A manifestação religiosa do povo brasileiro é resguardada constitucionalmente desde o Brasil Império, que manteve a religião oficial vigente no Brasil Colônia de Portugal, com todas as implicações legais da manutenção do estado confessional. O artigo 5º da Carta Magna de 1824 já estabelecia a liberdade de crença, abrindo espaço para a tolerância na manifestação de outras crenças, mas determinava que a religião católica romana continuaria sendo a religião do Império. De acordo com a regra, “todas as outras religiões seriam permitidas com seu culto doméstico ou particularmente, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de templo”.
Logo após a proclamação da República, foi editado um Decreto, orientado por Rui Barbosa, que estabeleceu a liberdade de culto e reconheceu a personalidade jurídica de todas as igrejas e confissões religiosas, mantendo, entretanto, a Igreja Oficial, que inclusive continuou a receber subvenção pecuniária para a subsistência de seus ministros religiosos e seminários, de acordo com o artigo 6º, da Constituição de 1981.
A Constituição Republicana de 1891 finalmente institui no Brasil o princípio da separação da Igreja-Estado, incorporando tanto a liberdade de crença, como a liberdade de culto, estabelecendo a não existência de religião oficial e, por conseqüência, a ausência de qualquer subvenção oficial.
A forte e natural influência da orientação da até então religião oficial, que foi a Igreja Católica Apostólica Romana, durante quase 400 anos, é uma das explicações para tantas cidades com nomes de santos católicos, de templos católicos ocuparem espaços centrais e da grande influência em todos os campos de atuação.
É neste contexto que se apresentam os feriados religiosos. Existe feriado espírita no município do Rio de Janeiro, dia de São Jorge; feriado no Distrito Federal e no Amapá, alusivo ao dia do Evangélico; e, em quase todas as cidades e diversos estados, são comemorados feriados católicos, dias do padroeiro, tais como Círio de Nazaré, em Bélem do Pará, além de diversos feriados nacionais, como “Corpus Christi”, sexta-feira da paixão, finados, natal e, especialmente o dia da padroeira do Brasil, fixado pela Lei 6.802/80, que criou o feriado de 12 de outubro, para o “culto público e oficial à Nossa Senhora Aparecida”.
Ocorre que o Estado brasileiro é laico, não possuindo religião oficial, e mesmo o cristianismo sendo a expressão de fé da maioria da população de nosso país, acrescido da grande carga de sincretismo religioso, é uma afronta à liberdade religiosa a obrigatoriedade legal de obedecer estes dias de recesso forçado para diversos grupos religiosos.
Destaque-se que o feriado religioso obriga a todos os cidadãos, independentemente de sua crença, a respeitá-lo, em função de ser oficial, eis que oriundo de uma lei, que tem ordem pública, o que afronta o princípio da separação Igreja-Estado contido na Constituição Federal. Mas os cidadãos não estão obrigados a respeitá-los. Vem crescendo na sociedade o questionamento com relação a estes dias de descanso.
Desta forma, quem sabe, de forma pluralista e democrática, poderia se estabelecer que estes feriados religiosos fossem comemorados privativamente por seus seguidores, como já ocorre em diversas datas religiosas. Outro caminho é a provocação, por parte dos interessados, ao judiciário brasileiro, via Supremo Tribunal Federal, numa Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental. O ideal é que o STF estabeleça qual o limite da separação Igreja-Estado.
Gilberto Garcia é advogado, pós-graduado, mestre em Direito e autor dos Livros O Novo Código Civil e as Igrejas e O Direito Nosso de Cada Dia.

Tem protestante, que não se conforma por , após, séculos de rebeldia e independência , não tenham conseguido alcançar, carisma e reconhecimento, idênticos à MÃE DO CRISTIANISMO : IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA !!!
A Mãe de todos os Cristãos só obriga, apenas, os seus fiéis a seguirem e observarem as datas consagradas e feriados católicos .
Aos que abandonaram a IGREJA, nada disto lhes é obrigado, até porque eles nunca respeitaram as datas consagradas .
