Os ataques criminosos com vítimas fatais ocorridos na madrugada desta quinta-feira (28/12) no Rio de Janeiro nos chocam. A criminalidade organizada agora atinge civis a esmo. Os delinqüentes profissionais praticam crimes com requinte de crueldade. Os atos praticados no Rio são atos claros de terrorismo.
Me preocupa o avanço da criminalidade em nosso país. Se de um lado a coisa tem ficado cada vez mais séria, é de se reconhecer que alguma coisa está sendo feita e está ocorrendo um avanço na repressão qualificada, aquela que deve ser endereçada às quadrilhas e organizações criminosas que resolveram adotar como profissão os ataques contínuos à sociedade civil. Todavia, a velocidade das mudanças do Poder Público no controle da criminalidade é insuficiente. A criminalidade organizada sempre se renova e se supera. Cada dia mais ousada e cada dia mais cruel.
Alguma coisa precisa ser feita efetivamente e com rapidez. Sem efeitos simbólicos, sem passionalismo, mas com dureza para enfrentarmos a realidade criminológica que assola o país no tocante ao controle dos crimes violentos e na repressão das organizações criminosas. Teoria e prática da Criminologia devem ser unidas. O Congresso Nacional não pode mais simplesmente desconsiderar a Academia. E a teoria não pode continuar a ser excessivamente abstrata e divorciada da realidade brasileira. Há direitos e há deveres para todos. Nenhum direito pode ser tão absoluto a ponto de servir de escudo para a prática de graves crimes contra a sociedade indefesa.
Penso que é necessário endurecer a resposta penal contra as organizações criminosas e os crimes praticados com violência ou grave ameaça à pessoa. Hoje, a resposta penal em relação a esses crimes é excessivamente branda. O delinqüente profissional não pode agir e ao final ser contemplado com uma pena branda. É um estímulo para que ele e outros repitam esses atos.
Agora, manter o tamanho do inoperante sistema penal também é um contra-senso. Só podemos punir o que podemos cobrar. Não adianta um número excessivo de crimes que não redundam em quase nada para os infratores. Precisamos melhorar a resposta penal dos mais graves para os menos graves. É uma questão de priorizar o mais importante para o funcionamento do sistema penal.
Após os ataques do PCC aos paulistas muito foi prometido no setor legislativo federal e ainda não recebemos uma resposta adequada para esses crimes. Quase nada foi aprovado. As vítimas são muito pouco lembradas quando da edição de leis criminais. A sociedade aguarda do Congresso Nacional a discussão e aprovação de leis penais, que não caiam no radicalismo inútil de propostas que não resolvem nada, as quais possuem um efeito meramente simbólico, mas que ao mesmo tempo sejam adequadas para se controlar a criminalidade violenta que estamos vivenciando.
Para que isso seja conseguido é necessário que todos os setores da sociedade participem ativamente nas discussões e que haja uma cobrança diuturna de nossos representantes legislativos. É preciso ação. Sem uma legislação eficiente e capaz de dar uma resposta para esses atentados terroristas não há como melhorar o controle da criminalidade. Temos de priorizar e atacar os mais graves dentro das regras e fundamentos do Estado Democrático de Direito. E que as vítimas criminais também sejam lembradas de forma permanente e não apenas nos período eleitoral, para que atos como os ocorridos no Rio de Janeiro não se repitam.
...esperemos que os néscios de sempre não invoquem a panacéia da pena de morte, ou da prisão perpétua para casos similares.
Ora estamos no País da IMPUNIDADE A ELITE PRATICA SEUS CRIMES E FICAM IMPUNES (MENSALEIROS, SANGUESSUGAS, POLÍTICOS DIPLOMADOS QUE COMETERAM CRIMES E OUTROS). Vejam o apagam aéreo, ninguém sabe de quem é a culpa, só falta jogar no consumidor das Cias.
Autoridades no jogo de empurra e empurra (federal estadual e municipal).
Mais o contribuinte paga seu imposto, se não vai ter seus DIREITOS TIRADOS.
E aqueles que PERDERAM VIDA SEM NADA COMETER, ESTAVA NA GUERRA NÃO.
VAMOS DE UMA VEZ POR TODAS ASSUMIR A RESPONSABILIDADES DE GOVERNANTES RESPONSÁVEIS, SE NÃO TEM RESPONSABILIDADE NÃO DEVIA SEGUIDO A VIDA PÚBLICA.
