Quatro conselheiros do CNMP — Conselho Nacional do Ministério Público votaram contra a proibição do nepotismo no órgão. Entre eles, Ernando Uchoa, que foi indicado pela OAB — Ordem dos Advogados do Brasil. O curioso é que a representante dos advogados divulgou, no mesmo dia da votação no CNMP, manifesto contrário ao nepotismo.
Antes de votar contra a proibição, Uchoa rejeitou exceção de impedimento que havia sido proposta contra o conselheiro Luciano Chagas, que tem parentes em cargos comissionados no Ministério Público. Para Uchoa, Chagas não estaria impedido para votar. O pedido de impedimento de Chagas acabou sendo rejeitado pelo relator, conselheiro Paulo Prata, posição que prevaleceu.
A medida que proíbe o nepotismo, no entanto, foi aprovada no CNMP. Apenas Saint Clair Junior, Luciano Chagas, Francisco Maurício e Ernando Uchoa votaram a favor do emprego dos parentes não concursados.
Quando se está de um lado da mesa fala uma coisa, unicamente no sentido de se parecer moralista. Bastou mudar de posição e aí sim mostra os tentáculos. Esse falso moralismo que impregna o país é que deve ser combatido. Não sabemos quem é mais prejudicial: o falso moralista ou o imoral assumido.
Quando se é eleito para determinado cargo em vaga destinada a determinada entidade, o eleito tem obrigação moral de defender e votar segundo a diretriz de sua entidade e nunca segundo seu ponto de vista pessoal.
"O uso do cachimbo põe a boca torta". É o caso dos que são prosélitos do nepotismo,que ocorre, aliás, em todo o serviço público.Viva a Resolução!
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