Assim, o que não conseguem alcançar,através dos méritos carismáticos e/ou reconhecimento Divino, tentam alcançá-lo, através da "lei profana" !
Eu, protestante e "rebelde", como garantiu nosso amigo A. G. Moreira, prefiro me agarrar ao exemplo de Nosso Senhor, que jamais alentou alcançar "carisma e reconhecimento", muito pelo contrário, foi objeto de opróbrio do poder temporal e religioso. Peço a Deus que nós, protestantes e romanos possam se juntar para chorar nossos pecados.
Não se estresse, meu caro Dr. .
Na verdade, o Senhor Jesus não buscou carisma e reconhecimento, apenas aceitação.
Entretanto, ELE sempre combateu a rebeldia e desunião entre os seus seguidores e jamais recorreu à justiça dos homens .
Também não buscou aceitação, visto que não foi aceito, mas rejeitado. E exatamente porque não desejou a desunião é que eu peço: vamos chorar juntos, pois já pecamos em demasia, por sermos todos rebeldes e resistentes a Ele.
O Senhor buscou, sim a aceitação , para que a Sua Misericórdia tivésse eficácia .
Pois os que O rejeitaram e rejeitam, não são contemplados pela Sua Redenção .
Quanto a choramos, "JUNTOS", pelos nossos pecados, é tudo o que nos resta .
Cujus regio, ejus religio. Divini juris sunt veluti res sacrae et religiosae. Eli, eli, lamma sabachtani. Fac officium, Deus providebit.Initium sapientiae timor Domini. Dei facientes adiuvant. Enfim.... Deus indumen sic algoris dat acumen - Deus dá a roupa segundo o rigor do frio. Cada um com seu Deus, com sua crença, com sua esperitualidade. O que importa é o respeito a diferença. Se vc acreditar que uma determinada árvore é um Deus, aquele é o seu Deus e basta ao outro respeitar... Tem Deus da sacolina, tem Deus do ouro do Vaticano, tem Deus que cura aids, tem deus que espanta demônio, tem deus que deixa pastor/padre/pai de santo rico. O importante é o seu Deus e aquilo que vc acredita, ou seja, sua fé. Simplificando, esto laborator, et erit Deus auxiliator - Sê operante e Deus será colaborador. Mas lembre-se....
Que belíssima cena de destruição
Não teremos mais problemas com a super população
Veja que uniforme lindo fizemos pra você
E lembre-se sempre que Deus está do lado de quem vai vencer
.Legião Urbana, A canção do senhor da guerra (1992)
......................
You that hide behind walls
You that hide behind desks
I just want you to know
I can see through your masks
(...) You play with my world
Like it's your little toy
You put a gun in my hand
And you hide from my eyes
.Bob Dylan, Masters of war (1961)
A norma é realizada a preservar o sentimento religioso, seja qual a religiâo!
Lamento informar-lhe, Sr. Evandro, que o Sr. soube exarar, frases soltas , contidas nas Escrituras Católicas Romanas,...mas não conseguiu, ainda, distinguir a Verdadeira Divindade ! ! !
Pelos seus conceitos que emitiu, sobre Deus ou (deuses) , soa muito a um paganismo agnóstico ! ! !
Apresento ao articulista algumas definições do dicionário Houaiss que aparentemente desconhece:
Pluralismo: sistema que admite a existência, no seio de um grupo organizado, de opiniões políticas e religiosas e de comportamentos culturais e sociais diversos; a coexistência destas correntes
Democracia: governo que acata a vontade da maioria da população, embora respeitando os direitos e a livre expressão das minorias
Vê-se logo que forçando a maioria da população a comemorar as datas apenas privativamente não se estará respeitando o pluralismo e a democracia.
Quanto a falaciosa afirmação de que "o feriado religioso obriga a todos os cidadãos, independentemente de sua crença, a respeitá-lo", pergunto: Quantas procissões de N.Sra. Aparecida o ilmo. advogado foi obrigado a acompanhar?
O consultor jurídico tem que ser mais criterioso nos artigos que publica, este aqui é lastimável.