NÃO FIQUEM FAZENDO PALHAÇADA COM A POPULAÇÃO E FICAR CHORANDO NA HORA DA DIPLOMAÇÃO DE ENGANAÇÃO, E FALANDO QUE NO SEGUNDO MANDATO VAI SER MELHOR.
SEJAM HONESTOS CONSIGO MESMO.
O texto faz refletir.
Que tal, polícia desorganizada ?
Um absurdo os ataques em plena vépera de ano- novo na cidade turística mais famosa do mundo. Ainda ontem, vi na televisão e na imprensa escrita a compra de um super helicópetero policial, digno de filme holiudiano, na mesma cidade que hoje é atacada por bando de bandidos. Até hoje não compreendi a marginália no Rio de Janeiro e como as drogas chegam nos picos dos morros, com o aval da polícia repressiva e preventiva. Não entendi por que o exército brasileiro nunca subiu no morro, como fez a polícia federal nesses últimos dias, prendendo metade de um batalhão policial fluminense envolvidos com o tráfico. Não entendi por que a compra de um super helicópetero policial e no dia seguinte o afronte dos bandidos, matando-se inocentes civis. As polícias estão sem moral. Acho que o sistema penal brasileiro não é ruim. Um bandido no Brasil, acusado de roubo vai para a cadeia por no mínimo cinco anos. E fica preso, sem direito a liberdade provisória. Desafio a quem disser o contrário. Acho que o furo está nos canos dos governantes que deixam fluir dinheiro público para as contas no exterior, lavando-o, ao invés de atingir diretamente benefícios ao povo e ao salário policial. Se há terrorismo, e nesse ponto eu concordo com o articulista, é hora de refletir e baixar planos excepcionais de segurança pública.Ninguém entra, ninguém sai, como já cantava Lobão, cantor carioca. Aumentar o salário dos policiais é um bom início. O exemplo vem da PF que mudou o perfil de seus homens pagando-lhes bons salários.Hoje é a polícia mais confiável do país e a melhor delas. O Rio de Janeiro continua lindo e será melhor quando tiver polícia digna. Aqui em São Paulo, a mesma coisa. Um policial mal remunerado é uma vergonha e a resposta vem com as condutas de elementos que se fazem de terroristas, tudo contra a sociedade. Dignidade as polícias já ! Os policiais não precisam de helicópetero do Zorro, mas bom salário no bolso.
Otavio Augusto Rossi Vieira, 40
advogado criminal em São Paulo
Esses atos de terrorismo praticados no Rio de Janeiro é a prova maior que o Estado faliu e que a bandidagem domina.A campanha ( e o terrivel estatuto) do desarmamento visam apenas o cidadão ordeiro que paga impostos. Só o brasileiro-trabalhador é que está sujeito à pena de prisão, quando para se defender dessa escória perversa, tem em casa uma velha espingarda . Os bandidões estão isentos e blindados, porque as forças de segurança do Estado não estão preparadas para subir morros e desarmar esses canalhas terroristas que condenam pessoas do bem a morrerem na fogueira, como se fazia no seculo XV. Nota zero para o Estado brasileiro!
Caro colega Lélio: de fato, vc tem razão no seu texto como também têm razão outras centenas de textos publicados após os ataques do PCC em SP. No entanto, o Brasil não anda para frente, principalmente porque a ignorância do povo coloca no poder sempre os mesmos. Aliás, veja-se a nova alteração proposta para a lei dos crimes hediondos e equiparados: 1/3 para progressão... precisamos falar mais? Questão: algum defensor de pena mais branda testemunharia contra Fernandinho Beira-Mar, Marcola ou Elias Maluco na Justiça para depois ser morto ou ter sua família assassinada? Não! Claro, não são tontos, pois só os IDIOTAS o fariam com nossas leis.
Caro Artur... aproveite seu Ministério Público e o poder investigativo que tem nas mãos - se utilizando de interceptações telefônicas, ambientais e undercover cop - e não precisará de testemunhas. O Beira mar foi preso assim, com essa metodologia investigativa. Deixe a lei de crimes hediondos fora disso ( a lei é hedionda). E equipare seu salário aos policiais civis. É outro bom início. Abraço-o, com carinho.
Otavio Augusto Rossi Vieira, 40
advogado criminal em São Paulo.
Gente, na primeira vez que ouvi a palavra anomia, ouvi-a de um grande Advogado de Campinas,que foi Presidente da nossa OAB, da Associação dos Advogados e Conselheiro Federal, Dr. Júlio Cardella.
