Veja o noticiário jurídico nos jornais desta quarta

Em um precedente inédito, o Superior Tribunal de Justiça determinou o seqüestro de R$ 3 milhões das contas do estado do Paraná. Com isso, o governo local, até então protegido pelo entendimento do Tribunal de Justiça do Paraná contrário ao seqüestro, fica ameaçado por um passivo de R$ 6 bilhões.

Segundo o Valor Econômico, a construtora CR Almeida conseguiu o seqüestro como parte de um precatório de R$ 32 milhões devido a ela pelo governo. Mas a empresa possui outro precatório bem maior: de R$ 3 bilhões, referente à obra de construção da Ferrovia Central do Paraná. O precedente também é ameaça a outros estados, assombrados por uma dívida estimada em até R$ 100 bilhões.

Pauta do STJ

A 1ª Seção do STJ deverá julgar nesta quarta-feira (11/9) seu primeiro caso sobre a possibilidade de se oferecer uma garantia e obter uma certidão negativa de débito antes da execução da dívida. O processo definirá a possibilidade de as empresas obterem as certidões no “hiato” que separa o fim do trâmite administrativo do débito e o início da execução fiscal. Nesse período, que pode chegar a seis meses, a única possibilidade de as empresas obterem a certidão é pagando integralmente o débito cobrado pela Receita Federal. A informação é do jornal Valor Econômico.

Discussão Suprema

Deve entrar em pauta na próxima terça-feira, na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, o processo que discute a incidência da Cofins sobre os prestadores de serviço. De acordo com o Valor, o voto-vista do ministro Eros Grau já está pronto e só não foi pronunciado na sessão da Turma desta terça-feira porque o ministro relator do processo, Gilmar Mendes, estava ausente.

Sistema eletrônico

Menos de um mês depois que as primeiras Notas Fiscais Eletrônicas com validade jurídica em âmbito federal e estadual foram emitidas, no último dia 15, os resultados foram muito além das expectativas dos participantes da etapa inicial do projeto desenvolvido pela Receita Federal e pelas Secretarias Estaduais da Fazenda, como as empresas Dimed, Wickbold e Souza Cruz, que emitiram mais notas do que haviam previsto e já começaram a economizar com a via eletrônica, publica o DCI.

A Dimed, distribuidora de medicamentos do Rio Grande do Sul, uma das quatro primeiras empresas a emitir a NF-e, esperava ter emitido só 30 notas até a semana passada. Mas já emitiu mais de 3,5 mil, envolvendo o montante de R$ 1,5 milhão em negócios. “A facilidade de emissão é grande e os resultados foram ótimos, não tivemos problemas”, diz Carlos Dottori, analista de negócios da empresa. Até o final deste mês, a expectativa da Dimed é de que a emissão eletrônica chegue a 1,5 mil notas por dia.

Penhora online

A Procuradoria Geral do Município de São Paulo vai usar a penhora online para bloquear as contas dos grandes contribuintes, cujas dívidas superam a R$ 1 milhão. Segundo a PGM, existem mais de 2 mil contribuintes naquela categoria, cuja dívida somada ultrapassa R$ 15,5 bilhões, cerca de 70% do total da dívida ativa tributária do município. A informação é do DCI.

Julgamento retomado

Ainda conforme o DCI, o Supremo Tribunal Federal retoma nesta quarta o julgamento de duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (3.090 e 3.100) ajuizadas contra a Medida Provisória 144/03, que definiu o novo modelo do setor elétrico. As ações foram apresentadas pelo PSDB e PFL. Nas ações diretas de inconstitucionalidade, os partidos de oposição defendem que a MP 144 fere o artigo 246 porque regulamenta a Emenda Constitucional 6, que dispõe sobre a exploração de energia hidráulica.

Defesa do consumidor

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor determinou abertura de processos contra Itaú, Caixa Econômica Federal e ABN Amro. Os bancos são acusados de anunciar fundos de investimentos de renda fixa sem informar ao consumidor os riscos da operação. Também ontem foi aberto processo administrativo contra a Embratel. A empresa de telefonia teria vendido cartões telefônicos de 22 minutos informando, apenas em letras minúsculas, que a duração era apenas para ligações de fixo para fixo. Se condenadas, as empresas podem pagar multa de R$ 200 a R$ 3 milhões. A reportagem é do jornal Gazeta Mercantil.

Postos de conciliação

O carioca Jornal do Commercio informa que representantes dos cinco tribunais regionais federais do país, da Advocacia Geral da União e das coordenadorias nacionais da CEF e do INSS firmaram um plano de ação conjunta para participarem do Movimento pela Conciliação, promovido pelo CNJ. O acordo, que aconteceu na terceira edição do Fórum Nacional dos Juizados Especiais, nos dias 5 e 6 deste mês, visa à implantação de postos de conciliação para resolver problemas ligados àqueles órgãos. A CEF já instalou o primeiro posto, no Rio de Janeiro.

Endereço eletrônico

O Banco Itaú venceu uma disputa por seu endereço na internet. Nesta terça-feira, o tribunal da Organização Mundial de Propriedade Intelectual, em Genebra, decretou a vitória do banco contra o registro na internet dos endereços bancoitaú.com e itaúpersonnalité.com por uma pessoa fora da empresa. O autor do registro, de Sorocaba (SP), tentou cobrar US$ 25 mil do banco para devolver o endereço à instituição financeira. Vendo-se obrigado a pagar por seu nome na internet, o banco optou por levar o caso ao tribunal internacional que julga o registro de sites. A reportagem é do Jornal do Commercio.

Priscyla Costa

é repórter da revista Consultor Jurídico

Seja o primeiro a comentar.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também