Calma amigo AG Moreira:
Volta e meia o tema é lançado como balão-de-ensaio pelos pescadores de "águas turvas" e temos então uma plêiade de resposta arrevesadas ou absurdas.
O Sr. Evandro é, claramente, um relativista. Essa história de o camarada adorar a árvore é o fim da picada. Uma verdadeira elegia à ignorância.
Sim, cada um tem o sagrado direito de crer no que quiser e de ser tungado, enganado, espoliado, também.
É um direito inalienável do ser humano o de ser um idiota, direito este exercido de maneira atlética por muitos.
Quanto à questão do feriado religioso, a coisa é simples, na minha opinião:
a) Todo povo (e o nosso não constitui nenhuma exceção, em que pese a esculhambação cada vez maior que podemos observar) possui as suas raízes culturais e religiosas, que muitas vezes se confundem;
b) No Brasil por "menas" que queiram alguns protestantes e "livre pensadores" furiosos, nossas raízes advém da religião Católica Apostólica Romana, e isso desde os primórdios, com os padres jesuítas, os verddeiros formadores de nossa nacionalidade;
c) E essa formação tem tão forte influência, amplamente aceita pelo povo, que um governo, por mais "laico" que seja, jamais poderá desprezá-la, espezinhá-la, sem conseqüencias sociais muito graves;
d) O feriado religioso é, portanto, mero reconhecimento, por parte do governo, dos eventos de expressão para o povo. Eles se destinam ao culto público (aniversário do santo padroeiro, por exemplo) e a facilitar o culto privado (nos dias "de guarda", por exemplo). São assim, como dito, mero reconhecimento da autoridade civil, da religiosidade popular;
e) Até porque vivemos (por enquanto, pelo menos!) numa democracia e, uma das definições desta é "a ditadura da maioria";
f) E se feriado oficial de fato é, ele obriga a TODOS, porque a lei é para todos. (Embora se compreenda a relutância de muitos, posto que se o domingo "Dia do Senhor" é profanado, cada dia com maior largueza, no contexto da dessacralização das coisas e, pior, da Pessoa Humana, como esperar a devida atenção a um "mero" feriado religioso?)
Simples assim.
Sempre menciono neste espaço que "governo laico" é uma sandice. Implica necessariamente em "governo anti-religioso".
Por derradeiro, devo comentar que por mais louváveis, educados e amistosos que sejam os argumentos do amigo Dr. Anderson Moraes, creio que ele labora em dois erros básicos:
Nosso Senhor Jesus Cristo, enfrentou a incompreensão de muitos e a oposição demoniaca (como por Ele mesmo denunciada)do pervertido "establishment"
religioso da época. Mas nunca deixou de Se revelar por inteiro, obtendo com isso a adesão de muitos e muitos.
Muito mais ainda, Jesus Cristo QUIS a formação de uma Igreja. Essa Igreja haveria de ser visivel, hierárquia, permanente, eterna, Universal (católica, portanto) e apostólica, justamente a fim de que a mensagem da Salvação pudesse e fosse apresentada a todos os homens.
E ela é a Igreja Católica Apostólica Romana, firme e viva, como Corpo Mistico de Cristo, há já dois mil anos.
Os que atentaram contra a unidade dessa Igreja e contra expresso desejo e mandamento de Nosso Senhor ("Que todos sejam um") foram os protestantes, os quais, desligados da Árvore, vem se dividindo e sub-dividindo, desde então.
Nesse diapasão é que a oração do Dr. Anderson por união entre nós é absolutamente necessária e claramente inspirada no seu coração, pelo Espírito Santo.
Um abração.
Convido o Sr. Moreira a trabalhar no dia de Natal e no 1º ida do ano. Vá também trabalhar na Sexta-feira ante-véspera da Páscoa. Por que não labutar também no dia 12 de outubro, dia em que além da padroeira do Brasil, comemoramos o dia das crianças?
De minha parte, prefiro ficar com minha família nesses dias.