Lembro-me de ter-lhe perguntado o significado do termo, o qual prontamente cuidou de explicitá-lo.
Pois é meus caros, estamos vivendo um período que se aproxima, em muito, à anomia, aquele estado quase letárgico em que alguém, não mais confiando em nada, passa a simplesmente nada fazer, negando o comissivo através do omissivo.
Fiquei muito feliz quando o povo "mexeu-se" no caso do aumento dos deputados e senadores. Infeliz porque parou por aí, quando deveria ter questionado, antes disso aliás, o do pessoal do judiciário também. Fiquei feliz quando o povo deu lição de moral no governo, votando contra o desarmamento.
Fico infeliz agora, todavia, ao notar que o povo, na questão da violência, parece ter entrado naquele estado letárgico que precede a anomia. Será que é porque já não acredita em mais nada?
Pelo amor de Deus gente, ao invés de ficar escrevendo "idéias, conceitos,teses", como a querer mostrar que sabe, que é o dono da verdade, o supra-sumo da sabedoria, que tal partirmos para a prática, cobrando desse governo que aí está uma pronta solução para o problema, principalmente no Rio de Janeiro que é nosso cartão postal turístico diante do mundo todo?
Vamos, vamos todos cobrar de nossos deputados, como fizemos com a questão dos salários, uma PRONTA SOLUÇÃO CONTRA A VIOLÊNCIA. Ora, o Lula quis desarmar o povo e não conseguiu. Agora taxa em valores altíssimos o registro e o porte de arma para as pessoas honestas do povo, inviabilizando assim que os honestos possuam armas !
Ora, se gosta tanto assim de desarmar, que tal subir o morro e desarmar esses bandidos, facínoras, insensíveis, assassinos cruéis de mulheres e crianças, incendiários de ônibus:
Fica aqui o desafio, FAÇA ISSO PRESIDENTE LULA !
Dijalma Lacerda.
Fazer o quê?
Vamos deferir progressão e regime aberto para os terroristas...
Acho que o governo do Rio reclamou da imprensa norte-americana que situou lá os ataques do PCC. Foi só uma questão de calendário.
Gostaria de convidar os leitores (são 1.056 pessoas na atualidade) para participarem de minha lista de discussão de ciências criminais no site http://br.groups.yahoo.com/group/revistadireitopenal/
Atenciosamente,
Lélio Braga Calhau
Governador Valadares, MG.
Bem colocado, Dijalma.
Nenhum dos sete que morreram queimados no ônibus da Itapemirim estava armado pra poder reagir. Essa supertaxação do registro de arma é uma afronta à decisão do povo no referendo. Mas agora que passaram as eleições, danem-se os insatisfeitos.
Não entendo que a L.C.Hediondos e Equiparados seja "hedionda", pois ajuda a individualizar as penas, já que há criminosos e deliqüentes e uns precisam ser separados dos outros. Agora, de nada adianta discutir a LCHE se: 1-) a PM e a Pol. Civil são instituições que se rivalizam, ao invés de se auxiliarem. Repiso que precisam ser unificadas, a despeito da resistência das cúpulas e de parte dos policiais pois, ao final, será um grande avanço; 2-)os salários do policiais estaduais forem ridículos - é preciso equipará-los aos da esfera federal; 3-) não existirem presídios decentes, de segurança máxima, que impeçam comunicação telefônica, aglomeração de presos, uso de drogas etc; 4-) não existir uma política de inclusão social dos Governos Federal, Estaduais e Municípais, feito o da vizinha e paupérrima Colômbia, cuja taxa de assassinatos em sua capital foi reduzidas em mais de 90% em 15 anos, segundo a revista "VEJA". Não há milagres, não há fórmulas mágicas e não existe "salvador da pátria". Enquanto o Congresso Nacional, o Governo Federal e os Governso Estaduais forem desta natureza, fisiológicos, corruptos e irresponsáveis, não há esperanças para o país.
Todos nós sabemos, os mais velhos e os mais moços, que o desarmamento da população, os atos de terrorismos para apavorar a sociedade, o ilícito, a corrupção e o populismo praticados e homiziados por Hitler, Chavez, Fidel e outros tem uma única finalidade: desestabilizar emocionalmente a sociedade e desviar o foco para estes acontecimentos, enquanto uma gang de corruptos vai apropriando-se do poder para criar, sub-repticiamente, um regime onde impere a vingança e o ódio. Vejam-se os MSTs da vida os PCCs e outros que ainda não colocaram as suas garras de fora. A banalização da violência pelo governo é um fato.
