Polícia sabia e não se preveniu contra os ataques do PCC

Na maioria das vezes a polícia não dispõe de informações sobre momentos em que o crime organizado resolve mostrar seus músculos. Desta vez, a polícia de São Paulo sabia que o PCC iria atacar. E não se preveniu como mandam os manuais, ou como pede o bom senso do cidadão que paga impostos. A avaliação é do cientista político e consultor especial do Ministério Público de São Paulo, Guaracy Mingardi, ao comentar os atentados perpetrados por supostos integrantes da facção criminosa Primeiro Comandoda Capital, o PCC, no estado de São Paulo, desde a noite de sexta-feira (12/5).

“Nesses casos muitas vezes se alega que não havia previsões desses ataques, por isso não foi possível se prevenir”, diz o especialista. “Agora não: sabia-se do ataque, não se fez a prevenção. Esse foi o grande erro. Sabe o que pode acontecer agora? Vir um Frankenstein jurídico para piorar tudo. É momento de pensar e agir, e não de tentar consertar o erro com remendos jurídicos de última hora”, avalia Mingardi.

Cometer erros em relação ao PCC não é novidade. Anos antes de a organização aparecer na mídia, o promotor Gabriel Inellas já denunciava à Justiça o Comando, que em 1999 já era conhecida nos intramuros do Carandiru como Seita Satânica. As petições de Inellas foram devidamente arquivadas por desembargadores do TJ paulista.

As primeiras denúncias de Inellas ganharam profundidade nas pesquisas do promotor Marcio Sérgio Christino, autor do livro Por dentro do crime (Editora Escrituras).

Encomenda de morte

Há quatro anos, Kirk Semple, hoje correspondente do jornal The New York Times em Bagdá, veio ao Brasil fazer um retrato do PCC. Kirk morava na Colômbia. Veio reportar sobre o PCC para a revista dominical do NYT. Entrou em contato com o promotor Christino. Obteve entrevistas com os líderes do PCC Marcola e Geleião. Na época, Christino, por meio de grampo telefônico legal, obteve um fax no qual Marcola e Geleião encomendavam a morte de Kirk Semple. O jornalista deveria ser assassinado na porta do hotel em que estava hospedado nas proximidades da rua Sílvia, na zona sul de São Paulo. Alertado por Christino, Kirk saiu do Brasil às pressas.

Modo de agir

Em dezembro de 2002 o Ministério Público de São Paulo elaborou a primeira grande peça contra o PCC apontada contra os mesmos líderes que agora comandam a barbárie em São Paulo. A denúncia foi apresentada pelos promotores Marcio Sergio Christino e Roberto Porto, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado.

Segundo os promotores, “a organização se caracteriza pela existência de um núcleo central que tem um poder discricionário sobre suas atividades, os componentes de tal núcleo foram originalmente os chamados ‘Fundadores’ e posteriormente, com a morte da maioria passou a incorporar outros líderes”.

Também afirmaram que “o telefone celular ainda é o recurso primordial utilizado pela organização para firmar sua estrutura e permitir a coordenação, direção e realização de atividades dentro e fora do sistema prisional”.

“Trata-se ao mesmo tempo de sua maior força e sua maior fraqueza, eis que permite a comunicação mas, também, que tal comunicação possa ser interceptada e assim controlada, gerando o fluxo de informações que desvenda o sistema criminoso”, de acordo com os promotores.

Eles afirmam que os líderes do PCC não pretendem mais usar o celular para comunicarem-se e sim “utilizar mensagens de texto via celular, os chamados ‘torpedos’”. Para Christino e Porto, os líderes podem passar a usar somente a intermediação de advogados para se comunicarem.

Na época, os promotores escreveram que “a estrutura do Primeiro Comando da Capital foi fortemente abalada, não podemos porém concluir pela sua extinção total; será necessária a continuidade dos esforços para a repressão das facções operantes no sistema prisional; as facções terão a tendência de apresentar um perfil diferente de estrutura hierárquica, porém terão também a tendência de utilizar a mesma metodologia de atuação.