Nos municípios em que é feriado no dia do(a)padroeiro(a) não é feriado no dia de sua fundação e vice-versa, ou seja, um dia compensa o outro.
Quem desconhece o passado que ajudou a formar nossa atual cultura tem argumentos limitados para falar sobre o assunto.
Sugiro que o autor também convide o judeu e o muçulmano a irem trabalhar na sexta-feira, a partir do pôr do sol.
De nada adianta um currículo, seja qual for a área, sem prévia formação humana.
Graças ao Estado que o autor critica, hoje em dia qualquer um pode publicar um livro. Ridículo o artigo.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
É INVIOLÁVEL A LIBERDADE DE CRENÇA (ponto)...
Aqui é um espaço para análise jurídica do fato e não religiosa. Cada um com sua crença.
Se a liberdade de crença é inviolável, não há o que se falar em ignorância daqueles que acreditam nas árvores, dudas, orixás, maomes, oxalás, cristo, doentes, vacas, pastores etc... IGNORANTE É AQUELE QUE NÃO RESPEITA A DIFERENÇA E A ESCOLHA DE CADA SER...
Cada um com seus problemas...
Na minha ausência, por algumas horas, pude vêr que tive citações de apoio, que agradeço e de contestação, que respondo :
1 - Siscari (Funcionário público ) :
O Sr., com certeza, me confundiu com outro comentador ;
Eu sou católico e defendo que os católicos deverão respeitar os dias consagrados pela Igreja .
2 - José Carlos Portella Jr :
A Igreja Católica ( nem o Estado) não obrigam a pessoas de outras crenças ou religiões, a se absterem de trabalhar ou dedicar aquelas datas para outras finalidades.
Por outro lado, estes, têm o direito de destinarem outras datas para as comemorações religiosas que desejarem, como fazem, livremente, os árabes, judeus, budistas, etc. .
3 - esls (Assessor Técnico) :
O Sr. leu os comentários, mas, esqueceu de ler o que os motivou.
Por isto, tudo o que expressa, é o que ninguém contesta .
4 - José Carlos Portella Jr (Criminal):
Infelizmente, o Sr. necessita avaliar se o país está errado para o Sr. ou se o Sr. está esrrado para o país.
É preciso decidir .
Porque quando o Sr. nasceu, no Brasil, já , há muito tempo, que estas tradições estavam implantadas, com o consenso geral.
Agora, para se implantarem "inovações" , terão, também , de ter o consenso da maioria .
Ô meu caro Esls, porque este juízo tão severo a meu respeito se eu justamente defendi o inalienável direito do ignorante de ser ignorante e de exercer livremente a sua ignorância?
Em segundo lugar: acaba por parecer, que para você o inciso VI do art. 5º. se aplica a todas as religiões, menos a Católica. Será?
Por último, de onde a lógica da sua afirmação: "Se a liberdade de crença é inviolável, não há que se falar em ignorância daqueles que acreditam em árvores, dudas..." (para seu proveito mesmo, procurei evitar a sua chula menção a Cristo com letra minúscula, "sábio" senhor)?
Aonde está a necessária conexão lógica entre "liberdade de crença" e "ausência de ignorância"?
Passar bem.
A matéria acima, ora sob comentário, é algo lastimável, a começar pelo seu próprio e equivocado título, posto que pela lei, um feriado oficial, definido POR LEI (e assim o são os de cunho religioso) é um FERIADO de fato e de direito, devendo ser respeitado como tal. Imagine-se, por exemplo, alguém na Justiça do Trabalho alegando que não pagou o adicional de 100% ao funcionário por trabalho no dia, porque "não é católico"!