Acho muito estranho serem estas ações tão somente terroristas sem haver um propósito como assaltar banco, quartéis ou lojas comerciais com a finalidade de angariar fundos, armas e munições . Penso que estes marginais não necessitam de dinheiro, cuidando apenas em queimar ônibus, jogar bombas e metralhar povo para criar uma situação de caos extremo e justificar alguma ação violenta contra a Nação pelo governo central. É, no mínimo, enigmático! Assaltos a bancos, carros fortes e etc... poucos são vistos ou falados.
Por outro lado os movimentos tipo MST e similares estão abarrotados de verbas, que recebem através de legalizadas organizações paralelas.
Sou um dos néscios que desejam a pena de morte para crimes violentos (estupro, seqüestro, assalto a mão armada, peculato, assassinato), terrorismo, traição à pátria e ao povo e crimes cometidos por autoridades no exercício da função contra o erário publico de forma geral.
Acorda brasileiros e brasileiras !
...nota zero para a elite burra e bronca de pindorama: domina toda a riqueza do país (80%) e quer que pobres e miseráveis controlem os outros pobres e miseráveis que reagem através do crime. o fascista general figueiredo, num lampejo de clareza, dizia que a hora que o morro resolver descer, não terá exército que segure. Pois é, enquanto a plutocracia e a elite econômica e privilegiada não ceder seus anéis, assistiremos a guerra civil, por enquanto não declarada.
O panorama em que vivemos é o de terra arrasada. Nosso problema não é identificar o que esteja errado e sim o que esteja certo, tamanho o mar de iniquidades em que estamos submersos.
O pior disso tudo, caríssimo articulista, é o impedimento do cidadão de bem portar arma de fogo para sua defesa pessoal. Numa situação em que um ônibus de turismo é queimado com pessoas dentro, admito que a melhor lei a ser aplicada é a do revide individual de forças. Queria eu portar legalmente uma arma de fogo. Para a minha defesa e de minha família. E é isso que aconselho a todos, se e quando perguntado. Tenha uma arma em casa e mande fogo a quem entrar na sua casa sem autorização. Depois, contrate um bom advogado.
Otavio Augusto Rossi Vieira, 40
advogado criminal em São Paulo
O banditismo cada vez aumentou mais, especialmente depois dos desfalques cometidos no governo FHC e a corrupção generalizada que vem campeando solta. Os bandidos não são tão sutis, porque não tem os mesmos meios daqueles corruptos. Então declaram guerra geral. O exemplo sempre vem de cima. No nosso caso, o exemplo é deplorável.
No Brasil existe a triste realidade natural e os redutos artificiais cevados no poder público.
Num lado falta tudo, o outro é sempre provido, ou mais ou menos, mas o suficiente.
Quem está no lado pior, alguns poucos por seus peculiares talentos, às vezes se destacam e crescem na sociedade. Na lateral melhor é só ficar esperando com a boca aberta e na perplexidade geral, o Estado provê.
Num mundo, hoje telemático, nada fica escondido. Os maltratados sabem que existe uma elite que lhes suga a seiva. A publicidade é instantânea.
Para equilibrar os eternamente desajustados procuram todos os recursos para viver bem e rapidamente, pouco importando de se recorrer a crimes de todos os tipos já que não têm nada a perder. As rédeas (leis) existem, mas ineficientes no concreto e de tão abstratas não cuidam do mundo real.
E há a promiscuidade corruptiva, já que os valores humanos numa situação dessa deixou de existir totalmente, a teoria de Reale não se aplica nesta situação: Não existe inocentes e sim baixas.
Para esse Estado provedor de poucos existe os tributos acachapantes.
Dessa arrecadação, a maior parte é aplicada em folha de pagamento pública e nada resta para aplicar em bens sociais.
O governo sempre com a política econômica covarde, coíbe a produção para limitar a oferta e evitar a procura.
Desperdiçam centenas de bilhões para as castas dirigentes e não aplicam nada no desenvolvimento, para manter a população domada ou dopada.
Como apenas alguns são dopados e, a maioria dos excluídos não, o resultado é evidente.
O nível cultural do povo cai cada vez mais e não só nas camadas mais pobres. A única coisa que permanece é à vontade de levar vantagens em tudo.
Como não existe tudo para todos e apenas para alguns, quem não têm vai procurar tomar por todos os meios.
Essa é a lei da harmonia da natureza. Nunca falha.