Naquela peça, a importância de Marcola, líder da organizaçao, já era bem delineada. Prova-se nos autos que o denunciado Marcos Willians Herbas Camacho, vulgo “Marcola”, comanda as várias atividades criminosas do grupo, orientando e determinando as atividades a serem exercidas. “Marcola”, muito embora não falasse nos telefones interceptados, foi apontado por integrantes como líder da organização criminosa. A ex-esposa de Marcos Willians Herbas Camacho, vulgo “Marcola”, a advogada Ana Olivatto, foi vítima de homicídio em data recente e sua morte está ligada diretamente à disputa de poder dentro da organização, embora o inquérito apuratório ainda esteja em tramitação. Em uma demonstração da ascendência criminosa de Marcos Willians Herbas Camacho, vulgo “Marcola”, após a morte da advogada (sua ex-mulher ) determinou o denunciado que todos os detentos da unidade prisional onde se encontrava recluso permanecessem de luto, no que foi obedecido.

Leia trecho do livro de Christino que define a forma de ação do PCC

“Roubos a banco geralmente começam com dicas passadas de dentro da própria agência, principalmente, dos vigias que fazem a segurança. Ganhando salários baixos não é de se espantar que cedam à tentação. Os que são cooptados pelas quadrilhas dão dicas de localização de câmaras, número de funcionários e de todo o sistema de vigilância interno.

Como os bancos têm seguros, dificilmente ficam com o prejuízo. Como parte do plano de preparação, é comum integrantes de quadrilhas, bem vestidos, passarem a fazer visitas regulares à agência. Fazem depósitos de pequenas quantias ou saques em contas de parentes ou amigos que tenham conta no mesmo banco e aproveitam para anotar quantas câmaras existem, comparam com as informações dos vigias e estudam como neutralizar os circuitos eletrônicos de segurança.

Pelo menos um deles têm a função específica de freqüentar o banco todos os dias durante a semana antecedente ao roubo, disfarçado de cliente. Se mostra gentil e educado, procura cativar os funcionários para que sua presença fique bem marcada. Esse bandido, na verdade, já estará dentro da agência no dia do assalto quando o bando entrar.

Desarmado, é ele quem vai comandar o roubo, fazendo sinais silenciosos para os comparsas. Por isso precisa se tornar figurinha carimbada para que ninguém desconfie de sua ligação com os bandidos e nem de sua presença no momento da ação. Por isso também ele não participa do anúncio do assalto. Por vezes seu próprio dinheiro é levado para disfarçar sua ligação com os criminosos.

Há casos previamente combinados com as quadrilhas de vigias que, no início de seus turnos de trabalho, a pretexto de corrigir ângulos das câmaras do circuito interno de TV, deslocam levemente o foco, um pouco para cima ou para baixo. Essa prática serve para inutilizar as imagens após o roubo evitando a identificação do bando.

Quando esses filmes são examinados pelo departamento de segurança do banco é certa a identificação de quem fez o serviço pelo horário em que as fitas foram alteradas. Na maior parte das vezes os vigias são detidos pela polícia, interrogados e pressionados a falar.

No caso das portas giratórias, sensíveis a entrada de armas, esse papel mais uma vez seria encargo dos vigias que se encarregariam de desligar o sensor quando os integrantes do banco entrassem na agência. Outra forma comum é o próprio vigia levar as armas para dentro e escondê-las momentos antes no banheiro.

As pistolas semi-automáticas Glock são 70% de plástico e quase indetectáveis pelos sensores de metal. Por isso são as preferidas pelos assaltantes de banco que entram com elas (nunca próximos uns dos outros. É comum darem intervalos entre clientes para entrar na porta giratória) e, depois de rendidos os funcionários, permitem a entrada de outros bandidos com armas mais pesadas.

Para abrir o cofre, ou o gerente abre ou morre. O mesmo acontece com os vigias que “amarelam”, na última hora. Dentro do banco a quadrilha distribui-se em paralelo e todos gritam continuamente: assalto! assalto! ao mesmo tempo. Essa técnica serve para dificultar a identificação porque, com muita gente falando ao mesmo tempo, é mas difícil para as testemunhas se fixarem a atenção em um só.

Na maior parte das vezes eles atuam em 8 ou 9 ladrões. Seis entram no banco. Um deles aborda o gerente e outro recolhe o dinheiro. Os demais são encarregados de render e vigiar clientes e funcionários.

Todos são abordados ao mesmo tempo para evitar reações. Um deles carrega um rádio HT que soa um sinal quando o ladrão que está do lado de fora rastreia a aproximação da polícia. Os três que ficam do lado de fora os aguardam próximos a carros bons e potentes com chassis adulterados e com documentos verdadeiros (roubados ou furtados) prontos para a fuga.