Os comentários posteriores somente vem de encontro ao que eu já afirmei por algumas vezes neste espaço:
a) Estado "laico" significa, necessáriamente, estado "anti-religioso"!
b) Alguns, entre os quais parece se inscrever o Autor, pretendem a imposição de uma visão "iluminista" de domesticação da Igreja, reduzindo a Fé Cristã a um mero conjunto de ideais "ético-humanisticos" e filantrópicos, sem qualquer ingerência na vida pública. Em outras palavras: o ser "cristão" deve ser relegado ao culto particular e privado, sem qualquer repercussão na vida pessoal e muito menos na vida social, quanto mais a política;
c) O Estado não deve ser LAICO, mas sim NEUTRAL, garantindo a plena liberdade de culto, mas, principalmente, RESPEITANDO a crença religiosa da MAIORIA da população brasileira (lembremos novamente: DEMOCRACIA = "ditadura da maioria")
d) De resto, como maravilhosamente retratado por Eça na sua obra "Os Maias", simplesmente não existem Ética e Moral desligadas da religião, da visão transcendental do Homem em relação a um Ser Superior, que nós cristãos reconhecemos na Santíssima Trindade.
Sem a visão transcendental, principalmente a Escatológica (relativa ao fim último das coisas e da História, com o Julgamento Final dos maus e dosn bons) é impossível ao ser humano, mormente nos dias atuais, de desorientação, de cruel relativismo, de hedonismo desenfreado, de TOTAL inversão de valores, ser "bom", ser "ético", ser "moral" (moralidade qual, aliás?), como aliás vimos observando, em toda a nossa Sociedade, inclusive no (des)governo "que aí está";
e) Dessa forma, entendo que o acolhimento de demandas da Igreja e dos católicos e o respeito pela religiosidade do povo constitui, não só um Dever do Estado, como verdadeira homenagem ao cidadão brasileiro, que a ninguém de boa intenção deveria ofender ou perplexizar;
f) E a propugnação de algo diferente disso, ainda mais sob o rótulo de "defesa" do Direito, da Lei e das instituições, constitui rematado cinismo.
O artigo é interessante.
Os críticos, por sua vez, poderiam começar suas "teses" explicando - por exemplo - qual foi a "santidade" da inquisição...
Por outro lado, nem devemos entrar no assunto da igreja primitiva, da conversão de Constantino e seu reino, etc, pois seria aprofundar demais o debate.
Mas um fato é incontestável: O Brasil somente começou a sair do seu histório poço de ignorância e atraso mundial quando o Estado se tornou laico (em que pesem os equívocos ainda existentes, como aponta - por exemplo - o próprio autor).
Coincidência?
Talvez...
1 - O Comentarista equivoca-se , quando afirma que o Estado é laico ;
2 - Recomendo ao comentarista que, antes, de julgar, com a cultura e conceitos hodiernos, ocorrências da Idade Média , tente descobrir e julgar o corportamento e os crimes que cometeram os seus (PAIS) ancestrais, da mesma época, à luz das leis atuais .
3 - Finalmente, tem gente que acha "chic" mostrar-se agnóstico . Mas quando a coisa aperta, lembram de pronunciar o nome de Deus !
Caro amigo Comentarista:
Como o seu comentário faz duas afirmativas e uma insinuação, sou obrigado, pela defesa á minha Igreja, Corpo Místico de Jesus Cristo na terra e pela amizade a contestar todas as três, senão vejamos:
começando pela última:
"O Brasil somente começou a sair do seu histório poço de ignorância e atraso mundial quando o Estado se tornou laico"
Que barbaridade! De onde vem a veracidade ou a lógica de tais afirmações? O Brasil, justamente pelas sua sintocadas raízes fincadas no continente europeu sempre teve uma semente de progresso em sí mesmo, haja vista que nem os extremamente ruinosos governos "laicos" (anti-religiosos) da primeira e da segunda repúblicas não conseguiram destruir o País, (assim como não conseguirá, este "que aí está"!).
O Brasil foi o país no mundo que alcançou maior crescimento no menor espaço de tempo. E isso foi um verdadeiro MILAGRE, mais ou menos como você sair de um poço puxando-se pelos próprios cabelos!
E isso se deveu a uma série de fatores, ente os quais a base religiosa/cultural desenvolvida pelos padres jesuítas que aqui aportaram desde a tenra infãncia e também aos métodos tecnológigos de produção trazidos pelos imigrantes no século retrasado, principalmente os italianos (industria) e japoneses (agricultura).