Não há de se falar na mesma lenga-lenga do social. As causas e efeitos naturais predominam.
A harmonia natural está quebrada. O governo está com a síndrome da avestruz na forma aguda. Segure-se quem puder.
Sugiro que se invista cada vez mais em programas para evitar o surgimento de novos consumidores de droga e tratamento dos atuais viciados pois não havendo consumidor não haverá traficante disposto a disputar esses pontos de venda com tanta violência.
Caros Luismar e Rossi Vieira:
Minha opinião continua a mesma.
Quanto à supertaxação para o registro de armas, estou me mexendo, inclusive com gente de Brasília.
Se alguém quiser "engrossar o caldo", meu e.mail é: dijalmalacerda@dijalmalacerda.com.br
Abraços
Dijalma Lacerda.
dijalma lacerda (Civil 28/12/2006 - 18:31
Gente, na primeira vez que ouvi a palavra anomia, ouvi-a de um grande Advogado de Campinas,que foi Presidente da nossa OAB, da Associação dos Advogados e Conselheiro Federal, Dr. Júlio Cardella.
Lembro-me de ter-lhe perguntado o significado do termo, o qual prontamente cuidou de explicitá-lo.
Pois é meus caros, estamos vivendo um período que se aproxima, em muito, à anomia, aquele estado quase letárgico em que alguém, não mais confiando em nada, passa a simplesmente nada fazer, negando o comissivo através do omissivo.
Fiquei muito feliz quando o povo "mexeu-se" no caso do aumento dos deputados e senadores. Infeliz porque parou por aí, quando deveria ter questionado, antes disso aliás, o do pessoal do judiciário também. Fiquei feliz quando o povo deu lição de moral no governo, votando contra o desarmamento.
Fico infeliz agora, todavia, ao notar que o povo, na questão da violência, parece ter entrado naquele estado letárgico que precede a anomia. Será que é porque já não acredita em mais nada?
Pelo amor de Deus gente, ao invés de ficar escrevendo "idéias, conceitos,teses", como a querer mostrar que sabe, que é o dono da verdade, o supra-sumo da sabedoria, que tal partirmos para a prática, cobrando desse governo que aí está uma pronta solução para o problema, principalmente no Rio de Janeiro que é nosso cartão postal turístico diante do mundo todo?
Vamos, vamos todos cobrar de nossos deputados, como fizemos com a questão dos salários, uma PRONTA SOLUÇÃO CONTRA A VIOLÊNCIA. Ora, o Lula quis desarmar o povo e não conseguiu. Agora taxa em valores altíssimos o registro e o porte de arma para as pessoas honestas do povo, inviabilizando assim que os honestos possuam armas !
Ora, se gosta tanto assim de desarmar, que tal subir o morro e desarmar esses bandidos, facínoras, insensíveis, assassinos cruéis de mulheres e crianças, incendiários de ônibus:
Fica aqui o desafio, FAÇA ISSO PRESIDENTE LULA !
Dijalma Lacerda.
O Brasil tem muitas leis. Tais leis não são respeitadas. O Brasil tem forças policiais. Tais forças policiais não são respeitadas. O caos e a baderna estão às claras. Uns fingem que não vêem e se omitem. Outros fingem que não vêem e aproveitam para roubar mais e mais. O legislativo é uma vergonha. O judiciário, através das brechas propositais, protege todo tipo de crime. O executivo é incompetente e está assaltado por gangues e mais gangues. Não vivi o momento, mas pelo que li e ouvi... tudo está lembrando uma parte da história do fraco Jango Goulart. Algo tem de ser feito já!
Enquanto não houver prioridades no combate à criminalidade (não à violência, que é outra coisa), nada poderá ser melhorado. O Brasil está acostumado a agir sob pressão, administrando crises eternamente. Ou melhoramos o sistema repressivo penal, com diminuição de regalias para criminosos notórios e isso inclui regimes fechados, sem progressão, sem celulares, sem visitação íntima, sem..., com advogados sendo revistados (não somos melhores que ninguém nem estamnos acima do bem e do mal até porque nos submetemos às portas de segurança anti-metais dos bancos e outros locais), melhoria salarial e de equipamentos para a polícia, reforma no ordenamento penal e processual penal inclusive para os menores infratores, ou isso tudo vai piorar ainda mais. Depois que um certo governador - já falecido, razão pela qual omito seu nome em sua memória - proibiu a polícia de subir o morro no Rio, a cidade nunca mais foi a mesma. Ou não??
