Acusação vai pedir 50 anos de prisão para Suzane

O promotor Roberto Tardelli disse nesta segunda-feira (5/6) que espera que Suzane von Richthofen e os irmãos Daniel e Christian Cravinhos peguem 50 anos de prisão cada um. Os três começam a ser julgados nesta segunda, no 1º Tribunal do Júri de São Paulo, pelo assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane.

Suzane von Richthofen chegou ao fórum por volta das 11h30 desta segunda-feira. Os irmãos Cravinhos chegaram um pouco mais cedo, uma hora antes. O julgamento está previsto para começar às 13h.

De acordo com o promotor, não há como o juiz arbitrar a sentença de 60 anos porque Suzane era menor de 21 quando cometeu o crime. Os três são réus confessos e colaboraram para o andamento do processo.

A promotoria também promete fazer de tudo para que o processo não seja desmembrado e que se assim o for, que Suzane seja julgada primeiro. Além disso, segundo o promotor, venceria nesta segunda o período de prisão domiciliar, mesmo que o ministro Nilson Naves, do Superior Tribunal de Justiça, não tenha estabelecido um prazo.

Um dos advogados de defesa de Suzane, Mauro Nacif, afirmou que a intenção é mostrar que a jovem agiu sob coação e que seu namorado a obrigava a usar drogas. Os advogados tentarão convencer os jurados de que se Suzane não tivesse namorado Daniel, não teria tramado o assassinato dos pais.

Caso o Júri seja desmembrado, o julgamento de um dos réus já está marcado para 17 de julho.

Júri

Suzane, seu namorado Daniel e o irmão dele, Christian Cravinhos, confessaram ter matado os pais dela, Marisia e Manfred von Richthofen, a golpes de barra de ferro, na casa em que a família vivia, em outubro de 2002.

Os três foram denunciados pelo Ministério Público por crime de duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

Priscyla Costa

é repórter da revista Consultor Jurídico

Armando do Prado disse:
05 de junho de 2006 às 12:20

Por que certos operadores do direito não conseguem se controlar diante de um microfone ou câmera? O que os atrai? Seria vaidade, ou exibicionismo?

Depois de algum tempo como operador do direito, aparecem como candidatos a deputado. Encontro da profissão fim ?

Dijalma Lacerda disse:
05 de junho de 2006 às 13:02

Dijalma Lacerda - Pres. O/A/B/Campinas/Cosmópolis/Paulínia/SP.

Concordo com o Armando. Além disso, o mais preocupante é a confissão pública de desconhecimento (ou esquecimento?) do chamado "Cúmulo Jurídico", pelo qual ninguém cumprirá mais de 30 anos !!!!
Aliás, qualquer que seja a sentença além de 20 anos, Suzane terá direito a novo Júri.
Eu discordo de muita gente que quer crucificar Suzane, e acho que ela sofreu a influência nefasta de Daniel Cravinhos e seu irmão.
Acho sim que ela deverá ter uma reprimenda, porém não exagerada (aliás já pagou em grande parte pelo que fez) com possibilidade de repensar e reconstruir sua vida .
Vamos aguardar a soberana decisão do Júri..

Dijalma Lacerda.

Ottoni disse:
05 de junho de 2006 às 13:40

Mais uma vez está instalado o show de mediocridades atrás dos holofotes da mídia, disputando, às cotoveladas, um lugar no pedestal da tragédia humana para exibir suas vaidades.
Embora o fenômeno seja universal, continua a chocar as consciências dos quem vêem tais tragédias com a reserva que a inteligência cristã aconselha.
O jornalista Luiz Nassif, cuja ponderação avança muito além de sua declinada especialidade que é a economia, na edição de hoje, da Folha de São Paulo, revela, com toda a sua intensidade, o drama humano que estamos observando.
A absoluta anormalidade dos fatos obriga a uma reflexão profunda sobre as ações e reações envolvidas.
De todas, a que menos deve impressionar a curiosidade pública é o da aparência.
Pessoas costumam agir de modo socialmente previsível, circunstância que nos obriga a invocar a prudência para examinar aqueles atos que fogem a essa previsibilidade.
Lembro-me do saudoso amigo Raimundo Pascoal Barbosa quando bradava para o Conselho de Sentença: “que matou, matou, quero saber porque?”, indagação que abria caminho para o seu sempre profundo estudo comportamental dos atores da tragédia que estava em julgamento.
A mídia já julgou os três jovens, uma psicóloga(?) escreveu um livro sobre a personalidade deles e as enquêtes sobre o resultado do julgamento só perdem para aquelas envolvendo a Copa do Mundo.
Estamos só no início do aspecto econômico do caso que deverá render dividendos a muitos mais “interessados”.

Helena Fausta disse:
06 de junho de 2006 às 14:18

50 anos é muito pouco para quem tira a vida de quem lhe deu a própria vida, amparo e educação. Esta assassina deixa para nossos filhos um triste exemplo de crueldade, junto com uma justiça pífia como a nossa. Nos USA os meninos que mataram outro menino estão presos desde então, porque no Brasil pode matar e roubar a vontade? È um istituto que se chama IMPUNIDADE, viçosa como erva daninha nada acaba com ela....

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