Aonde você consegue enxergar os Floriano Peixotos, os Campos Salles, os Sarneys neste processo é que eu gostaria de saber.
Em segundo lugar a insinuação maliciosa: "...igreja primitiva, da conversão de Constantino e seu reino..."
O que você quis dizer com isso? A velha tese protestante/gnóstica ("iluminada, lembra-se?)de quie havia uma Igreja "primitiva", apostólica e pura e depois, a Igeja CAtólica, por maquinação e adesão ao poder, por causa do Imperador Constantino? Se sim, além de pobre, nada mais mentiroso, pois o edito de COnstantino apenas tornou a Igreja livre e o cristianismo (= Catolicismo, lembre-se) religião de estado (ao lado de todas as outras, é bom lembrar também).
A Igreja Católica Apostólica Romana pode e deve ser "julgada" por TODA a sua história e trajetória, as quais, em bem observadas, poderão facilemnte demonstrar ao observador HONESTO e isento, toda a sua santidade.
Por último: "'teses' explicando - por exemplo - qual foi a 'santidade' da inquisição..."
Para isto nem é necessário o recurso a quaisquer "teses", mas sim apenas a raciocínios lógicos e aos fatos: A Santa Inquisição foi um movimento, absolutamente legitimo dentro da Igreja para o combate às heresias, que repudiavam ao povo e tinham o potencial de causar tremenda comoção social (observe-se o caso dos "Cataros" ou "Albigenses", que adotando posturas maniqueísta repudiavam a "matéria", como coisa do demônio, opondo-se ao casamento, ao sexo e à procriação) e contra os cripto-judeus infiltrados na Igreja e que contra ela conspiravam. Tratou-se de um simples movimento de auto-defesa e de defesa da integridade da Fé, contra inimigos que são de dificil compreensão às pessoas de hoje em dias, nos atribulados e relativistas dias em que vivemos.
Menos, amigo Comentarista, menos.
Um abraço.
Curitiba, domingo, 10 de outubro de 2004.
À
Coluna do Leitor
Gazeta do Povo
Praça Carlos Gomes, 4
CEP 80010-140 – Curitiba - PR
Prezado Senhor Editor, Ref.: Estado laico e feriado religioso
Constitucionalmente (art. 19, I), o Brasil adota o princípio republicano da laicidade, onde não há religião oficial. Logo, há completa separação entre Igreja e Estado, excluindo-se estas (as diversas Igrejas) do exercício de qualquer poder político e administrativo.
O princípio do Estado laico é típico das nações que vivem sob a égide do Estado Democrático de Direito. Só não é observado hoje nas teocracias, como as que existem em algumas nações, sobretudo do mundo islâmico, e em nações e sociedades tribais. E é bem sabido o preço que se paga nos regimes teocráticos pela mistura das razões de Estado com as de crença e culto religioso.
A concepção de um estado laico, como o brasileiro, não nega ou rejeita a religião, apenas determina que não haverá uma religião oficial adotada e financiada pelo Estado.
Todas as pessoas têm o direito de seguirem uma religião, mas todas têm o direito, também, de não seguirem religião alguma. A opção é individual.
Durante séculos a Igreja Católica tem influenciado o estado brasileiro, tentando impor normas de conduta à população. Não faz sentido, no entanto, que uma nação, possuidora de uma diversidade religiosa tão variada, deva seguir normas impostas por uma crença específica.
Desta forma, não tem qualquer cabimento o feriado religioso do próximo dia 12 de Outubro, assim considerado como dedicado a Nossa Senhora Aparecida, que uns atribuem ser Padroeira do Brasil. Estabelecer um feriado baseado neste princípio é uma ofensa, também, ao pluralismo de ideologias.
O fato de estabelecer uma comemoração ou data religiosa por meio de lei é uma inconstitucionalidade; equivale a afirmar que o Estado adota oficialmente a religião ou a celebração religiosa legalmente instituída. Procedimentos dessa natureza levam à criação de vínculos oficiais entre instituições e entes estatais e religiosos, que a lei maior não reconhece.