Em um desses automóveis há um rádio ligado na freqüência da polícia. A ação não dura mais que dois ou três minutos. Com o alarme ativado, geralmente os policiais chegam em cinco ou seis minutos.

Resgate de presos

Geralmente acontecem nos finais de semana, principalmente domingos à noite porque as equipes de plantão são reduzidas.

Trabalham em turno de oito horas nesse dia apenas cinco funcionários, o delegado plantonista, dois investigadores, um operador de telecomunicações e um carcereiro.

Como o domingo é dia de visita e os presos recebem, além da companhia dos familiares, o “jumbo” comida de casa e material de limpeza. Por conta disso, os detentos que não fazem parte do grupo que será resgatado ficam mais tranqüilos nesse dia.

Quem promove os resgates são quadrilhas de assaltantes de banco, carro-forte e de traficantes. Os bandidos cooptados para a ação são experientes e, na maior parte das vezes, se especializaram só em resgatar companheiros do crime, na maior parte das vezes líderes que foram pegos pela polícia. O pagamento pelo serviço é à vista e em dólar. As armas pesadas, como Fuzil AR-15 são alugados.

Os carros escolhidos para a fuga são grandes e potentes e ficam estacionados em ruas próximas. Esses carros são abandonados e, em locais, próximos, outros carros do bando aguardam os fugitivos para despistar a polícia.

Durante a ação a quadrilha se divide em dois grupos. Os que entram primeiro, não mais do que quatro homens para não chamar atenção, entram na delegacia andando normalmente, com as armas camufladas, como se fossem registrar a ocorrência de algum fato.

Os presos que serão resgatados ficam sabendo do dia e hora por intermédio de um dos integrantes da quadrilha que dias antes é encarregado de visitá-lo na delegacia, sem esquecer de levar comida para disfarçar. É ele também o encarregado de, nessas visitas, observar e passar para o papel possíveis rotas de fuga e desenhar a planta da delegacia até a carceragem.

Como vai várias vezes à delegacia é também o encarregado de estudar o movimento do distrito e, por intermédio de algum policial corrupto, levantar a ficha dos policiais que trabalham ali. Ou a informação sobre o dia da fuga é passada ao preso por intermédio do advogado do bando. No dia combinado, uma vez lá dentro, rendem a equipe de plantão e os demais bandidos entram no distrito e se dirigem para a carceragem.

A determinação, salvo exceções, é, depois de libertar os integrantes da quadrilha, deixar as grades abertas para o preso que quiser arriscar. Fugas em bando, chamadas de “cavalo-doido”, confundem a polícia e dificultam a captura. Muitos detentos na rua servem também para despistar o verdadeiro motivo da ação e pode sugerir fuga planejada.

Claudio Julio Tognolli

é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Comentarista disse:
14 de maio de 2006 às 16:41

O PCC domina o Estado, demonstrando a "eficácia" do governo do PSDB/PFL em SP.

E o Geraldinho ainda quer "governar" o país!

Imaginem, ao menos hipotéticamente, o que seria do Brasil caso o picolézinho de chuchu fosse eleito Presidente da República...

E ainda tem gente "indignada" com as pesquisas de opinião, que dão conta que o Lulinha será reeleito ainda no primeiro turno!

No entanto, há solução prática para o problema, a saber:

1) Intervenção Federal em SP já!

2) Colocação do picolézinho de chuchu no RDD já!

P.S.1: Desculpem-me, mas desta vez não pude evitar o trocadilho...

P.S.2: Com a colocação do picolézinho de chuchu no RDD ele poderia, em contato com o Marcola, aprender como "governar" alguma coisa (desculpem-me novamente, mas foi impossível resistir...).

P.S.3.: Os ignorantes de plantão, como sempre, já encontraram os culpados, ou seja: as empresas de telefonia móvel e os advogados.

P.S.4.: Finalmente, os mais "míopes" estão "clamando" por leis mais rígidas e o recrudescimento estatal, mas não se importam de habitarem - com suas famílias - em casas que mais parecem prisões, com grades em todas as portas e janelas, cercas elétricas, câmeras de vigilância, etc, etc e tal.

