Nesta semana, a Polícia Federal produziu extenso relatório garantindo que não há nem houve grampos nos telefones de três ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Para o presidente da Corte, ministro Marco Aurélio, a informação é controvertida. “É fácil afirmar a inexistência de grampo mas, considerada a ordem natural das coisas, é dificílimo dizer que jamais houve grampo”, afirmou o ministro neste sábado (30/9).
A Polícia Federal anunciou nesta quinta-feira (28/9) que iria indiciar o dono da empresa, o coronel da reserva Ênio Gomes Fontenelle, por falsidade ideológica e falsa comunicação de crime. Segundo a PF, a empresa teria anunciado com muita convicção uma informação que na perícia da polícia não se confirmou. Para os peritos da polícia os grampos não existem e nunca existiram.
Segundo Marco Aurélio, a Fence Consultoria Empresarial, empresa que faz a varredura nos telefones do TSE, foi contratada na administração passada e merece a confiança do tribunal. Ele não confirmou se deve manter o contrato com a empresa. “Até aqui ela merece a nossa confiança. Nos devemos presumir o que normalmente ocorre. A firma fez inúmeras varreduras e jamais anunciou qualquer grampo e na varredura realizada a partir de pedido de integrante do tribunal diante de latente suspeita, encontrou o grampo”.
Para Marco Aurélio a polícia pode ter cometido um equívoco com o indiciamento do dono da Fence. “A PF poderá estar enveredando por um caminho tortuoso”, disse. O presidente do TSE afirmou, ainda, que a aparelhagem usada para os grampos não deixam vestígios necessariamente. Segundo Marco Aurélio, a ordem agora é esperar o autor da ação penal, o Ministério Público, dizer se há ou não elementos para propor ação contra Fontenelle. “Deveremos ouvir agora do Ministério Público, se com o que foi apontado pela polícia há elementos para propor ação contra aquele que teria cumprido um dever contratual”, concluiu.
Grampearia
A discussão que divide a empresa de rastreamento e a PF, com o presidente do TSE no meio, comporta considerações diversas. Especialistas consultados por este site concordam num ponto: é impossível afirmar com segurança que um determinado telefone não foi grampeado. Linhas podem ser interceptadas de múltiplas formas. Muitas delas não deixam rastro.
A Polícia teve acesso às conclusões da Fence. Argumenta que, da forma que a empresa indicou ter localizado o grampo, seria impossível sustentar a afirmação. Sem examinar detidamente a descrição dos fatos, afirmam técnicos, é difícil chegar a uma conclusão. Pelas informações divulgadas, porém, a Polícia Federal encontra-se mais vulnerável que a Fence.
Mas chama a atenção a reação da PF. Ao responder como acusada pela interceptação, apurando esse caso com uma velocidade que não se vê em outros — como a investigação da origem do dinheiro apreendido com o PT — o órgão passa a impressão de que se move mais por motivos políticos que institucionais.
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Não esta na hora de investigar o Presidente do TSE?????
Ele mais parece cabo eleitoral dos opositores do atual governo.
O ministro Marco Aurélio está corretíssimo, depois de cancelar o desvio de chamadas do grampo (ex. guardião), nenhum rastro fica, visto que o desvio é feito como " roteamento forçado" na plataforma de conversão de "voip".
Percebeu-se no pleito do primeiro turno quanto de conservadorismo ainda é late por aí. A maioria dos órgãos de mídia - TV, rádio, jornais, revistas - numa análise global podem ser consideradas eivadas de atitudes parciais na publicação de suas notícias, carregando nas tintas quando se relacionavam ao Partido dos Trabalhadores e passando ao largo de uma análise mais profunda quando se referia aos tucanos e liberais. No caso dos grampos, vemos o presidente do TSE todo falante, quando deveria manter neutralidade absoluta e não vir a público tecer todo tipo de comentário sobre assuntos que se relacionou à campanha eleitoral do primeiro turno. De um magistrado do porte do presidente do TSE e de outros tribunais se espera equilíbrio e equidistâncias dos assuntos triviais. Deu "opiniões" técnicas sobre procedimentos de verificação de eventuais grampos, criticando a Polícia Federal por essa ter afirmado a inexistência de qualquer tipo de grampo. Parece ser especialista de todas as causas.
É inadmissível afirmar-se um fato sem a devida comprovação, máxime em se tratando da figura maior do controle do processo eleitoral. De um leigo ou simplório se admitiria tal comportamento, porém de uma pessoa preparada e que desde o início de sua função no TSE vem dando mostras de predisposição contra o governo Lula, se exigiria a comprovação do fato. Ora, se pode afirmar que teria sido grampeado, quais as provas oferece de sua isenção? Se não pode provar o que afirma, deveria ter permanecido em silêncio ou no momento em que teria percebido o grampo, deveria ter solicitado a presença imediata da PF para a constatação do fato. Em não agindo dessa forma, fica a suspeita que teria procurado tumultuar o processo.
O Ministro disse:“É fácil afirmar a inexistência de grampo mas, considerada a ordem natural das coisas, é dificílimo dizer que jamais houve grampo”, afirmou o ministro neste sábado (30/9).
A Perícia Técnica da Políca Federal (Instituto Nacional de Criminalistica o mais bem aparelhado da Ámerica do Sul) não afirmou a inexistência grampo, mas sim que não houve interceptação clandestina das linhas. E jamais a Polícia Federal foi acusada pelo fato alardiado na imprensa, a não ser, que covardemente alguém tenha insinuado em OFF e caluniado a instituição.
É bom lembrar, que em todas as ocasiões em que o DPF foi acionado para detectar crimes dessa natureza os responsáveis foram identificados e o crime se existisse só não deixaria vestígios se a própria empresa privada responsável pela varredura fosse também responsável pela instalação da escuta ambiental ou grampo telefônico, fato bem lembrado pela Revista CARTA CAPITAL.
Caso do grampo
O Ministro do TSE está correto quando diz "faz de conta que não houve grampo".A "operação não houve grampo" é típica do "modus operandis" do Partido dos Trabalhadores.Quando se trata de divulgar informação grave contra eles, tentam desmoralizar a pessoa , perseguem, tentam prender....Foi assim no caso do caseiro Francelino, do delegado que prendeu Duda Mendonça, hoje afastado, no do delegado que divulgou as fotos do dinheiro e agora no caso da firma de segurança.Já é hora de dar um basta nestes métodos criminosos.
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