Calhau. Mandei o texto abaixo prá diversos jornais do Rio e São Paulo quando das ocorrências de maio. Todos ignoraram o texto nem deram resposta sobre o mesmo. Mando o meu abraço.
Terrorismo Midiático - A Questão Social e Todas as Outras...
A violência está POUCA em nosso País. Este fato se explica por causa da sua imensa extensão continental, suas riquezas incomensuráveis e vazio territorial, muito embora a sua miséria seja comparável às piores que existem no mundo. Por estas razões demora séculos pra ocorrer uma simples convulsão social, enquanto nos outros países elas ocorrem em meses. Povo que tem a sua maior riqueza que são suas Crianças abandonadas e sofrendo todos os tipos de torpezas física, moral e psíquica, desde a sua concepção, como: estupros, prostituição, abortos de forma violenta e não tanto clandestinos (em cada 4 meninas menores de 17 anos, uma está grávida e abandonada nas sarjetas em todos os recantos do nosso país) e diversas outras mazelas, é um povo INFELIZ. Estas REALIDADES cultivadas no passado e ainda mais no presente vão sempre levar cada vez mais ao AUMENTO da violência, porque estas terríveis CAUSAS e ÚNICAS são os "MOTIVOS" e não sensibilizam minimamente as nossas carcomidas elites que governam o nosso povo há 506 anos. Quando surgem estes VANDALISMOS generalizados, todos previsíveis, a Mídia, cooptada pelo poder político-econômico-financeiro nacional e internacional se utiliza da poderosa e avançadíssima tecnologia da comunicação e informação para se tranformar em Meios de Enganação de Massa e, como subproduto dela, a nossa velha e conhecida "Imprensa Declaratória", que por ser altamente perniciosa e deletéria, não tem escrúpulos com as nossas realidades sociais e os nossos destinos. Repetindo à exaustão e falseando as realidades plantam notícias alarmistas e tendenciosas de acontecimentos e pseudoacontecimentos eivados de mentiras como "verdades" absolutas. Desviam a atenção de toda a população das grandes questões sociais e, com interesses escusos e mórbidos, infundem o pânico generalizado e o temor difuso (terrorismo midiático). Só enxergam as vantagens econônicas e financeiras fruto do perverso e doentio modelo econômico-financeiro excludente adotado pelos Governos. Sempre criaram e continuam criando "Comandos" factóides sem nenhum pejo: Comando Jacaré, Comando Vermelho, Primeiro Comando, Amigo dos Amigos, ...., PCC, TCC et caterva. Estes pseudoscomandos são tão inofensivos que não elegem nem um vereadorzinho e quando morrem não deixam nem um barraco ou uma bicicleta para seus inumeráveis filhos biológicos, todos miseráveis. Diferentemente dos antigos Comandos do Bicho, que, neste mesmo caso, sempre deixaram como herança propriedades no exterior, fazendas e imóveis no país; tinham o poder de eleger políticos do Executivo e do Legislativo nos três níveis e influir nas Instituições. Por fim o que é mais patente e definitivo: - Tratar de questões sociais com Polícia os resultados são simplesmente catastróficos e irreversíveis. Polícia é pra tratar de questões policiais. E quando participa de questões sociais deve atuar exclusivamente como Coadjuvante. Ela é apenas mais um órgão de um Sistema maior chamado Sistema de Segurança Pública que tem como meta a manutenção e preservação da Ordem Pública vigente. O nosso grande dramaturgo Nelson Rodrigues sempre diz: " Se todos estes fatos provam tudo isso, pior para os fatos". 15/05/06.
Infelizmente o tráfico de drogas no Rio de Janeiro é uma grande realidade. O crime organizado está diretamente ligado ao tráfico ou com ele mantém estreita relação. O tráfico de drogas é o combustível da violência, pois com recurso financeiro que dispõe alimenta o mercado de armamento. A nova lei protege o usuário de drogas considerando-o como um doente, como consequência lamentavelmente quase veio a imperar a descriminalização. Ora, sem consumidor não há mercado, o usuário de drogas financia o tráfico e suas mazelas. Vem a ignorância legislativa e praticatemente libera geral e ainda querem resolver o problema da violência do Rio de Janeiro? Não adianta o efeito das medidas paliativas, quando a causa não é atingida. Hoje traficantes queimam pessoas vivas em ônibus, levando combustível em garrafas plásticas, se nada for feito seriamente para detê-los, o "estado ilegal" não será mais um "estado paralelo" e se tornará no "estado ilegal dominante". Oremos.
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