Se esquecem, por comodismo ou pura conveniência, que habitamos o país com a pior distribuição de renda do planeta, e a atual onde de violência nada mais é que o início natural de algo bem pior que nos aguarda num futuro não muito distante.

Acorda Brasil!

Reginaldo disse:
14 de maio de 2006 às 18:29

Guaracy não é especialista de nada, muito menos em segurança pública. Escreveu um livro sobre os dois anos que trabalhou de maçaneta em um distrito policial. Quanto ao livro do Dr. Cristhino, que li, trata-se de uma ficção, que narra a história de um promotor que quase morre no fim do livro ao investigar um deputado pedófilo e um delegado corrupto. O livro destila veneno contra o Judiciário, a polícia, deputados, apenas o MP posa de heroi. O Dr. Cristhino é excelente promotor, homem sério, muito competente, mas o livro não pode ser parâmetro para o que ocorre no mundo real. O que o sr. Guaracy não disse, foi que o MP pediu a transferência destes lideres criminosos para o RDD, pedido este, indeferido pelo juiz Carlos Monnari, sob o argumento de que "não havia indicios" para tanto. O governo paulista vem, há muito tratando com menoscabo a questão da segurança. Paga o pior salério do país, e seu secretário de segurança é inoperante e deveria deixar o cargo. Conheço policiais e não foi passada nenhuma menssagem por intranet. O dr. Saulo deveria deixar o comando da polícia.

Reginaldo disse:
14 de maio de 2006 às 18:32

A prop´sosito ninguém foi avisado, basta pedir para ver o tal aviso na intranet da polícia, e, se foi avisdo, por que a imposição de silêncio ao policial? Caro Abopuro, sou casado com uma policial e vejo o sofrimento dessa gente. Não digo que todos são honestos, mas generalizar é um absurdo. Sugiro que dê os nomes dos polciais que agem desta forma, colaborando assim, com o expurgo destes profissionais da policia. Agora, se escreveu de ouvir falar...

DPF Adriano disse:
14 de maio de 2006 às 18:41

Primeiro, de que política de segurança pública está se falando?

Entendo que a segurança pública no Brasil é tratada com o mesmo descaso que as outras áreas de estatura social do país como educação e saúde.

Quando se vê a polícia atuando, a exemplo das investigações desenvolvidas pelo Departamento de Polícia Federal (DPF), isso não é fruto de uma política de governo, isso é fruto da iniciativa das próprias organizações policiais, que levam a termo o seu mister mesmo que com precárias condições de trabalho.

Agora é fácil criticar, pricipalmente a polícia que é sempre vidraça. Agora é fácil dizer generalizadamente que os torturadores estão morrendo devido a sua própria incompetência.

O difícil é apresentar sugestões de aperfeiçoamento das instituições de segurança pública, promover uma reforma processual penal que dê cabo à eternização dos processos e às faciliatações processuais em prol da liberdade de quem não merece.

Eu, como policial e cidadão, me solidarizo com os colegas e familiares de São Paulo que foram vítimas desses eventos abomináveis.

Espero que o Estado de São Paulo reverta tal estado de coisas e que tal circunstância seja um divisor de águas em prol da inauguração de uma política de segurança pública de Estado e não manobras eleitoreias de governo.

P.S. Uma indagação ao CONJUR, se se quer discutir segurança pública porque não promover entrevista com quem labuta diuturnamente na área ao invés de expectadores dos fatos?

Respeitosamente,

DPF Adriano Barbosa

Claudio disse:
14 de maio de 2006 às 22:04

Acredito mesmo que o comando das polícias sabia sobre as ações. O grande problema está é no comando. Precisa urgentemente parar com essa história de promotor de justiça comandar a polícia estadual. É um absurdo. Promotor de Justiça não sabe nada de estratégia policial. Não sabe nada de inteligência policial. Não sabe nada de repressão policial. Até quando esse desmando? Polícia tem que ser comandanda por quem entende de polícia. Deixe os promotores atrás da mesa deles, engabinetado. Notamos que os policiais estão desorientados. Não é o crime que é organizado não. É o governo e o comando que está desorganizado. Ficar estudando teorias, lendo livros, escrevendo livros é totalmente diferente de estar na linha de tiro.

