmente,

Luiz Antonio Funabashi

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também