Um feriado nacional, como todos sabemos, impõe a paralisação de todas as atividades comerciais, industriais, de prestação de serviço e outras, em todo o território nacional. Isso faz cessar todo o fluxo de produção de riquezas, com prejuízos incalculáveis que, em sua esmagadora maioria, são irrecuperáveis.
Uma nação rica se constrói com muito trabalho, idéias, produção e poupança. Não se pode aceitar a interrupção de atividades produtivas sem que haja uma motivação justa a ampará-la. E esta, como procuramos demonstrar acima, não é legalmente aceitável.
Concluindo, conclamo a que todos repensemos este e outros feriados que existem em nosso calendário e que remetem ao mesmo princípio ora questionado.
Carlos Eugenio Garcia
RG 5012512512/RG
Rua Emiliano Perneta, 837 – ap. 1701
Fone: 3014-7493
carlosegarcia@uol.com.br
Agnósticos, panteístas, cristãos, judeus, muçulmanos, ateus, etc...
É lamentável, mas todos tentam justificar as barbáries do passado com a mesma "tese" de sempre, ou seja, de que "os fatos devem ser analisados à luz das leis e das circunstâncias da época"...
Tentem explicar isto aos milhares de mortos em nome da fé.
Mais que isto! Tentem explicar que a morte, por ter sido em nome da fé, talvez tenha tido outro "gosto"...
Menos, amigos, menos...
"El sueño de la razón produce monstruos" (A.D.).
A vós, protestantes e ateus comunistas, cabe-vos, apenas, espernear .
O vosso passado não criou história e as vossa teses não prosperaram .
Portanto, terão de conviver com a FRUSTRAÇÃO do fracasso ! ! !
Como mencionaram, uma fé que chega as vias de fato.
Ô amigo Comentarista seja educado!
Dirija-se a mim diretamente nos seus comentários, como eu faço a você.
Você pode não gostar e, mais ainda, até maliciosamente tentar impugnar o argumento com falácias prévias, mas que ele é correto é. Senão como poderiamos avaliar o comportamento de pessoas de antanho, se as separamos do seu contexto histórico.
Se num futuro próximo (queira Deus!), aonde não existisse escassez e aonde o "salário mínimo", fosse efetivamente digno deste nome, como será que os historiadores julgariam os governos de ontem (e de hoje!) que permitem que a paga mínima seja de apenas poucos reias, insuficientes para o sustento familiar? Julgariam talvez que o Sr. Lulla fosse um sádico, não?
É...complicado, não?
Um abraço.
É, meu caro Bira, existem coisas e valores Absolutos (Verdade, Ética, Moral, etc.) pelas quais vale a pena brigar, senão que homens, dignos desse nome, seremos?
Saudações.
Perdão, "pelos quais". Além da pressa e da má digitação, deve-me ter dado um surto de emir sáderzite.
Caro Sr. Carlos Eugenio Garcia:
O senhor disse:
"O fato de estabelecer uma comemoração ou data religiosa por meio de lei é uma inconstitucionalidade; equivale a afirmar que o Estado adota oficialmente a religião ou a celebração religiosa legalmente instituída. Procedimentos dessa natureza levam à criação de vínculos oficiais entre instituições e entes estatais e religiosos, que a lei maior não reconhece."
Refuto: De onde o senhor tirou esta ilação falaciosa? O governo municipal de São Paulo incentiva e até patrocina a chamada "Parada Gay", poderiamos por isso suspeitar da falta de masculindade do nosso querido Alcaide? Da sua plena adesão e de todo o seu governo à plena boiolagem?
Depois: "Um feriado nacional, como todos sabemos, impõe a paralisação de todas as atividades comerciais, industriais, de prestação de serviço e outras, em todo o território nacional. Isso faz cessar todo o fluxo de produção de riquezas, com prejuízos incalculáveis que, em sua esmagadora maioria, são irrecuperáveis.