MMello disse:
14 de maio de 2006 às 22:38

O que o Estado de São Paulo faz com o dinheiro que é arrecadado do IPVA(o mais caro do país)? Só falta o Alckmin, a Veja e a OAB dizerem que tal tributo vai para o Lula? (risos)

Armando do Prado disse:
14 de maio de 2006 às 22:52

Com a comoção mais a mídia sensasionalista, muito provavelmente, surgirão propostas luminosas de endurecimento das leis penais, como no caso da incompetente lei dos crimes hediondos, "escritas" pela Globo, como se existissem crimes "maravilhosos". Não adianta sair dando tiros a esmo, carecemos refletir sobre as causas disso tudo. Foram pelo menos 10 anos de tucanagem, sem investimento sério em recursos humanos remunerados condignamente, 10 anos sem investimentos em técnica e inteligência. Além disso, quem tem olhos para ver sabe, as escolas públicas do estado estão pela hora da morte nas mãos dos moleques, onde os professores, mal pagos, fingem que ensinam para não morrer. Ou alguém acha que a educação no estado mais rico do país é uma coisa séria? Por que a classe média que tanto elogia pefelistas, tucanos, Veja e Globo, não colocam seus filhos nas escolas públicas? E empregos decenetes? Só aparece emprego em empresas terceiras e cooperativas, pagando saláios de fome e muita exploração. É assim que vamos resolver o problema da violência? E o desrespeito sistemático em algumas delegacias? E o inferno nas prisões? E ainda queremos paz? É muita hipocrisia!

Armando do Prado disse:
14 de maio de 2006 às 22:53

digo mídia sensacionalista.

Michael Crichton disse:
14 de maio de 2006 às 23:50

O que está acontecendo neste final de semana é TERRORISMO puro e simples. Os "especialistas" devem parar e refletir mais seriamente sobre o que está acontecendo. A polícia está compreensivelmente perplexa, atarantada, chocada. Alguns "especialistas", como o Dr. Soares e o Dr. Maierovitch precisam tomar cuidado com o que falam. O primeiro é sociólogo e, assim, é melhor escrevendo ou dando aulas e palestras, que falando na grande imprensa. O Dr. Maierovitch entende muito de máfia siciliana. Já o Minguardy é bom. Não foi maçaneta não , como disseram aqui. Trabalhou em plantão, o que gera mais respeito ainda.

Leandro Vilas disse:
15 de maio de 2006 às 01:19

Meus caros,
de todos os comentários que li, o mais lúcido foi o do caipira. Estamos diante de atos terroristas, pura e simplesmente. E no melhor estilo FARC, diria eu.
Engraçado como estas coisas parecem querer se estabelecer como um padrão em anos eleitorais(lembrar as rebeliões na Febem em 2004)...
Quanto ao texto em si, penso que o autor apenas revela que o Estado tem condições, sim, de antever tais situações, mas não que poderia ter impedido previamente a onda de violência deste final de semana.
Outra coisa que acho engraçado: nestas horas a responsabilidade é toda da Secretaria de Segurança Pública. E onde estão os proativos membros do MP? Soltando pipas?
De resto, apenas li nos comentários o previsível blá-blá-blá partidário. Aos que os fizeram apenas gostaria de perguntar: onde está o Plano Nacional de Segurança Pública ou os três presídios federais? Está certo, o Min. Márcio Thomaz está mesmo muito ocupado com a defesa de seus clientes...

Carlos Eduardo de Almeida disse:
15 de maio de 2006 às 02:17

O caipira está correto.O que tem de gente que aparece nessas horas nas TVs e jornais para opinarem de algo que nunca fizeram , é uma grandeza.Esse Soares foi secretário nacional de segurança e não fez nada de nada para melhorar e o tal de Maierovich só fala de mafia napolitana, calabreza e quatro queijos e tb já foi da SENAD e não acrescentou nada.FALAR é fácil.CRITICAR mais fácil ainda, por isso que adorei a matéria do Senhor Garisto da Federal que coloca o problema como ele deve ser enfrentado e não com nostalgia e modelos italianos e americanos e outros do exterior.Estamos no Brasil minha gente.ACORDEM !

bubi disse:
15 de maio de 2006 às 09:14

Sao Paulo nao precisa de verbas, precisa de uma policia com serviço de inteligencia nao comprometido com o crime organizado,e uma integração entre os tres poderes. Johannes Kozlowski-advogado

Marcelo Augusto Pedromônico disse:
15 de maio de 2006 às 10:20

Caros:

De meu lado, estou de acordo com o comentário feito por um professor, abaixo.