Forçou um pouquinho! "Prejuízos incalculáveis", hum, nem tanto, a improdutividade e a falta de lucros advindo da paralisação podem muito bem ser calculados sim. Mas, por outro lado, o senhor esqueçeu de contabilizar os GANHOS, aquels espirituais, para os que são crentes, o incremento da ind´sutrua de lazer e refeições, as compras nos shoppings para aqueles que não "dão bola" para a religião, etc. Um pouquinho desonesto de sua parte.
Uma nação rica se constrói com muito trabalho, idéias, produção e poupança. Não se pode aceitar a interrupção de atividades produtivas sem que haja uma motivação justa a ampará-la. E esta, como procuramos demonstrar acima, não é legalmente aceitável.
Mas o snheor não esclareceu. Nessa sua conclamação verdadeiramente "japonesa", o senhor também é contra os feriados de Tiradentes, da Proclamação da República, da Consciência Negra, do Trabalho, da Independencia, também? Por favor me esclareça. Ou o senhor é contra apenas aqueles que tenham como base histórica e cultural a religiosidade CATÓLICA do povo brasileiro?
E se amanhã os evangélicos pentecostais conseguissem a aprovação de uma Lei que determinasse o, digamos, "Dia da Louvação Nacional do Povo Evangélico" ou até o "Dia do Espirito Santo", como dias de Feriado nacional, o senhor ficaria igualmente indignado?
Mesmo que o senhor não goste ou rejeite, não somos filhos de chocadeira, temos raízes e elas são Católicas, pela Graça de Deus; reverenciá-las (quem não quiser, de modo algum é obrigado) pois, é agir com gratidão e justiça (palavras tão esquecidas nos dias de hoje) e fazer não como o mau passarinho, aquele que faz no seu próprio ninho, ou aquele que cospe no retrato dos pais.
Passe bem.
Existem alguns que, em não conseguindo edificar o seu, põem-se a querer derrubar o dos outros.
O espírito dos fariseus ainda parece estar vivo em muitos...
Mas isto é absolutamente natural, pois quem está em franca decadência sempre busca a auto-afirmação.
Caro Comentarista:
Pretendendo que você tenha entendido o que eu solicitei a você no "post" lá de baixo, vou procurar entender o que voc~e disse abaixo como não endereçado à minha pessoa, porque senão seria muito baixo e deseducado, defeitos que procuro não atribuir à você (afora, também na hipótese, de serem de uma falta de senso atroz).
Um abraço.
Caro Richard Smith,
Saiba que jamais usaria do subterfúgio de me referir a você de forma indireta, pois, além de considerá-lo com distinção, creio que nenhum de nós necessite disso.
Um grande abraço.
Ok. Outro para você.
Sr. Richard Smith,
Estive viajando e, só agora ao voltar, li seus comentários a respeito do que escrevi sobre os malfadados "feriados religiosos" (diga-se bem: católicos em sua maioria). Embora sejam por vezes vazados em termos pouco respeitosos, por minha formação, tenho que os respeitar, mas não os posso aceitar na íntegra, por diversas razões.
a) Usar a palavra desonesto, não é educado de sua parte. O senhor não me conhece. Assim, e não a posso aceitar, por sempre caracterizar minha vida por estrito respeito à ética, à moral e a honestidade; b) De fato, sou contra os feriados católicos, e nem poderia ser diferente, pois não os há de outras religiões (ou se há, não os conheço). Minha indignação, como senhor a denomina, é exatamente por isso: uma prevalecendo sobre as outras e obrigando-as em seus efeitos; c) O Estado é laico e, como tal, não pode privilegiar uma religião em detrimento de outras, ou sobre as crenças de outras; d) Por último, afirmar que "Existem alguns que, em não conseguindo edificar o seu, põem-se a querer derrubar o dos outros", não é nada edificante de sua parte. O próprio conceito do site que ora nos abriga, é de livre pensadores, onde as manifestações das idéias são a tônica do debate. E assim devem ser tratadas por todos os "comentaristas" adicionais, não se aceitando ofensas ou comentários que não se afinem com o espírito de oporem-se às idéias postas pelo escrito original ou pelos demais.
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