Alguns comentaristas expressam sua indignação denominando o que está acontecendo em SP como "terrorismo", outros chamam de "guerrilha urbana".

Eu prefiro chamar de "a outra face do feitiço".

A falta de educação, a corrupção e a mania de se achar "esperrto" e de querer levar vantagens em tudo, são fatores determinantes no quadro que se apresenta.

Não é o juiz que entende de máfia siciliana que facilita a entrada de aparelho celular para os marcolas, pepsicolas, cocacolas, etc. Também não é o ministro da Justiça ou o Lula.

Vamos inicialmente atuar na base. Peguem estes corruptos que facilitam a comunicação entre os bandidinhos, e começaremos a resolver o problema.

Embira disse:
15 de maio de 2006 às 11:05

O jornalista previu e o Governador Cláudio Lembo já anunciou: vem aí um “Frankenstein jurídico”, que deverá ser a escuta das conversas telefônicas entre criminalistas e seus clientes. É a “francenildização” da classe, sem direito a sessão de desagravo na OAB. O articulista destaca que, segundo os promotores Marcio Sergio Christino e Roberto Porto, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, os líderes podem passar a usar somente a intermediação de advogados para se comunicarem, ao invés de falarem ao celular, ou enviarem “torpedos” através desses aparelhos. Em suma, o descuido das autoridades em fiscalizar a entrada de celulares nos presídios, aliada à falta de empenho das operadoras em produzir chips que impeçam a clonagem, pode ter como conseqüência a transformação de muitos criminalistas em novos Francenildos.

Leandro Vilas disse:
15 de maio de 2006 às 11:36

De fato, tudo é só uma conseqüência da corrupção - algo tão brasileiro...
Eu só quero saber a relação disto com o ataque sistemático ao sistema de transporte público, agências bancárias e a familiares de policiais.

Paulo disse:
15 de maio de 2006 às 12:40

Mas, se a polícia acabar com TODOS os bandidos, quem vai ficar nas delegacias?

Desculpem-me os policiais honestos, por eles eu pago com gosto meus impostos, a eles dedico minha admiração e reverência; mas é sabido que a polícia de São Paulo está totalmente contaminada.

Quem se sente seguro num distrito policial?

Além disso, se acabarem com todos os criminosos, quem vai legislar e administrar nosso País?

Aos policiais honestos, meus cumprimentos sinceros.

Aos desonetos, meu nojo e desprezo.

Comentarista disse:
15 de maio de 2006 às 13:33

SP, governado (?) pelo PSDB/PFL, está ficando famoso:

- O PCC domina o Estado;

- Mais de 150 ataques no final de semana;

- Mais de 90 mortos;

- Dezenas de ônibus (mais de 80) incendiados;

- Dezenas de agências bancárias atacadas;

- Delegacias Policiais metralhadas;

- Agências dos Correios e do Metrô destruídas;

- Viaturas Policiais metralhadas;

- Etc.

E os governantes?!?

Pois bem, vamos lá:

- O Governador do Estado, do PFL, RECUSA a ajuda do governo federal, dizendo que está "tudo sob controle";

- Enquanto a violência explodia, o governador de SP "inaugurava" obras;

- A violência em SP já é notícia até na imprensa do Iraque;

- O picolézinho de chuchu simplesmente "desapareceu";

- Há notícias de que o GOVERNO (?) de SP já teria enviado EMISSÁRIOS para negociar com os representantes do PCC;

- Os ignorantes de plantão, como sempre, pregam o "estado de exceção", com a volta dos asquerosos golpistas que até hoje enojam nossa história.

Se antes sentíamos vergonha de ser brasileiros, hoje sentimos nojo.

Comentarista disse:
15 de maio de 2006 às 14:32

Exclusivo: Polícia sugere TOQUE DE RECOLHER à partir das 20:00 horas de hoje em SP.

Sugestão jocosa: O primeiro a ser recolhido poderia ser o próprio governador, de preferência no RDD e junto do Marcola, o qual poderia lhe ensinar como "governar" alguma coisa.

Pergunta que não ofende: Por onde andará o picolézinho de chuchu? E a "excelência administrativa" e o "choque de gestão" do PSDB/PFL?

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